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30/10/2018
A TRAJETÓRIA DA PIZZA, DO FORNO À MESA, SUA SIMBOLOGIA E SIGNIFICADOS
A correria do cotidiano nos impõe refeições com horários bem definidos, minutos contados para o retorno ao serviço, para o início da aula, para "não se perder tempo" ...Contudo, geralmente, no final de semana temos a pizza. Você já parou para pensar o que vem embutido ao efetuar o pedido de sua pizza?A singularidade humana se inicia na opção de sua pizzaria favorita. A escolha pelo estabelecimento comercial necessita atender aos seus requisitos básicos: atendimento e cordialidade, sabor, qualidade, preço, tradição, localização, rapidez na entrega - se delivery - e aconchego e higiene, se salão. A escolha do sabor também faz parte do ritual (se é que podemos assim nos referir!). Serão respeitados os sabores já "catalogados" na preferência do grupo. Nossa mente armazena os sabores e sensações, buscando repetir a experiência, se positiva, e excluir, se negativa.Opta-se então por manter os sabores preferidos. Quando uma nova sugestão surge, raramente se "arrisca". Sim, arriscar é o termo! Quem nunca leu e releu o cardápio e acabou escolhendo a de sempre? A espera da pizza... Se estamos em casa, preparamos rapidamente a mesa, pois a pizza pode chegar a qualquer momento! Esse sentimento de ansiedade, misturado logicamente com o de fome, faz parte do ritual de quase "humanizar" a pizza, já que esta passa a ser esperada como um convidado que irá sentar-se à nossa mesa. Aguarda-se ansiosamente a campainha tocar para anunciar tão importantechegada. Se estamos no restaurante, o mesmo acontece. O fato da mesa já estar posta não exime a ansiedade da espera. Porém, nos restaurantes, pelo fato de todos estarem à mesa, acontece o primeiro grande fenômeno da refeição: o de aproximar a família e os amigos. Todos estão ali, mesmo que com seus celulares - apontados como um dos principais vilões das relações humanas do século XXI -, todos estão ali... E assim, cumpre-se a ideia cultural de que a comida reúne as pessoas.Enfim, a tão esperada pizza chega. E com ela, o anúncio olfativo de que deve estar deliciosa! Sim, comemos primeiramente com os olhos os outros alimentos... a pizza é exceção... Já sabemos que deve estar maravilhosa, apenas sentindo o cheiro da pizza quentinha, mesmo escondida pela embalagem. É o que acontece quando você entra com a embalagem da pizza em um elevador com outras pessoas. E a pizza desperta também o sentimento de alegria. Quer ver? Como não sorrir quando o garçom se aproxima de nossa mesa com este tesouro nas mãos?E, com a pizza na mesa, ocorre a mais bela lição... a de repartir o alimento. Divide-se a pizza para todos. É assim que se come. Em um mundo do self service, o coletivo se sobrepõe, até porque não é possível todos pegarem a sua fatia ao mesmo tempo. E todos estão à mesa, já que o desejo de comer a pizza quentinha é quase unanimidade. Ao que vai servir, é preciso cuidado e zelo com cada fatia, pois ninguém quer que o recheio se desfaça. E assim, saboreia-se a delícia de estarmos à mesa com o grupo. É o momento de colocar a conversa em dia, de sorrir com os "causos", de experimentar um pedaço da fatia do outro, de esquecer os problemas e de ser feliz...* Beatriz de Carvalho Pinto Rampim é Diretora Pedagógica do Grupo Educacional Hotec.
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30/10/2018
BODEGAS SALENTEIN - CORAÇÃO E ALMA DO VALLE DE UCO
A Bodegas Salentein fica na província de Mendoza, a região vinícola mais importante da Argentina, com cerca de 150.000 hectares de vinhedos e mais de 900 vinícolas. Lar dos vinhos Portillo, Killka e Salentein, a Bodegas Salentein criou uma nova visão de qualidade e caráter para esta região notável.No Valle de Uco, a Salentein cultiva mais de 800 hectares de vinhedos, em uma área total de quase 2.000 hectares, divididos em três fincas localizadas na parte superior do Valle do Uco, em altitudes de 1.050 a 1.700 metros. As três fincas são:? El Oasis (1.050 a 1.200 metros de altitude), esta quinta foi a primeira propriedade Salentein e tem as vinhas mais velhas, com mais de 30 anos.? La Pampa (1.200 a 1.300 metros).? San Pablo (1.700 metros, ou 5.577 pés), tem uma história vitícola que remonta ao século XVII, quando fazia parte de uma fazenda chamada De Arriba, propriedade dos jesuítas.São terrenos ondulados e elevados, apresentando uma série de vantagens: solos aluviais rochosos, irrigação com água pura das calotas de neve derretendo, temperaturas noturnas mais frias - a amplitude térmica da região varia em 16°C, desde máximas diurnas a mínimas noturnas - que permitem maior tempo de espera e resultam em um melhor equilíbrio de açúcares e acidez na fruta. São condições perfeitas para a produção de vinhos de classe mundial, sob a batuta do principal enólogo da Argentina, o lendário Jose Galante.BOX: JOSÉ GALANTE, CHIEF WINEMAKERDe muitas maneiras, José Galante é o pai da vinificação moderna, na Argentina. Nasceu e cresceu em Mendoza e aprendeu seu ofício com seu pai e seu avô, que eram produtores de uva e de vinho. Frequentou a Escola de Enologia da Universidade Juan Agustin Maza (UJAM), e teve a sorte de estudar com Francisco Oreglia, autor dos primeiros livros focados especificamente na produção de vinhos na Argentina.Antes de ingressar na Bodegas Salentein como enólogo-chefe em 2010, Galante liderou o Grupo Catena Zapata por mais de 30 anos e trabalhou com inúmeros consultores internacionais de vinhos. Na década de 1990, foi para os Estados Unidos se juntar a Paul Hobbs, agora consultor da Salentein, na Simi Winery, por um curto período de tempo. "Essa foi uma revelação para mim", diz Galante. "O foco incansável na qualidade, em fazer um vinho do Novo Mundo que desafiaria o melhor do Velho Mundo, inspirou-me a fazer o mesmo na Argentina." Para atingir esse objetivo, viajou mais tarde para a Espanha e a França para estudar as técnicas de vinificação dos países e aplicá-las ao terroir argentino.Se juntou a Bodegas Salentein para poder fazer vinho com a notável fruta que a vinícola cultiva no Valle de Uco. "O vinho é um produto do terroir e das pessoas", diz Galante. "Na Salentein, tenho os dois vinhedos que estão entre os melhores do mundo e uma empresa e equipe totalmente focadas em apoiar nosso objetivo de fazer os melhores vinhos da Argentina. Cultivamos não apenas uvas maravilhosas, mas também estamos cultivando uma cultura de excelente vinho".Para Galante, um senso aguçado de observação, paciência e criatividade são características que todo bom enólogo deve ter. Jose Galante é apaixonado por sua profissão. Ajudou a transformar o vinho argentino. Seus vinhos ganharam prêmios no mundo inteiro. Em 2015, Galante celebrou sua 40ª safra na Argentina, com uma turnê pelos Estados Unidos. A bodegaA magnífica bodega, concebida tanto para a forma como para a função em forma de cruz, permite um manuseio suave e personalizado das uvas, reduzindo a distância que o vinho precisa percorrer entre as etapas da vinificação. Cada uma das alas - com cerca de 18 x 20 metros - é uma pequena adega com dois níveis. O térreo abriga tanques de aço inoxidável e cubas de madeira francesa para fermentação e armazenamento, e no nível subterrâneo - oito metros abaixo - para o envelhecimento de vinho em barricas de carvalho. Antigos índios andinos, cujas oferendas à deusa da fertilidade e da vida foram apresentadas em buracos cavados na terra, inspiraram os níveis subterrâneos da bodega para o envelhecimento do vinho. Os dois níveis permitem que o vinho flua dos tanques para as barricas por simples gravidade. As quatro alas convergem em uma câmara central circular, que se assemelha a um anfiteatro antigo. A câmara central tem 11 metros de diâmetro e 18 metros de altura, com uma abertura circular acima, que permite que uma luz sutil penetre no porão subterrâneo. Em um sentido mais profundo, a forma e os materiais da bodega são uma expressão espiritual - uma catedral de vinho - que honra a história e a cultura desse vale argentino. Killka, o centro culturalCom o nome de uma palavra andina que significa "abertura" ou "portal", o centro cultural Killka é realmente uma porta de entrada para o mundo do vinho e da arte. Um complexo artístico e cultural verdadeiramente inovador, adjacente a Bodegas Salentein, que possui duas salas de exposição de arte - uma para coleção permanente e outra para exposições temporárias -, uma sala de conferências e eventos de última geração, uma loja de vinhos, um restaurante, uma pousada e uma capela trabalhada com técnicas ancestrais.A Posada SalenteinA Posada Salentein foi pioneira como o primeiro hotel vinícola no Valle do Uco. A Posada é um oásis de boas vindas, que combina a arquitetura tradicional das fazendas rurais de Mendoza com um conforto de classe mundial. Os vinhos Os vinhos da Bodegas Salentein dividem-se em duas grandes categorias: Vinhos de luxo e Vinhos jovens. Os vinhos pertencentes a primeira denominação são bem estruturados e elegantes, caracterizados pela sua cor profunda e aromas e sabores ricos e complexos. Todos os vinhos são envelhecidos em barricas de carvalho francês e os prêmios ganhos são incontáveis. São elaborados sob a supervisão de Jose Galante. Aqueles que se enquadram na denominação Vinhos jovens atendem a um conceito que incorpora a filosofia da Bodegas Salentein de fazer vinhos Premium, com uma personalidade jovem e moderna, e a prevalência de sabores de frutas frescas e aromas resultantes da alta altitude do vale; são linhas inovadoras que se destacam pelas suas cores brilhantes e profundas e pela sua simpatia (friendliness). O responsável por essa linha é Gustavo Bauzá. Vinhos de luxo Salentein Gran Valle de Uco Blend ou Gran VU Blend. Mistura única de Malbec e Cabernet Sauvignon; tem cor vermelho profundo, com aromas intensos e complexos que lembram frutas negras, alcaçuz e mentol. Na boca, o vinho é elegante e bem estruturado com taninos maduros e aveludados. Apresenta notas de frutas negras, especiarias e uma nota muito sútil de grafite; grande volume e um final longo e persistente. Esse vinho representa perfeitamente a sabedoria de José Galante com o espírito visionário do fundador da bodega, Mijndert Pond. Salentein Primus (Salentein Primum, nos EUA). Ícone de vinhos varietais da Bodegas Salentein, Primus é feito com as melhores uvas dos seus vinhedos no Valle de Uco, capturando perfeitamente esse terroir abençoado. É feito a partir de uvas colhidas de parcelas individuais selecionadas em diferentes altitudes. São vinhos de edição limitada, produzidos apenas em safras onde são obtidos vinhos de qualidade excecional. Varietais: Malbec, Merlot, Pinot Noir e Chardonnay. Salentein Single Vineyard. Estes vinhos expressam o profundo conhecimento do terroir do Valle do Uco, baseado em duas décadas de vivência e agricultura. Cada vinho vem de um único lote selecionado, que ao longo dos anos produziu vinhos com grande personalidade e expressão varietal que os tornaram únicos. Vinhos únicos de um lugar especial! Varietais: Malbec, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc de colheita tardia. Salentein Numina Gran Corte (blend). Expressa o espírito das vinhas onde a Bodegas Salentein se estabeleceu no Valle de Uco, misturado com as melhores uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot de pequenas parcelas selecionadas de sua propriedade mais antiga. Reserva Salentein. Vinhos varietais dos vinhedos localizados entre 1.050 e 1.700 metros de altura, onde solos pedregosos, alta amplitude térmica, excelente exposição solar e as águas puras dos Andes dão as condições ideais para produzir vinhos que são a expressão máxima do Valle do Uco . Varietais: Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Vinhos jovens Killka. É o centro cultural, artístico e gastronômico da Bodegas Salentein, que se tornou um importante destino para os amantes do vinho e da arte de todo o mundo. Os vinhos combinam a inspiração do produtor com a criatividade dos artistas representados na coleção de arte de Killka. Esta nova linha destaca-se pelo seu carácter frutado, boa estrutura e expressão varietal, que se obtém quando se produzem vinhos 100% varietais, por meio de cortes selecionados de diferentes alturas e solos, atingindo a melhor expressão do terroir. Varietais: Malbec, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e blend. Portillo. Os vinhos da marca Portillo tomaram seu nome da histórica passagem montanhosa que liga os Andes ao Valle de Uco, usada pelo lendário herói General San Martin, que libertou a América Latina, assim como pelo cientista Charles Darwin quando estudou a teoria da evolução. Hoje, Portillo é também a melhor maneira de entrar no fascinante terroir do Valle de Uco através do vinho. Portillo, um vinho jovem e distinto, que expressa em cada uma das suas variedades frescas, a cor, os aromas e um sabor especial dado pela tradição da Bodegas Salentein, com um estilo pessoal e próprio. Varietais: Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Rosé Malbec, Sauvignon Blanc e Chardonnay. A Bodegas Salentein - coração e alma do Valle de Uco - é um verdadeiro templo do vinho que, sem dúvida, deve ser visitado por todo e qualquer amante do vinho. O seu time de enólogos merece um destaque todo especial:Jose "Pepe"Galante (enólogo chefe), Paul Hobbs (consultor) e Gustavo Bauzá (enólogo sênior).FINAL, MINI BOX COM LOGOBodegas Salentein Route 89, km 14 - Los ArbolesTunuyán, Mendoza - Argentinabodegasalentein.com
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30/10/2018
CA'D'ORO COZINHA CLÁSSICA E RECEITAS CONSAGRADAS DO NORTE DA ITÁLIA
Quem pensa que a cozinha italiana de verdade se resume apenas a pizzas e massas com bastante molho, está enganado. A gastronomia italiana é mais rica e diversificada do que se imagina e pode ser apreciada em todo o seu esplendor no Restaurante Ca'd'oro, que oferece um menu especializado na culinária do Norte da Itália.Ícone gastronômicoO Ca'd'Oro é um dos grandes ícones de São Paulo nos cenários hoteleiro e gastronômico. Tudo teve início em 1953, com a fundação do restaurante de mesmo nome na rua Barão de Itapetininga, centro novo da capital paulista, considerado um dos endereços mais elegantes da época na cidade. Quem começou a empreitada foi Fabrizio Guzzoni, recém-chegado da Itália e membro de uma família com vasta experiência em hotelaria na Europa. O nome Ca?d?Oro foi dado em homenagem a um belo palácio de Veneza.Era diferente de tudo o que existia em São Paulo, onde naqueles tempos culinária italiana era sinônimo de pizzarias e cantinas típicas do Sul da Itália, com massas regadas a muito molho de tomate, polpetas e bracholas, nos bairros do Brás, do Bixiga e da Mooca. O Ca'd'Oro inovou ao trazer para o Brasil pela primeira vez a gastronomia do Norte da Itália - pouco conhecida por aqui -, na qual se destacam carnes de caça (coelho, perdiz, javali e codorna), assados, molhos de vinho, polentas e risotos.Essa culinária, natural das regiões do Piemonte, da Lombardia, do Vêneto e da Ligúria, tem alguma influência francesa, com ingredientes mais delicados, ervas aromáticas, cogumelos, trufas, açafrão e manteiga. No Ca'd'Oro, foram lançados pratos como o coelho ao vinho tinto com risoto, o ossobuco com polenta, o ravióli de abóbora ao forno, o javali ao vinho tinto e o fettuccine al triplo burro, além do carpaccio. Em pouco tempo, o restaurante virou um dos favoritos da boêmia artística e da elite de São Paulo, com uma cozinha clássica e receitas consagradas.Com o sucesso da empreitada, logo surgiu o Hotel Ca'd'Oro, em 1956, ao qual o restaurante foi incorporado. Na década seguinte, o empreendimento cresceu e se transformou no Grand Hotel Ca'd'Oro. Este foi considerado o primeiro hotel cinco estrelas da cidade de São Paulo, localizado entre as ruas Avanhandava e Augusta, região da Consolação - no mesmo quarteirão onde se encontra atualmente.O Ca'd'Oro teve entre seus hóspedes figuras ilustres das artes e da política, como Jorge Amado, Vinicius de Moraes, Luciano Pavarotti, Elis Regina, Nelson Mandela e Di Cavalcanti, além de vários ex-presidentes do Brasil e até membros de monarquias europeias. Já o restaurante manteve seu alto reconhecimento entre a crítica especializada. Depois de uma extensa reforma, o hotel foi reaberto em outubro de 2016, com um design mais moderno, mas sem abrir mão de suas tradições e história. No comando, segue a família Guzzoni, agora na quarta geração de hoteleiros.O atual restaurante Ca'd'Oro segue a mesma linha. Com uma decoração requintada, que mistura painéis de madeira, confortáveis poltronas e uma iluminação agradável, estão em destaque belos quadros e esculturas clássicas, além de um piano original do século XIX. Feito na Europa, é tocado nas noites de terça a sábado e nas tardes de domingo. Outro detalhe da tradição do restaurante é o sousplat que enfeita cada uma das mesas, de madeira e com o brasão do Ca'd'Oro.Culinária do Norte da ItáliaCom mais de seis décadas de tradição, o Ca'd'Oro prova que a gastronomia italiana é mais rica e diversificada do que geralmente se conhece no Brasil. O cardápio oferece saborosos antepastos, massas frescas, risotos, frutos do mar, carnes, aves e sobremesas, sempre com destaque para as receitas do Norte da Itália e com o toque do jovem e muito experiente chefe de cozinha Frabrizio M. Guzzoni.Ao lado do restaurante encontra-se o bar, que apresenta um menu bem elaborado de drinques e uma carta de vinhos com destaque para ótimos rótulos italianos e portugueses. Entre as criações está o Grotta Azzurra, feito com vodka, licor de pêssego, limão, lima da pérsia e curaçau blue. Outra boa pedida é o Terra Brasilis, que leva cachaça envelhecida, drambuie, suco de limão, gengibre e mel. As opções de petiscos para compartilhar são variadas. Há desde batata frita ao tartufo, até burrata italiana com tomatinhos confit. O antepasto que leva o nome da casa vem com carpaccio, bresaola, presunto cru San Daniele, mortadela, alcachofras e parmesão.Se os drinques, petiscos e antepastos já dão água na boca... espere para conhecer alguns dos pratos servidos. Um deles é o Gran bollito misto alla Piemontese; o carro chefe do Ca'd'Oro. Carnes especiais e legumes cozidos, cada um no seu tempo, e acompanhados de três molhos: mostarda de Cremona, verde e raiz forte. Este prato é servido diretamente na mesa em um carrinho muito especial, onde as carnes e legumes são escolhidos e cortados ao gosto do cliente.Outro destaque é o Ossobuco