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24/09/2018
ABIP lança pão saudável durante Congresso da Panificação em Floripa
Em receita inédita, Pão Nosso leva ingredientes mais saudáveis que diminuem o índice glicêmico do pão. Ele chega a manter por 30 horas suas propriedades como sabor e crocância e tem preço acessívelPara atender à demanda de um consumidor cada vez mais preocupado com a saudabilidade dos produtos que consome, a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria inovou mais uma vez. A ABIP vai lançar, durante o 31º Congrepan, em Floripa, um pão com uma receita inédita. Carinhosamente batizado de "Pão Nosso", a delicia será apresentada aos mais de mil congressistas empresários do setor de panificação de todo o país."O Pão Nosso não veio para substituir o pão francês, mas sim para ser mais uma opção saborosa, saudável, aplicável a vários produtos e de valor acessível. Essa é uma receita nunca feita antes. Possui adição de fermento natural, conhecido como massa madre, que reduz o índice glicêmico do pão. Ele ainda leva sementes, fibras e é de digestão mais longa. Por isso possui alto valor de saudabilidade", explica José Batista de Oliveira, presidente da ABIP e anfitrião do 31º Congrepan.Segundo Oliveira, a receita foi desenvolvida em um trabalho conjunto entre ABIP e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Minas Gerais (Senai MG) no bairro da Lagoinha, em Belo Horizonte. "É um produto que não tem "vida útil" ou como chamamos, "tempo de vasca" pequeno, como é o pão francês", completa.O Pão Nosso tem elevado índice de regeneração, ou seja, após 24 e até 30 horas de assado mantém sua resiliência e sabor. Se, em casa, o consumidor colocar no forno por alguns minutos, recupera a crocância e acentua o sabor torrado dos grãos usados na receita.
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24/09/2018
Abrasel no Espírito Santo firma parceria com Uber Eats
A nova parceria com o aplicativo Uber Eats foi anunciada durante a Reunião Ampliada do último dia 18 de setembroA Abrasel no Espírito Santo e Sindbares firmaram parceria com o mais novo serviço de delivery do estado, o Uber Eats, que tem taxas especiais para os associados. Além disso, quem aderir ao serviço de entrega de alimentos prontos e se tornar parceiro até o próximo dia 26 (quarta-feira) terá condições especiais. De acordo com a empresa, o Uber Eats tem um verdadeiro impacto nas vendas e, ao apresentar seu menu no aplicativo, você conquista novos consumidores e os clientes atuais ganham uma forma mais prática de pedir os seus pratos. Com o aplicativo, os restaurantes podem investir menos em marketing e usar os recursos para expandir os negócios.Outra vantagem apresentada pelo Uber Eats, em seu material de divulgação, é a forma mais rápida de entregar os pedidos. Com centenas de entregadores, as entregas levam, em média, 15 minutos, mantendo a melhor qualidade possível dos pedidos. O parceiro também pode acompanhar a entrega até a porta do cliente por meio do GPS no aplicativo.A nova parceria com o aplicativo Uber Eats foi anunciada durante a Reunião Ampliada do último dia 18 de setembro. O encontro foi realizado no Bar 40 Graus, na Praia do Canto, em Vitória, onde várias outras novidades foram anunciadas. Também participaram do evento fornecedores e outros convidados, além de autoridades.
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24/09/2018
Consumo mundial de café ultrapassa 162 milhões de sacas no ano cafeeiro 2017-2018
Crescimento médio do consumo é de 2% ao ano desde o ano cafeeiro 1990-1991, quando o volume consumido foi de 90,28 milhões de sacas de 60kgA estimativa do consumo mundial de café no ano cafeeiro 2017-2018 é de 162,116 milhões de sacas de 60kg, volume recorde que representa um crescimento superior a 2% em relação ao do ano cafeeiro anterior, que foi de 158,901 milhões de sacas. Nesse contexto, vale destacar que desde o ano cafeeiro 1990-1991 - quando o volume consumido foi de 90,28 milhões de sacas - a taxa de crescimento média do consumo mundial é de 2% ao ano, tendo acumulado aumento de quase 80% desde esse ano.Nos últimos quatro anos cafeeiros, o consumo mundial de café foi de: 151,954 milhões de sacas em 2014-2015; 155,876 milhões de sacas em 2015-2016; 158,901 milhões em 2016-2017; e, conforme mencionado, 162,116 milhões de sacas neste ano de 2017-2018. Esses dados da performance da produção e exportação de café constam do Relatório sobre o mercado de Café - agosto 2018, da Organização Internacional do Café - OIC, o qual está publicado na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Adicionalmente, vale esclarecer que o ano-cafeeiro da OIC (Coffee year) em nível global compreende o período de outubro a setembro.O Relatório da OIC também ressalta que o aumento mais expressivo do consumo neste ano cafeeiro 2017-2018 está estimado na América do Sul, com volume de 26,974 milhões de sacas, 3,3% superior ao consumo de 2016-2017, e atribui parte significativa desse crescimento ao Brasil. Nas demais regiões do mundo, de acordo com a OIC, o consumo neste ano cafeeiro é de: 52,322 milhões de sacas na Europa, consumo 0,5% superior ao ano cafeeiro anterior; 35,8 milhões de sacas na Ásia & Oceania (3%); 30,344 milhões de sacas na América do Norte (2,6%); 11,356 milhões na África (1,6%); e 5,319 milhões no México & América Central, com crescimento de 1,7% em relação ao ano cafeeiro 2016-2017.Em nível global, o Relatório sobre o mercado de Café - agosto 2018 aponta que o consumo mundial estimado neste ano cafeeiro 2017-2018 é 3,555 milhões de sacas superior à produção mundial de café, cujo volume é de 158,560 milhões de sacas de 60kg. No ano cafeeiro anterior (2016-2017), a produção foi superior ao consumo mundial, com volume de 146 mil sacas. Nos anos cafeeiros 2014-2015 e 2015-2016 o consumo também superou a produção em nível mundial com 3,395 e 2,315 milhões de sacas, respectivamente.Market Share - Cafés do Brasil - Caso seja estabelecida uma comparação do volume de café consumido no mundo com a produção dos Cafés do Brasil estimada pela Conab, divulgada no 3° Levantamento da Safra de Café de 2018 - setembro 2018, é possível observar que nosso País deve produzir 59,905 milhões de sacas neste ano de 2018, ou seja, aproximadamente 37% do consumo mundial de café, estimado pela OIC. Assim, é possível inferir que o Brasil está mantendo sua expressiva participação no setor cafeeiro mundial. Para mais informações sobre o mercado de café global e a produção brasileira, acesse os documentos citados e outras análises relevantes no Observatório do Café.OIC - Instituição representativa da cafeicultura mundial, da qual o Brasil é país-membro, que congrega 76 países produtores e consumidores de café e administra o Acordo Internacional do Café. No contexto do Acordo, a Embrapa Café, por meio do Comitê Diretor do Acordo Internacional - CDAI/CDPC/Mapa, participa da análise, discussão, aprovação e gestão das ações, projetos e programas relacionados às questões do mercado mundial do café.
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21/09/2018
Arroz Tio João será fornecedor exclusivo do restaurante Paellas Pepe
Ingrediente-chave da iguaria espanhola, o Arroz Parboilizado da marca foi escolhido para elaborar os pratos da casa Um dos mais renomados restaurantes de culinária espanhola de São Paulo, o Paellas Pepe firmou parceria com Tio João para o fornecimento exclusivo do arroz utilizado em suas receitas. A decisão do chef da casa, Fábio Benedetti levou em conta o principal atributo do Arroz Parboilizado da marca: grãos inteiros e que ficam soltinhos após o preparo."A qualidade do grão é determinante no sucesso de um prato como a paella, uma receita delicada, elaborada com muitos ingredientes. Tudo precisa harmonizar perfeitamente. Não existe paella sem arroz. Ele é o protagonista do prato. O arroz de melhor qualidade absorve o caldo, deixando a receita ainda mais saborosa. Com isso, conseguimos agradar os paladares mais exigentes", afirma o chef.O Arroz Parboilizado é ideal para o preparo de paellas devido ao cuidadoso processo de pré-cozimento realizado ainda na indústria. Com isso, não é necessário refogar nem usar óleo no preparo dos pratos. Os grãos inteiros ainda garantem uma excelente apresentação do prato, o que é fundamental para um restaurante que é referência no que faz.Localizado no bairro do Ipiranga, o restaurante Paellas Pepe foi fundado há 19 anos. O preparo do prato é sempre feito por um membro da família. Nos finais de semana, o segredo é chegar cedo para não enfrentar uma fila de pessoas à espera do tradicional prato hispânico. Para quem não quer se deslocar até o local, o estabelecimento oferece o serviço de delivery, entregando a Paella na temperatura ideal.Sobre a JosaparDetentora da marca Tio João, a Josapar é referência nacional no mercado de arroz e uma das maiores empresas de produtos alimentícios do país. Fundada em 1922 em Pelotas (RS), possui unidades industriais em Pelotas (RS), em Recife (PE), Itaqui (RS) e Campo Largo (PR) e distribui seus produtos nacionalmente e em mais de 40 países. Além do tradicional Arroz Tio João, a Josapar está presente no mercado com o arroz e o feijão Meu Biju, com a linha de alimentos em pó à base de proteína isolada de soja SupraSoy, entre outras marcas: Azeite Nova Oliva, Soy+, Beleza, Exato, Tio Mingote e No Ponto. A empresa também conta com a divisão de insumos liderada pela Supremo Insumos. Outras informações: www.josapar.com.br
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21/09/2018
Está aberta a temporada de vinhos brancos, rosés e espumantes
Leves, refrescantes e aromáticos, os rótulos combinam com o clima da primavera. Enólogo dá dicas de como degustarAs temperaturas subindo nos termômetros anunciam que a nova estação está por vir. Com a chegada da primavera e os dias de calor, não é só o guarda-roupas que muda: o paladar também pede outros sabores. Quando se fala em bebida, os vinhos tintos e com fortes taninos dão lugar a versões leves, refrescantes e aromáticas. É a temporada dos brancos, rosés e espumantes.Para Giovani Giotto, enólogo da vinícola Monte Reale, de Flores da Cunha (RS), estas opções são ideais para os dias mais amenos. "O frescor, a acidez e o toque floral ou frutado que esses vinhos trazem combinam com o ar primaveril. Sem contar que eles devem ser degustados gelados", comenta. Segundo ele, a versatilidade dos rótulos é um dos seus trunfos. "São bebidas que harmonizam perfeitamente com uma culinária mais leve, como saladas, legumes, peixes, frutos do mar e até mesmo grelhados. É uma boa saída para almoços e jantares que trazem vários tipos de carnes", afirma.Ainda de acordo com Giotto, esses vinhos se adaptam aos mais diversos momentos. "O Valdemiz Brut Rosé, por exemplo, acompanha bem entradas, mas pode ser degustado durante as refeições", diz. Outra opção é o Valdemiz Chardonnay, que traz aromas de flores brancas e frutas tropicais. "É um vinho refrescante e bem estruturado, que harmoniza também com risotos leves e massas com molhos brancos", ressalta. Para aqueles que querem aderir a estas versões, o enólogo avisa: é preciso estar atento à temperatura. "Os espumantes, rosés e também os brancos leves devem ser servidos de 6°C a 8°C. Já aqueles de médio corpo, podem estar de 9°C a 11°C, enquanto os encorpados e licorosos de 10°C a 12°C", complementa.Sobre a Monte RealeOs registros da produção de vinhos, legado da família, datam de 1300, ainda na Itália. Na primeira metade do século XIX, integrantes da família imigraram para o Rio Grande do Sul, onde iniciaram a atividade na Serra Gaúcha. Em 1973, Valdecir Mioranza deu o pontapé inicial para a Monte Reale, vinícola que está há 45 anos no mercado nacional e guarda mais de sete séculos de conhecimento.Cinco marcas compõem hoje o mix da vinícola, com sede em Flores da Cunha (RS). Os vinhos de mesa e sucos são comercializados com a bandeira Monte Reale. Vinhos finos chegam ao mercado com as marcas Valdemiz e Sospirolo, que produz ainda Espumantes, Brandy e outros produtos especiais. A tradicional PNS elabora vinagres finos e, ainda, com a marca Alem Bier são produzidas cervejas artesanais.
