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VINHOS DE VERÃO

É um engano pensar que vinhos são apropriados somente para o inverno, ao redor de uma crepitante lareira. O verão, que tem no sol sua fonte de calor, é também uma estação apropriada para se beber ótimos vinhos.

Difícil pensar no consumo de vinhos no verão, uma praia movimentada, com todos em volta bebendo cervejas geladas. Será mesmo?

Por que não quebrar paradigmas e levar seu vinho branco ou rosé, tranquilo ou espumante, um baldinho e gelo, para passear na praia? Pode ter certeza que será um sucesso.

E não só na praia, como também na piscina, ou na montanha, em síntese, em qualquer lugar.

Então, vamos pensar em qual vinho devemos comprar para essa estação do ano, uma vez que nem todos os vinhos brancos são adequados.

Claro que em nosso mercado será muito fácil encontrar vinhos chilenos, argentinos e uruguaios em menor proporção, com maior facilidade. Mas seria muito pouco nos prendermos aos Sauvignon Blanc e Chardonnays de que frequentemente nos lembramos. Tem mais opções interessantes para a estação.

Começamos por Portugal, cujos vinhos estão disponíveis nos bons supermercados e nas importadoras. Para o verão, a primeira opção será pensar nos refrescantes, deliciosos e frutados Vinhos Verdes.

Com baixo teor alcoólico e acidez elevada, são perfeitos para acompanhar petiscos, peixes e frutos do mar. E, além de tudo, são vinhos de ótima relação preço/qualidade.

A Espanha nos dá ótimas opções em brancos, com ótima fruta, grande frescor e muita personalidade. Pense nos vinhos da Galícia, mais especificamente, de Rías Baixas, baseados na Alvarinho, uma uva muito interessante, que também tem dado bons vinhos no Brasil e no Uruguai.

Ainda na Espanha, em Rueda, a Verdejo é um uva que dá origem a vinhos frutados, herbáceos, frescos e muito saborosos. E não se esqueça da Catalunha, que tem na Xarel.lo sua máxima expressão. É uma uva cujos vinhos são marcados pela elevada acidez, mineralidade, bom corpo e muita expressão.

Quando se fala em vinhos brancos, a Riesling é referência obrigatória. Antes restrita à Alemanha, onde, obviamente, grandes exemplares são produzidos, e hoje, felizmente, bastante disponíveis no mercado brasileiro, a Riesling dá vinhos muito interessantes na Nova Zelândia e na Austrália, também encontrados em nosso mercado.

Falando de espumantes, tem muita coisa boa disponível. Prefira os espumantes mais simples, em geral produzidos pelo método Charmat, porque são mais frutados, mais frescos e com menor caráter da levedura. Esses espumantes ainda tem a vantagem de serem mais econômicos.

Para finalizar, falamos dos rosés, que hoje deixaram de ser discriminados e já fazem parte da mesa dos brasileiros. Pense em Provence, África do Sul e, porque não, no Brasil, cujos rosés frescos e frutados estão cada vez mais interessantes.

Um brinde e um 2018 cheio de sucesso, realizações e ótimos vinhos...

* Arthur Azevedo é presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (SP), consultor e editor do website Artwine.

(www.artwine.com.br)




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