alla milanese con risotto. Conta a lenda que um jovem ajudante de um dos vidraceiros que trabalhavam para o canteiro do Duomo de Milão no século XV, abusava demais do uso do açafrão para produzir as cores que seriam usadas nos vitrais. O chefe, cansado do desperdício, um dia desabafou: "e vai chegar o dia que você vai colocar até no arroz!". Dito e feito, assim nasceu o prato típico milanês do risoto de açafrão. Quando o Ca?d?Oro abriu suas portas em 1953 e trouxe em seu cardápio o Risotto à Milanesa, muitos não gostaram e disseram na época ter gosto similar a remédio, porém um prato de sucesso na Europa mais cedo ou mais tarde viria também a fazer sucesso no Brasil - e foi por isso que Guzzoni insistiu para que permanecesse no cardápio. O risoto é acompanhado de ossobuco, carne macia de canela do vitelo e que acompanha um osso com o tutano, assado lentamente ao toque de Gremolata.O Quaglie alla bergamasca con polenta, um dos pratos que representa a alma da casa. Vale destacar que a gastronomia do Norte da Itália é muito focada nas famílias camponesas que viviam na região. Culturalmente, sempre foi costume dessas famílias caçarem para alimentar suas famílias e aves como codornas, faisões e perdizes eram encontradas frequentemente em suas mesas. No Ca'd'Oro é tradição desde a sua abertura servir codornas à moda de Bergamo, assadas com pancetta, sálvia e vinho branco, sempre acompanhadas de polenta.No cardápio do Ca'd'Oro não poderia faltar a famosa Bresaola. Produzida na região lombarda da Valtellina, a Bresaola é um embutido frio, preparado com carne de boi (e não de porco como os presuntos). É temperada com ervas aromáticas e tem um teor de gordura baixíssimo. Prove com um fio de azeite e raspas de parmiggiano!O Brasato di manzo al vino com gnocchi alla piemontese é um prato preparado com um corte de carne cozida lentamente no vinho Barolo e geralmente servida com polenta ou gnocchi. No Ca'd'Oro utiliza-se a picanha, que é marinada por 24 horas antes do cozimento, acrescentado-se funghi porcini para dar mais sabor no final, além de gnocchi artesanal.O Asparagi alla milanese con uovo di ruspante al aroma di tartufo é um prato tradicional da Lombardia. É preparado com aspargos verdes cozidos no consommé com ovo estrelado, parmesão e manteiga ao aroma de trufas.Para finalizar os destaques do restaurante Ca'd'Oro, o Casoncelli alla bergamasca. O casoncelli possui origem antiga, que data de 1366, e sendo um prato camponês, era preparado com aquilo que se tinha em casa, triturado e usado para rechear a massa. Inclusive alguns manuscritos históricos colocam a cidade de Bergamo como o berço da massa recheada. Existem algumas pequenas variações em relação ao recheio, porém o que não se muda é o molho à base de manteiga e sálvia, que valoriza o recheio. No Ca'd'Oro, o casoncelli é recheado com vitelo, codeguim (embutido italiano) e um toque de amaretti.Tradição e exclusividadeAlém dos destaques mencionados acima, o Restaurante Ca'd'Oro oferece em seu cardápio outras opções tradicionais e exclusivas da culinária do Norte da Itália.Entre as massas frescas, tradição da casa desde 1953, estão o Agnolotti di magro della nonna al burro e salvia (massa fresca recheada com misto de queijos magros e espinafre); Ravioli di carne al pomodoro e basilico (recheio de carne com molho de tomate e manjericão); Mezzelune di brie al pomodoro e aroma di limone (ravióli com recheio de queijo brie e rúcula em molho de tomate fresco e aroma de limão siciliano); e Tagliolini al Mare (massa artesanal puxada em molho de tomate cereja, camarões, lulas, mexilhões e polvo). As massas seca de grano duro incluem Spaghetti alla carbonara (feito em sua maneira mais clássica, com guanciale dourado, ovos, queijo Pecorino e pimenta do reino); e Spaghetti integrale alla caponata (massa integral preparada com berinjela, abobrinha, pimentão, tomate, cebola e azeitonas).Entre os risottos, as opções Risotto ai porcini (risoto com funghi porcini); Risotto con brie, prosciutto San Daniele (risoto de brie e presunto italiano); e Risotto con gamberi, pomodorini e basilico (risoto com camarões, tomatinhos confitados no azeite e manjericão) são imperdíveis.Já o menu de pescados é composto por Grigliata mista di pesce alle erbe con verdure fresche (misto de peixe e frutos do mar grelhados ao aroma de ervas com legumes frescos); Gamberoni al champagne con aspargi e risotto (camarões servidos em um molho suave de champagne com risoto e aspargos); Limanda al vino bianco e capperi (linguado ao molho de vinho branco com alcaparras e purê de batatas); Salmone in crosta di erbe aromatiche con risotto al limone (salmão grelhado em crosta de ervas com risoto ao limão siciliano); e Haddock Scozzese con riso di mandorle e passa (haddock defumando e gratinado sobre bechamel com arroz de amêndoas e passas). O menu de carnes é composto por Anatra alla Colleoni (peito de pato ao forno em crosta de ervas do campo, servido com aspargos frescos, purê de batata e três Colleoni); Confit di anatra all'arancia con risotto di pere (coxa e sobrecoxa de pato confitadas e servidas em leve molho de laranja, acompanhadas de risoto de pêras); Tournedo en Boite com patate lionese (filé mignon alto servido em molho de vinho do porto, acompanhado de batatas com cebola e presunto italiano); Controfiletto alla griglia (a mais nobre parte do contra filé de Angus, acompanhado de verduras grelhadas e mostarda Dijon ao mel); Ossobuco alla milanese con risotto (canela de vitelo de leite assado lentamente ao toque de Gremolata); e Costolette d´agnello con tagliolini al tartufo nero (costeletas de cordeiro grelhadas acompanhadas de massa artesanal na manteiga trufada).Para finalizar, o cardápio de sobremesas inclui pudim de leite com calda de caramelo; cassatas de sorvete especiais da casa, com crocante e com frutas cristalizadas; cheesecake de Negresco com frutas vermelhas; mil folhas de baunilha com calda de frutas vermelhas; brownie de chocolate e nozes, servido quente com sorvete de creme; Pêras cozidas no vinho e especiarias, acompanhadas de sorvete de creme; e, logicamente não poderia faltar o Tiramisu Ca'd'Oro, sobremesa italiana clássica à base de mascarpone, amaretto, café e chocolate. O Restaurante Ca'd'Oro está localizado no térreo do Hotel Ca'd'Oro; disponibiliza 80 lugares e funciona todos os dias, das 12h às 15h30, para o almoço, e das 19h às 23h, para o jantar.LOGORestaurante Ca'd'Orocadoro.com.br
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30/10/2018
ENÓLOGO, ENÓFILO & SOMMELIER?
Até pouco tempo atrás essas três palavras não faziam parte da linguagem dos brasileiros. Tradicionais consumidores de pinga e cerveja, o vinho não fazia, nem um pouco, parte do nosso cotidiano. Somente algumas pessoas mais abastadas, e esnobes em geral, declaravam se deliciar com a bebida e, com a altivez peculiar delas, olhavam de baixa para cima o infeliz que declarava abertamente não gostar desse precioso líquido. Claro, nesse mundo de Dionísio as coisas são bastante relativas e, muitas vezes, o termo precioso aqui usado é simplesmente incorreto, uma vez que existem mais vinhos ruins do que vinhos bons. Esmagar uvas é fácil, transformar isso em um vinho decente já é outro passo, bem diferente.Vivi boa parte de minha vida no Languedoc, no meio dos vinicultores, a poucos quilômetros da cidade de Pezenas, terra de Molière. A casa dos meus pais era cercada de parreiras, de produtores de vinho. Mas em nossa vizinhança não se produzia vinhos bons e a maior parte da recolta da uva era mandada para as cooperativas locais para ser transformada em álcool! Não se pode esquecer que a França é um país de incentivos governamentais, sem subsídios pouco se faz. Não é raro o governo ter pago subsídios aos agricultores para plantar determinados produtos para, 30 anos depois, voltar a limitar a produção desse mesmo produto, pagando novos subsídios, às mesmas pessoas, para arrancar o que foi pago para plantar antes! Isso ocorreu muito, no passado, com o vinho.Nas cooperativas locais pode se encher jerricans de vinho de cinco litros ou mais, em verdadeiras bombas de gasolina, perdão, de vinho, por alguns poucos euros. Esse mesmo produto, de quinta categoria, pode também ser engarrafado em botelhas padrão, com belas etiquetas, comercial e legalmente certas e... mercadologicamente fantásticas. O produto com essa bela apresentação poderá, assim, ser exportado e vendido com margens largamente maiores do que as registradas na venda ao litro, a granel. Recentemente, visitei um estande em uma feira, em São Paulo, oferecendo para degustação diferentes vinhos. Reconheci vários provenientes da minha região, de cooperativas vizinhas e todos considerados como, no mínimo, medíocres. Questionei o importador que, com um sorriso amarelo, me pediu para falar bem baixinho para não prejudicar as vendas dele! Curiosamente, os connaisseurs e sommeliers presentes degustavam os produtos como se fossem um elixir dos deuses..., enquanto era somente uma verdadeira piquette*, como se costuma falar em francês. Não é porque a etiqueta é escrita em francês que o vinho, automaticamente é um grand cru, longe disso.Um público com conhecimento limitado, como é o caso no Brasil, é facilmente enganável.Esse fato é amplamente aproveitado por vários comerciantes locais, os quais com poucas palavras, quase que poéticas, enganam facilmente os iniciantes. Se uma pessoa degustar um vinho e falar para os presentes que o mesmo tem notas de amêndoas, existe uma grande probabilidade dos presentes acharam que, de fato, o vinho degustado tem notas de amêndoas. O mais interessante é observar que se esse mesmo apresentador declarar que o vinho tem notas de blueberry, muitos dos presentes que nunca comeram blueberry na vida, nem até sabe que em português a palavra é mirtilo, irão concordar com o organizador da degustação!No rodapé:*Piquette é uma palavra, da linguagem familiar, que significa um vinho de baixa qualidade. Na verdade, é uma bebida obtida pela adição de água nos bagaços secos. Não há tradução possível porque essa bebida não é vinho e isso explica por que seu marketing é proibido.De uns anos para cá a frequência dos e-mails recebidos oferecendo vinhos aumentou de forma exponencial. Diariamente, são dezenas de mensagens enviadas por sommeliers - das mais diversas formações! -, oferecendo pérolas raras por preços que os próprios fabricantes consideram ultrajantes, de tão caros que são vendidos. Com um pouco de atenção, até um leigo poderia entender que, por exemplo, um vinho oriundo das vinícolas da Puglia não pode ter na sua etiqueta o rótulo IGP Terra Siciliane, não é? Essa aberração foi recentemente oferecida por uma sommelière de grande empresa de e-commerce de vinho. Não sei se é falta de conhecimento de vinhos da sommelière ou, quem sabe, somente de geografia. Sólidas noções, para não dizer conhecimento, de geografia são indispensáveis para ser um sommelier. Afinal, é básico saber que uvas cultivadas em lugares diferentes dão vinhos totalmente diferentes. De qualquer forma, é o dia a dia do nosso jovem mercado.Vamos tentar definir as três simples palavras: enólogo, enófilo e sommelier. Apesar das diferenças, essas três figuras têm um ponto em comum: a paixão pelo vinho! O PREFIXO ENOO prefixo eno é um elemento de formação de palavras que exprime a ideia de vinho; vem do grego oinos (????? transl. Oínos), uma palavra que poderia ser usada para duas bebidas distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.Vejamos algumas palavras que começam com eno: Enócoa: é um jarro de vinho, uma das formas mais populares da cerâmica grega. Há muitas formas diferentes de enócoa, mas a mais antiga é a olpé (????), com um perfil em forma de S da base ao topo. Enóleo: preparado medicamentoso em que o vinho é excipiente; enolado, enolatura. Enolismo: estado de alcoolismo próprio de quem bebe grande quantidade de vinho. Enologia: é a ciência que estuda tudo o que está relacionado com a produção e conservação de vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento e venda. Enografia: é a ciência humana que estuda as propriedades dos vinhos de uma determinada região, definida geograficamente, e que se caracterizam pela relação com o solo, o clima, as castas, as práticas vitícolas e enológicas utilizadas nessa região, a legislação a que estão submetidos, bem como suas relações com o homem, sejam elas econômicas, religiosas, gastronômicas, culturais, etc. Enomel: bebida composta de vinho e mel. Enômetro: instrumento para avaliar o teor alcoólico dos vinhos e outros líquidos, e o peso específico dos vinhosvinometro. Enometria: conhecimento da qualidade de um vinho por meio do enômetro. Enométrica: relacionado com a enometria. Enoteca: loja especializada na comercialização de vinhos. Enoterapia: (medicina) tratamento à base de vinho (banhos, massagens, etc.). Enotiônico: epiteta relativo ao ácido sulfoviníco (sulfato de etila). Enoturismo: é um segmento da atividade turística que se baseia na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e cultura das localidades que produzem esta bebida. O enoturismo envolve o visitante na cultura e nos detalhes da bebida. E, obviamente, enólogo, cuja definição será dada mais adiante. ENOLOGIAA palavra é formada pelo radical eno, que acabamos de ver, significa vinho, e o sufixo logia que significa estudo, conhecimento, saber. O sufixo logia vem do grego antigo legein (??????), falar. Significa, um campo de estudo, o estudo de um assunto em particular, algo dito ou a maneira de dizer (anestesiologia, biologia, climatologia, enologia, etimologia, fisiologia, etc., etc., etc.)A enologia é uma ciência moderna que reúne o conhecimento científico sobre as diversas áreas para se estudar as questões relacionadas com o vinho. As disciplinas de base para a formação do enólogo incluem a entomologia, fisiologia, matemática, estatística, geologia, botânica, microbiologia, física, marketing, economia, climatologia, química, entre outras, além das disciplinas voltadas para a prática da enologia, como a vinificação, viticultura, marketing de vinhos, operações unitárias relacionadas a elaboração dos vinhos, controle de qualidade e análise sensorial.O vinho é uma bebida antiga e ao longo dos séculos acabou por figurar em lugar de destaque na mesa de nobres de todo o mundo; por este motivo, passou a necessitar de profissionais que cuidassem para que a bebida chegasse a níveis nunca antes imaginados.Para apurar ainda mais os processos de produção, de modo a deixar os vinhos superiores, naturalmente foram surgindo pessoas capazes de interferir positivamente nesse processo, conseguindo entregar vinhos realmente melhores e superiores aos vinhos comuns.Essas pessoas podem ser consideradas como sendo os primeiros enólogos de que se tem notícia, dando origem a uma ciência importantíssima nos dias de hoje, a enologia.Bebida das mais importantes de todas que existem no mundo, o vinho ganhou ainda mais status perante as outras bebidas ao ganhar uma ciência para cuidar de praticamente tudo relacionado à sua produção e à sua conservação.Essa ciência - a enologia -, passou a ser responsável por observar e acompanhar todo o processo de produção dos vinhos de alta qualidade do mundo, desde o plantio das uvas, passando pelo envelhecimento em barricas de madeira, até o vinho chegar às prateleiras do mundo.Apesar da importância da enologia, uma pessoa que deseja se formar como enólogo terá poucas opções de faculdades para realizar seus estudos, sendo que as principais do mundo estão localizadas na França e na Itália.Em Portugal, a UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (utad.pt) - ministra a única Licenciatura em Enologia desse país. É um curso diurno, com duração de três anos (seis semestres). Ao lado de disciplinas mais gerais, tais como física, bioquímica, matemática, química analítica e orgânica, entre outras, são estudadas outras mais específicas, tais como viticultura, ciências do solo, ecologia e fisiologia da videira, genética, práticas de viticultura e enologia, análise e controle analítico de vinhos, análise sensorial, microbiologia e bioquímica das fermentações, vinificação, engenharia enológica e várias outras.Na América do Sul, o polo vinícola de Mendoza, na Argentina, oferece algumas alternativas de formação. A UCCUYO - Universidad Católica de Cuyo (uccuyo.edu.ar) - oferece uma Licenciatura en Enologia, com duração de cinco anos; e a UMAZA - Universidad Juan Agustín Maza (umaza.edu.ar) oferece diploma similar, em quatro anos. Segundo alguns, a melhor delas localiza-se em Mendoza, Argentina. No Brasil, a única que oferece bacharelado em enologia é a UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa - Campus de Dom Pedrito (unipampa.edu.br/dompedrito/). É um curso de nove semestres, 3.195 horas. Existem outras instituições que oferecem cursos de tecnólogo e técnico em enologia. O IFRS - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Bento Gonçalves (bento.ifrs.edu.br) - oferece o curso de Tecnologia em Viticultura e Enologia, com duração de seis semestres; o Campus CAVG, em Pelotas, RS, oferece o mesmo curso. O IFSP - Instituto Federal Sertão Pernambucano - Campus Petrolina Zona Rural (ifsertao-pe.edu.br) - tem curso de Tecnólogo em Viticultura e Enologia, com duração de três anos (seis semestres ou 2.820 horas). O IFSP - Instituto Federal São Paulo - Campus de São Roque (srq.ifsp.edu.br) - também tem curso de Tecnologia em Viticultura, com duração de seis semestres.ENÓLOGOFica claro, então, o que é um enólogo, i.e. um profissional que estudou enologia!O enólogo é um profissional com características definidas, dentro do perfil ocupacional da indústria e para as tarefas de coordenação, supervisão e execução, sendo responsável pela produção e por todos os aspectos relacionados com o produto final desejado.O enólogo é um profissional de nível superior, que elabora o vinho nas vinícolas. Este cargo exige formação complexa; normalmente é formado em Agronomia e Química, com posterior curso de especialização, específico da área. Pode, também, ter bacharelado em enologia, mas como já vimos, por aqui existem poucas universidades que oferecem esse curso.Alguns enólogos não são formados na escola, aprenderam o metier diretamente no campo, pela experiência, e são geralmente filhos ou filhas de produtores tradicionais; nasceram no vinho.De qualquer forma, o enólogo é um estudioso, um cientista dos vinhos. Todo o processo começa com esse profissional, já que é responsável