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21/09/2018
Programa de fomento atinge mais de 70 mil produtores de leite
Atuação dos auditores fiscais federais agropecuários em programa do Ministério da Agricultura ajuda a melhorar a qualidade de leites e derivados O Programa Leite Mais Saudável começou em 2015 e trouxe um novo modelo de fomento à produção de leite no Brasil. Desde então ele beneficiou mais de 75 mil produtores com um investimento acumulado de quase R$ 283 milhões em projetos de melhoramento genético, gestão de propriedades e educação sanitária, entre outros.As empresas participantes devem investir pelo menos 5% dos seus créditos de PIS e COFINS em projetos para beneficiar os produtores rurais e a qualidade do leite por eles produzido. As iniciativas devem ser enviadas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e auditores fiscais federais agropecuários (Affas) avaliam e acompanham o andamento do projeto para garantir que os recursos estão sendo utilizados corretamente."Nós temos hoje uma situação crítica da pecuária de leite. Vemos muita evasão da atividade, muitos produtores e seus filhos saindo", diz o Affa Rodrigo Machado, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal (CBPA). "Um programa como esse permite fazer um fomento de massa. Você trabalha em projetos que levam conhecimento técnico e financeiro para os produtores", continua.Segundo o Affa Bruno Leite, os auditores acompanham desde a criação até a execução do projeto, fazendo visitas a campo. A empresa interessada deve entregar sua proposta na superintendência do Mapa de seu estado. Além disso, a cada ano um relatório sobre suas atividades deve ser apresentado. Quaisquer mudanças necessárias são apontadas pelos auditores e a empresa pode ter que devolver os recursos utilizados se não cumprir os termos.Os auditores atuam em vários pontos da cadeia produtiva do leite e nesse projeto específico, atuam na base da cadeia, segundo Bruno. "Se você garante uma produção consciente, você tem uma matéria-prima de qualidade. O número de fraudes cai, porque um produto bom não precisa ser fraudado, não vale a pena. No final da cadeia teremos um queijo, um iogurte que duram mais na prateleira, que possuem um sabor melhor", completa."Esse é o modelo de fomento mais eficiente e tende a ser o modelo do futuro", diz Rodrigo. "O que eu percebo é que o produtor volta a sentir orgulho de ser um produtor de alimentos. Ele passa a ficar mais tranquilo, porque sabe que aquela atividade vai dar seu sustento, e se preocupa mais com a qualidade de seu produto", continua o Affa. Sobre os Auditores Fiscais Federais AgropecuáriosO Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Os profissionais são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar para as famílias brasileiras. Atualmente existem 2,7 mil fiscais na ativa, que atuam nas áreas de auditoria e fiscalização, desde a fabricação de insumos, como vacinas, rações, sementes, fertilizantes, agrotóxicos etc., até o produto final, como sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas, produtos vegetais (arroz, feijão, óleos, azeites etc.), laticínios, ovos, méis e carnes. Os profissionais também estão nos campos, nas agroindústrias, nas instituições de pesquisa, nos laboratórios nacionais agropecuários, nos supermercados, nos portos, aeroportos e postos de fronteira, no acompanhamento dos programas agropecuários e nas negociações e relações internacionais do agronegócio. Do campo à mesa, dos pastos aos portos, do agronegócio para o Brasil e para o mundo.
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20/07/2018
A CAMPÂNIA
A Campânia (em italiano: Campania) é uma região do Sul da Itália, com cerca de5,8 milhões de habitantes e área de 13.595 quilômetros quadrados. Sua capital é Nápoles. Tem limites a Oeste e Sudoeste com o mar Tirreno, a Noroeste com o Lácio, ao Norte com Molise, a Nordeste com Apúlia e a Leste com Basilicata. Tem a mais alta densidade populacional das regiões italianas, mas é a segunda, após a Lombardia, em número total de habitantes.Esta região é composta das seguintes províncias: Avelino, Benevento, Caserta, Nápoles e Salerno.Tem 350 km de litoral, que inclui os golfos de Nápoles, Salerno e Policastro. As ilhas de Ischia, Procida, Vivara, Capri e Nisida são também uma parte da Campânia.O nome Campânia é derivado do latim Campania Felix e significado terras fertéis! A região oferece algumas das mais belas paisagens da Itália, como o belo Parque Nacional de Cilento, a Ilha de Capri, a Península de Sorrento e a Costa Amalfitana, que são famosos em todo o mundo.Nápoles, a capital da Campânia, foi o centro do governo Bourbon até a unificação da Itália, em 1860. A região é extremamente rica em cultura e história. Nápoles é famosa por sua comida, vinho, música e arquitetura. O imponente Palácio de Caserta e os locais históricos próximos, como Pompéia, Herculano e Paestum, também são mundialmente conhecidos.A região também ostenta o único vulcão da parte continental da Europa a ter entrado em erupção nos últimos 100 anos. O Vesúvio está ameaçadoramente atrás da cidade de Nápoles.A região tem clima agradável e um litoral extenso e belíssimo. Inicialmente ocupada pelos gregos, que ali estabeleceram diversas colônias, foi logo incorporada ao poderoso Império Romano e, posteriormente, caiu sob o domínio de normandos, espanhóis e franceses até a unificação da Itália.Alguns dos destinos turísticos mais importantes da Itália ficam na Campânia: NápolesCapri IschiaProcida Pompéia Herculano e o Vesúvio Sorrento Positano Costa Amalfitana Amalfi Ravello Salerno Pesto Caserta Pozzuoli.Com todas essas diferentes influências e paisagens de tirar o fôlego, a Campânia é interessantíssima para o viajante. A Baía de Nápoles é linda e seu litoral oferece passeios inesquecíveis, como as ilhas de Capri, Ischia e Procida, e as cidadezinhas de Sorrento, Positano, Amalfi e Ravello, na famosa Costa Amalfitana. A inigualável Pompéia, cidade romana soterrada por uma erupção do vulcão Vesúvio, é o mais importante sítio arqueológico da Europa, mas a Campânia tem outros de grande relevância, como Herculano, também da era romana, Pesto e Pozzuoli, ambos do período grego.Todos esses lugares são tão atraentes que muita gente deixa de conhecer Nápoles, o que pode ser um grande erro, uma vez que a cidade tem não só um museu arqueológico, que é dos mais ricos do mundo, mas também castelos, palácios, charmosos recantos à beira-mar e um centro histórico cheio de jóias do período Barroco. Perto da capital, a Campânia tem, inclusive, um imenso palácio real construído especialmente para concorrer com o de Versailles, do rei Louis franceses: é Caserta, lembrança eterna dos tempos de glória em que Nápoles foi capital do Reino das Duas Sicílias e morada de grandes nomes da arte, da ciência e da história ocidental.QUEIJOS DA CAMPÂNIAGraças as suas terras férteis e clima ameno, a Campânia tornou-se o habitat perfeito para o pastoreio de búfalos, a partir do qual é possível obter vários produtos, como laticínios e queijos. É, de fato, a terra dos búfalos e cerca de 60% a 70% da população bufalina Italiana está na região. Obviamente, essa presença marcante tem uma influência direta sobre os queijos produzidos na região; falar de queijo na Campânia significa, principalmente, falar de mozzarella e, em particular, da famosa Mozzarella di Bufala Campana D.O.P. A relativa abundância de leite de búfalas deu à luz a uma bela variedade de queijos típicos; do leite desses plácidos animais também são obtidos os seguintes queijos: Bocconcini alla panna di bufala P.A.T., Burrini e Burrata di bufala P.A.T., Caciocavallo di bufala P.A.T., Mozzarella nella mortella P.A.T., Provola affumicata di bufala P.A.T. e a Ricotta di Bufala Campana D.O.P. A região ainda é conhecida por outros queijos, sendo os mais notáveis a Mozzarella S.T.G, o Provolone del Monaco D.O.P., o Caciocavallo Irpino di grota P.A.T., o Fiordilatte P.A.T., diversos tipos de Pecorino (particularmente, o Pecorino de Carmasciano, Ricota e Scamorza).Mas, o que significam esses P.A.T., S.T.G. e outras abreviações? D.O.P., I.G.P., P.A.T., S.T.G. ???Tudo corria bem até o início dos anos 2000, quando a palavra do dia se tornou globalização e criou um certo caos nos mercados e na economia, dando vida ao fenômeno da falsificação... global também. A Comunidade Europeia foi praticamente forçada a se proteger por meio da emissão de medidas e regulamentos que protegiam a produção de alimentos; era necessário respeitar o consumidor, as tradições locais e o desenvolvimento da noção de território de origem. Assim, criou-se um sistema único para a proteção de produtos típicos, tanto dentro da própria União como internacionalmente, o que permitiria ao consumidor reconhecer um produto típico de forma clara e simples através de marcas de proteção.Em reconhecimento as culturas e tradições locais, a Comunidade Europeia emitiu três níveis de proteção para produtos típicos.: D.O.P., I.G.P. e S.T.G.D.O.P. ou DOP (Denominazione di Origene Protetta). É uma marca registrada da proteção legal da denominação atribuída pela Comunidade Europeia (CE) a alimentos cujas características específicas dependem essencial ou exclusivamente do território em que são produzidas.O ambiente geográfico inclui fatores naturais (clima, características ambientais) e fatores humanos (técnicas de produção transmitidas ao longo do tempo, artesanato, know-how) que, combinados, tornam possível obter um produto inimitável fora de uma área específica produtiva.Para que um produto seja D.O.P. as fases de produção e processamento devem ocorrer em uma área geográfica definida. Quem faz D.O.P. deve cumprir as regras rigorosas de produção estabelecidas na especificação de produção. O cumprimento dessas regras é garantido por um órgão de controle específico. Com os produtos da marca D.O.P. o elo entre o território e a produção é indissolúvel: se mudasse até mesmo uma característica do lugar de origem, o produto final não seria mais o mesmo.I.G.P. ou IGP (Indicazione Geografica Protetta). Indica uma marca de origem que é atribuída pela Comunidade Europeia aos produtos agrícolas e alimentares para os quais determinada qualidade, reputação ou outras características dependem da origem geográfica e cuja produção, transformação e/ou elaboração se processa em área geográfica determinada. Para obter o I.G.P., portanto, pelo menos uma fase do processo de produção deve ocorrer em uma área particular. Quem produz I.G.P. deve cumprir as regras rigorosas de produção estabelecidas na especificação de produção. O cumprimento dessas regras é garantido por um órgão de controle específico.A marca I.G.P, assim como a D.O.P., implica uma ligação com o território de origem, mas de uma maneira menos rígida e obrigatória. Na verdade, algumas etapas do processamento também podem ser executadas em um local diferente do certificado.S.T.G. ou STG (Specialità Tradizionale Garantita). É uma marca de origem destinada a proteger produções que são caracterizadas por composições tradicionais ou métodos de produção. Esta certificação, regida pelo regulamento CE 2082/92, ao contrário de outras marcas, como D.O.P. e I.G.P., destina-se a produtos agrícolas e produtos alimentícios que possuem uma "especificidade" vinculada ao método de produção ou à composição vinculada à tradição de uma área, mas que não são necessariamente produzidos apenas nessa área.A marca S.T.G., portanto, não se refere tanto a um local específico de produção, mas a um produto obtido através de matérias-primas tradicionais de um território, ou ao uso de técnicas tradicionais de produção / processamento, ligadas a usos ou costumes específicos.Esta categoria inclui muitos queijos italianos, mas não todos. Na realidade, há muitos que são excluídos do registro especial, apesar de serem produzidos de acordo com as antigas tradições leiteiras ou com uma forte ligação territorial.Espaço para produtos de nicho... Após o lançamento desta subdivisão, a agricultura italiana teve de enfrentar o cenário da política agrícola da União Europeia, confrontando-se em condições claramente desfavorecidas. A agricultura moderna, extremamente voltada para a mecanização, requer extensões planas de terra que faltam na Itália, seja para a configuração natural orográfica, seja para a florescente antropização do território. Além disso, produtos de nicho italianos não encontraram espaço. Produções limitadas em termos quantitativos e relativas a áreas muito restritas, tais como não justificar uma D.O.P. ou um I.G.P., encontraram muitas reservas com a União Europeia, que temia que se confundissem. Para reagir a esta situação, o Ministério de Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais decidiu, em 2000, salvaguardar os setores de nicho, melhorando os produtos agrícolas ou pecuários que forem processados de acordo com receitas antigas através de um rótulo específico.P.A.T. (Prodotti Agroalimentari Tradizionali). São uma coisa totalmente italiana, a última categoria de alimentos combinada com uma política de qualidade no campo agroalimentar. Elas refletem novas necessidades e tendências, tanto dos consumidores quanto dos pequenos produtores locais. O "sistema" de produtos tradicionais é regulamentado pelo D.M. de 18 de julho de 2000, publicado no suplemento original n0. 130 do Jornal Oficial n0. 