por todas as fases de elaboração do vinho. Ele não somente sabe as técnicas para transformar a uva em vinho, como também é responsável por todas as decisões sobre sua produção. Participa da análise do terroir, da escolha de castas e das mudas, do método de irrigação, da melhor forma de cultivo, até a técnica da poda e a melhor técnica para a colheita das uvas. Também está presente em todo o processo pós-colheita, definindo as técnicas de vinificação, estabilização, envelhecimento, engarrafamento, controle de qualidade, análise química, análise sensorial dos vinhos e o melhor momento de colocar o vinho no mercado, levando em consideração a safra e as características do vinho elaborado. Ele é quem decide, por exemplo, o corte (a mistura) de diferentes vinhos, ou o tempo de estágio da bebida em barricas de carvalho, ou não.A degustação de vinhos é decisiva para o enólogo no processo de elaboração do produto final, pois é nessa etapa que são avaliadas as características que o vinho possui, ou que poderá possuir. Desta forma, o profissional é capaz de decidir quais as escolhas que devem ser tomadas para melhorar o produto. "O enólogo pode provar vinhos para os juntar e criar um lote a partir de diferentes castas e, mais tarde, provar o resultado dessa associação e fazer várias experiências até chegar a um determinado resultado. O vinho é um ato de criação que reflete a personalidade do enólogo que lhe transmite uma parte do seu carácter".Por isso, ele será geralmente encontrado atuando dentro das vinícolas; é o enólogo, e apenas ele, quem assina os vinhos.Por ser o grande responsável por trás do vinho, o enólogo, muitas vezes, acaba sendo, também, encarregado pelo departamento de marketing da bebida, atuando diretamente na sua venda e comercialização.As legislações específicas de todos os países são as que estabelecem níveis de preparação e, consequentemente, a obtenção do título que os profissionais precisam para a elaboração dos vinhos e derivados.Para exercer a profissão no Brasil, um enólogo precisa ter certificação técnica ou diploma de nível superior. A Lei nº 11.476, de 29 de maio de 2007, regulamenta as profissões de enólogo e de técnico em enologia.Os vinhedos produzem uvas, a empresa produz o vinho, porém a elaboração do vinho (para bem ou para mal) fica a cargo deste profissional. A ABE - Associação Brasileira de Enologia - tem sede em Bento Gonçalves, RS, no Rio Grande do Sul. enologia.org.brENÓFILOAqui, o radical eno é associado ao sufixo filo, o qual vem do grego ?????, cujo significado é que gosta, que ama, que é amigo. O significado de enófilo é, então, fácil de entender: que gosta, que ama, que é amigo do vinho. Da mesma forma, são formadas palavras, tais como anglófilo, cinófilo, discófilo,francófilo, hidrófilo, etc., etc.Enófilo é todo mundo que gosta de vinho. Geralmente, é um consumidor final, que aprecia, hedonicamente, a bebida. Existem os enófilos mais avançados e os mais iniciantes. Um amador que, muitas vezes, se interessa pelo assunto a ponto de tornar-se um especialista nele. Escreve livros, dá palestras, frequenta confrarias, degustações e feiras. Ele cumpre a função mais divertida da cadeia: ele bebe. Em geral, de maneira moderada e com um grau de apreciação mais elevado do que a média, graças a seus conhecimentos adquiridos e a prática. Para receber essa denominação, não é necessário ter nenhuma formação na área. É preciso apenas conhecer, gostar de apreciar um bom vinho e entender suas peculiaridades.O enófilo costuma sempre estar se atualizado para fazer melhores escolhas durante a compra. Normalmente, são apreciadores que buscam conhecimento independente em diversos temas de vinicultura, como harmonizações, tipos de uva, particularidades de cada região, história do vinho e métodos de produção da bebida.Para um enófilo, é importante saber sobre as principais características presentes nos vinhos para ter maior autonomia no consumo e compra da bebida. Além de buscar informações em blogs e revistas especializadas, o enófilo pode ampliar seu conhecimento fazendo algum curso de aprofundamento técnico e até viagens (enoturismo!) para regiões vinícolas, a fim de estudo e, claro, para entretenimento.Alguns enófilos se aprofundam tanto na história, elaboração e consumo dos vinhos que são reconhecidos como formadores de opinião e consultores em vinhos, mas, de modo geral, a maioria são curiosos e despretensiosos apreciadores da bebida. Luis Groof, autor de quatro livros de crônicas, diretor de peças de teatro, engenheiro e dono de uma das melhores lojas de vinhos de Curitiba, PR, tem uma frase famosa para diferenciar o enólogo do enófilo: "Não sou enólogo; enólogo é um sujeito que diante do vinho toma decisões. Eu, diante de decisões tomo vinho".SOMMELIERO que é um sommelier? Sendo uma palavra francesa, nada melhor do que procurar nos dicionários da língua as várias, porém consistentes, definições. Vejamos as principais encontradas:- pessoa responsável da adega de vinhos e licores em um restaurante;- profissional encarregado da adega e do serviço de vinhos em um restaurante (Larousse);- aquele que tem a cargo os vinhos e os licores em um restaurante.Essas definições, dos famosos Larousse, Bescherelle e CNRTL (Centre National de Ressources Textuelles et Lexicales), são claras.Em inglês são parecidas, mas um tanto limitativas:- waine waiter;- a waiter in a restaurant who has charge of wines and their service: a wine steward;- a waiter, as in a club or restaurant, who is in charge of wines.O substantivo sommelier. A palavra deriva do vocábulo da língua francesa. Na Europa medieval, o deslocamento dos senhores feudais e dos príncipes era sempre seguido de uma comitiva numerosa. Parte dessa comitiva, que ficava na retaguarda, era formada pelos subalternos que transportavam alimentos e bebidas, panelas e caldeirões, talheres, copos e pratos. Essas mercadorias vinham dentro de fardos e constituíam a soma, somme, em francês, isto é, o conjunto de víveres com que se alimentavam os nobres de seu séquito. Por isso mesmo, os animais de transporte e as viaturas eram chamados sommiers. Por uma evolução linguística natural, os oficiais encarregados do transporte desses bens passaram a ser chamados, inicialmente, de sommerliers.Até hoje, a palavra bête de somme (literalmente animal de carga) é usada e se refere a um animal usado por humanos como meio de transporte de materiais carregados sobre o dorso do animal. O termo pode ser empregado para um animal individual ou em referência a uma determinada espécie. Muitas espécies de ungulados (latim científico: ungulata) são utilizadas tradicionalmente como animais de carga, incluindo elefantes, camelos, dromedários, iaques, renas, búfalos, lhamas, cavalos, burros, etc.De lá para cá, o nome evoluiu, bem como as suas funções específicas. A palavra sommelier passou a ter o significado que conhecemos nos dias de hoje a partir do século XIX. Mais especificamente, somente a partir de 1812 é que o termo sommelier começou a indicar os profissionais especializados em bebidas alcoólicas nos restaurantes. O sommelier tem uma série de atribuições e conhecimentos, mas não faz vinho. É o profissional responsável pela gestão, pelo manejo, pela promoção e pela indicação de vinhos. Pode atuar em restaurantes, bares, importadoras e demais estabelecimentos que comercializam a referida bebida. O trabalho do sommelier. A atuação desses profissionais começa com a escolha e, muitas vezes, a compra dos vinhos, e, por extensão, das outras bebidas alcoólicas (cervejas artesanais, saquês, etc.). Ele monta a carta de vinhos e, para tanto, tem estreito relacionamento com os viticultores para conhecer perfeitamente os vinhos e ter plena segurança na hora de aconselhar os clientes. Ele recebe as encomendas de vinhos, armazena adequadamente os produtos (garrafas) e cuida da administração e rotação da adega.Com os clientes, ele dirimi as dúvidas existentes com relação aos diferentes vinhos da carta e apresenta sugestões de harmonizações, ajudando o cliente a escolher o vinho apropriado ao seu paladar e... ao seu bolso. Dependendo do restaurante, o próprio sommelier é quem abre a garrafa, indica as taças mais adequadas e serve as bebidas na temperatura ideal.No entanto, para ser considerado um sommelier é preciso mais do que paixão pelo vinho, é preciso formação e muito estudo. A pessoa deve buscar uma formação profissional em locais certificados, investir de forma permanente no seu aprimoramento, atualização constante (é um campo com novidades diárias!) e, claro, amar o que faz! Este é o profissional do vinho. Podemos dizer que o sommelier consegue aliar a paixão pelo vinho que o enólogo possui e boa parte do conhecimento e interesse que um bom enófilo sempre está buscando, agregando importantes conceitos relacionados ao serviço de vinho, como também de outras bebidas. Para seguir carreira, é bom ter formação em gastronomia e realizar alguns cursos especializados na área. Alguma formação em gastronomia é necessária, particularmente em grandes casas estreladas, para poder oferecer harmonizações de qualidade. Como recomendar uma bebida se mal sabe o que vem no prato?O sommelier precisa, também, de bastante psicologia para atender todos os tipos e comportamentos de clientes! Ao final das contas, é o sommelier o responsável pela qualidade das bebidas em um estabelecimento.Ele também pode atuar fora dos bares e restaurantes, em outras casas especializadas. Podeprestar serviços de consultoria a hotéis e adegas, promover cursos de iniciação ao mundo dos vinhos para leigos e específicos para aqueles que já conhecem algo e querem aprimorar e aprofundar os conhecimentos sobre a bebida. Além disso, o sommelier planeja e organiza o serviço de vinhos em empresas de eventos gastronômicos, hotelaria, supermercados, enotecas e em comissariado de companhias aéreas e marítimas. Um dos mercados de atuação mais importante desse profissional são as importadoras, desde a física até o e-commerce. Neste caso, ele ministra degustações e cursos, realiza a produção de conteúdos sobre o mundo do vinho e presta consultorias. Claro, aqui sua atuação é 100% focada em resultados comerciais, ou seja, achar argumentos para convencer as pessoas a comprar. Aqui, entramos em terreno de areia movediça, porque não se trata mais de aconselhar, mas sim, de vender e, somente vender. No e-commerce é frequente encontrar dezenas de produtos sem nenhuma qualidade sendo enaltecidos por palavras poéticas e apetitosas, formuladas pelo sommelier(ière) da casa. Legislação. A profissão ganhou maior destaque em 2011, quando ganhou apoio da legislação com a Lei n° 12.467, de 26 de agosto de 2011. Por causa de veto parcial de dois trechos do projeto de lei, para ser sommelier não é preciso ter formação específica, ou seja, a exigência de diploma é facultativa.A lei apenas prevê a assinatura como sommelier na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Ponto a favor da classe que passa a ter seus direitos garantidos. BOX: A lei n° 12.467, de 26 de agosto de 2011Art. 1o - Considera-se sommelier, para efeitos desta Lei, aquele que executa o serviço especializado de vinhos em empresas de eventos gastronômicos, hotelaria, restaurantes, supermercados e enotecas e em comissariaria de companhias aéreas e marítimas. Parágrafo único. (VETADO). É opcional aos estabelecimentos referidos no caput deste artigo a oferta da atividade exercida pelo provador de vinho ou degustador. Art. 2o - (VETADO). Somente podem exercer a profissão de sommelier os portadores de certificado de habilitação em cursos ministrados por instituições oficiais públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, ou aqueles que, à data de promulgação desta Lei, estejam exercendo efetivamente a profissão há mais de 3 (três) anos. Art. 3o - São atividades específicas do sommelier: I - participar no planejamento e na organização do serviço de vinhos nos estabelecimentos referidos no art. 1o desta Lei; II - assegurar a gestão do aprovisionamento e armazenagem dos produtos relacionados ao serviço de vinhos; III - preparar e executar o serviço de vinhos; IV - atender e resolver reclamações de clientes, aconselhando e informando sobre as características do produto; V - ensinar em cursos básicos e avançados de profissionais sommelier. Art. 4o - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. ABS - Associação Brasileira de Sommeliers. Fundada em 1989, a Associação Brasileira de Sommeliers - São Paulo (ABS-SP) - é a entidade de maior credibilidade e melhor fonte idônea de informações sobre os vinhos produzidos e comercializados no Brasil. Esse reconhecimento é fruto de mais de 20 anos de atividades ininterruptas e regulares, sempre voltadas para o interesse do consumidor e para o aprimoramento dos profissionais que atuam ou pretendem atuar no mercado brasileiro de vinhos. Filiada a Association de la Sommellerie Internationale (ASI), a ABS-SP oferece ampla gama de cursos, sendo hoje a principal fonte de formação de sommeliers profissionais do país. Além de sommeliers, os cursos da ABS-SP formam profissionais interessados em desenvolver seu trabalho em outros segmentos e aspectos do negócio do vinho, tais como venda e marketing de vinhos, etc. Como parte importante de suas atividades, a ABS-SP promove regularmente cursos e degustações destinados aos amantes do vinho em geral. São pessoas dos mais diversos setores de atividade que compartilham a paixão pelo vinho e que desejam simplesmente ampliar seus conhecimentos a respeito desse tema literalmente inesgotável, em ambiente que propicia congraçamento sadio e estimula a troca de opiniões e de experiências. Em razão de seu prestígio, a ABS-SP recebe frequentemente em sua sede produtores e enólogos, que vem apresentar seus vinhos a consumidores e profissionais. Ressalte-se que a moderna sede da ABS-SP foi concebida para oferecer condições ideais tanto para a realização de cursos, como para as degustações que nela ocorrem. Também por força de sua representatividade no mundo do vinho, a ABS-SP participa ativamente dos concursos Estadual e Brasileiro de Sommeliers, sendo os primeiros realizados em sua própria sede. Além disso, promove cursos de especialização em diversas regiões do país, contribuindo, assim, para a difusão da cultura do vinho. Tanto os cursos realizados em sua sede, como os que são promovidos em outras cidades de São Paulo, por meio de suas regionais e mesmo em outros Estados, são ministrados por um quadro de instrutores que reúne alguns dos profissionais mais experientes e qualificados do país, sempre com apoio de modernos recursos didáticos tanto na parte prática, como na parte teórica. A ABS-SP desenvolve ainda, regularmente, atividades voltadas para a harmonização entre vinhos e comida. E, além de realizar periodicamente jantares de congraçamento de seus associados, patrocina ou co-patrocina atividades culturais relacionadas ao enoturismo, como viagens com visitas a regiões produtoras no Brasil e no exterior.Cursos de sommeliers. A qualidade de um curso é diretamente função do seu conteúdo, do número de horas ministradas, do corpo docente e, de suma importância, da parte prática, ou seja, das degustações orientadas. Esses pontos, aliás, são válidos para todo e qualquer curso. Cursar administração na Faculdade Getúlio Vargas tem, obviamente, mais valor do que cursar em alguma instituição desconhecida, o mesmo acontece com todas as disciplinas: medicina, engenharia, direito, etc., etc. e, obviamente, nos cursos de sommeliers! Enquanto Getúlio Vargas, Mauá, PUC, Mackenzie, USP e outras possuem renome, muitas outras são empresas meramente interessada em lucrar. Assim, existem cursos e... cursos. No Brasil, existem três cursos de ótimo ou bom nível: ABS, SENAC e WSET.O curso de Formação de Sommeliers e Profissionais da ABS é dividido em três módulos. O Modulo I - Fundamentos do Vinho - dará uma sólida base teórica sobre os mais diferentes aspectos do vinho: degustação, viticultura, vinificação, adegas e tudo o mais que um profissional precisa saber, em profundidade e com muita precisão. A duração deste módulo é de 35 (trinta e cinco) semanas, com aulas ministradas uma vez por semana. Todas as aulas são acompanhadas com degustações de vinhos. Investimento: R$ 4.850 (em até nove parcelas).Módulo II - Países - é uma viagem virtual por todos os países produtores, do Velho e do Novo Mundo, que serão conhecidos nos mínimos detalhes: uvas, clima, geografia, solo e técnicas de vitivinicultura particulares de cada um. Ao longo desse módulo serão degustados vinhos representativos de cada país, com ênfase na tipicidade e em suas principais características. A duração deste módulo é de 43 (quarenta e três) aulas. Todas as aulas são acompanhadas com degustações de vinhos. Investimento: R$ 5.100 (em até 10 parcelas).Módulo III - Serviço - dá ao aluno uma visão real e abrangente da profissão, além de propiciar eficiente e intensivo treinamento prático em tudo o que diz respeito a atuação do sommelier no restaurante ou em outros locais em que exerça sua atividade. Além de todos os aspectos que envolvem o serviço do vinho, esse módulo abordará outros temas que também fazem parte do escopo de responsabilidades dos sommeliers profissionais, tais como chocolate, café, chá, cerveja, whisky, conhaque, coquetelaria, sake, charuto, queijos, água e pães. Sempre que pertinente, haverá degustação de vinhos e/ou produtos relacionados aos temas abordados em aula. A duração deste módulo é de 23 (vinte e três) semanas. Investimento: R$ 4.000 (em até sete parcelas). A formação completa, os três módulos, requer um investimento total de cerca de R$ 14.000.O curso de Formação de Sommelier do SENAC tem como objetivo desenvolver o aluno para realizar análise sensorial, servir diferentes tipos de vinhos, elaborar cartas e gerir estoques de vinho. São 144 horas de aula e o investimento total é bem mais acessível: R$ 3.780 (preço promocional) em quatro (boleto) ou oito parcelas (cartão).O curso WSETÒ é composto de três níveis e chamado de Qualificação em Vinhos WSETÒ. O Nível 1 custa R$ 1.250, o Nível 2 R$ 3.400 e o Nível 3, R$ 5.990, perfazendo um total de R$ 10.640.Obviamente, qualquer que seja o curso, precisa também querer aprender e estudar, não se limitando a dormir nos cursos. Uma total dedicação é necessária, não somente nas salas de aulas como também em casa, com leituras suplementares e, conforme disponibilidade, com degustações extras.Não raramente, o sommelier é um garçom talentoso, com