194, de 21 de agosto de 2000, "Lista nacional de produtos agro-alimentares tradicionais". O ministério, no entanto, desistiu de um papel ativo na iniciativa, delegando a tarefa às regiões e preservando apenas um papel oficial.Para produtos tradicionais, entende-se aqueles produtos agro-alimentares típicos e bens, com características tradicionais, cujos procedimentos nos métodos de processamento, preservação e maturação são consolidados ao longo do tempo.O requisito para ser reconhecido como P.A.T. deve ser "obtido com métodos de processamento, preservação e envelhecimento consolidados ao longo do tempo, homogêneos em todo o território em questão, de acordo com as regras tradicionais, por um período não inferior a vinte e cinco anos".Os P.A.T. são produtos incluídos em uma lista especial, elaborada pelo Ministério de Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais com a colaboração das regiões. A lista é regularmente atualizada com base na compilação de fichas técnicas que identificam os novos produtos. Para a identificação: a descrição das características salientes, as metodologias do processamento, a conservação, a maturação.Mozzarella di Bufala Campana D.O.PA mozarela, também grafada muçarela ou mussarela (do italiano, mozzarella) é uma variedade de queijo de massa filada com origem na comuna de Aversa, na região italiana da Campânia. Sua receita tradicional indica o uso exclusivo de leite de búfala, produzindo o queijo em formato de bolotas conservadas em soro, brancas e bem macias. Na Itália, apenas esse tipo de queijo é reconhecido oficialmente como mozzarella, recebendo o selo de certificação de origem. São produzidas, em média, cerca de 35 mil toneladas deste queijo por ano em território italiano.No Brasil, o nome desse queijo foi apenas aportuguesado nas últimas décadas. Até a primeira década do século XXI, no Brasil, era principalmente escrito, popular e comercialmente, mussarela; forma que, embora não dicionarizada, seguia portaria governamental ("Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade", Portaria 364, de 4 de setembro de 1997, que internalizara a Resolução Mercosul GMC 78, de 1996, segundo a qual a denominação poderia ser mozzarella ou mussarela). O dicionário Houaiss, lançado em 2001, trouxe o aportuguesamento "muçarela" que, apesar de sem tradição ou uso, seria a grafia mais correta, de acordo com esse dicionário. A escrita mussarela, porém, ainda é a mais encontrada em supermercados e pizzarias. Além disso, mussarela consta no Dicionário Aulete, no Dicionário de Usos do Português do Brasil, no Dicionário da UNESP e no dicionário português Priberam.Em Portugal, tem mais uso a forma mozarela (igualmente preferida pelo brasileiro Aurélio). O vocabulário da Academia Brasileira de Letras traz ainda a variante muzarela, com pouco uso. O dicionário Priberam também traz a variante moçarela, também com pouco uso.É um dos produtos típicos mais famosos da Campânia, cuja primeira aparição nas crônicas gastronômicas remonta ao século XII, quando os monges do mosteiro de San Lorenzo, em Cápua, criaram um queijo chamado "mozza" ou "provatura" (quando é defumado) e costumavam oferecer a mozza aos peregrinos. Existem vários documentos do século XIV que testemunham a comercialização dos produtos lácteos dos búfalos nos mercados napolitano e de salerno. No entanto, foi preciso esperar até o ano de 1570 antes que a expressão mozzarella aparecesse pela primeira vez no famoso texto de Bartolomeo Scappi, um cozinheiro da corte papal.A fama da mussarela também está ligada à pizza, sendo um dos principais ingredientes.A mozzarella di bufala campana é feita de leite de búfala. Tradicionalmente, os búfalos são criados nos pastos da Campânia e do Lazio e seu leite é usado para produzir este delicioso queijo. O leite é aquecido a baixa temperatura e depois misturado com uma levedura natural. O leite começa a engrossar em cerca de meia hora. Neste ponto, a coalhada é dividida em pequenos pedaços e depois deixada para descansar em um soro quente por cerca de quatro horas ou até que seja criado ácido láctico suficiente para puxar e virar o queijo. A filação do queijo é baseada no calor e no movimento da água. É feito em grandes tanques cheios com partes iguais de coalhada e água a 100°C. A massa filata é, então, picada ou cortada (tritata o mozzata, daí o nome mozzarella) à mão ou com uma máquina. Os produtos obtidos são deixados para resfriar em água durante cerca de vinte minutos. Eles são, então, transferidos para tanques cheios de água salgada, onde são armazenados por diferentes períodos de tempo de acordo com as preferências.Outros queijos mas? não de leite de búfala!Deixando de lado os queijos bufalinos, os outros produtos queijeiros de maior destaque da Campânia são: Mozzarella S.T.G., Fiordilatte P.A.T., Provolone del Monaco D.O.P., Caciocavallo Irpino di grota P.A.T. e diversos tipos de Pecorino (particularmente, o Pecorino de Carmasciano).Mozzarella S.T.G. É um queijo fresco com pasta filada, feito de leite de vaca. Nativo do Centro e Sul da Itália, a mussarela espalhou-se rapidamente pelo mundo inteiro. É produzido em toda a Itália e, também, na Campânia. Geralmente, a mozzarella tem uma forma esférica, mas também pode ter outras formas. As características distintivas deste queijo são a sua suavidade, a superfície branca, lisa, brilhante e leitosa e a fina crosta. Tipicamente, tem uma estrutura fibrosa com camadas sobrepostas que liberam um líquido leitoso no momento do corte ou se pressionadas levemente.A mozzarella (de leite de vaca) e Fior di latte são, basicamente, o mesmo produto, sendo que a maior diferença é no formato.O fior di latte é um queijo fresco com massa fiada; a mais famosa da Campânia é a de Agerola, uma pequena cidade cujo leite foi considerado muito saudável pelo médico grego Galeno. Para produzir um bom fior di latte, é preciso usar leite de vaca de primeira qualidade. O leite deve ser proveniente de mais de uma ordenha e deve ser fornecido imediatamente ao laticínio, geralmente dentro de 24 horas após a primeira ordenha. A produção do fior di latte da Campânia consiste em trabalhar o leite da mesma forma que a mussarela da vaca é trabalhada; a única diferença está na forma e consistência do produto. A forma pode variar; na verdade, pode ser ligeiramente arredondada ou pode ter um pequeno nó ou uma trança. Não tem crosta, é branco como o leite, com algumas nuances amareladas, tem uma pele macia e suave e a sua consistência é tão macia que, quando cortada, libera o líquido leitoso característico; o sabor é fresco e semelhante ao leite levemente ácido.Provolone del Monaco D.O.P. As origens do nome Provolone del Monaco ainda são incertas, tanto que até hoje para a sua interpretação costuma-se recorrer a tradição oral, que tem legado muitas lendas relacionadas à maneira de chamar esse queijo. A lenda mais comum diz que o nome deriva do manto que os pastores usavam para se proteger do frio durante a viagem das colinas de Vico Equense a Nápoles, na época o principal mercado para seus produtosO que é certo é que o autêntico Provolone del Monaco é produzido em Arola, uma aldeia pertencente a comuna de Vico Equense, na província de Napoli, a caminho de Salerno, e é obtido a partir do processamento de leite de vaca Agerolese. É feito de acordo com uma receita passada de geração em geração, desde o século XVIII, quando algumas famílias de pastores de Vomero - um dos bairros situados nas alturas de Napoli - se mudaram para as cordilheira dos Montes Lattari por causa do processo de urbanização. Foi apenas entre os pastos verdes da região de Vico Equense e de Arola, em particular, que eles acharam o lugar ideal para se especializaram no processamento desse tipo particular de Caciocavallo. Embora seja produzido em vários municípios da província de Nápoles, o autêntico Provolone del Monaco é aquele embalado em Arola, a aldeia de Vico Equense, onde o queijo se originou. Desde 2010, o Provolone del Monaco é comercializado com a prestigiada certificação D.O.P. Para poder se gabar dessa marca, cada queijo deve atender a requisitos rigorosos relacionados à forma, às características organolépticas e à área de produção. Em particular, cada um deles deve envelhecer por pelo menos seis meses, tendo a forma de um melão alongado ou uma pêra sem cabeça, pesando entre 2,5 e 8 quilos e ser produzido em um dos 13 municípios da província de Nápoles, indicado no Disciplinar de Produção do Consorzio di Tutela del Provolone del Monaco D.O.P.É um queijo semiduro de massa filada, envelhecido, produzido na área da Península de Sorrento com leite cru de gado Agerolese. É obtido aquecendo o leite para obter uma coalhada mais cozida em comparação com a produção de Caciocavallo tradicional. Sua maturação deve ocorrer lentamente, sem conservantes ou fermentos. Caracteriza-se pelo método particular de maturação, que prevê a suspensão das formas, ligadas aos pares com ligações apropriadas, em ambientes frios e ventilados e longe da luz solar. A superfície de cada Provolone é marcada pelas cordas de ráfia com o qual estão pendurados, subdividindo o produto em seis segmentos mínimos. A casca, dura e lisa, apresenta pequenas rachaduras; a massa é amarela dura e cremosa, caracterizada pelas chamadas lágrimas, que podem ser identificadas nas formas mais temperadas, nos ligeiros olhos de perdiz (pequenos olhos alongados) que os pontilham. Distingue-se pelo sabor doce e aromático que tende a tornar-se cada vez mais determinante e apimentado com a prolongação da maturação, que não deve ser inferior a seis meses. No final do período de maturação, as formas devem manter um peso que respeite as disposições do Disciplinar. Uma vez cortado, deve ser mantido na geladeira por até 90 dias.É um queijo de produção limitada, em torno de 40 toneladas por ano. Metade deles é processada no território de Vico Equense e de Arola; nessas duas áreas o produto é mais valorizado e, frequentemente, vendido com reserva antecipada!Consumido principalmente como um queijo de mesa, é apreciado pelos paladares mais refinados. Pode enriquecer diferentes preparações gastronômicas, mas a combinação clássica com pão caseiro realça as suas características aromáticas e gustativas. Acompanha vinhos tintos muito encorpados e envelhecidos, como por exemplo, o Montevetrano, com o Colli di Salerno IGT.Caciocavallo Irpino di Grotta P.A.T.O Caciocavallo é o queijo mais típico e difundido nas áreas montanhosas e de colinas do Sul da Itália. É quase que omnipresente, porém com diferenças muito sútis, muitas vezes irreconhecíveis pelo consumidor não especializado em queijos! O Caciocavallo Irpino di Grotta P.A.T. é originário da região de Irpinia e, em particular, das zonas de Valle dell?Ufita, Valle dell?Ofanto, Terminio Cervialto e Alta Irpinia. Na realidade, Irpinia é um distrito dos Apeninos, ao redor de Avellino, uma cidade na Campânia cerca de 50 km a Leste de Nápoles. Era o território da antiga tribo Hirpini; sua extensão corresponde a província de hoje de Avellino.Este Caciocavallo Irpino de Gruta P.A.T. (Prodotto Agroalimentare Tipico Tradizionale) é um queijo filado, produzido com leite proveniente de fazendas pequenas e médias e de vacas de cor marrom. A maturação, de 45/60 dias a seis meses, ocorre, tracionalmente em grutas.Durante o período de primavera-verão o gado fica no pasto e a produção de leite é maior. Durante este período, a grande variedade de gramíneas que compõem as pastagens confere ao leite uma grande variedade de aromas, que irão intensificar-se durante o amadurecimento do queijo. Produtos dessa época (abril/maio) são particularmente apreciados. Quando a época do pasto acaba, a comida dos rebanhos é baseada principalmente em forragem e farinha da fazenda (no entanto, a silagem é excluída da alimentação). Os únicos ingredientes que entram na composição desses queijos são: leite integral cru, sal, coalho de vitela, cabrita ou de cordeiro. A forma é esférica e o peso de cerca de 2 a 2,2 kg; no final da maturação terá cerca de 1,8 kg. O amadurecimento vai de 45/60 dias até mais de seis meses. Depois de um primeiro ciclo de secagem, o que pode ocorrer em locais tradicionais, frescos, mas não antes do 45/60 dd, as peças de queijo são levadas para maturar/envelhecer nas típicas grutas de tufo (rochas calcárias porosas), onde desenvolve um microclima e uma microflora propícios para a maturação do queijo em tempos de cura longos, podendo ir até dois anos. Nessas caverna naturais de tufo, os queijos são amarrados em pares e pendurados "a cavalo" em vigas de madeira. A umidade varia entre 80% e 90%, enquanto a temperatura quase constante entre o inverno e o verão varia entre 100C e 150C.A massa é de cor amarelo-palha, que tende a acentuar com o envelhecimento, com buracos raros, semidura ao tato e homogênea. Se pouco maduro, tem um delicado aroma de leite; com maior envelhecimento, destaca-se o cheiro de grama-feno. Muito aromático, agradável, de picante à muito picante nas formas mais temperadas. Apresenta uma persistência gustativa inimitável.No palato, especialmente com maior envelhecimento, todas as características organolépticas sobressaiem: aroma de grama recém cortada, de flores amargas, de baunilha e especiarias e, por vezes, ligeiramente picante. Tem casca fina e lisa, com uma cor palha marcada; é coberto com mofo branco devido ao envelhecimento em grutas.Acompanha bem um vinho tinto bem estruturado, melhor se for um Taurasi DOGC ou um Aglianico Irpiniano, ou com um vinho branco, como um DOGC Greco di Tufo ou Fiano di Avellino DOGC, no tipo doce e ligeiramente picante. Excelente quando servido com acácia ou mel de castanha. O Caciocavallo Irpino di Grotta P.A.T. ganhou o Prêmio Roma 2014 como melhor queijo de leite cru italiano.Como mencionado mais acima, a forte presença de rebanho de búfalos na Campânia contribuiu de forma decisiva no desenvolvimento de outros produtos queijeiros elaborados com leite de búfala, tais como Bocconcini alla panna di bufala P.A.T., Burrini e Burrata di bufala P.A.T., Caciocavallo di bufala P.A.T., Mozzarella nella mortella P.A.T., Provola affumicata di bufala P.A.T.,Ricotta di Bufala Campana D.O.P. e Scamorza di bufala P.A.T. Deixaremos eles de lado, para uma futura oportunidade.