relação ao assunto que estudou e se especializou. OUTRAS FIGURAS DO MUNDO DO VINHOAo lado do enólogo, enófilo e sommelier existem outras pessoas cujos conhecimentos são específicos ao mundo dos vinhos. Vejamos alguns deles a seguir.Ampelógrafo e ampelografia: a ampelografia (do grego clássico ???????, ' vinha' + ??????, 'descrição') é a disciplina da botânica e da agronomia que estuda, identifica e classifica as variedades, em geral denominadas castas de videira, com base na descrição morfométrica das características dos vários órgãos da planta. As características observadas incluem, tradicionalmente, a forma e coloração das folhas e dos cachos e bagos de uva e a morfologia das estruturas apicais dos rebentos da videira; mas recentemente estas observações, em geral complexas e sujeitas a subjetividade, estão sendo progressivamente substituídas pela determinação do perfil genético das plantas com base no estudo dos seus DNA e RNA. Para padronizar as observações, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIVV) estabeleceu os 88 descritores que devem ser obtidos em um estudo morfométrico completo e que são requeridos para o registro de uma casta. Com base nesse critério, são reconhecidas no mundo cerca de 5.000 castas diferentes de Vitis, das quais estima-se que mais de 10.000 sejam cultivadas, as quais, com a respectiva sinonímia e variantes linguísticas, correspondem a mais de 40.000 nomes registrados. Entre os ampelógrafos - os que se dedicam a ampelografia! - mais conhecidos deve-se mencionar o francês Victor Rendu (1809 - 1877), que publicou em 1857 uma obra, ainda hoje indispensável na disciplina, a Ampélographie française, contendo um conjunto de soberbas litografias coloridas à mão da autoria de Eugene Grobon. Outro francês, Pierre Galet, professor da École Nationale Supérieure Agronomique de Montpellier, escreveu a obra intitulada Ampélographie Pratique, incluindo 9.600 castas de vinha, sendo traduzida para o inglês em 1979, tendo aparecido uma versão atualizada em 2000. Carole Meredith, da University of California, no campus de Davis, foi pioneira no uso dos perfis genéticos para a identificação de castas de videira. Entre as descobertas mais famosas que obteve com o seu método está a determinação de que as vinhas Zinfandel, Primitivo e Crljenak Ka?telanski pertencem a uma única casta; e a identificação das castas ancestrais da Sangiovese como sendo as Ciliegiolo e Calabrese Montenuovo. Estes estudos têm fornecido interessantes conclusões sobre a história da viticultura e os padrões de migração e comércio que lhe estão associados.Viticultor: a viticultura é a ciência que estuda a produção e cultivo da uva, que poderá ser destinada para o consumo in natura, para a produção de suco, para a vinificação ou para a produção de uva passa. O viticultor é o profissional responsável pelo cultivo da uva, é quem cuida dos vinhedos durante todo o ciclo da videira. Ele conhece a fundo as diferenças dos terroirs, as técnicas de manejo do solo e de irrigação, as variedades de uva, bem como sabe qual a melhor forma de cultivo de cada variedade e a forma de colheita o menos agressiva possível às frutas.Vinicultor: a vinicultura já é mais especifica, sendo a ciência cujo objetivo é a elaboração dos vinhos em si, ou seja, o vinicultor é quem dá a destinação vinícola para as uvas, ou seja, é ele o responsável por transformar a uva em vinho. O seu trabalho engloba todas as etapas de elaboração do vinho a partir do momento em que as uvas são colhidas, do seu transporte ao engarrafamento do produto final, e sua consequente comercialização.É importante dizer que em muitos lugares onde se produz vinho, esses dois tipos de trabalho são feitos concomitantemente - muitas vinícolas e bodegas exercem tanto a função viticultora quanto vinicultora. Isso exige uma estrutura maior e qualificação específica dos funcionários para que exerçam a função exata em cada processo. Existem também lugares que apenas cultivam uvas, portanto, viticultores, e outros que apenas elaboram vinhos, isto é, vinicultores. O que se nota com tudo isso é que ambos os profissionais são essenciais para a fabricação de um bom vinho. Sem o trabalho do viticultor não há uva para a produção de vinhos e sem o trabalho do vinicultor a uva não pode ser transformada em vinho.Muitas vezes, o viticultor é o proprietário da vinícola e também enólogo. Este ser duplo seria o vitivinicultor.Mestre de adega ou Maître de Chai: o maître de chai é a pessoa responsável pelo desenvolvimento e envelhecimento do vinho. Por extensão, é a pessoa encarregada do gerenciamento de uma adega. Na França, o acesso a esta profissão está sujeito a obtenção de um BTSA (Brevet de Technicien Supérieur Agricole) Viticultura enologia ou um DNO (Diplome National d? Oenologie). Este profissional trabalha diretamente com o enólogo durante a produção do vinho. Excelente provador, elabora as diferentes cuvées e decide sobre o engarrafamento. Além disso, tem total responsabilidade pela organização da adega (normas de higiene, gerenciamento de estoque, declaração administrativa). Muitas vezes, sua experiência lhe dá acesso a um cargo de diretor técnico. A profissão é hoje representada por homens e mulheres. Pierrette Trichet foi a primeira mestre de adega, em Cognac, na empresa Rémy Martin, em 2003.Tanoeiro ou toneleiro: a tanoaria é uma arte ancestral que consiste no fabrico de vasilhames em madeira para o armazenamento do vinho. Desenvolvia-se junto das zonas ribeirinhas, intimamente ligadas às regiões de produção vinícola. A palavra é sinônimo de tanoa que, por sua vez, vem do termo da língua bretã tanu, que significa carvalho.O tanoeiro ou toneleiro é um artesão dedicado ao fabrico de barris, pipas ou tonéis para embalar, conservar e transportar mercadorias, principalmente líquidos como o vinho.Os barris podem ser feitos de várias espécies de madeira (carvalho, castanho, mogno, acácio ou eucalipto), mas são os de carvalho que melhor conservam o produto. A madeira ideal para conservar bebidas é a proveniente de carvalhos que tenham aproximadamente 150 anos. Após o abate da árvore, a madeira deve ficar cerca de três anos para secar ao ar livre.No livro "Os segredos do vinho para iniciantes e iniciados" há a seguinte citação sobre a origem da tanoaria: "A invenção do barril de madeira foi obra dos gauleses, povo celta que habitava o território da atual França. (...) A madeira adotada por eles foi o carvalho, árvore do gênero Quercus, (que em celta significa quer + kuez, árvore nobre). Tinha a seu favor o fato de ser bem dura, resistente, durável, maleável e impermeável, apresentando incontáveis vantagens em relação a frágil ânfora, até então empregada".Enográfilia ou, em francês, ?nographilie: ainda chamada de oenosémiophilie, refere-se a coleção de rótulos de vinhos. Esta coleção pode ser puramente enófila, a classificação sendo efetuada por região, denominação e domínio; ou temática, os rótulos sendo, então, classificados de acordo a categoria de ilustração de animais, edifícios, obras de arte, trajes tradicionais, veículos.Placomusófilo: é um colecionador das tampas metálicas que ficam entre a rolha e a gaiola nas garrafas de champagnes, espumantes e frisantes. Em francês, muselet, de lá o "musófilo" na palavra. A placa de muselet é a peça metálica redonda, localizada na parte superior da rolha de uma bebida efervescente (champagne, espumante, crémant, cerveja, etc.), que evita que a gaiola, feita com fios metálicos, machuque a rolha. É frequentemente chamada de cápsula, embora esse termo se refira a muitos outros tipos de fechamento de garrafas podendo conter uma grande variedade de bebidas. Existem inúmeros tipos de placa de muselet, sendo que, na França, as mais conhecidas e renomadas são colocadas em champagnes. Aliás, muitos placomusófilos se limitam a colecionar somente esses.As placas encontradas em espumantes e crémant, as colocadas em certas garrafas de cerveja e outras bebidas, também tem seus adeptos. Existem lojas e revistas especializadas no assunto. Negociações e trocas são também amplamente praticadas via internet, mas somente as placas realmente antigas e raras atingem cotações de algumas centenas de euros.A palavra placomusophile foi criada por Claude Maillard, de Vertus, vilarejo da Côte des Blancs (uma área de vinhas da Champagne), no ano de 1980.Em francês, um buttappoenophile é o nome dado a um colecionador de rolhas de garrafas de vinho. Este é um dos itens de coleção mais popular. Seja como uma forma de lembrar do vinho bebido, para usar como decoração, ou ainda como um registro numérico dos vinhos consumidos, muitos enófilos colecionam esses vedantes, tanto os de cortiça quanto os sintéticos. Há, inclusive, quem anote nelas a data e local onde o vinho foi bebido.FINALMENTE, EXISTE TAMBÉM O ENOCHATO!Infelizmente, não se pode esquecer, para encerrar o assunto, o famoso enochato, palavra composto do radical eno - que já conhecemos -e do sufixo chato. Já adivinharam de quem se trata?É, esse também existe e pode ser qualquer um de nós! O enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários). Ele chega nas festas ou nos restaurantes, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 39º, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entenderem de vinhos, tanto quanto ele.Ele pode ser qualquer um, inclusive alguns desses enólogos, enófilos, sommeliers, críticos e colunistas (os enopomposos!) Nada mais chato do que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se fosse o único ungido a entender termos herméticos! É justamente por causa dos enochatos e também dos enopomposos, com sua sofisticada linguagem para valorizar cachê, que o vinho tem a fama de complicado, sofisticado, exclusivo de gente rica, metida e chata. Felizmente, existe um antídoto! Basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem plateia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho! BOX: O METIER DE SOMMELIER VISTO POR JOVENS SOMMELIERS FRANCESESO site francês fichemetier.com entrevistou alguns jovens sommeliers. A seguir, reproduzimos as perguntas e as respectivas respostas dadas pelos entrevistados.Em que consiste a profissão do sommelier?Bernard: "Este trabalho consiste em ser um especialista em vinhos, porque somos responsáveis pela lista de vinhos de um restaurante. Para fazer isso, devemos nos fornecer junto aos produtores de vinho, organizar e gerenciar a adega e nos certificar de responder às perguntas e expectativas dos clientes".Carole: "Esta profissão consiste em ser responsável pelos vinhos de um restaurante. Você tem que encomendá-lo, saber como mantê-lo a uma boa temperatura em nossas caves e aconselhar os clientes sobre as diferentes opções disponíveis para eles".Philippe : "Ser um sommelier é aconselhar e fazer degustar vinhos pelos os clientes. Por isso, é importante gerir a adega do estabelecimento, as encomendas e recepções dos vinhos".O que vocês mais gostam nessa profissão?Bernard: "É muito gratificante poder praticar uma profissão que amamos e que nos fascina".Carole: "Eu gosto do lado humano deste trabalho, estar em contato com os enólogos e clientes".Philippe : "Apaixonado por vinhos, este trabalho me dá a oportunidade de conhecer novos produtores de vinho, provar e, por sua vez, transmitir esse conhecimento aos clientes".Do que você menos gosta no seu trabalho?Bernard: "Você tem que ter muita paciência para atender alguns clientes muito exigentes".Carole : "Permanecer de pé por longas horas".Philippe : "A carga horária é muito pesada".Quais são as qualidades necessárias para praticar essa profissão?Bernard: "Você tem que ser um conhecedor, ser apaixonado e saber transmitir essa paixão".Carole: "Deve ser absolutamente segura sobre o assunto, sem a mínima hesitação, e ter habilidades interpessoais".Philippe: "Conhecer bem os vinhos e outras bebidas espirituosas, mas também gostar de estar em contato com os clientes e saber responder as suas perguntas".Quais conselhos vocês dariam para as pessoas que desejam ingressar nessa profissão?Bernard: "O conhecimento de várias línguas estrangeiras é muito importante para praticar/exercer esta profissão".Carole: "Diria que é importante ter facilidade de relacionamento para se tornar um sommelier".Philippe: "Acima de tudo, seja apaixonado pelo mundo do vinho e não hesite em compartilhar seus conhecimentos".Na França, a remuneração inicial de um sommelier é de 1.500 euros, bruto, mensal.Para se tornar sommelier diversos tipos de formação são possíveis e, obviamente, levam a diferentes graus de conhecimento. Existem cursos técnicos (CAP) que necessariamente irão necessitar de uma formação complementar (MC) e cursos com o BP que formam sommeliers profissionais, porém após ter completado os estudos secundários e trabalhado no mínimo um ano em estabelecimentos do ramo; a duração, neste caso, é de dois anos, tempo integral.? CAP (Certificat d?Aptitude Professionnelle) - Commercialisation et services en hôtel-café-restaurant;? BAC Professionnel Commercialisation et Service en Restauration;? MC (Mention Complémentaire) Sommellerie; ? BP (Brevet Professionnel) Sommellerie...fichemetier.fr
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30/10/2018
MACELLAIO BURGER - HAMBÚRGUER À MODA ITALIANA
O nome da nova hamburgueria Macellaio Burger vem de Il Macellaio, do italiano "O Açougueiro", e traz no nome a tradição da família Landi, proprietária da rede de açougues Nobreza, que teve seu início na região da Vila Zelina, em São Paulo, SP. Desde seu bisavô, de origem italiana, os Landi se especializaram na manipulação de carnes in natura. Com todo esse conhecimento, a Macellaio Burger tem no blend exclusivo os ingredientes certos para oferecer um dos melhores hambúrgueres da cidade.O consultor, chefe Aimar de Paula, especialista em carnes, principalmente em hambúrguer, mesclou carnes especiais para chegar ao blend perfeito e, também, elaborou o cardápio de molhos e acompanhamentos com ingredientes e matérias-primas de primeira linha. Na Macellaio Burger o cliente monta o seu sanduíche por um preço único, escolhendo entre seis opções de pães (clássico com gergelim, brioche, francês, australiano, semi ciabatta e integral multigrãos); a carne, que pode ser bovina ou suína, além da opção vegetariano; queijo, cobertura, como a cebola caramelada com vinho tinto ou o crispe de Parma; vegetais, maioneses e molhos. Ainda para acompanhar, têm as porções de batata (rústica com alho confitado, batata frita crinkle com cheddar e bacon), palitos de muçarela e onion rings. Entre as sobremesas, destaque para o bolo de chocolate com brigadeiro de Jack Daniel's. Para beber, as opções incluem refrigerantes tradicionais e o orgânico, da Wewi, sucos de frutas, chope Heineken e cervejas Eisenbahn e Sol.Contrapondo ao ambiente claro e bem iluminado do açougue, o da Macellaio Burger é moderno, com decoração industrial aparente, com vigas, iluminação indireta e intervenções artísticas de Tiana Lago, artista plástica de Salvador. O projeto foi inspirado na atmosfera dos restaurantes nova-iorquinos contemporâneos e marca a estreia da arquiteta e urbanista paulistana Mariana Verducci no segmento gastronômico. O conceito visual da fachada, com seus painéis de grafite, e a utilização de materiais como vidros, metais e tijolos de demolição, criam um ambiente amplo e sofisticado, mais um dos diferenciais da hamburgueria. @macellaioburger
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30/10/2018
MENDOZA E O MALBEC
Mendoza é a capital da província de... Mendoza, na Argentina. Está localizada na parte Centro-Norte da província, em uma região de contrafortes e altas planícies, no lado Leste dos Andes. Tem uma população de pouco mais de 115.000 habitantes, com uma população metropolitana de quase 1,1 milhão, tornando a Grande Mendoza a quarta maior área metropolitana do país. A Ruta Nacional 7, a principal estrada entre Buenos Aires (1.047km) e Santiago (363km), atravessa a cidade. É uma parada quase que obrigatória para os alpinistas a caminho do Aconcágua (a montanha mais alta fora da Ásia, com 6.961 metros) e para os viajantes mais aventureiros interessados em montanhismo, caminhadas, cavalgadas, rafting e outros esportes. No inverno, os esquiadores chegam à cidade para acessar os Andes.Duas das principais indústrias da área de Mendoza são a produção de azeite e de vinho. A região ao redor da Grande Mendoza é a maior área produtora de vinho da América Latina. Como tal, Mendoza é uma das nove grandes Capitais do Vinho e a cidade é um destino emergente de enoturismo e base ideal para explorar as centenas de vinícolas da região. A região em que a cidade está situada é semidesértica, sendo que a água só é encontrada nos oásis, onde os rios que descem dos cumes dos Andes derramam suas turbulentas correntes de água. Dentro das principais cidades foram construídos drenadores, encarregados de regar as árvores nas calçadas das ruas.Mendoza possui clima árido e continental, as temperaturas apresentam uma grande oscilação anual e as precipitações são escassas. O verão é quente e úmido, com temperatura média girando em torno de 25°C, e é a época mais chuvosa do ano. O inverno é frio e seco, com temperatura média abaixo dos 10°C, geadas noturnas ocasionais e escassas precipitações. A ocorrência de neve e de chuva com neve não são raras e ocorrem, geralmente, uma ou duas vezes por ano, embora com pouca intensidade nas zonas mais baixas da cidade.Os vinhos de uva Malbec da Argentina são originários das regiões vinícolas de alta altitude de Mendoza (Luján de Cuyo e do Vale do Uco). Esses distritos estão localizados no sopé da Cordilheira dos Andes, entre 850 e 1.400 metros de altitude. Essa uva é originária da região Sudoeste da França, mas foi na Argentina que melhor se desenvolveu e ganhou notoriedade mundial. As condições climáticas favoráveis da Argentina, além do solo e de outros fatores, favoreceram o desenvolvimento de uvas Malbec de excelente qualidade, conferindo às vinícolas a possibilidade de produzir grandes vinhos. Obviamente que não são apenas as condições climáticas, geográficas e geológicas que fazem com que o vinho seja bom, mas principalmente a união desses fatores ao conhecimento do homem, que é o responsável pela produção do bom vinho.A uva Malbec é originária da região Sudoeste da França, especificamente da região de Cahors, próximo a Bordeaux (que também cultiva esse tipo de uva), onde é conhecida pelo nome de Auxerrois, Grifforin ou Gros Noir, e é cultivada até os dias