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18/07/2018
CASALE DI PIZZA AS DELICIAS DA SABOROSA CUCINA ITALIANA
Elegante e moderna, a forneria italiana Casale di Pizza oferece uma experiência gastronômica tipicamente italiana, em um ambiente confortável e em um cenário perfeito para passar ótimos momentos em família.Valorização da culturaA valorização da cultura italiana é um marco da Casale di Pizza, forneria italiana localizada em Moema, São Paulo, SP, que oferece um local acolhedor e de arquitetura simples para saborear pratos tipicamente italianos, cujos ingredientes selecionados fazem a diferença.A Casale di Pizza reflete o espírito da família Benassi, sempre reunida à mesa, com muita alegria e prazer pela culinária italiana. Suas receitas são preparadas com extrema dedicação e carinho pelo chef pizzaiolo Reinaldo Benassi, o primeiro em São Paulo a ser formado pela tradicional Scuola Italiana Pizzaioli.O amor de Reinaldo Benassi pela gastronomia italiana vem de família e ele nunca mediu esforços para se aperfeiçoar e aprimorar-se na arte de cozinhar com dedicação, carinho e maestria. Com isso, foi o primeiro em São Paulo a formar-se na Academia Italiana de Pizza, o maior ponto de referência para quem deseja se tornar um chef pizzaiolo, em um estreito aprendizado com um mestre que lhe passou os segredos e detalhes para criar uma verdadeira e incomparável pizza italiana.Além de um grande chef pizzaiolo, Reinaldo Benassi também se transformou em um exímio e diferenciado criador de massas. Todo esse know how, permitiu a criação de um cardápio diferenciado, que inclui opções de massas artesanais, pizzas clássicas, especiais e doces, preparados com ingredientes selecionados e em sua grande maioria importados. A Casale di Pizza trabalha para que cada prato seja realmente diferenciado e especial. As pizzas possuem massa crocante, de fino sabor, juntamente com uma seleção dos mais tenros tomates, que dão base a deliciosas coberturas que, levadas ao forno à lenha com temperatura ideal, proporcionam aos mais exigentes paladares uma sensação única de prazer e satisfação.São mais de 40 sabores no menu, destacando-se entre as opções, a Carcamano, que leva fatias de linguiça calabresa artesanal, salsa, cebola roxa, pimenta dedo de moça e erva doce; a Grandíssima, com mussarela, leve toque de gorgonzola, geleia de figos frescos e fatias de presunto cru; e a Quatro Formaggi, feita com queijos mussarela, emmental, mascarpone e parmesão. Para abrir o apetite, a sugestão é a famosa entrada Delicinha, uma massa brotinho fechada e recheada com Catupiry, mascarpone, parmesão, azeite extra virgem, sal grosso e alecrim.Com capacidade para 132 lugares, o espaço também recebe grupos para confraternizações, aniversários e eventos.Além disso, a cada quarenta dias, a casa abre suas portas para o curso ministrado pela Scuola Italiana Pizzaioli, indicado para iniciantes que buscam uma formação profissional de pizzaiolo, profissionais que querem enriquecer seu currículo e proprietários de pizzarias que desejam aprimorar seus conhecimentos.Menu tipicamente italianoA Casale di Pizza é um pedaço da Itália em São Paulo. Os Benassi jamais abrem mão do padrão de qualidade para oferecer o que há de melhor em pizzas, massas e em todas as delícias que compõem seu irresistível cardápio, composto por entradas, saladas, massas e, o carro-chefe da casa, as famosas pizzas! As entradas são compostas por receitas de famílias tradicionais e trazidas da Itália há mais de 100 anos! Entre as opção, estão Berinjela ao Forno (fatias de berinjela cobertas com mussarela, Catupiry, gorgonzola e uma leve pitada de alho); Corniccione Limone (massa fina e crocante com molho de azeite e limão siciliano, levemente apimentado); Corniccione Tradizionale (massa fina e crocante com molho de tomate e parmesão regados com azeite); Delicinha (massa brotinho fechada, com Catupiry, mascarpone, parmesão, azeite extra virgem, sal grosso e alecrim); Focaccia (massa fina de pizza com alecrim e sal grosso regados com azeite); e Rotolina Parma (molho de tomate, mussarela, abobrinha fatiada e parmesão), Rotolina Calabresa (mussarela, calabresa e tomate italiano picado) ou Rotolina Aliche (mussarela, aliche e tomate italiano picado).As saladas oferecidas pela Casale di Pizza são uma combinação perfeita de ingredientes, como a Caprese, que une folhas de rúcula, fatias de tomate-cáqui e mussarela de búfala, com molho genovese; ou a Tuna Salad, que harmoniza alface americana, lascas de atum, mussarela de búfala fresca e tomate-cereja com molho balsâmico; ou, ainda, a Carpaccio Especial, um verdadeiro deleite para o paladar!O cardápio de massas oferece uma opção mais irresistível do que a outra para quem quer degustar as delícias da cozinha italiana! As opções incluem Agnolotti Verde (ricota, nozes e passas); Capeletti di Carne; Caneloni (presunto e queijo); Fusili (ao sugo, calabresa e bolonhesa); Linguine (ao sugo, calabresa, bolonhesa, branco e ao pesto); Lasanha ao sugo; Limone integral (cenoura, mussarela, ricota, gengibre, raspas de limão siciliano); Rondeli (requeijão e mussarela); Ravioli (mussarela de búfala e manjericão); Reginete (ao sugo, calabresa, bolonhesa, branco e ao pesto); Espaguete (ao sugo, calabresa, bolonhesa, branco e ao pesto); Tortelli verde 5 queijos; Tortelloni (mussarela e peperoni); Talharim (ao sugo, calabresa, bolonhesa, branco e ao pesto); e Zuca (abóbora, ricota, requeijão e rúcula).Pizzas especiais, gourmet, clássicas e docesO cardápio de pizzas oferecido pela Casale di Pizza merece um capítulo à parte! A harmonização de ingredientes, a massa crocante e as deliciosas coberturas transformam as pizzas em verdadeiras obras de arte que deliciam os olhos e o paladar! O cardápio de pizzas especiais da casa oferece uma seleção para todos os gostos e paladares. Escolha a de sua preferência entre Abobrinha (fatias frescas de abobrinha italiana sobre cream cheese, parmesão e leve toque de alho); Alcachofra (Catupiry e coração de alcachofra com azeitonas); Argentina (molho de tomate, mussarela e alho frito); Berinjela (mussarela, fatias de berinjela gratinada no azeite e parmesão); Bon Vivant (peito de peru, mussarela de búfala e azeitonas); Brócolis (molho de tomates italianos rústicos, com uma leve camada de mussarela, burrata e pesto de manjericão); Calabria (fatias de calabresa artesanal pré-assadas sobre mussarela); Carpaccio Speciale (fatias de carpaccio, alface americana, folhas de rúcula, palmito e cenoura ralada); Casale (mussarela de búfala, fatias de tomate-caqui e presunto cru); Cremona (molho de tomate italiano, atum especial em pedaços com gotas de gorgonzola); Da Nona (queijo emmental, fatias de berinjela, abobrinhas grelhadas e parmesão); Di Parma (molho de tomates italiano selecionados, finas lascas de Parma coberta com mussarela especial e tomates fatiados); Do Rei (leve toque de mussarela, escarola fresca, calabresa artesanal curtida em ervas de Provence, salpicada com parmesão); Finocchio (linguiça calabresa artesanal, erva doce refogada no azeite e queijo petit suisse); Margherita Gourmet (mussarela, tomate-cereja, parmesão em lascas e folhas de manjericão gigante); Margherita Speciale (mussarela de búfala, fatias de tomate e manjericão); Moema (mussarela de búfala, folhas de rúcula fresca e tomate seco); Pescador (cream cheese, alho poró e salmão defumado); Pesto & Pomodori (molho pesto, mussarela, tomate-cereja, folhas de manjericão e alho refogado); Sorpresa (mussarela, sorpresa veneziana e folhas de rúcula regadas com limão siciliano); Tonno (atum especial em pedaços, tomate picado, azeitonas pretas e alcaparras); Verona (mussarela, abobrinha grelhada, queijo Taleggio, queijo gorgonzola italiano e alho frito, opcional); e Zucchini (mussarela de búfala coberta com abobrinha grelhada e parmesão).Já o cardápio de pizzas gourmet dispõe de opções tentadoras e irresistíveis, como a Azzurra (mussarela de búfala, coração de alcachofra, tomate seco, tomate-caqui e salsinha); Burrata (molho de tomates italianos rústicos, com uma leve camada de mussarela, burrata e pesto de manjericão); Calabresa Especial Apimentada (calabresa artesanal, rodelas de cebola e azeitonas pretas); Caprese (mussarela, tomate-caqui, fatias de mussarela de búfala, pesto de azeitonas pretas e folhas de manjericão); Carbonara (molho de tomate, mussarela, gorgonzola, panceta, confit de tomates cerejas e cebola caramelada); Carcamano (fatias de linguiça calabresa artesanal, salsa, cebola roxa, pimenta dedo de moça e erva doce); Casale (mussarela de búfala, fatias de tomate-caqui e presunto cru); Di Casa (queijo mascarpone, alho-poró, parmesão e tomate seco); Do Pedro (queijo brie derretido, mussarela de búfala, folhas de rúcula fresca e presunto cru); Funghi & Poró (mussarela com deliciosa combinação de shitake e shimeji refogados no azeite e alho-poró); Grandíssima (mussarela, leve toque de gorgonzola, geleia de figos frescos e fatias de presunto cru); Originale (mussarela de búfala, fatias de queijo brie e presunto cru); Putanesca (molho de tomate fresco temperado com alcaparras, atum, anchovas italianas, fatias de tomate, manjericão e fios de queijo parmigiano); Quatro Formaggi (queijos mussarela, emmental, mascarpone e parmesão); e Vero Itália (polpa de tomate, calabresa pré-assada, mussarela de búfala e azeitonas pretas).A Casale di Pizza também oferece pizzas clássicas, mas com um toque especial. Entre as opções: 4 Queijos (Mussarela, gorgonzola, provolone e Catupiry); Aliche (filés de anchova importados sobre molho de tomate e parmesão); Atum (atum especial sobre molho de tomate fresco e cebola); Calabresa (calabresa artesanal, rodelas de cebola e azeitonas pretas); Calzone (tradicional pizza fechada com mussarela, presunto picado, ovos e Catupiry); Catupiry (autêntico catupiry e azeitonas pretas); Escarola (escarola refogada salpicada com filés de anchovas italianas, coberta de mussarela); Frango (autêntico catupiry e peito de frango levemente desfiado e refogado com leve toque de cebola e salsa); Margherita (mussarela, fatias de tomate e folhas de manjericão); Mozzarella (molho de tomate fresco, mussarela e orégano); Napolitana (mussarela coberta com molho de tomate fresco, fatias de tomate e parmesão); Palmito (palmitos selecionados, mussarela e azeitonas pretas); Pepperoni (mussarela, fatias de pepperoni levemente apimentado e toque de alho refogado); Piemontese (lombo canadense fatiado, mussarela e um leve toque de alho frito); Pizzaiolo (calabresa artesanal processada, pimenta cumari, finas fatias de tomate caqui, coberta com parmesão especial); Portuguesa (leve toque de mussarela, presunto Sadia, ovos, cebola e azeitonas pretas); e Sardenha (filés de anchovas italianas sobre mussarela e fatias de tomate).Para a sobremesa, pizzas doces... simplesmente irresistíveis! A de Chocolate, por exemplo, é elaborada sobre um fino disco de pizza, com camadas de chocolate com morangos. Já a de Banana tem como complementos açúcar, canela e rum.E, para acompanhar todas essas saborosas opções do menu, a Casale di Pizza dispõe de carta de vinhos com uma ótima variedade para satisfazer os paladares mais exigentes, além de também contar com o maravilhoso chopp gelado, entre outras bebidas. Tudo preparado com muito cuidado e dedicação; e um atendimento impecável!Casale di Pizzacasaledipizza.com.br
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18/07/2018
OS VEGETAIS E HORTALIÇAS NA CULINÁRIA ITALIANA
Quando falamos em culinária italiana, os produtos típicos que vêm à nossa mente são massas, queijos e o famoso gelato. No entanto, ignoramos um dos alimentos mais característicos dessa gastronomia: os vegetais.A culinária italianaQuem não conhece a famosa pizza, o vinho e as massas tradicionais da culinária italiana? País que sediou um dos maiores acontecimentos da história, como o Império Romano e o Renascimento, e trouxe um passado histórico riquíssimo, inclusive, na culinária.Tendo uma tradição culinária vasta, a gastronomia italiana adquiriu uma popularidade impressionante, não somente no país de origem, mas em todo o mundo. O segredo está nas técnicas sofisticadas, originalidade e uma maneira simples de produção, que resultaram em pratos especiais que sobreviveram ao tempo e evoluíram. Sem contar com o clima familiar, pois a culinária italiana está muito relacionada com o cotidiano da população que reside no país; os italianos gostam de sentar-se à mesa e apreciar o momento.A culinária italiana é uma das mais saborosas do mundo, com pratos que envolvem os mais variados tipos de vegetais, carnes e massas.Os vegetais e hortaliças ocupam lugar de destaque nessa gastronomia e é fácil explicar o por que. Harmonização e balanceamento são as palavras chave nos pratos das famílias e dos restaurantes italianos. Os vegetais são fundamentais nesse sentido. Enquanto a maior parte da população mundial não ingere a quantidade recomendada, a Itália é considerada o segundo maior consumidor de vegetais e hortaliças da Europa.O relevo, o clima temperado mediterrâneo, o solo rico em nutrientes e a variedade de espécies, são fatores que favorecem o cultivo de vegetais. Batatas, cenouras, aspargos, berinjelas, tomates e brócolis são os tipos mais populares. Seja em saladas, em acompanhamentos ou na elaboração de caldos, o uso dos vegetais é muito importante para a Dieta Mediterrânea e traz como resultado uma refeição saborosa, harmônica e balanceada, durante o ano todo.A variedade é um ponto importante, já que um prato colorido é sinônimo de saúde. Vegetais e hortaliças são considerados alimentos antioxidantes, que atuam na prevenção de diversos tipos de doenças, combatendo o envelhecimento precoce e fortalecendo o sistema imunológico. Além disso, são boas fontes de vitaminas, minerais e fibras.Paixão por vegetaisA cozinha mediterrânica é a alma de toda a cozinha italiana, já que inclui em quase todos os pratos azeite, vários tipos de vegetais e ervas aromáticas.Os pratos italianos caracterizam-se pela forte presença de carboidratos, representados pela massa e arroz. As massas são sempre conjugadas com molhos e geralmente confeccionadas a partir dos mais diversos vegetais. São estes ingredientes que fazem da gastronomia italiana uma das melhores combinações nutricionais.Na Itália, existem mais de 25 milhões de hectares de terras agrícolas que produzem uma grande variedade de vegetais, incluindo muitos que se tornaram verdadeiros símbolos da culinária italiana. Os exuberantes molhos de tomate devem seu sabor aos tomates italianos, as oliveiras das regiões do Sul fornecem um aperitivo de primeira classe e, claro, se falamos de terra cultivada, temos que mencionar milhões de hectares de vinhas (mesmo que não sejam vegetais), onde nascem os melhores vinhos italianos.Por tudo isso, os vegetais constituem uma grande e importante parte da gastronomia italiana, principalmente pelo aroma e sabor que incorporam às refeições. Os vegetais estão sempre presentes nos pratos italianos. Berinjelas, pimentões, abobrinhas, aspargos, espinafres, abóbora, alcachofra e tomate são ingredientes indispensáveis. Na cozinha tradicional italiana, as receitas modernas incluem vegetais grelhados e salteados, nomeadamente de berinjela, pimentão e abobrinha. Segundo pesquisas, 91% dos italianos adoram vegetais e, o mais impressionante para nós brasileiros, é que os jovens são a força motriz do seu consumo nos últimos 10 anos. As pesquisas mostram, ainda, que dos quase 50 milhões de italianos que gostam de vegetais, sete de dez os consomem porque são saborosos e não apenas porque são saudáveis. O crescimento de vegetarianos e veganos na Itália também contribui para o aumento do consumo de vegetais, os quais não podem mais ser considerados como um acompanhamento nas refeições. Segundo pesquisas, para seis de cada dez italianos, os vegetais são o prato principal do seu cardápio diário. Em média, os italianos consomem vegetais uma vez por dia, embora 20% deles consumam dez porções de vegetais por semana. No ranking de maior consumo, as mulheres estão em primeiro lugar - consomem vegetais com mais frequência do que os homens - e, geograficamente, o Norte da Itália confirma-se como um dos pilares do consumo de vegetais.Ingredientes indispensáveisVegetal é um termo gastronômico/nutricional que se refere a diferentes partes de uma planta (as folhas, os frutos, as raízes, os brotos das hastes jovens) que são usados na nutrição humana. Os vegetais são usados de várias maneiras: como um prato em si, como um acompanhamento para carne, peixe e queijo, como um ingrediente de recheios e, ainda mais raramente, como um ingrediente doce. Dependendo do tipo, 90% a 95% do seu peso consiste em água e contém quantidades elevadas de fibras, que dão saciedade, esvaziamento gástrico lento e melhoram a função intestinal.Como em toda a cozinha mediterrânica, os vegetais estão presentes em muitas receitas e a moderna culinária italiana incorpora, no mínimo, um ou dois vegetais chave para acompanhar quase todos os pratos de uma refeição.Mas quais são os vegetais mais cultivados e consumidos na Itália? A lista é ampla e variada, sendo que muitos deles não são saboreados no Brasil.Abóbora (Zucca)A abóbora é um vegetal típico do outono italiano. Devido a seu sabor que tende para o doce, a abóbora é utilizada no preparo de pratos doces e salgados e, também, para mostardas e compotas. Adequada para aqueles que seguem uma dieta baixa em calorias, possui ainda propriedades diuréticas e depurativas. A abóbora pode ser encontrada em vários tamanhos e formas, bem como sua pele manchada pode ter cores diferentes. Sua polpa é farinhenta e de vários tons de laranja, dependendo da variedade. Possui sabor adocicado e deve ser consumida cozida. Suas flores e sementes podem ser salgadas e torradas, servindo também como alimento. Na Itália, é cultivada sobretudo nas áreas de Mântua, Piacenza e Verona. Este vegetal está presente em vários pratos italianos, sendo ideal em risotos, sopas e como recheio de tortelli. A abóbora assada com uma pitada de óleo é um dos pratos saborosos e de baixa caloria muito utilizado pelos italianos. Mas o mais famoso prato italiano com abóbora é o tortelloni feito com massa de abóbora e ovo, além da mostarda da abóbora de Mantua.Abobrinha (Zucchina) A abobrinha, é uma espécie da família Cucurbitaceae, cujos frutos são utilizados imaturos. A planta que produz a abobrinha é nativa da América Central e do Sul e pertence à mesma família de melões, pepinos e abóboras amarelas.A Itália é um dos principais produtores de abobrinha da Europa e do mundo. Este vegetal não é apenas produzido, mas também consumido de maneira maciça e de diferentes formas. É popular e comumente usada na cozinha italiana. As abobrinhas podem ser verde escura ou verde clara, com formato semelhante ao de um pepino. Quando usadas na culinária, são colhidas com menos de 8 cm, quando as sementes ainda são suaves e imaturas. As abobrinhas são os vegetais perfeitos do verão italiano. Pode ser servida grelhada, cozida, recheada, assada, cozida a vapor, frita ou como parte de outras receitas. São excelentes consumidas cruas e ideais para serem cozidas como acompanhamentos leves de carne, peixe, ovos e queijo. Podem ser fervidas inteiras, picadas ou em pedaços por alguns minutos, cozidas no vapor, grelhadas (fatiadas), amassadas e fritas. É usada como ingrediente de minestrone, macarrão e risoto, sendo também famosa como recheio de pizza ou de omeletes. Um dos tradicionais prato italianos é o quiche de abobrinha, uma torta saborosa em que o ingrediente principal, a abobrinha, pode ser combinada com muitos outros ingredientes, como queijo, camarão e outros vegetais. Acelga da costa (Bietola da costa)Também conhecida na Itália como bieta ou bida ou, simplesmente, costa, é uma variedade da acelga comum. Trata-se de um vegetal da família Chenopodiacee, tendo caule herbáceo e grandes folhas verdes brilhantes, com costelas centrais intensas. Possui sabor adocicado e suas folhas e a parte tenra e carnuda do caroço são comestíveis. Na culinária italiana, a acelga pode ser utilizada como os cardos, ou seja, aproveitando-se apenas as costelas, sem usar a lâmina. A acelga verde é praticamente usada como o espinafre; na verdade, é preferida por ter sabor mais doce. Pode ser usada no preparo da Valtellina pizzoccheri ou ser cozida e refogada ema panela, com tempero à gosto. É amplamente usada como substituto do espinafre. Bem lavadas, são fervidas em água salgada, sem cozinhá-las. Podem ser cobertas com manteiga e parmesão ou colocadas no forno com queijo e bechamel.Agretti (Agretti)De origem italiana, o agretti (não há vegetal similar no Brasil) é uma jovem muda de um vegetal de primavera, rico em sais minerais e propriedades purificantes. Suas folhas, em forma de agulha, são filiformes e lembram a cebolinha, mas se distinguem desta por serem mais finas, mais planas e cheias quando cortadas. São de um verde brilhante, tendo base avermelhada e dura, quase pungente. O sabor é azedo, semelhante ao espinafre.Tradicionalmente, o agretti é cozido e servido com azeite e gotas de limão, que acentuam seu gosto mineral. Também é excelente com alho, tomate e anchovas.Aipo (Sedano)Pertencente à família Umbellifera, o aipo é um alimento amplamente utilizado na culinária italiana. É usado principalmente, juntamente com a cenoura e a cebola, no preparo de refogados, onde é considerado um ingrediente básico.É também um ingrediente importante em caldos de legumes e carne, assados, sopas e saladas. Também pode ser consumido cru, depois de retirado os filamentos, acompanhado de vinagrete.O aipo é um grande aliado para saciar a fome, sendo recomendado para consumo a qualquer hora do dia. Sua parte mais doce é a interna, chamada de coração. Também é muito apreciado como aperitivo e petisco; e pode ser servido como "recipiente" para queijo, preferencialmente tipo faixa azul ou de cabra, acompanhado de nozes.Alcachofra (Carciofo)A alcachofra é uma planta espinhosa cultivada na Itália e em outros países para uso alimentar e, secundariamente, medicinal. Do ponto de vista botânico, a alcachofra é uma inflorescência em forma de cesto, de cor verde acinzentada; existem variedades que tendem para o violeta. As brácteas, ou seja, as escamas compactas que formam a cabeça da flor podem ter ou não espinhos. Também variam dependendo do tamanho. As folhas são grandes, oblongo-lanceoladas, tendo extremidades espinhosas dependendo da variedade. As flores são reunidas em um cesto de forma esferoidal, cônica ou cilíndrica de 5 a 15 cm de diâmetro e são azul-violeta. A parte comestível da alcachofra é a base das brácteas e do receptáculo, este último chamado comumente de coração. Na Itália, as alcachofras e suas receitas são consideradas patrimônio cultural. A relação dos italianos com as alcachofras vem do tempo dos etruscos e romanos, que os exaltavam em deliciosos pratos com mel ou vinagre.As alcachofras, quando muito macias, podem ser comidas cruas, com óleo, limão e hortelã, ou cozidas e temperadas com azeite, sal e pimenta, ou empanadas e fritas. Também são excelentes à sauté, salteados em uma panela com alho, óleo e pimenta. São usadas, ainda, em sopas, massas, omeletes e saladas. As alcachofras maduras recheadas com uma mistura de migalhas de pão, queijo e óleo e assados são um prato italiano clássico.As alcachofras também podem ser comercializadas congelados e prontos para uso, conservadas em vinagre, em óleo, etc.Alho (Aglio)O alho é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz; seu bulbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são empregados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo. Seu inconfundível sabor e cheiro, encontra uso muito amplo e versátil na culinária como aromatizante ou como ingrediente principal de algumas receitas, como o tradicional pesto genovês. O alho pode ser consumido cozido, cru, seco ou fresco. Este último possui aroma mais intenso e é encontrado nos meses do verão italiano. É especialmente utilizado para fazer conservas de alho marinado. Na culinária italiana, seu principal emprego é como tempero e como ingrediente de molhos. No entanto, algumas receitas clássicas, vêm o alho como ingrediente chave, entre elas a Aioli (maionese de azeite com alho esmagado); o renomado pesto genovês; o pesto alla trapani; a tradicional bagna cauda piemontesa; a agliata, um molho obtido pelo esmagamento de alguns dentes de alho, adicionado de sal e azeite (pimenta à gosto) e misturado com um pouco de pão ralado embebido em vinagre branco até obter um molho cremoso e suave, que pode dar sabor a carnes e peixes cozidos. É também um ingrediente indispensável da saborosa bruschetta, sendo "esfregado" cru no pão torrado.Alho-porró (Porro)O alho-porro (Allium ampeloprasum L.) é uma planta herbácea bienal pertencente à família Liliaceae. Possui gosto muito semelhante à cebola, substituindo-a com frequência. A parte comestível é representada pela parte terminal das folhas (a parte branca), enquanto a parte verde das mesmas folhas é comumente descartada. Além de muito apreciado na culinária, também é usado para fins medicinais. É um vegetal de outono e inverno, cultivado em estufas e em campos abertos.O alho-poró é usado na culinária italiana como vegetal e como erva aromática. É usado cru, como condimento, ou cozido em várias preparações ou, ainda, para refogar, substituindo a cebola. Mais delicado do que a cebola, pode substituí-la também em sopas, caldos, risotos, omeletes, tortas, ensopados, cremes e molhos. Cortado em rodelas finas, pode ser consumido cru em pinzimonio ou usado para enfeitar e aromatizar saladas. O alho-porro também é usado como erva aromática em preparações de carne cozida, sopas de peixe e para aromatizar carne de porco e cordeiro. Também é usado para embalar alimentos durante o cozimento, como peixe, por exemplo peixe. Pode, ainda, ser fervido e gratinado com manteiga e queijo, ou simplesmente temperado, depois de fervido, com azeite e limão.Aspargos (Asparagi) Originários da Antiguidade, os aspargos são a parte comestível de uma planta herbácea perene, primaveril, o Asparagus officinalis. São brotos jovens que surgem na base dos rizomas lenhosos, tendo forma alongada, consistência carnuda e sabor bastante delicado, que se assemelha ao da alcachofra; seu sabor muda ligeiramente dependendo do tipo: verdes, brancos, violetas ou selvagens. Delicados, perfumados e ideais para enriquecer cada prato, os aspargos são um dos símbolos gastronômicos da chegada da primavera na Itália. Várias são as tradicionais receitas italianas de aspargos. Este vegetal de haste suculenta é usado em sopas, saladas, recheios e cozidos ou, ainda, acompanhados por ovos, manteiga, parmesão ou molhos e vinagrete. Os aspargos brancos, verdes e violetas são adequados para todas as preparações; para omeletes e sopas são preferíveis os aspargos selvagens.Seja qual for a forma que forem preparados, possuem sabor característico e são uma grande fonte de fibras e antioxidantes. Para fervê-los, os italianos utilizam um pote especial chamado "asparagiera".Berinjela (Melanzana)A berinjela, é um vegetal de verão. Apresenta grande variedade de formas e cores, de acordo com as variedades da planta da família Solanaceae, a mesma das batatas, tomates e pimentões. As muitas variedades se distinguem pela forma, alongadas, redondas ou ovais, e pela cor. A polpa é carnuda, branco-esverdeada, e seu sabor característico e bastante picante. Deve ser consumida absolutamente cozida.