de hoje. Na segunda metade do século XIX, os vinhedos europeus sofreram muito com o ataque de uma praga, chamada Filoxera (inseto sugador que impede o desenvolvimento das videiras, especialmente das brotações e reduz a atividade fotossintética), que devastou grande parte dos vinhedos da França e de outros países da Europa. Nessa mesma época, o visionário argentino Domingo Faustino Sarmiento contratou o francês Michel Aimé Pouget, que levou para a Argentina diversos tipos de uvas, dentre elas a Malbec, que passou a ser cultivada principalmente na região de Mendoza e se adaptou muito bem a essa região. BOX: MALBEC WORLD DAYO Dia Mundial do Malbec foi estabelecido em 2011, pela Wines of Argentina (winesofargentina.org), entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo. Neste mesmo dia em 1853, o engenheiro agrônomo e enólogo francês Michel Aimé Pouget (1821-1875) levou para Mendoza as primeiras mudas das uvas Malbec. Esta se adaptou muito bem as condições climáticas da região e se tornou casta símbolo do país. Atualmente, a Argentina é o maior produtor mundial de Malbec, com cultivos em todas as regiões do país.Mas foi somente no final do século XX, na década de 90, que ocorreu a grande revolução do vinho Malbec na Argentina, quando Nicolas Catena produziu o primeiro vinho 100% Malbec, maturado por 24 meses em barris de carvalho francês.De acordo com os especialistas, o excepcional desenvolvimento da uva Malbec na região de Mendoza ocorreu em razão do conjunto favorável de diversos fatores, tais como geográficos, climáticos e geológicos.O clima desértico continental, o solo seco e pobre, a grande luminosidade solar, a baixa umidade, a alta altitude, além da grande amplitude térmica (temperatura alta durante o dia e baixa durante a noite) fazem com que o vinho Malbec Argentino tenha características peculiares excepcionais.Além disso, a maior exposição da uva ao sol altera a sua maturidade e reduz a sua acidez, tornando-a moderada, o que faz com que o vinho não amarre na boca, é o que os especialistas chamam de (taninos maduros).As condições favoráveis do terroir local contribuem para que os vinhos produzidos nessa região sejam reconhecidamente bons, mas o correto cultivo das videiras também é essencial, pois o aproveitamento máximo de tudo o que o conjunto de condições favoráveis pode oferecer depende do conhecimento e do cuidado que o homem tem e aplica no cultivo do seu vinhedo.Aproveitando as condições favoráveis, Nicolas Catena inovou e revolucionou o vinho Malbec quando, em 1996, começou a plantar vinhedos dessa uva em terrenos de maior altitude, a aproximadamente 1.400m acima do nível do mar. O experimento foi surpreendente e a safra de estreia do vinho produzido com as uvas deste vinhedo (de maior altitude), o Adrianna Malbec 2004, conquistou a nota 98+ do renomado crítico Robert Parker. Esse mesmo vinho, safra 2012, foi eleito o melhor Malbec da Argentina pelo guia Descorchados 2015, tendo recebido a nota 97 (mais alta nota dada a um vinho argentino nesse ano).O reconhecimento oficial da excelente qualidade dos Malbecs Argentinos foi conquistado quando as uvas Malbec da região de Luján de Cuyo foram certificadas pela Denominação de Origem Controlada (DOC). Luján de Cuyo, na região de Mendoza, foi o primeiro lugar na América do Sul a obter essa denominação, que obriga os produtores a manter um alto nível de qualidade dos vinhos.Com todas essas condições favoráveis, não é de se espantar que a uva Malbec seja a uva fina mais plantada atualmente na Argentina. Mas não é só na Argentina que a encontramos. Essa variedade de uva também é plantada, em menores quantidades, no Chile, na África do Sul, na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos, na Itália, na Espanha, na França, no Marrocos, na Suíça, dentre outros países.CaracterísticasDa uva Malbec resulta um vinho denso, vermelho escuro com tons violáceos, perfumado e normalmente com aroma de frutas, como ameixa e cereja, e notas florais. Seus taninos são geralmente macios e menos potentes do que os da Cabernet Sauvignon e da Tannat.A coloração do vinho Malbec é intensa: escura, puxando para o vermelho escuro, para o violeta escuro. Quando o vinho passa por um período em barril de carvalho, fica mais estruturado e, no paladar, de modo geral, mais gostoso de beber, com sabor vivo e sem amarrar na boca.O aroma do vinho, por sua vez, varia muito de acordo com a área onde a uva foi plantada, bem como do local de origem do barril de carvalho. No geral, entretanto, o vinho Malbec tem aromas que lembram frutas vermelhas e ameixas maduras.Apesar das características serem parecidas, é importante ressaltar que no mercado de vinhos existem diversos tipos de vinhos Malbec e que as características podem mudar de acordo com o terroir, da origem do barril de carvalho, bem como em razão dos diferentes sistemas de cultivo do vinhedo, do rendimento obtido, do momento da colheita, das leveduras utilizadas, do tipo de maceração, do tempo em barril de carvalho e, até mesmo, do clima, dentre inúmeros outros fatores.Um dos diferenciais dos Malbecs argentinos é a sua agradável textura na boca. Segundo os especialistas, o cultivo da uva em altitudes mais elevadas, com grande variação de temperatura (noites frias e dias quentes), aumenta a intensidade do sabor e dos aromas e faz com que o vinho tenha uma textura mais aveludada e um sabor muito agradável.A uva Malbec pode ser usada para produzir vinhos varietais, ou seja, vinhos feitos com apenas uma variedade de uva (ou com a predominância de um tipo de uva - percentual mínimo exigido pela legislação de cada país) ou, vinhos de cortes, também chamados de assemblage (em francês), que são vinhos elaborados com mais de uma variedade de uva.Como os varietais exigem apenas a predominância de uma determinada uva, é comum encontrarmos vinhos com a informação 100% Malbec para diferenciá-los dos varietais que tem apenas a predominância de determinada uva.Os Malbecs tintos são os vinhos que mais se destacam. Mas além dos tintos, com a uva Malbec também são elaborados vinhos rosés, que são vinhos frescos, frutados, leves, ideais para o clima mais quente.HarmonizaçãoComo não é um vinho tinto agressivo, o Malbec é muito versátil no quesito harmonização.Não há como pensar no Malbec argentino sem associá-lo imediatamente ao churrasco. Combina muito bem com as carnes argentinas, especialmente com a carne bovina e de cordeiro. Se quiser variar, acompanhe-o com pato confit, feijoada, cogumelos ou um belo carré de cordeiro mal passado em crosta de ervas.Vai bem também com massas com molhos vermelhos, risotos com funghi, queijos fortes, hambúrguer de picanha, arroz de rabada e lasanha bolonhesa.Os espumantes rosés, por sua vez, são ideais para aperitivos, mas também acompanham muito bem frutos do mar, peixes e carnes brancas leves.Novos MalbecsMendoza produz 75% de todos os Malbec que podem ser encontrados nas prateleiras, mas seria um erro acreditar que todos eles são iguais. As cinco principais subzonas da região de Mendoza oferecem produtos sensivelmente diferentes.Até recentemente, o modelo de Malbec oferecido pela Argentina em geral, e Mendoza em particular, podia ser resumido como vermelhos amigáveis, suculentos e maduros, com taninos doces e texturas sedosas. Essa fórmula provou ser bem sucedida no mundo todo, especialmente no gigantesco mercado consumidor norte-americano, onde o Malbec argentino se tornou a última moda. Mas, os tempos mudam! Nos últimos anos, os produtores argentinos se envolveram bem mais com a utilização de barris de carvalho e com tecnologias de vinificação mais moderna, descobrindo ao longo do caminho que, na realidade, não há apenas um Malbec, mas muitos e, como toda grande variedade no mundo, fortemente influenciada por onde as uvas crescem, o seu terroir. BOX: O QUE É TERROIR?É uma palavra francesa, intraduzível. Há algum tempo atrás, porém, a OIV (Office international de la Vigne et du Vin) chegou a uma definição oficial sobre seu significado. "O terroir vitivinícolo é um conceito que se refere a um espaço no qual se desenvolve um conhecimento coletivo das interações entre um ambiente físico e biológico identificável e as práticas vitivinícolas aplicadas, proporcionando características distintas aos produtos originários deste espaço. O terroir inclui características específicas do solo, da topografia, do clima, da paisagem e da biodiversidade".Essa definição, quase que incompreensível, não ajuda muito. O Larousse deixa as coisas um pouquinho mais claras! "Terroir é uma palavra francesa sem tradução em nenhum outro idioma. Significa a relação mais íntima entre o solo e o micro clima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o por quê".Em função disso, existe toda uma nova geração de Malbec que não é focada somente em um estilo, mas que começou a basear seus sabores em suas origens. Mendoza, por exemplo, produz três quartos do Malbec que a Argentina oferece ao mundo; pode ser dividida em cinco sub-regiões que representam apenas 10% do total de vinhedos plantados em Mendoza, mas estão entregando sabores e texturas que são totalmente sem precedentes e apenas esperando para serem descobertos. Das dezenas de vinícolas que existem em Mendoza, eu, acompanhada pela equipe de redação da Editora Insumos, visitamos quatro empresas. Outras não foram incluídas no roteiro pelo total desinteresse das mesmas ou, simplesmente, por desleixo no atendimento.A seguir, apresentamos aquelas que se diferenciaram pelo atendimento, interesse e qualidade.
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30/10/2018
SANTA JULIA - CERTIFICADA FAIR FOR LIFE
A Bodega Santa Julia faz parte do Grupo Família Zuccardi, uma empresa familiar, fundada em 1963, pelo Engº Alberto Zuccardi, que começou a plantar vinhedos em Maipú (província de Mendoza), experimentando um sistema de irrigação projetado por ele e baseado em um método usado na Califórnia. Cinquenta anos após o início desta jornada, há três gerações reunidas em torno da paixão pelo vinho. José Alberto Zuccardi e Sebastián Zuccardi foram reconhecidos em diferentes mídias como personalidades de grande influência na viticultura argentina. Julia é a única filha de José Zuccardi e a Bodega Santa Julia, como o nome deixa transparecer, foi criada em sua homenagem. A Bodega Santa Júlia representa o compromisso da família em atingir os mais altos níveis de qualidade e manter uma constante capacidade de inovação, através de práticas sustentáveis que contribuem para o cuidado com o meio ambiente e sendo úteis para a comunidade em que vivem.A seguir apresenta-se um pequeno resumo da linha do tempo da Bodega Santa Julia. 1950 - O Engº Alberto Zuccardi começa a experimentar novos sistemas de irrigação em Mendoza.1963 - Implanta um vinhedo na região de Maipú para mostrar aos produtores da área a funcionalidade de um sistema de irrigação criado por ele.1982 - Decide dedicar parte de seus esforços na produção de castas de alta qualidade. Julia nasce.1990 - Primeiras exportações da marca Santa Julia. Ruben Ruffo se junta como enólogo da Bodega Santa Julia e é responsável pelo desenvolvimento e crescimento de seus vinhos.1995 - Nos vinhedos de Santa Rosa, inicia-se o plantio de variedades não tradicionais na Argentina: Caladoc, Ancellotta, Graciano, Bourbulenc, Aglianico, Albariño, Falangina, etc.1997- Inauguração de uma unidade vinícola experimental para realizar micro vinificações de 3.000 e 5.000 kg.2000 - Foi um ano de início de novos projetos para os quais, progressivamente, incorporou-se novas gerações da Família.2001 - A Bodega Santa Julia foi a primeira vinícola a abrir um centro de visitantes com restaurante próprio. Hoje, o projeto é dirigido por Julia Zuccardi.2003 - Inicia-se o desenvolvimento do projeto de espumantes. Um novo desafio que, hoje em dia, acompanha a linha do vinho.2004 - Com o objetivo de produzir vinhos da forma mais natural possível, a Bodega Santa Julia consegue a primeira certificação de vinhas orgânicas.2013 - Dois dos seus principais vinhedos são certificados Fair For Life. Isso permite um desenvolvimento mais justo das atividades socioeconômicas de seus trabalhadores.Para a Bodega Santa Julia, ser natural, cuidar do meio ambiente e crescer em harmonia com a comunidade da qual faz parte tem sido os seus pilares fundamentais, desde o início. Não trabalham somente no cuidado da terra, mas também nas pessoas que trabalham e na comunidade onde trabalham. Aqui, o vinho não é apenas o fruto da terra, clima ou variedade que é cultivada, mas é fundamentalmente a expressão do grupo de pessoas envolvidas na sua preparação. Por isso, ficam na constante procura da sustentabilidade de cada aspecto do seu trabalho.Santa Julia é um exemplo claro da combinação de estilo e diversidade únicos que podem ser encontrados nos solos de Mendoza. Do trabalho na vinha e em cada uma das etapas de elaboração, a Bodega Santa Julia tem um compromisso autêntico com a produção sustentável e com o cuidado de todos os detalhes que permitem obter vinhos que conquistam consumidores em todo o mundo. As uvas trabalhadas pela Bodega Santa Julia são cultivadas em quatro diferentes vinhedos.Finca Maipu - Maipu, Mendoza - Altitude 650 metros. 180 hectares. Localizada a 40 km da cidade de Mendoza, possui as castas Malbec, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Torrontés.Finca Santa Rosa - Santa Rosa, Mendoza - Altitude 620 metros. 475 hectares. Estes vinhedos produzem grande qualidade de uvas Bonarda, Tempranillo, Viognier e Syrah, entre outras.Finca Vista Flores - Vista Flores, Valle de Uco - Altitude 950 metros. 43 hectares.Finca La Ribera - Vista Flores, Valle de Uco - Altitude 950 metros. 85 hectares.Das uvas destes dois vinhedos resultam vinhos frescos e vibrantes, com grande estrutura e profundidade na boca.A Bodega Santa Julia foi a primeira vinícola da Argentina que conquistou a certificação Fair For Life. Este reconhecimento lhe permite comercializar seus vinhos no exterior com o selo Fair For Life e garante ao consumidor final que a vinícola atendeu a rigorosos padrões de qualidade, bem como que os trabalhadores de toda a cadeia produtiva desfrutam de boas e justas condições de trabalho.Além disso, uma porcentagem do preço pago pelo consumidor retorna diretamente aos trabalhadores, através de uma comissão que decide o uso do retorno para o bem dos próprios trabalhadores.A Bodega Santa Julia foi premiada na Argentina Wine Awards 2017, concurso organizado pela Wines of Argentina e pela Argentina Wine Corporation. A AWA é considerada a competição mais influente do vinho argentino na América Latina. Após a meticulosa prova cega realizada por 12 juízes internacionais e sete juízes nacionais, foram anunciados os reconhecimentos, dos quais apenas 17 obtiveram o troféu, a mais alta distinção. Entre eles, dois foram para Bodega Santa Julia em suas respectivas categorias.Tanto antes, quanto depois da visita, fomos convidados para uma pequena degustação. Uma mais seletiva, sentados, em ambiente fechado, e outro em ambiente externo, a típica "degustação" para turistas. Da Bodega Santa Julia foram oferecidos três vinhos: Santa Julia Magna Corte 2016, Malbec del Mercado 2016 e Julia Espumante Dulce Natural.O Santa Julia Magna Corte 2016 é uma composição varietal com 50% de Cabernet Sauvignon, 40% de Malbec e 10% de Syrah. Cada uma das variedades traz ao blend as suas particularidades e transforma o conjunto em um vinho complexo, único e irrepetível. As uvas são oriundas do Valle de Uco e a colheita é feita entre a terceira semana de março e a segunda semana de abril. Tem teor alcoólico de 13%, uma acidez total de 5,4g/l e açúcar residual de 2,3g/l. Passa por processo de fermentação clássico, com pre-fermentação à frio durante cinco dias, entre 250 a 27°, e uma maceração de 20 dias com pigeage e delestagem perio?dicos. A maturação é feita em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro uso durante 10 meses, em separado, antes do blend final. Ainda passa por mais um mínimo de 10 meses de repouso em caves.Apresenta coloração vermelho violáceo, profundo e vivaz, com reflexos azulados. Tem aromas de frutas vermelhas e pretas, como cerejas, cassis, ameixas e amoras, integrado com os aromas de maturação em barris, como baunilha, tabaco e chocolate. A entrada na boca é sedosa, o vinho tem boa estrutura, com marcada presença de frutos vermelhos, taninos suaves e doces, acabando em longo final na boca.O Malbec del Mercado 2016 é feito com uvas 100% Malbec, provenientes do Valle de Uco, cuja colheita é feita manualmente, normalmente, na última semana de abril. Apresenta teor alcoólico de 13,5%, uma acidez total de 5,6g/l e açucar residual de 2g/l.As uvas selecionadas foram desengaçadas e moídas para extração do mosto, seguido de um processo de maceração à frio por cinco a sete dias, antes da vinificação clássica com leveduras indígenas e fermentados a 25°C (77°F). A maceração continua por 20 dias, com remontagem diária e delestage.O produto final, o vinho, apresenta cor rubi, com tons violáceos. No nariz, tem aroma típico de Malbec, como violetas e frutas pretas e vermelhas, que lembram cerejas, ameixas e amoras. Na boca, percebem-se taninos suaves e acidez equilibrada, com final frutado e de especiarias.Segundo os especialistas da Bodega Santa Julia, é um vinho que harmoniza bem com vegetais e queijos frescos; outros já consideram que é um vinho que casa bem com carnes vermelhas grelhadas! Vai entender!O Julia Espumante Dulce Natural é um blend de Chenin Blanc, Chardonnay e Malbec, que lhe propicia uma suave e elegante tonalidade rosa.As uvas vem dos vinhedos de Santa Rosa e são colhidas nas duas primeiras semanas do mês de março. Apresenta baixo teor alcoólico, de 7%, uma acidez total de 7,5g/l e açucar residual de 85g/l. Os cachos são prensados inteiros. Processo de fermentação a 15°C a 17°C durante 10 dias e fermentação interrompida por choque térmico, deixando, assim, uma doçura natural no vinho.O espumante tem cor salmão elegante, com perlagem fino e persistente. Os aromas exalados são de frutas frescas, como morango, laranja, abacaxi e manga. Tem sabor cremosa e refrescante, com bom volume na boca . Bem equilibrado, limpo e com grande final. Julia é um espumante doce por natureza, suave e fresco.No conjunto, não foram vinhos excepcionais, mas sim, bons vinhos para um consumo diário.Gostaríamos de ter experimentado alguns outros produtos, tais como o Santa Julia Reserva, algum Santa Julia (+) e o Tintillo. Uma pena!