É difícil imaginar a culinária italiana sem a berinjela. A primeira referência à berinjela na Sicília data de 1309; hoje, dezenas de variedades de berinjela são cultivadas na Itália. A beringela possui a propriedade de absorver muito bem gorduras alimentares, incluindo o óleo, o que permite o preparo de pratos muito ricos e saborosos. As berinjelas são usadas na culinária em receitas à parmegiana, siciliana caponata, recheadas, fritas, empanadas ou como ingrediente de molhos para cobertura de massas, ou ainda, cozidas e grelhadas.Borragem (Borragine)A borragem (Borago officinalis L.), é uma planta herbácea anual mediterrânea, nativa do Sul da Europa e do Oeste da Ásia. Também chamada de Borrana pelos italianos, é uma planta muito difundida e que possui muitas propriedades; estudos estão em andamento sobre os seus possíveis efeitos carcinogênicos. As folhas da borragem são consumidas cozidas. É um alimento básico para os tradicionais pansotti, da Ligúria. Seu óleo é extraído das sementes por prensagem a frio.A borragem é uma erva com sabor semelhante ao do pepino. Suas folhas frescas são usadas em saladas para substituir os pepinos. Atualmente, alguns chefs usam as folhas apenas escaldadas em água fervente, como substituto para o espinafre fresco, embora seja sempre recomendado cozê-las. É excelente em sopas, acrescentando um sabor característico, bem como para aromatizar chá gelado. Cardos (Cardo)O cardo (Cynara cardunculus altilis) é um vegetal do inverno italiano semelhante ao aipo, mas pertencente à família das alcachofras. Até mesmo o seu sabor é semelhante ao da alcachofra, característico e amargo, porém com nuances que lembram o aipo. Ao contrário da alcachofra, os cardos são consumidos pelos caules, os quais são muito longos: de 60 a 150 cm.Os cardos podem ser consumidos cozidos, gratinados no forno ou fritos. O primeiro cozimento, de duas a quatro horas, geralmente é feito no leite ou na água.No Piemonte, são acompanhamentos da famosa Bagna cauda. Na Sardenha, os cardos selvagens são utilizados na produção de licores ou produzidos em óleo.Cebola (Cipolla)A cebola (Allium cepa) é uma das mais antigas espécies hortícolas, atualmente cultivada em todas as partes do mundo. É amplamente utilizada na culinária e rica em propriedades terapêuticas como descongestionante para a faringe, desintoxicante para o fígado, para o intestino, para anemia, antibiótico e vermífugo. A parte comestível da planta é o bulbo, do qual as escamas (ou túnicas) são consumidas cruas ou cozidas.A cebola é um dos aromas mais usados na culinária de todos os países. Seu sabor particular proporciona preparações saborosas e realça outros ingredientes utilizados em vários pratos nacionais e internacionais. Na culinária italiana, a cebola é usada como ingrediente no preparo de muitos pratos, tanto como base (frita) para sopas, minestrone e risoto, carne e molhos, como para compor saborosas saladas, ou como protagonista, como é o caso da sopa de cebola, cebolas recheadas, cebolas cozidas e omelete de cebola, ou ainda, os saborosos anéis de cebola fritos.As cebolas também são cada vez mais populares entre os queijos e, as cebolas pequenas, também podem ser preparadas em conserva, para acompanhar aperitivos cozidos ou simples.Cenoura (carota)A cenoura (Daucus carota) é uma das hortaliças mais populares e comuns do mundo. Além de dar cor aos pratos, possui muitas propriedades nutricionais. Na culinária italiana, seu uso é variado, podendo ser um ingredientes no preparo de purê de batatas, sucos, sopas, sobremesas, etc., além de ser consumida crua, em saladas, ou refogada com aipo e cebola. Pode ser cortada de várias formas e se tornar uma bela decoração para qualquer prato. Chicória (Radicchio)A chicória é um dos mais famosos vegetais da gastronomia italiana, pelo seu sabor inconfundível e seus muitos usos em várias receitas. Pode-se encontrar três variedades de chicória: vermelha, verde clara e branca. Do primeiro grupo, as mais famosas são de Treviso, Verona e Chioggia. Além disso, a chicória pode ser mais doce ou amarga, dependendo do período em que é cultivada. A "precoce" é mais doce e a "tardia" mais amarga.Desde os tempos romanos e gregos, este vegetal está associado a propriedades curativas e, até mesmo, soníferas. Mitos à parte, a chicória contém quantidades importantes de potássio, fósforo, sódio, ferro, magnésio, manganês, cálcio, vitaminas e aminoácidos, alem de contribuir com apenas 14 calorias por 100 gramas, o que a torna altamente nutritiva e valorizada nos mais variados tipos de pratos. Na culinária, os vários tipos de chicória são usadas, principalmente, no preparo de saladas cruas e mistas, em pinzimonio, grelhado, sauté ou como ingrediente principal de risotos. Seu uso é cada vez mais ampliado a preparações especiais, como em biscoitos com chicória. Na culinária do Sul da Itália, a chicória é frequentemente combinada com pratos de legumes. A chicória vermelha presta-se muito bem para dar um leve toque de amargor às saladas ou, se cozida, em risotos, como o clássico risoto com gorgonzola e chicória.Couve-flor (Cavolfiore)Vegetal típico do inverno italiano, a couve-flor é uma das variedades mais comuns de repolho. Possui forma arredondada e cor branca, tendo inflorescência compacta, com peso que varia de 1 a 1,5 kg. Graças ao perfeito equilíbrio dos seus componentes, a couve-flor apresenta efeito benéfico para a saúde de todo organismo e contém poucas calorias. O seu suco também é usado para fins terapêuticos.É amplamente consumida na culinária italiana como acompanhamento, sendo fervida e temperada com azeite e vinagre (ou limão); conservada em picles; gratinada com molho bechamel; frita; e como condimento para massas ou sopas.Quando tenra e fresca, é excelente crua, cortada em fatias muito finas e combinada com outros vegetais em saladas. Uma das variedades de couve muito utilizada na culinária italiana é a couve de Bruxelas (Cavolini di Bruxelles) que, apesar do nome, é nativa da Itália, tendo sido introduzida na Bélgica por legionários romanos. Esta couve miniatura possui folhas redondas que formam brotos arredondados, verde-claros, constituindo saborosos pratos.A culinária italiana prepara a couve de Bruxelas de maneira simples e fácil: cozida e temperada como qualquer salada. A maneira italiana mais clássica de prepará-las é assá-las no forno com bechamel, manteiga e parmesão.Couve lombarda (Verza)A couve lombarda é uma variedade de repolho, um vegetal de inverno utilizado em várias receitas da culinária italiana, tanto na forma crua como cozida. É um ingrediente da Casoeula, uma receita típica Lombarda, e de Valtellina Pizzoccheri. Possui folhas enrugadas e encrespadas, com nervuras proeminentes de cor verde intenso; as folhas internas são branco-amareladas. A parte comestívelpode ser esférica ou subesférica, achatada ou cônica. O peso varia de 1 a 2 kg. O sabor é intenso e característico e as folhas são crocantes.A couve lombarda pode ser preparada crua, estufada ou brasa e é ingrediente de muitos tipos de sopas, com macarrão ou arroz, e de preparações como a Cassoeula, prato típico da Lombardia.Dente-de-leão (Tarassaco)O dente-de-leão é uma erva perene, que cresce espontaneamente. É difundida e conhecida na cultura popular italiana por suas propriedades e, na culinária, por seu típico sabor amargo. Todas as partes da planta, desde as folhas, até as raízes e as flores são usadas. Seu suco, ou látex, é muito amargo. O principal uso do dente-de-leão na culinária italiano é no preparo de saladas; oferecendo excelente combinação com o agrião, devido a suas folhas mais tenras. Suas folhas também podem ser cozidas, sendo consumidas com azeite e vinagre ou cozidas em uma panela com azeite e alho. São, também, muito usados como ingrediente principal de sopas e omeletes. Os brotos das flores e os botões podem ser armazenados em salmoura ou em vinagre para serem usados como uma espécie de alcaparras. Uma parte muito boa e pouco conhecida é a raiz do dente-de-leão, que pode ser cozida e temperada com azeite, oferecendo um prato delicioso.Escarola (Scarola)Muitas vezes confundida com a chicória e embora sejam do mesmo gênero, o Cichorium, a escarola é um vegetal com sabor fresco e delicado, do qual as folhas são comestíveis. A variedade belga possui a forma de um grande charuto de cor creme, porque é cultivada no escuro, técnica que permite que as folhas permaneçam brancas e mais doces ao palato. Pode ser consumida crua ou cozida.Espinafre (Spinaci)O espinafre é um vegetal com folhas verdes carnudas, típico do inverno italiano; está entre os vegetais frescos mais usados na culinária italiana. Famosa por seu conteúdo de ferro, fornece excelentes valores nutricionais ao organismo.O espinafre é um alimento precioso na culinária italiana, sendo utilizado no preparo de receitas saborosas e, também, para ser consumido cru, em saladas, utilizando-se espinafres ainda jovens, tenros e com folhas suaves.A culinária italiana utiliza o espinafre como ingrediente de várias receitas. Quando crus, são um dos ingredientes do vinagrete; quando cozidos, são ideais para orecheio de croquetes, tortas salgadas ou massas frescas, como o famoso ravioli de ricota e espinafre, sendo ainda usados para pudins ou flans. Muitas receitas da tradição italiana utilizam o espinafre como ingrediente principal, como o erbazzone, o bolo Pasqualina e o strangolapreti do Trentino.Pepino (Cetriolo)O pepino (Cucumis sativus) é um vegetal pertencente à família Cucurbitaceae, cultivado desde a Antiguidade para fins alimentícios. Composto por 96% de água e quase sem calorias, é um vegetal tipicamente de verão, para ser consumido cru em saladas. É também o ingrediente principal do molho grego feito com iogurte e alho, chamado Tzatziki.Na Itália, os pepinos são consumidos predominantemente crus, em refrescantes saladas de verão.Pimenta (Peperoncino)A pimenta, assim como o pimentão, pertence ao gênero Capsicum L., plantas da família Solanaceae. Existem centenas de espécies de pimentas que podem ser picantes, doces ou ornamentais. A capsaicina contida nelas é o alcaloide que determina sua ardência. É um condimento muito popular e há muitas preparações à base de pimenta, como páprica, tabasco, curry ou chutney. Na culinária italiana, a pimenta pode ser consumida fresca, seca, defumada, cozida ou crua para dar sabor e aromatizar qualquer tipo de prato feito de carne, peixe, macarrão ou molhos. Na Itália, é amplamente utilizada como base de pratos regionais, principalmente em todo o Sul da península. Na Calábria, por exemplo, é ingrediente para a típica nduja; e na Basilicata, é usada no farelo de pimentas. Pelo sabor que dá aos pratos, a pimenta é um "culto" na cozinha italiana. O espaguete temperado simplesmente com alho, óleo e pimenta, é um prato italiano riquíssimo em sabor.Algumas variedades de pimenta são recomendadas para consumo imediato e outras, como a Habanero, por exemplo, podem ser secas e moídas. Desta forma, aumenta a concentração de capsaicina e, portanto, sua ardência. Um excelente tempero para qualquer prato é o óleo de pimenta, que pode ser facilmente preparado em casa. Pimentão (Peperone)O pimentão é um vegetal da família Solanaceae. De todos os vegetais que o verão italiano oferece, os mais coloridos e saborosos são os pimentões. O pimentão italiano é mundialmente conhecido não só pela sua qualidade, mas também pela sua versatilidade em várias receitas, constituindo um ingrediente básico nas receitas da Itália. Um condimento sem igual, superado apenas