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30/10/2018
SARDENHA
A Sardenha ou, em italiano Sardegna, é uma ilha do mar Mediterrâneo ocidental e uma região autônoma da Itália insular, com uma área de 24.100 km², cuja capital é Cagliari ou, Casteddu em sardo. Em 2017, tinha cerca de 1.7 milhão de habitantes.Situada a Oeste da península Itálica e ao Sul da Córsega, entre o mar Tirreno, que banha a costa oriental, e o mar da Sardenha na costa ocidental, é a segunda maior ilha do Mediterrâneo, após a Sicília. O estatuto especial de autonomia da Itália, semelhante ao de Vêneto e da Sicília, instituído em 1948, está consagrado na constituição italiana e garante, além da autonomia administrativa das instituições locais, a proteção das particularidades linguísticas e culturais.GeografiaCom uma extensa linha costeira (1.849 km), a maior parte da costa é alta e rochosa, com troços longos e relativamente direitos, com muitos cabos imponentes, algumas baías largas e profundas, existindo numerosas ilhotas e ilhas menores. O território é predominantemente constituído por montanhas e colinas, com altitudes geralmente entre 300 e 1.000 metros. O maior maciço montanhoso, o Gennargentu, encontra-se na parte Centro-Oriental da ilha e tem o seu ponto mais alto, a Punta La Marmora (1.834 metros). As formações montanhosas são constituídas principalmente por granito, xisto, basalto, arenito e calcário dolomita. As áreas montanhosas e planaltos estão separados por extensos vales aluviais e planícies, sendo as mais importantes as de Nurra, a Noroeste, e de Campidano, a mais extensa, no Sudoeste, entre Oristano e Cálhari. Os principais rios são o Tirso, com 151 km, o Flumendosa, com 127 km, e o Coghinas, com 115 km. Existem, pelo menos, 54 barragens que são usadas para irrigação agrícola e produção de eletricidade. As mais importantes são a de Omodeo e de Coghinas. O único lago natural de água doce é o de Baratz, no Noroeste, perto de Alghero. Existem várias lagoas de água salgada pouco profundas ao longo da linha costeira. As ilhas mais importantes são: Asinara, San Pietro, Sant'Antioco e as do arquipélago de Maddalena.Contrariamente a Itália continental e a Sicília, a Sardenha não é propensa a sismos.ClimaO clima é mediterrânico, com temperaturas geralmente suaves, até mesmo no inverno, com primaveras e outonos quentes, verões que podem ser muito quentes, chegando mesmo aos 45°C, o que é propício à ocorrência de incêndios frequentes. Em contrapartida, as temperaturas mais baixas nunca são inferiores a 0°C. A temperatura média anual na costa é de 18°C, variando entre 14°C e 20°C na generalidade da ilha. Ao contrário da vizinha Córsega, a chuva é escassa (entre 400 e 500 mm anuais, repartidos por uma média de 40 dias de chuva) e as secas são frequentes. A média anual de dias de sol é de aproximadamente 300, concentrando-se a chuva predominantemente no outono e inverno, com chuvas intensas na primavera.No centro da ilha, o clima tende a ser mais rigoroso, chegando a ocorrer neve no inverno. No Sul, a seca pode durar vários meses, à semelhança do Norte da África (a Tunísia encontra-se a aproximadamente 200 km).DemografiaCom uma densidade populacional e 69 hab/km², pouco mais do que 30% da média nacional italiana, a Sardenha é a quarta região menos povoada da Itália. A distribuição da população era anômala, comparada com as outras regiões da Itália junto ao mar, pois ao contrário da tendência geral, as zonas costeiras eram menos densamente povoadas do que o interior. As razões históricas para isso incluem os frequentes assaltos de Sarracenos na Idade Média, que tornavam as costas inseguras, a importância econômica da pastorícia no interior e a natureza pantanosa das planícies costeiras, as quais só foram secas no século XX. A situação foi invertida com a expansão do turismo costeiro - hoje, todos os principais centros urbanos se encontram junto à costa, enquanto o interior está esparsamente povoado.Box: SupercentenáriosEm outubro de 2004, vários cientistas da Universidade de Montreal foram à Sardenha para estudar uma particularidade local recentemente constatada por médicos da ilha: um número importante de homens supercentenários (de idade igual ou superior a 110 anos), algo raro, pois habitualmente são as mulheres que chegam a essa idade tão avançada e na Sardenha o número de homens supercentenários supera o das mulheres. Segundo os dados verificados por esses estudiosos, não havia registro de quaisquer homens supercentenários no Canadá. O fenômeno também foi objeto de estudo do Groupe d'Étude de Démographie Appliquée (grupo de estudo de demografia aplicada) da Universidade Católica de Louvain, da Bélgica, no âmbito do projeto europeu FELICIE. Várias explicações são dadas para o fenômeno, como o ar das montanhas ou o regime alimentar, mas também fatores genéticos.As línguas mais faladas na Sardenha são o italiano e o sardo, uma língua românica claramente distinta do italiano, mais próxima do latim, com influências do fenício, do etrusco, de outras línguas do oriente próximo e, inclusive, do basco. Embora esteja em decréscimo de falantes, principalmente nos jovens de Cagliari, o italiano, devido a razões oficiais, ainda é muito falado. Cerca de 85% da população compreende o sardo, havendo 8% a 9% que não fala italiano, embora este número esteja em decréscimo. Praticamente, todos os sardos são bilíngues, ou seja, usam o italiano e, pelo menos, outra língua. Mais de um milhão de habitantes fala ao menos uma variante do sardo.EconomiaOs recursos econômicos da Sardenha são principalmente de dois tipos: os tradicionais, como a pecuária, e os novos, como o turismo. Apesar destes, a taxa de desemprego é usualmente muito alta, sobretudo entre os jovens. O setor primário é muito importante, especialmente a criação de cabras e ovelhas e a fabricação de queijos, mas também a agricultura em geral e o setor dos vinhos, que têm ganhado fama internacional.A pecuária está muito implantada na Sardenha, sobretudo nas regiões montanhosas, Tendo grande importância não só econômica como social. Os rebanhos são principalmente de ovinos e caprinos, que produzem carne e leite que usada na fabricação de queijo. Em 1999, a ilha tinha 189.000 caprinos. A Sardenha é o principal exportador de queijo para os Estados Unidos e Canadá.Estão recenseados aproximadamente 15.000 produtores de ovinos e caprinos, os quais procuram aumentar a produção de produtos de maior valor agregado, principalmente os de Denominação de Origem Controlada (DOC) e outros tipo de Indicação Geográfica Protegida (IGP).A agricultura é muito diversificada, encontrando-se desde trigo e outros cereais, à frutas (citrinos, cereja, etc.) e vegetais, como alcachofra, açafrão, azeitona para produção de azeite, cortiça, vinha, etc. O vinho é produzido desde os tempos nurágicos. A pesca é também uma atividade importante, embora não tanto como se esperaria em uma ilha - por razões históricas, não há uma tradição marítima assim tão forte. No entanto, é de alguma importância a pesca de enguias, que se pratica desde a Antiguidade, e do atum. Os atuns de Portoscuso são exportados para todo o mundo, com destaque para o Japão.A Sardenha dispõe de vastos recursos minerais, existindo um pouco de minas por toda a ilha. No entanto, a maior concentração encontra-se no Sudoeste. Há vestígios de explorações mineiras com mais de 8.000 anos, cuja riqueza contribuiu desde cedo para atrair comerciantes e invasores. As atividades mineiras mais importantes são o carvão (em Carbonia e Bacu Abis), antimônio (Villasalto), ouro (Furtei), bauxita (Olmedo), chumbo e zinco (Iglesiente, Nurra). Há também explorações de prata.A extração de granito é uma indústria florescente no Norte da ilha. A região de Gallura tem cerca de 260 empresas que exploram 60 pedreiras de onde é extraído 75% de todo o granito italiano.As principais indústrias da ilha são químicas. As mais importantes resultaram de um plano de desenvolvimento econômico posto em prática nos anos de 1960, baseado em monocultura industrial. A crise mundial da indústria química teve grande repercussão na ilha e esses efeitos foram amplificados pelo abaixamento de produção nas minas de alumínio, carvão e chumbo.A economia da região está atualmente muito focada no setor terciário, o qual está muito desenvolvido e é responsável por 67,8% dos empregos. As principais atividades são o comércio, serviços, tecnologias da informação, administração pública e turismo.O turismo é o setor mais importante da ilha, com 2.721 empresas ativas e 189.239 quartos (dados de 2008). Em 2008, passaram 11.896.674 passageiros pelos aeroportos da ilha (mais de 1,4% que no ano anterior, apesar da crise internacional). No mesmo ano houve 12.290. 414 turistas (mais de 1,1% que no ano anterior).A ilha é particularmente famosa pelas suas praias, mas existem outros lugares interessantes. Entre os locais mais procurados pelos turistas encontram-se a Costa Smeralda, a vila catalã de Alghero, o maciço montanhoso de Gennargentu e suas aldeias e o pequeno porto de Bosa, dominado por uma fortaleza. Recentemente, foram construídos numerosos complexos hoteleiros no Sudeste (Villasimius e Muravera) e Sul-Sudoeste (Pula e Chia, na comuna de Domus de Maria).Em 1994, o arquipélago de La Maddalena foi classificado como parque nacional marinho, com 15.046 hectares de superfície marítima e 180 km de costas.O desenvolvimento das infraestruturas turísticas, o clima e os vestígios arqueológicos (nurago, etc.), fazem da Sardenha um destino atrativo para mais de 10 milhões de turistas anualmente, 80% dos quais em julho e agosto.
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30/10/2018
VINÍCOLA RUCA MALEN COMPLETA 20 ANOS E CELEBRA A DATA RENOVANDO SUA IMAGEM
A Bodega Ruca Malen nasceu em 1998 e desde a sua primeira colheita, em 1999, trabalha com o objetivo de alcançar a mais alta qualidade, fazendo vinhos com estilo, elegância e distinção. Em 2015, a Molinos Rio de la Plata adquiriu a vinícola e a partir desse momento foi dado impulso ao seu crescimento e profissionalização da produção.A renovação da sua identidade convida o consumidor a abrir-se ao incerto. Esta campanha é dirigida a pessoas curiosas que têm mais dúvidas que certezas e cuja atitude perante a vida é sempre buscar mais. Este é o espi?rito inquieto de seus fundadores: Jean Pierre Thibaud que, com 75 anos, decidiu empreender a Ruca Malen, e Jacques Louis de Montalembert. Ambos eram bem sucedidos e já tinham triunfado em suas carreiras profissionais, quando decidiram empreender a arriscada aventura de uma vinícola própria. Naquela época, Jean Pierre deixou a presidência da Bodega Chandon Argentina, depois de 10 anos, enquanto Jacques Louis tinha uma longa tradição de vinificação na região da Borgonha.Agora, a Ruca Malen completa 20 anos e renova a imagem de todos os seus rótulos. Após um sólido crescimento ao longo de todos estes anos, a marca decidiu dar um perfil mais ousado aos seus vinhos para seduzir os consumidores do mundo vínico. A vinícola passará por essa nova etapa com o espi?rito inquieto que a define desde a sua origem. Para acompanhar esta mudança, Noelia Torres, com apenas 38 anos, se juntou a empresa para liderar a equipe enológica que trabalhará para dar um perfil mais fresco aos vinhos. A jovem enóloga Noelia Torres, recentemente premiada como segundo melhor enólogo sub-40 da Argentina, no WineMaker Sub40 de 2017, lidera os novos rumos da Ruca Malen, com o objetivo de dar aos vinhos da casa um novo perfil, mais fresco. Com a sua equipe concentra-se toda a experiência que a bodega já colheu, mantendo a mais alta qualidade e estilo elegante, dando-lhe valor e buscando um perfil renovado, de fruta fresca e taninos suaves, embora complexos e equilibrados, de acordo com o novo perfil da marca. Desenvolverá novas propostas para os seus consumidores, em consonância com as novas tendências.Nos últimos anos, Noelia Torres liderou a vinícola Viña Cobos e teve oportunidade de trabalhar com Paul Hobbs, um nome que dispensa apresentações no mundo vinícola, que a declarou como uma das principais referências no mundo do vinho em nível internacional: "A visão de Noelia é baseada na máxima atenção aos detalhes, desde a uva no seu local de origem, o processo de produção na bodega, até o vinho pronto". A Ruca Malen comemora 20 anos e quer continuar fazendo história, tornando-se uma das vinícolas mais representativas dos vinhos argentinos da alta gama. Esta nova imagem é focada em consumidores curiosos por natureza, que não gostam de estar sempre no mesmo lugar e sempre se animam com a ideia de quebrar as regras. "Temos certeza de que a chegada da Noelia nos ajudará a alcançar os desafios propostos, bem como a transmitir a nova imagem da vinícola. É por isso que trabalharemos para estar cada vez mais perto dos consumidores", disse Ezequiel Acosta, diretor comercial do negócio de vinhos Molinos Rio de la Plata.A Ruca Malen tem várias novidades dentro das suas linhas de vinhos e espumantes. Primeiramente, redefiniu a identidade dos rótulos de seus vinhos. Yauquén e Ruca Malen são agora Ruca Malen e Ruca Malen Reserva. A nova imagem também atingirá o seu segmento top de linha. Sua linha de vinhos ícone Kinien terá uma renovação de seus rótulos em suas apresentações: Cabernet Sauvignon, Malbec e o blend Don Raúl. Os espumantes também serão foco de desenvolvimento nesta nova etapa. Ao clássico Ruca Malen Brut, também com rótulo renovado, foi adicionado, no ano passado, o sofisticado Ruca Malen Extra Brut, com aromas cítricos, frutas brancas e vermelhas, com notas florais, tornando-se um companheiro ideal para coquetéis e aperitivos.A Ruca Malen oferece visitas guiadas que incluem um piquenique, almoço ou tapas no seu jardim. Também oferece degustações simples, jogos com misturas e degustações verticais. Tem guias turísticos que falam perfeitamente inglês, francês e português. Estão empenhados e com total sucesso em fazer da Bodega Ruca Malen a melhor lembrança de uma estadia em Mendoza.Entre os vinhos degustados, principalmente no restaurante, podemos destacar os seguintes:Ruca Malen - Reserva Chardonnay 2016. Elaborado a partir de uvas colhidas manualmente, provenientes de vinhedos localizados em Tupungato (1.100 metros de altitude), Valle de Uco, plantados em 1997. O mosto é obtido por prensagem pneumática dos cachos inteiros e descansa a 10°C, por 24 horas, em tanques de aço inox. Quarenta e cinco por cento do vinho que fermentou, em barricas de carvalho francês, é mantido nelas por oito meses. O vinho restante é deixado em tanques de aço inoxidável. Em ambos os casos, o vinho permanece em contato com as leveduras durante esses oito meses, com battonage periódico para manter as leveduras em suspensão. Esse contato traz redondeza, untuosidade e suavidade. Depois, o vinho repousa em garrafa por, pelo menos, quatro meses antes de ser comercializado. A fermentação é realizada a uma temperatura entre 130 e 150. A fermentação alcoólica é completada após 12 a 15 dias.O vinho apresenta tonalidade amarelo esverdeado, brilhante. No nariz, destacam-se notas florais, frutadas, como damasco, manga e abacaxi, combinadas com suaves notas de frutas secas, como nozes e amêndoas. Aromas tostados e de baunilha se somam ao conjunto, dando complexidade ao vinho. Tem entrada de boca fresco, untuoso e suave. Apresenta acidez equilibrada, muito bem integrada com o sabor doce de fruta; sua passagem por barrica lhe traz estrutura e grande persistência, com um toque mineral que lhe da caráter e complexidade. Grande persistência aromática. Teor alcoólico de 13,70°GL.