pelo seu uso como ingrediente principal. A palavra italiana para pimentão é peperone e seu plural é peperoni. O pimentão adiciona cor, textura e doçura e seu sabor distinto combina bem com outros ingredientes italianos. É encontrado nas variedades verde, vermelha, amarela, laranja, branca e roxa. O pimentão verde é menos doces e um pouco mais amargo do que o pimentão vermelho, amarelo ou laranja. Comparado ao pimentão verde, o pimentão vermelho possui mais vitaminas e nutrientes e contêm licopeno. O sabor do pimentão pode variar dependendo do armazenamento e das condições de cultivo.O pimentão pode ser consumido cru, em saladas, no pinzimonio ou no Bagna Caoda, um prato típico do Piemonte à base de anchovas, onde o pimentão e outros vegetais são mergulhados. Outro prato típico italiano feito com pimentão é o Peperonata, no qual todas as variedades são adequadas para o seu preparo, que pode incluir ainda batatas e carne moída, refogados em molho de tomate, doce e azedo. Outra receita tradicional da culinária italiana é o pimentão recheado. Para esta receita, o pimentão arredondado é mais indicado, podendo ser recheado à vontade com carne, salsicha, atum, outros vegetais e assados no forno. O pimentão também é um dos vegetais presentes na caponata, um prato típico da culinária da Sicília, que consiste em beringela salteada em um refogado de tomate e cebola em azeite, temperado com alcaparras, vinagre e açúcar. Refogado, frito ou recheado, as receitas italianas de pimentões oferecem uma experiência gastronômica única.Repolho (Cavolo)Pertencente à família Cruciferous, o repolho (Brassica Oleracea) é um vegetal típico do inverno italiano, tendo folhas ou inflorescências, que ainda não amadureceram, comestíveis. São ideais para uma dieta saudável e equilibrada.Na culinária italiana, o repolho é usado para o preparo de sopas, minestrone e risotos. Pode ser consumido cru, em saladas, ou cozido, como acompanhamento de diversos pratos. Uma das formas mais típicas de consumo é cozido em um pouco de água salgada com adição de vinagre e servido quente com manteiga derretida, pimenta e sal.Existem muitas variedades cultivadas que diferem em forma, cor e sabor. Uma delas é o repolho preto, também chamado de "repolho preto da Toscana" ou "repolho caneta". O repolho preto é um vegetal de inverno com múltiplas propriedades: prevenção de várias formas de câncer, úlcera gástrica e colite ulcerativa, além de apresentar baixas calorias. Esta variedade de repolho, típica da culinária toscana, possui uma folha longa, verde intenso com reflexos quase azuis, tendo sua costela mais clara. A superfície da folha é cheia de bolhas. Seu cheiro é ácido.O repolho preto é um ingrediente fundamental da culinária toscana e da famosa ribollita, uma sopa de feijão com pão amanhecido e vários vegetais. É também excelente para o preparo de sopas e, muitas vezes, é combinado com feijão.Na Toscana, também é usado para o preparo de Cavolo nero con le fette (repolho preto em fatias); e de bruschetta, onde é usado em pão torrado. Ou, ainda, bem cozido e refogado em uma panela com alho e óleo.Outra variedade muito apreciada na culinária italiana é o repolho romanesco (Cavolo romanesco), também conhecido como repolho de brócolis romanesco, repolho romano ou, simplesmente, brócolis. O brócolis surpreende pela perfeição do design de suas florzinhas, que são repetidas como fractais. surpreende pela perfeição do design de suas florzinhas, que se repetem como fractais. É uma das hortaliças de uso mais antigo. Sempre presente na culinária italiana, dependendo da preparação, além das cabeças, também se utilizam as folhas mais tenras, que são excelentes e definitivamente melhoram o sabor de qualquer preparação à base de couve-flor.De cor verde clara brilhante, possui formas muito especiais e sabor doce. O brócolis romano, assim como toda variedade de repolho, pode ser consumido cru, temperado com azeite, sal e limão; ou cozido de várias maneiras: cozido e refogado em uma panela, frito ou usado em sopas.Rúcula (Rucola)A rúcula é conhecida desde a Antiguidade pelo seu perfume aromático e sabor ligeiramente picante e absolutamente inconfundível, bem como por suas propriedades estimulantes, depurativas, digestivas e afrodisíacas. Apreciada por seu sabor picante, as folhas frescas de rúcula são amplamente utilizadas em saladas e molhos; para enriquecer sanduíches e pizzas; realçar alguns queijos macios; e ideais com carpaccio de carne ou bresaola. Quando cozida, combina perfeitamente com macarrão, arroz, ovos cozidos, recheios de carne e sopa de legumes.Suas sementes também podem ser usadas, por exemplo, para substituir sementes de mostarda, ou para fazer óleo. Batida com pinhões e queijo parmesão, é um dos ingredientes básicos da clássica salada misticanza. O pesto de rúcula é um excelente molho para complementar vários tipos de massa, além de ser um ótimo acompanhamento de arroz e batatas. Tomate (Pomodoro)O famoso pomodoro, ou tomate para nós brasileiro, são frutos carnudos de uma planta de solanácea nativa da América Latina. Possuem características muito diferentes dependendo da variedade, em termos de cor, forma, tamanho e características de sabor. Na Europa, foi cultivado por muito tempo apenas para fins ornamentais, uma vez que os frutos não eram considerados comestíveis. Recebeu poderes misteriosos e afrodisíacos e, por essa razão, foi empregado em poções mágicas pelos alquimistas dos séculos XVI e XVII. Hoje, são considerados aliados preciosos da saúde, sendo a base de muitos pratos da cozinha mediterrânea.Dependendo da variedade, o tomate é amplamente usado em saladas, sopas, molhos, condimentos, conservas, sucos e coquetéis, como o famoso Bloody Mary. São saborosos recheados e com mussarela, o chamado "caprese", um dos pratos típicos da gastronomia italiana à base de tomate.A Itália se orgulha de ser o principal produtor de tomates da Europa. O país produz entre seis e sete milhões de toneladas de tomates por ano em suas principais regiões de cultivo: Emilia Romagna e Campagna, no Sul; Puglia, no Norte, e Sicília. A cultura italiana divide os tomates em duas classes: insalata e Pomodori. Insalata são os tomates adequados para uso em saladas, consumidos crus; são arredondados, de superfície lisa e/ou divididos em uma espécie de segmentos. Pomodori são os tomates para cozinhar, incluindo-se uma série de receitas, inclusive, o molho de tomate. Para esta finalidade culinária, os tomates são piriformes (em forma de pedra), alongados, muito carnudos e de uma cor vermelha intensa.Também são usados para fabricação de tomates secos e conservas, sendo os mais adequados os que possuem frutos pequenos, vermelhos ou amarelos, redondos, ovais ou piriformes, muitas vezes agrupados. Um dos tipos mais utilizados na preparação de molhos é o San Marzano. Também chamado depomodoro San Marzano ell'Agro Sarnese-Nocerino, é considerado como o melhor tomate do mundo para o preparo de molhos. É a variedade de tomate que produz um dos molhos de tomate mais apreciados na culinária italiana, particularmente no uso empizzas. O tomate San Marzano apresenta tamanho médio, com formato retangular, muitas vezes terminando-se em ponta. Apresenta baixo conteúdo de glicose e acidez e é o mais adequado para conservação e enlatados.Comparados com os mais conhecidos tomates de Roma, os tomates San Marzano são mais finos e pontiagudos em sua forma. A carne é muito mais grossa, com menos sementes, e o gosto é muito mais forte, mais doce e menos ácido, sendo descrito como agridoce.O tomate é bastante colorido, saboroso e versátil, sendo, portanto, usado em abundância na culinária italiana. O molho de tomate é um pilar da cozinha italiana, saladas de tomate com queijo ou simplesmente tomates em conserva compõem o sabor autêntico da Itália.Usado para temperar massas ou consumido cru em saladas, o tomate deve sempre ser acompanhado por um pouco de azeite extra virgem ou um copo de vinho tinto, ampliando a assimilação pelo organismo das vitaminas lipossolúveis e aumentando a atividade antioxidante do licopeno.Topinambour (Topinambour)Abandonado há anos e atualmente reavaliado pela culinária italiana, o topinambour tem sido, durante décadas, um alimento substituto da batata. É um tubérculo comestível, com polpa carnuda e esbranquiçada, que oferece um sabor delicado e doce, semelhante à alcachofra e próximo ao sabor e consistência da batata. Sem similar conhecido no Brasil, o topinambour pode ser consumi cru, em saladas, cortado em fatias finas e temperado com óleo, salsa e cebola, ou cozido. Assim como as batatas, pode ser frito ou usado, utilizado para fazer panquecas ou purê, com adição de manteiga. Na culinária piemontesa são típicos da bagna cauda e do fondue.Os tubérculos de topinambour mais adequados para uso na culinária devem ser firmes, com casca acastanhada violeta, sem dentes ou lesões. Os melhores são alongados, cor-de-rosa e lisos.Vagem (Fagiolini)Também chamados de Bobis, boby, bobby ou cornetti, são as vagens imaturas do feijão Phaseolus vulgaris, da família Papilionaceae. Na variedade boby, estes grãos possuem cor verde profunda e forma alongada e fina; a semente é branca. Crescem em plantas anãs ou trepadeiras; De alguma dessas plantas são consumidas as vagens (feijão verde) e de outras as sementes (feijão). As vagens e sementes são consumidas em saladas com cebola ou alho, temperadas com azeite e vinagre ou limão. Na Puglia, são encontradas como especialidades em óleo. Quando cozidas em uma panela, com tomate, por exemplo, devem primeiro ser fervidas um pouco al dente (por cerca de 5/8 minutos). Podem ser usadas no preparo de omeletes, tortas salgadas ou servidas como primeiros pratos, acompanhadas de batatas cozidas. A culinária italiana possui muitas elaborações com vegetais e hortaliças. Espinafre, tomate, cardo, aspargo, abobrinha, berinjela e outros citados acima, são apenas alguns deles. Versatilidade é a magia que faz desses vegetais o principal ingrediente da culinária italiana.O tempero certo para cada pratoHá temperos que nos lembram certas gastronomias e o italiano, no qual o sabor, o bom produto e as nuances intensas prevalecem, é um deles. É claro que na culinária italiana, o equilíbrio entre ingredientes é essencial, assim como as suas especiarias, que dão um toque especial a cada prato. As mais utilizadas são orégano, sálvia, manjericão, tomilho, erva-doce, hortelã, estragão, salsa e alecrim. Se há um tempero essencial na culinária italiana, é o manjericão. Seja para o famoso pesto genovês ou como um condimento nas pizzas, o manjericão dá sabor fresco e envolvente que o torna um dos temperos mais usados na culinária italiana. Além das duas elaborações anteriores, o manjericão é perfeito para fazer um óleo que serve para dar sabor a um bom cozido ou a uma salada. O orégano também é um dos temperos mais usados na culinária italiana e serve como um intensificador de sabor para todos os tipos de pratos. Pode ser usado fresco e seco para ser adicionado em molhos, ensopados ou mesmo em saladas. Outro dos usos mais comuns do orégano é para marinar peixes ou aves e, além disso, pode-se adicionar um pouco de orégano a uma sopa ou a um caldo. O alecrim é um tempero muito especial e poderoso, com um toque amargo, por isso, é preciso saber como dosar. E, a culinária italiana o faz perfeitamente, utilizando- o em guisados de carne ou peixe. É, também, uma das especiarias mais utilizadas na culinária italiana para aromatizar os mais variados tipos de arroz.O tomilho é, junto com o orégano, uma das principais especiarias da culinária italiana. Normalmente, é usado em salsichas ou para temperar molhos, aos quais também pode-se acrescentar alecrim ou louro, por exemplo. A culinária italiana o adiciona em caçarolas e caldos de peixe e legumes. Assim como o orégano, amplia o sabor dos outros ingredientes, com um toque especial.A cebolinha, como o próprio nome sugere, lembra a cebola, embora com um sabor mais apurado. Sua aparência em nada lembra a cebola; possui galhos longos e uma poderosa tonalidade verde. A culinária italiana a utiliza em praticamente todos os tipos de elaborações, tanto para temperar, quanto para decorar os pratos. É ideal para peixes com cozimento curto, tortilhas e ovos mexidos, sopas, acompanhamentos de queijo ou para decorar todos os tipos de pratos frios. A salsa também é amplamente utilizada na culinária italiana para acompanhar todos os tipos de pratos, aos quais traz um pequeno toque familiar de frescor. Por esta razão, é o acompanhamento ideal para molhos de peixe e pratos leves de verão, como o linguine a le vongole. É também frequentemente acompanhado de alho.A sálvia é um tempero muito aromático, mas também muito amargo, que deve ser usado em pequenas quantidades e, se possível, fresco. Na cozinha italiana, é usada juntamente com manteiga finamente fatiada para o preparo de molhos ou recheios de massas, especialmente o ravioli. Também pode ser adicionada a guisados de carne, como o saltimbocca alla romana.