É ótimo para acompanhar massas com molhos cremosos, frutos do mar e pescados frescos.Seu potencial de guarda é de três anos.Ruca Malen - Malbec 2016. Esse vinho é feito de 70% de uvas Malbec provenientes de Agrelo (950 metros), plantadas em 1999, e 30% de uvas Malbec do Valle de Uco (1.100 metros), plantadas em 1997. São uvas que cresceram em solos distintos; no Agrelo, o solo é limonoso, rochoso em profundidade, com boa drenagem, enquanto que no Valle de Uco, é arenoso, rochoso com boa drenagem, mas pobre em matéria orgânica. Passa por processo de maceração pré-fermentativa a frio (80C durante cinco dias). Durante este período se realiza um pigeage diário para a extração de aromas e cor. A seguir, a fermentação ocorre a uma temperatura controlada de 260C, em tanques de aço inoxidável, durante oito dias, em média. Durante esse período se realizam três remontagens diárias nos primeiros quatro dias. A fermentação maloláctica se realiza em tanques de aço inoxidável.Este vinho tem cor rubi brilhante. Apresenta aroma de frutas vermelhas, especialmente morangos, acompanhado também com notas de cerejas, combinadas com toque de especiarias. Na boca, é suculento, adocicado e fresco, apresentando excelente equilíbrio entre sua refrescante acidez, taninos suaves e persistência. Tem teor alcoólico de 12,8° (açúcar residual: 4,10gr/l e acidez: 5,62 gr/l). Como todo Malbec, harmoniza bem com carnes assadas; também vai bem com molhos à base de tomates, as famosas empañadas e com risotos. Tem expectativa de guarda de três anos.Ruca Malen - Reserva Malbec 2015. É feito a partir de 55% de uvas provenientes de um vinhedo plantado em 1992, localizado no Valle do Uco (1.100 metros) e 45% provenientes de Agrelo (950 metros), Luján de Cuyo (vinha plantada em 1994), sendo uma área mais arenosa e pobre em matéria orgânica e a outra mais pedregosa em profundidade.O primeiro passa é uma maceração pré-fermentativa a 8°C, durante cinco dias, com duas pigeage diárias. Uma vez concluída a maceração à frio, são adicionadas leveduras selecionadas. A fermentação é conduzida a uma temperatura de 28°C. Sua duração é de aproximadamente 10 dias. O tempo total de maceração é de 21 dias. Como um trabalho de extração, são feitas diariamente quatro a seis remontagens, nos primeiros quatro dias de fermentação, com duas delestagem nesse mesmo período. Finalmente, ele é descoberto e a fermentação maloláctica ocorre nos tanques antes do envelhecimento em barris. O envelhecimento, durante 12 meses, é feito 80% em carvalho francês e 20% em carvalho americano, de segundo e terceiro uso.O vinho apresenta coloração rubi intenso com matizes violetas. No nariz, destacam-se frutas vermelhas e compotas, especialmente ameixa, combinadas com notas de ervas e especiarias que trazem frescor. Sua passagem pelo carvalho adiciona notas sutis de caramelo e baunilha. O paladar é concentrado e intenso, suculento, com uma acidez refrescante e elegante. Muito boa estrutura e persistência na boca. Tem teor alcoólico de 13,9°. Seu tempo potencial de guarda é de sete anos. É um vinho perfeito para acompanhar carnes assadas, cordeiro bem temperado, empanadas e risotos.Kinien Cabernet Sauvignon 2012. Na linguagem Mapuche, Kienen significa "o único". Esse Cabernet Sauvignon é produzido com uvas provenientes de Vista Flores (1.100 metros) e parreiras plantadas em 1999. É um solo franco arenoso, pedregoso, com drenagem muito boa e pobre em matéria orgânica. Na recepção na bodega, os cachos são selecionados, passam por desengaçadeira e são carregados em pequenos tanques de aço inoxidável, por gravidade. Neles, adiciona-se leveduras selecionadas para dar início a fermentação alcoólica, a qual será conduzida a temperatura controlada entre 26°C e 28°C, durante oito a 10 dias. O tempo total de maceração é de 28 dias, com cinco pigeage manuais diárias, combinados com duas delestagem durante os quatro primeiros dias de maceração. Quando a fermentação termina, o tanque é enchido e o chapéu fica submerso até o final da maceração. Após completar 28 dias, a descoberta e a prensagem são realizadas. A fermentação maloláctica é feita em barris. O Kinien Cabernet Sauvignon apresenta cor vermelha escura, com grande intensidade de aromas. São aromas de frutas negras e vermelhas, bem maduras, tais como cerejas e amoras, em excelente harmonia com notas de especiarias. Destacam-se também algumas notas de pimenta e pimentões. Sua passagem em barricas (16 meses, 100% carvalho francês) traz aroma de tostado, o qual em combinação com o seu aroma frutado, confere ao vinho uma grande complexidade aromática. Sua entrada na boca é macia, com meio de boca denso, em combinação com boa acidez. Final de boca persistente, com taninos marcados, trazendo uma boa estrutura. Tem graduação alcoólica de 14,8°.Seu potencial de guarda é de 10 anos. Harmoniza perfeitamente com carnes de caça, carnes condimentadas, queijos de massa dura e molhos ricos em especiarias. Ruca Malen Brut (Método tradicional). É uma assemblage de 75% Pinot Noir e 25% Chardonnay, ambos procedentes de Tupungato (1.200 metros), no Valle do Uco, e de vinhedos plantados em 1998.O mosto é obtido por prensa pneumática dos cachos inteiros. Em seguida, é colocado em tanques de aço inoxidável a 10°C, por 24 horas. Uma vez que o mosto esteja limpo, é transferido para outro tanque de aço inoxidável, onde a fermentação alcoólica é realizada pela adição de levedura selecionada. Essa fermentação é realizada a 15°C e dura entre 10 e 12 dias. A segunda fermentação é feita pelo método tradicional ou champenoise. Fica 12 meses em garrafas, em contato com as leveduras; depois de eliminar a bora e ser tampado com rolha de cortiça, fica mais seis meses antes de ser colocado no mercado.Apresenta tonalidade amarelo dourado, com nuances de cobre. No nariz, é fresco e elegante. Destacam-se notas de frutas ci?tricas e flores brancas. A seguir, toques sutis de amêndoas e pão fresco aparecem, dando maior complexidade ao conjunto. No paladar, é cremoso e fresco, algo frutado, com um fim de boca persistente. É ideal para acompanhar aperitivos, frutos do mar e sushi. Tem produção de 30.000 garrafas e potencial de envelhecimento de cinco anos.Ruca Malen Extra Brut. É um espumante elaborado a partir de uvas Pinot Noir, Chardonnay e Semillon, cultivadas no Valle de Uco. De cor amarela, com tons de cobre, destacam-se aromas cítricos, de frutas brancas e vermelhas, com notas florais. Na boca, é fresco e cremoso, com grande persistência aromática. Tem teor alcoólica de 12,4%. A fermentação é feita em temperatura entre 130 e 150 e a sua fermentação alcoólica termina ao fim de 12 a 15 dias. É um espumante ideal para coquetéis e aperitivos; pode também acompanhar peixes, sushis e frutos do mar.O RESTAURANTE DA RUCA MALEN: SIMPLESMENTE EXCEPCIONAL!Algumas bodegas abrigam bons restaurantes e oferecem a combinação ideal de produtos locais sublimados e os melhores vinhos da região. Outras oferecem almoços gastronômicos, simplesmente excepcionais. É o caso do restaurante da Ruca Malen. Em 2004, a Ruca Malen abriu seu restaurante com o objetivo de oferecer para seus vinhos a melhor harmonização possível, além de desenvolver a identidade de produtos locais, como o excelente azeite de oliva de Lunlunta ou sua grande carne. Seguindo essa filosofia, todos os ingredientes utilizados na cozinha da Bodega Ruca Malen são produzidos em Mendoza.O estabelecimento está em um cenário idílico, entre vinhas e picos cobertos de neve ao fundo.O exigente e criativo jovem chef, Juan Tomas Ventureyra, (aqui botar a foto com o michel) mobiliza todos os seus talentos para oferecer cardápios de almoço excelentes, em vários momentos, que celebram os belos produtos oferecidos pelo terroir e contam com as tradições culinárias da região de Mendoza. Além disso, o chef cultiva vegetais e ervas aromáticas na horta da própria empresa e muda o cardápio de acordo com o que a terra oferece a cada estação. A Ruca Malen foi uma das pioneiras e a primeira vinícola de Mendoza a desenvolver um menu degustação para seus visitantes. Dentro dessa proposta, cada ingrediente da cozinha local tem sua máxima expressão destacada, em grande harmonia com os rótulos locais. O projeto foi tão bem elaborado e concretizado, que levou reconhecimento internacional à casa. Em 2013, a associação Great Wine Capitals concedeu à bodega o prêmio Best Wine Tourism Restaurant of the World, melhor restaurante em vinícola do mundo! O Guide Vert Michelin - Guide des gourmands - também menciona o restaurante da Ruca Malen como um a ser visitado. Na Argentina, é conhecido como um dos restaurantes de vinícolas de maior sucesso. BOX: Chef Juan Ventureyra (foto juanrucamalengrande-50.jpg)Nascido en Buenos Aires, no ano de 1984, esse jovem chef de 34 anos tem experiência em casas nacionais e internacionais de grande renome. Já trabalhou com Antonio Soriano, hoje chef executivo no Palacio Duhau, Park Hyatt Buenos Aires. Atuou no restaurante portenho Crizia, fundado pelo conhecido chef Gabriel Oggero e sua esposa Geraldine, e repertoriado na lista dos Latin America?s 50 Best Restaurants 2017. Também trabalhou junto com o chef italiano Donato de Santis, proprietário e fundador do restaurante Cucina Paradiso, que abriu em 2000, em Buenos Aires. Finalmente, deve-se enfatizar que trabalhou dois anos no Sul da França, no hotel de luxo e restaurante gastronômico La Bastide Saint Antoine, em Grasse; o restaurante possui duas estrelas Michelin e é dirigido pelo grande chef Jacques Chibois.Assim, em meio aos vinhedos com vista para a cordilheira, pode-se desfrutar de um dos melhores menus degustação de Mendoza. O pequeno restaurante da bodega transforma o almoço em uma experiência acolhedora e única. Os pratos do cardápio são harmonizados com vinhos da casa. O chef explica pessoalmente a relação entre as suas criações (os diversos pratos) e a cultura local e como elas se harmonizam com os vinhos; isso torna a visita mais rica, principalmente para quem aprecia a alta cozinha e não se satisfaz em simplesmente comer para satisfazer uma necessidade fisiológica!A refeição pode ocorrer em um dos dois ambientes: uma grande sala envidraçada no meio de um gramado da vinícola ou em um salão interno, mais convencional, com a mesma atmosfera elegante pontuada com toques rurais. Tudo é pensado para harmonizar com a natureza e a cultura do entorno, sendo que os dois ambientes têm paredes de vidro, sem cortinas, com vista para os vinhedos e para a Cordilheira dos Andes.(Jef, Se possível, publicar o cardápio grande, legível, e alguns pratos) O cardápio é alterado a cada estação. Outra curiosidade de alguns pratos é a referência a técnicas de cocção dos antigos povos que habitavam os Andes argentinos.É certo que várias ótimas vinícolas oferecem visitas às instalações, com degustação seguida de almoço. Algumas dessas experiências são boas, muitas são questionáveis e poucas, surpreendentes. Passamos por essas experiências em Mendoza. O churrasco argentino pode ser muito bom com os vinhos Malbec, casando-se muito bem com esse tipo de prato, mas não são refeições gastronômicas e a quantidade jamais derrubará a qualidade. A experiência gastronômica na vinícola Ruca Malen não está ligada à ostentação, luxo e cenários estonteantes para que chefs estrelados brilhem. Nela, trata-se da dedicação, da competência e do desejo em satisfazer os clientes e, principalmente, seus paladares, com criatividade e imaginação.O luxo, no restaurante da vinícola Ruca Malen, se traduz no prato, na taça e na vista, perfeitamente integrados. É, de fato, uma bela experiência gastronômica, que se diferencia de vários outros excelentes restaurantes de vinícolas e passa longe de restaurantes excessivamente turísticos, observados em muitas vinícolas mundo afora.A visita à Bodega Ruca Malen foi, sem sombra de dúvidas, a melhor experiência que tivemos em Mendoza. A recepção impecável, os vinhos degustados e o almoço gastronômico, precedido de uma visita a horta, merecem nota 10. Simplesmente, fantástico!LOGO E MINI BOXBodega Ruca MalenRuta Nacional 7 - km 1.059Agrelo, Mendoza - Argentinamendoza@bodegarucamalen.com
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30/10/2018
WINE SOUTH AMERICA CELEBRA RESULTADOS E CONFIRMA SEGUNDA EDIÇÃO PARA SETEMBRO DE 2019
A primeira edição da Wine South America, realizada de 26 a 29 de setembro, em Bento Gonçalves, RS, encerrou com saldo positivo para o setor vinícola brasileiro e consolidou-se como a principal feira de vinhos das Américas. Cerca de 250 marcas expositoras, entre elas 100 vinícolas nacionais, mostraram a qualidade de seus vinhos, espumantes e sucos para um público qualificado, de compradores focados em negócios a winelovers interessados em vivenciar experiências. A Feira Internacional do Vinho registrou seis mil visitantes, provenientes de 25 Estados brasileiros e 16 países, um público qualificado e alinhado às propostas de feira. Oportunizou mais de 400 rodadas de negócios, através do Projeto Comprador, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho - IBRAVIN, Sebrae - RS e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de inúmeros encontros de networking envolvendo empresas vinícolas e varejistas nacionais. Também promoveu cerca de 50 conteúdos técnicos (entre palestras e degustações orientadas, por exemplo), que colaboraram para a promoção do conhecimento sobre o mundo do vinho."Estamos muito satisfeitos com o legado que a Wine South America começa a construir para o setor vinícola brasileiro. Trouxemos uma proposta de valorização da qualidade dos vinhos e espumantes brasileiros, bem como de promoção do potencial enoturístico dessa região. As vinícolas acreditaram na feira, depositaram sua confiança no projeto, trabalharam em conjunto conosco para oferecer um encontro com alto padrão de excelência e o resultado apareceu. Acredito que essa primeira edição da Wine South America terá efeito multiplicador", avalia Alberto Piz, diretor da Milanez & Milaneze, empresa promotora da feira e subsidiária do Grupo VeronaFiere.A chegada de uma feira como a Wine South America à Serra gaúcha, o principal setor produtivo do país, trouxe uma extensa lista de benefícios à cadeia vitivinícola, segundo as principais entidades do segmento. "Além da organização do evento e da presença de um público muito importante para as vinícolas, a Wine acabou reunindo o setor, fazendo com que ele se fortaleça cada vez mais", avalia Oscar Ló, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN).O público qualificado, compradores, distribuidores, importadores, enólogos, sommeliers e enófilos, também foi destacado pelo presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Edegar Scortegagna. Para ele, esses visitantes não trouxeram apenas possibilidades de negociação, mas também ampliaram a divulgação dos rótulos. "A feira, tranquilamente, superou as expectativas. O público estava 100% focado no universo do vinho. Além de promover o setor, as vinícolas e os produtos, a Feira Internacional do Vinho vendeu a região. Muitos participantes da feira não conheciam a Serra e ficaram admirados com o potencial turístico que tem aqui, então, o enoturismo se beneficiou muito", analisou Ló.Diante dessas percepções, a confirmação da segunda edição para continuar promovendo e desenvolvendo o setor é evidente. "Por parte do IBRAVIN, o apoio está mantido", anunciou Ló. "O maior país da América do Sul, com o maior potencial consumidor, precisava de uma feira assim. Se depender do setor, o apoio está garantido", assegurou Scortegagna.A Wine South America já tem sua próxima edição confirmada: na última semana de setembro de 2019, em Bento Gonçalves, RS. A parceria com a ABE também está renovada e assegurou a combinação da feira culminando, novamente, em seu último dia, com a realização da Avaliação Nacional de Vinhos, promovida pela entidade. winesa.com.br
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20/07/2018
A CAMPÂNIA
A Campânia (em italiano: Campania) é uma região do Sul da Itália, com cerca de5,8 milhões de habitantes e área de 13.595 quilômetros quadrados. Sua capital é Nápoles. Tem limites a Oeste e Sudoeste com o mar Tirreno, a Noroeste com o Lácio, ao Norte com Molise, a Nordeste com Apúlia e a Leste com Basilicata. Tem a mais alta densidade populacional das regiões italianas, mas é a segunda, após a Lombardia, em número total de habitantes.Esta região é composta das seguintes províncias: Avelino, Benevento, Caserta, Nápoles e Salerno.Tem 350 km de litoral, que inclui os golfos de Nápoles, Salerno e Policastro. As ilhas de Ischia, Procida, Vivara, Capri e Nisida são também uma parte da Campânia.O nome Campânia é derivado do latim Campania Felix e significado terras fertéis! A região oferece algumas das mais belas paisagens da Itália, como o belo Parque Nacional de Cilento, a Ilha de Capri, a Península de Sorrento e a Costa Amalfitana, que são famosos em todo o mundo.Nápoles, a capital da Campânia, foi o centro do governo Bourbon até a unificação da Itália, em 1860. A região é extremamente rica em cultura e história. Nápoles é famosa por sua comida, vinho, música e arquitetura. O imponente Palácio de Caserta e os locais históricos próximos, como Pompéia, Herculano e Paestum, também são mundialmente conhecidos.A região também ostenta o único vulcão da parte continental da Europa a ter entrado em erupção nos últimos 100 anos. O Vesúvio está ameaçadoramente atrás da cidade de Nápoles.A região tem clima agradável e um litoral extenso e belíssimo. Inicialmente ocupada pelos gregos, que ali estabeleceram diversas colônias, foi logo incorporada ao poderoso Império Romano e, posteriormente, caiu sob o domínio de normandos, espanhóis e franceses até a unificação da Itália.Alguns dos destinos turísticos mais importantes da Itália ficam na Campânia: NápolesCapri IschiaProcida Pompéia Herculano e o Vesúvio Sorrento Positano Costa Amalfitana Amalfi Ravello Salerno Pesto Caserta Pozzuoli.Com todas essas diferentes influências e paisagens de tirar o fôlego, a Campânia é interessantíssima para o viajante. A Baía de Nápoles é linda e seu litoral oferece passeios inesquecíveis, como as ilhas de Capri, Ischia e Procida, e as cidadezinhas de Sorrento, Positano, Amalfi e Ravello, na famosa Costa Amalfitana. A inigualável Pompéia, cidade romana soterrada por uma erupção do vulcão Vesúvio, é o mais importante sítio arqueológico da Europa, mas a Campânia tem outros de grande relevância, como Herculano, também da era romana, Pesto e Pozzuoli, ambos do período grego.Todos esses lugares são tão atraentes que muita gente deixa de conhecer Nápoles, o que pode ser um grande erro, uma vez que a cidade tem não só um museu arqueológico, que é dos mais ricos do mundo, mas também castelos, palácios, charmosos recantos à beira-mar e um centro histórico cheio de jóias do período Barroco. Perto da capital, a Campânia tem, inclusive, um imenso palácio real construído especialmente para concorrer com o de Versailles, do rei Louis franceses: é Caserta, lembrança eterna dos tempos de glória em que Nápoles foi capital do Reino das Duas Sicílias e morada de grandes nomes da arte, da ciência e da história ocidental.QUEIJOS DA CAMPÂNIAGraças as suas terras férteis e clima ameno, a Campânia tornou-se o habitat perfeito para o pastoreio de búfalos, a partir do qual é possível obter vários produtos, como laticínios e queijos. É, de fato, a terra dos búfalos e cerca de 60% a 70% da população bufalina Italiana está na região. Obviamente, essa presença marcante tem uma influência direta sobre os queijos produzidos na região; falar de queijo na Campânia significa, principalmente, falar de mozzarella e, em particular, da famosa