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22/05/2018
VINDIMA GÓES 2018 - UMA EDIÇÃO ESPECIAL QUE INICIA AS COMEMORAÇÕES DOS 80 ANOS DA VINÍCOLA GÓES
Empresas são como pessoas, traçam planos, compartilham momentos, superam crises, escrevem sua história e evoluem com o tempo. Assim pode ser definida a trajetória da Vinícola Góes, tradicional empresa brasileira, que em 2018 completa 80 anos de história.Desde 1938, de geração em geração, a família de Gumercindo Góes, um dos pioneiros produtores de vinho do Brasil, mantém a dedicação e cuidado na produção das uvas e elaboração de seus vinhos para agradar o paladar brasileiro. Para festejar o octogésimo aniversário, a Vinícola Góes terá diversos momentos de comemoração ao longo do ano, em agradecimento a todos que estão e estiveram compartilhando com a empresa e com seus produtos os bons momentos ao longo de suas vidas.O primeiro destes momentos é a XII Edição da Vindima, a VINDIMA GÓES 2018, evento muito aguardado por visitantes e turistas de todos os Estados que visitam anualmente a vinícola, trazendo família e amigos. A trajetória da Vinícola Góes é contada pelos membros da família e da equipe da Vinícola, dando início ao encontro. Posteriormente, o visitante é levado por um charmoso trenzinho até o vinhedo. Durante o trajeto, é possível se desconectar da cidade grande, aproveitar o clima da região e participar de um bate papo descontraído, onde são apresentadas as curiosidades da região, do plantio e da colheita da uva, reforçando a importância da cultura vitivinícola em São Roque.Chegando aos vinhedos, os participantes podem colher as uvas diretamente das videiras. Em seguida o processo da elaboração do vinho é apresentado no interior da área de produção. O enólogo Fábio Góes é quem revela os segredos da produção de boas safras.Ainda no interior da fábrica, se inicia um dos marcos de todo o evento, a tradicional Pisa da Uva. Todos são guiados para reviver a história da produção do vinho, de forma nostálgica e encantadora, pisando as uvas ao som de músicas típicas, despertando recordações emocionantes, em meio a muita animação e felicidade.Para finalizar o passeio, todos são convidados a fazer um brinde de celebração da farta colheita e desfrutar, em meio ao ambiente das videiras, um almoço típico português, acompanhado de toda a linha de produtos da Vinícola Góes. O retorno à sede conclui o passeio, que sempre reserva algumas surpresas. Referência no setor vitivinícola brasileiroFundada em São Roque, interior de São Paulo, a Vinícola Góes iniciou suas atividades oficialmente em 1938. Localizada na Estrada do Vinho, a empresa atua no setor vitivinícola brasileiro, produzindo os mais variados tipos de vinhos tintos, brancos, finos e frisantes, além do chopp de vinho e sucos de uva. Além disso, mantém ainda um campo experimental, onde são testadas diversas variedades de uvas, desde as europeias, como Cabernet Sauvignon, Merlot Tannat e Chardonnay, até as desenvolvidas no Brasil pela EMBRAPA, como a Lorena, Violeta, entre outras. A Vinícola Góes conta com modernos equipamentos de vinificação e estocagem, com capacidade de produção de 10 milhões de litros/ano. Seus vinhos são distribuídos nas principais capitais brasileiras e estão entre as marcas mais lembradas na produção nacional.Impulsionando ainda mais a vitivinicultura, as festas do vinho, realizadas pela empresa ajudaram a divulgar os produtos da Vinícola Góes por todo o cenário nacional. Todo esse patrimônio empresarial é dirigido pelos filhos e netos de Gumercindo Góes, a terceira e quarta geração do patriarca Nhô Dito Góes, que começou como um simples lavrador e, juntamente com outros pioneiros, transformou Canguera no Vale nas Adegas e a Vinícola Góes em uma das principais vinícolas da cidade. Há cinco anos, a empresa iniciou pesquisas para produzir uvas nobres em São Roque. Já é possível colher as safras e os enólogos estão trabalhando para o desenvolvimento de um novo vinho, feito inteiramente em terras paulistas. Muito antes do enoturismo se transformar em uma alternativa de lazer, Gumercindo Góes, fundador da empresa, já sabia do caráter social do vinho e do prazer que proporcionava. Assim, a Vinícola Góes foi uma das pioneiras a apresentar o tour guiado pela fábrica, oferecendo aos visitantes um passeio no parreiral para conhecer todas as etapas da produção de um vinho, o chamado enoturismo, que vem crescendo consideravelmente a cada ano. Além do agradável passeio, os visitantes podem degustar toda a gama de produtos Góes, recepcionados por enólogos e especialistas da empresa.Atualmente, a Vinícola Góes recebe cerca de dois mil turistas por final de semana, de diversas regiões do Brasil, interessados em conhecer o universo do vinho, resgatando a tradição história e potencializando o comércio na região. Todo o trabalho e qualidade de seus vinho, rendeu à Vinícola Góes várias premiações. Na primeira safra, em 1963, obteve um de seus principais prêmios, em primeiro lugar com seu vinho Rosado Licoroso. Em 1973, ano do último concurso oficial de vinhos realizado, foi o grande premiado, sendo agraciada pelo 1º prêmio de vinho tinto de mesa seco, o mais importante prêmio concedido na festa do Vinho. Na 22ª Avaliação Nacional de Vinhos, o vinho Cabernet Franc, produzido exclusivamente com uvas paulistas, foi escolhido como um dos 16 melhores vinhos do Brasil.A Góes é considerada a marca de vinhos mais conhecida do Estado de São Paulo e por dois anos consecutivos foi prêmio Top of Mind da revista Consumidor Moderno. Além disso, a Vinícola recebeu diversos prêmios em Concursos Nacionais de Vinho. vinicolagoes.com.br
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22/05/2018
VINHOS DE VERÃO
É um engano pensar que vinhos são apropriados somente para o inverno, ao redor de uma crepitante lareira. O verão, que tem no sol sua fonte de calor, é também uma estação apropriada para se beber ótimos vinhos.Difícil pensar no consumo de vinhos no verão, uma praia movimentada, com todos em volta bebendo cervejas geladas. Será mesmo?Por que não quebrar paradigmas e levar seu vinho branco ou rosé, tranquilo ou espumante, um baldinho e gelo, para passear na praia? Pode ter certeza que será um sucesso. E não só na praia, como também na piscina, ou na montanha, em síntese, em qualquer lugar. Então, vamos pensar em qual vinho devemos comprar para essa estação do ano, uma vez que nem todos os vinhos brancos são adequados. Claro que em nosso mercado será muito fácil encontrar vinhos chilenos, argentinos e uruguaios em menor proporção, com maior facilidade. Mas seria muito pouco nos prendermos aos Sauvignon Blanc e Chardonnays de que frequentemente nos lembramos. Tem mais opções interessantes para a estação. Começamos por Portugal, cujos vinhos estão disponíveis nos bons supermercados e nas importadoras. Para o verão, a primeira opção será pensar nos refrescantes, deliciosos e frutados Vinhos Verdes. Com baixo teor alcoólico e acidez elevada, são perfeitos para acompanhar petiscos, peixes e frutos do mar. E, além de tudo, são vinhos de ótima relação preço/qualidade. A Espanha nos dá ótimas opções em brancos, com ótima fruta, grande frescor e muita personalidade. Pense nos vinhos da Galícia, mais especificamente, de Rías Baixas, baseados na Alvarinho, uma uva muito interessante, que também tem dado bons vinhos no Brasil e no Uruguai. Ainda na Espanha, em Rueda, a Verdejo é um uva que dá origem a vinhos frutados, herbáceos, frescos e muito saborosos. E não se esqueça da Catalunha, que tem na Xarel.lo sua máxima expressão. É uma uva cujos vinhos são marcados pela elevada acidez, mineralidade, bom corpo e muita expressão. Quando se fala em vinhos brancos, a Riesling é referência obrigatória. Antes restrita à Alemanha, onde, obviamente, grandes exemplares são produzidos, e hoje, felizmente, bastante disponíveis no mercado brasileiro, a Riesling dá vinhos muito interessantes na Nova Zelândia e na Austrália, também encontrados em nosso mercado. Falando de espumantes, tem muita coisa boa disponível. Prefira os espumantes mais simples, em geral produzidos pelo método Charmat, porque são mais frutados, mais frescos e com menor caráter da levedura. Esses espumantes ainda tem a vantagem de serem mais econômicos. Para finalizar, falamos dos rosés, que hoje deixaram de ser discriminados e já fazem parte da mesa dos brasileiros. Pense em Provence, África do Sul e, porque não, no Brasil, cujos rosés frescos e frutados estão cada vez mais interessantes. Um brinde e um 2018 cheio de sucesso, realizações e ótimos vinhos...* Arthur Azevedo é presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (SP), consultor e editor do website Artwine. (www.artwine.com.br)
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21/05/2018
16ª EDIÇÃO DO CONCURSO MUNDIAL DE BRUXELAS ABRE INSCRIÇÕES NO BRASIL
Destinado a produtores de vinhos e destilados, o Concurso Mundial de Bruxelas dá início à seleção de produtos nacionais.Estão abertas as inscrições para o 16º Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil -, um dos mais importantes concursos de vinhos e destilados do mundo. Há 25 anos, a premiação seleciona mundialmente os melhores vinhos e destilados, com o intuito de oferecer ao consumidor final a garantia de um produto de qualidade.Os valores de inscrição com desconto para o primeiro lote estavam disponíveis até o dia 15 de novembro de 2017.Aqui no Brasil, o concurso é organizado pela empresa belga Vinopress, em parceria com a revista Vinho Magazine, e tem como objetivo dar visibilidade para o crescimento da qualidade dos produtos nacionais, aumentando assim suas vendas. De acordo com pesquisas realizadas com os produtores que possuem o selo do concurso, os produtos laureados com a medalha do Concurso Mundial de Bruxelas têm um aumento de até 30% nas vendas.A cada edição, o evento é realizado em um novo local, sempre com o intuito de valorizar diversas regiões produtoras. Em 2018, a 16ª edição será realizada no mês de abril, em Recife, PE, Estado em que se concentram diversos produtores de destilados e grandes vinícolas. ?Nosso objetivo para este ano é atingir o número de 500 rótulos concorrendo, entre vinhos, cachaças e outros destilados. Destes, apenas 30% recebem o selo?, explica Zoraida Lobato, organizadora do concurso no Brasil.O evento tem a coordenação dos jornalistas Eduardo Viotti, do Brasil, e Baudouin Havaux, da Bélgica. Os jurados são especialistas em vinhos e destilados, enólogos, jornalistas e formadores de opinião, que representam diferentes países, entre eles Alemanha, Bélgica e Brasil. Para mais informações: concurso@marketpress.com.br ou facebook.com/concursomundialdebruxelas/
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