Mozzarella di Bufala Campana D.O.P. A relativa abundância de leite de búfalas deu à luz a uma bela variedade de queijos típicos; do leite desses plácidos animais também são obtidos os seguintes queijos: Bocconcini alla panna di bufala P.A.T., Burrini e Burrata di bufala P.A.T., Caciocavallo di bufala P.A.T., Mozzarella nella mortella P.A.T., Provola affumicata di bufala P.A.T. e a Ricotta di Bufala Campana D.O.P. A região ainda é conhecida por outros queijos, sendo os mais notáveis a Mozzarella S.T.G, o Provolone del Monaco D.O.P., o Caciocavallo Irpino di grota P.A.T., o Fiordilatte P.A.T., diversos tipos de Pecorino (particularmente, o Pecorino de Carmasciano, Ricota e Scamorza).Mas, o que significam esses P.A.T., S.T.G. e outras abreviações? D.O.P., I.G.P., P.A.T., S.T.G. ???Tudo corria bem até o início dos anos 2000, quando a palavra do dia se tornou globalização e criou um certo caos nos mercados e na economia, dando vida ao fenômeno da falsificação... global também. A Comunidade Europeia foi praticamente forçada a se proteger por meio da emissão de medidas e regulamentos que protegiam a produção de alimentos; era necessário respeitar o consumidor, as tradições locais e o desenvolvimento da noção de território de origem. Assim, criou-se um sistema único para a proteção de produtos típicos, tanto dentro da própria União como internacionalmente, o que permitiria ao consumidor reconhecer um produto típico de forma clara e simples através de marcas de proteção.Em reconhecimento as culturas e tradições locais, a Comunidade Europeia emitiu três níveis de proteção para produtos típicos.: D.O.P., I.G.P. e S.T.G.D.O.P. ou DOP (Denominazione di Origene Protetta). É uma marca registrada da proteção legal da denominação atribuída pela Comunidade Europeia (CE) a alimentos cujas características específicas dependem essencial ou exclusivamente do território em que são produzidas.O ambiente geográfico inclui fatores naturais (clima, características ambientais) e fatores humanos (técnicas de produção transmitidas ao longo do tempo, artesanato, know-how) que, combinados, tornam possível obter um produto inimitável fora de uma área específica produtiva.Para que um produto seja D.O.P. as fases de produção e processamento devem ocorrer em uma área geográfica definida. Quem faz D.O.P. deve cumprir as regras rigorosas de produção estabelecidas na especificação de produção. O cumprimento dessas regras é garantido por um órgão de controle específico. Com os produtos da marca D.O.P. o elo entre o território e a produção é indissolúvel: se mudasse até mesmo uma característica do lugar de origem, o produto final não seria mais o mesmo.I.G.P. ou IGP (Indicazione Geografica Protetta). Indica uma marca de origem que é atribuída pela Comunidade Europeia aos produtos agrícolas e alimentares para os quais determinada qualidade, reputação ou outras características dependem da origem geográfica e cuja produção, transformação e/ou elaboração se processa em área geográfica determinada. Para obter o I.G.P., portanto, pelo menos uma fase do processo de produção deve ocorrer em uma área particular. Quem produz I.G.P. deve cumprir as regras rigorosas de produção estabelecidas na especificação de produção. O cumprimento dessas regras é garantido por um órgão de controle específico.A marca I.G.P, assim como a D.O.P., implica uma ligação com o território de origem, mas de uma maneira menos rígida e obrigatória. Na verdade, algumas etapas do processamento também podem ser executadas em um local diferente do certificado.S.T.G. ou STG (Specialità Tradizionale Garantita). É uma marca de origem destinada a proteger produções que são caracterizadas por composições tradicionais ou métodos de produção. Esta certificação, regida pelo regulamento CE 2082/92, ao contrário de outras marcas, como D.O.P. e I.G.P., destina-se a produtos agrícolas e produtos alimentícios que possuem uma "especificidade" vinculada ao método de produção ou à composição vinculada à tradição de uma área, mas que não são necessariamente produzidos apenas nessa área.A marca S.T.G., portanto, não se refere tanto a um local específico de produção, mas a um produto obtido através de matérias-primas tradicionais de um território, ou ao uso de técnicas tradicionais de produção / processamento, ligadas a usos ou costumes específicos.Esta categoria inclui muitos queijos italianos, mas não todos. Na realidade, há muitos que são excluídos do registro especial, apesar de serem produzidos de acordo com as antigas tradições leiteiras ou com uma forte ligação territorial.Espaço para produtos de nicho... Após o lançamento desta subdivisão, a agricultura italiana teve de enfrentar o cenário da política agrícola da União Europeia, confrontando-se em condições claramente desfavorecidas. A agricultura moderna, extremamente voltada para a mecanização, requer extensões planas de terra que faltam na Itália, seja para a configuração natural orográfica, seja para a florescente antropização do território. Além disso, produtos de nicho italianos não encontraram espaço. Produções limitadas em termos quantitativos e relativas a áreas muito restritas, tais como não justificar uma D.O.P. ou um I.G.P., encontraram muitas reservas com a União Europeia, que temia que se confundissem. Para reagir a esta situação, o Ministério de Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais decidiu, em 2000, salvaguardar os setores de nicho, melhorando os produtos agrícolas ou pecuários que forem processados de acordo com receitas antigas através de um rótulo específico.P.A.T. (Prodotti Agroalimentari Tradizionali). São uma coisa totalmente italiana, a última categoria de alimentos combinada com uma política de qualidade no campo agroalimentar. Elas refletem novas necessidades e tendências, tanto dos consumidores quanto dos pequenos produtores locais. O "sistema" de produtos tradicionais é regulamentado pelo D.M. de 18 de julho de 2000, publicado no suplemento original n0. 130 do Jornal Oficial n0. 194, de 21 de agosto de 2000, "Lista nacional de produtos agro-alimentares tradicionais". O ministério, no entanto, desistiu de um papel ativo na iniciativa, delegando a tarefa às regiões e preservando apenas um papel oficial.Para produtos tradicionais, entende-se aqueles produtos agro-alimentares típicos e bens, com características tradicionais, cujos procedimentos nos métodos de processamento, preservação e maturação são consolidados ao longo do tempo.O requisito para ser reconhecido como P.A.T. deve ser "obtido com métodos de processamento, preservação e envelhecimento consolidados ao longo do tempo, homogêneos em todo o território em questão, de acordo com as regras tradicionais, por um período não inferior a vinte e cinco anos".Os P.A.T. são produtos incluídos em uma lista especial, elaborada pelo Ministério de Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais com a colaboração das regiões. A lista é regularmente atualizada com base na compilação de fichas técnicas que identificam os novos produtos. Para a identificação: a descrição das características salientes, as metodologias do processamento, a conservação, a maturação.Mozzarella di Bufala Campana D.O.PA mozarela, também grafada muçarela ou mussarela (do italiano, mozzarella) é uma variedade de queijo de massa filada com origem na comuna de Aversa, na região italiana da Campânia. Sua receita tradicional indica o uso exclusivo de leite de búfala, produzindo o queijo em formato de bolotas conservadas em soro, brancas e bem macias. Na Itália, apenas esse tipo de queijo é reconhecido oficialmente como mozzarella, recebendo o selo de certificação de origem. São produzidas, em média, cerca de 35 mil toneladas deste queijo por ano em território italiano.No Brasil, o nome desse queijo foi apenas aportuguesado nas últimas décadas. Até a primeira década do século XXI, no Brasil, era principalmente escrito, popular e comercialmente, mussarela; forma que, embora não dicionarizada, seguia portaria governamental ("Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade", Portaria 364, de 4 de setembro de 1997, que internalizara a Resolução Mercosul GMC 78, de 1996, segundo a qual a denominação poderia ser mozzarella ou mussarela). O dicionário Houaiss, lançado em 2001, trouxe o aportuguesamento "muçarela" que, apesar de sem tradição ou uso, seria a grafia mais correta, de acordo com esse dicionário. A escrita mussarela, porém, ainda é a mais encontrada em supermercados e pizzarias. Além disso, mussarela consta no Dicionário Aulete, no Dicionário de Usos do Português do Brasil, no Dicionário da UNESP e no dicionário português Priberam.Em Portugal, tem mais uso a forma mozarela (igualmente preferida pelo brasileiro Aurélio). O vocabulário da Academia Brasileira de Letras traz ainda a variante muzarela, com pouco uso. O dicionário Priberam também traz a variante moçarela, também com pouco uso.É um dos produtos típicos mais famosos da Campânia, cuja primeira aparição nas crônicas gastronômicas remonta ao século XII, quando os monges do mosteiro de San Lorenzo, em Cápua, criaram um queijo chamado "mozza" ou "provatura" (quando é defumado) e costumavam oferecer a mozza aos peregrinos. Existem vários documentos do século XIV que testemunham a comercialização dos produtos lácteos dos búfalos nos mercados napolitano e de salerno. No entanto, foi preciso esperar até o ano de 1570 antes que a expressão mozzarella aparecesse pela primeira vez no famoso texto de Bartolomeo Scappi, um cozinheiro da corte papal.A fama da mussarela também está ligada à pizza, sendo um dos principais ingredientes.A mozzarella di bufala campana é feita de leite de búfala. Tradicionalmente, os búfalos são criados nos pastos da Campânia e do Lazio e seu leite é usado para produzir este delicioso queijo. O leite é aquecido a baixa temperatura e depois misturado com uma levedura natural. O leite começa a engrossar em cerca de meia hora. Neste ponto, a coalhada é dividida em pequenos pedaços e depois deixada para descansar em um soro quente por cerca de quatro horas ou até que seja criado ácido láctico suficiente para puxar e virar o queijo. A filação do queijo é baseada no calor e no movimento da água. É feito em grandes tanques cheios com partes iguais de coalhada e água a 100°C. A massa filata é, então, picada ou cortada (tritata o mozzata, daí o nome mozzarella) à mão ou com uma máquina. Os produtos obtidos são deixados para resfriar em água durante cerca de vinte minutos. Eles são, então, transferidos para tanques cheios de água salgada, onde são armazenados por diferentes períodos de tempo de acordo com as preferências.Outros queijos mas? não de leite de búfala!Deixando de lado os queijos bufalinos, os outros produtos queijeiros de maior destaque da Campânia são: Mozzarella S.T.G., Fiordilatte P.A.T., Provolone del Monaco D.O.P., Caciocavallo Irpino di grota P.A.T. e diversos tipos de Pecorino (particularmente, o Pecorino de Carmasciano).Mozzarella S.T.G. É um queijo fresco com pasta filada, feito de leite de vaca. Nativo do Centro e Sul da Itália, a mussarela espalhou-se rapidamente pelo mundo inteiro. É produzido em toda a Itália e, também, na Campânia. Geralmente, a mozzarella tem uma forma esférica, mas também pode ter outras formas. As características distintivas deste queijo são a sua suavidade, a superfície branca, lisa, brilhante e leitosa e a fina crosta. Tipicamente, tem uma estrutura fibrosa com camadas sobrepostas que liberam um líquido leitoso no momento do corte ou se pressionadas levemente.A mozzarella (de leite de vaca) e Fior di latte são, basicamente, o mesmo produto, sendo que a maior diferença é no formato.O fior di latte é um queijo fresco com massa fiada; a mais famosa da Campânia é a de Agerola, uma pequena cidade cujo leite foi considerado muito saudável pelo médico grego Galeno. Para produzir um bom fior di latte, é preciso usar leite de vaca de primeira qualidade. O leite deve ser proveniente de mais de uma ordenha e deve ser fornecido imediatamente ao laticínio, geralmente dentro de 24 horas após a primeira ordenha. A produção do fior di latte da Campânia consiste em trabalhar o leite da mesma forma que a mussarela da vaca é trabalhada; a única diferença está na forma e consistência do produto. A forma pode variar; na verdade, pode ser ligeiramente arredondada ou pode ter um pequeno nó ou uma trança. Não tem crosta, é branco como o leite, com algumas nuances amareladas, tem uma pele macia e suave e a sua consistência é tão macia que, quando cortada, libera o líquido leitoso característico; o sabor é fresco e semelhante ao leite levemente ácido.Provolone del Monaco D.O.P. As origens do nome Provolone del Monaco ainda são incertas, tanto que até hoje para a sua interpretação costuma-se recorrer a tradição oral, que tem legado muitas lendas relacionadas à maneira de chamar esse queijo. A lenda mais comum diz que o nome deriva do manto que os pastores usavam para se proteger do frio durante a viagem das colinas de Vico Equense a Nápoles, na época o principal mercado para seus produtosO que é certo é que o autêntico Provolone del Monaco é produzido em Arola, uma aldeia pertencente a comuna de Vico Equense, na província de Napoli, a caminho de Salerno, e é obtido a partir do processamento de leite de vaca Agerolese. É feito de acordo com uma receita passada de geração em geração, desde o século XVIII, quando algumas famílias de pastores de Vomero - um dos bairros situados nas alturas de Napoli - se mudaram para as cordilheira dos Montes Lattari por causa do processo de urbanização. Foi apenas entre os pastos verdes da região de Vico Equense e de Arola, em particular, que eles acharam o lugar ideal para se especializaram no processamento desse tipo particular de Caciocavallo. Embora seja produzido em vários municípios da província de Nápoles, o autêntico Provolone del Monaco é aquele embalado em Arola, a aldeia de Vico Equense, onde o queijo se originou. Desde 2010, o Provolone del Monaco é comercializado com a prestigiada certificação D.O.P. Para poder se gabar dessa marca, cada queijo deve atender a requisitos rigorosos relacionados à forma, às características organolépticas e à área de produção. Em particular, cada um deles deve envelhecer por pelo menos seis meses, tendo a forma de um melão alongado ou uma pêra sem cabeça, pesando entre 2,5 e 8 quilos e ser produzido em um dos 13 municípios da província de Nápoles, indicado no Disciplinar de Produção do Consorzio di Tutela del Provolone del Monaco D.O.P.É um queijo semiduro de massa filada, envelhecido, produzido na área da Península de Sorrento com leite cru de gado Agerolese. É obtido aquecendo o leite para obter uma coalhada mais cozida em comparação com a produção de Caciocavallo tradicional. Sua maturação deve ocorrer lentamente, sem conservantes ou fermentos. Caracteriza-se pelo método particular de maturação, que prevê a suspensão das formas, ligadas aos pares com ligações apropriadas, em ambientes frios e ventilados e longe da luz solar. A superfície de cada Provolone é marcada pelas cordas de ráfia com o qual estão pendurados, subdividindo o produto em seis segmentos mínimos. A casca, dura e lisa, apresenta pequenas rachaduras; a massa é amarela dura e cremosa, caracterizada pelas chamadas lágrimas, que podem ser identificadas nas formas mais temperadas, nos ligeiros olhos de perdiz (pequenos olhos alongados) que os pontilham. Distingue-se pelo sabor doce e aromático que tende a tornar-se cada vez mais determinante e apimentado com a prolongação da maturação, que não deve ser inferior a seis meses. No final do período de maturação, as formas devem manter um peso que respeite as disposições do Disciplinar. Uma vez cortado, deve ser mantido na geladeira por até 90 dias.É um queijo de produção limitada, em torno de 40 toneladas por ano. Metade deles é processada no território de Vico Equense e de Arola; nessas duas áreas o produto é mais valorizado e, frequentemente, vendido com reserva antecipada!Consumido principalmente como um queijo de mesa, é apreciado pelos paladares mais refinados. Pode enriquecer diferentes preparações gastronômicas, mas a combinação clássica com pão caseiro realça as suas características aromáticas e gustativas. Acompanha vinhos tintos muito encorpados e envelhecidos, como por exemplo, o Montevetrano, com o Colli di Salerno IGT.Caciocavallo Irpino di Grotta P.A.T.O Caciocavallo é o queijo mais típico e difundido nas áreas montanhosas e de colinas do Sul da Itália. É quase que omnipresente, porém com diferenças muito sútis, muitas vezes irreconhecíveis pelo consumidor não especializado em queijos! O Caciocavallo Irpino di Grotta P.A.T. é originário da região de Irpinia e, em particular, das zonas de Valle dell?Ufita, Valle dell?Ofanto, Terminio Cervialto e Alta Irpinia. Na realidade, Irpinia é um distrito dos Apeninos, ao redor de Avellino, uma cidade na Campânia cerca de 50 km a Leste de Nápoles. Era o território da antiga tribo Hirpini; sua extensão corresponde a província de hoje de Avellino.Este Caciocavallo Irpino de Gruta P.A.T. (Prodotto Agroalimentare Tipico Tradizionale) é um queijo filado, produzido com leite proveniente de fazendas pequenas e médias e de vacas de cor marrom. A maturação, de 45/60 dias a seis meses, ocorre, tracionalmente em grutas.Durante o período de primavera-verão o gado fica no pasto e a produção de leite é maior. Durante este período, a grande variedade de gramíneas que compõem as pastagens confere ao leite uma grande variedade de aromas, que irão intensificar-se durante o amadurecimento do queijo. Produtos dessa época (abril/maio) são particularmente apreciados. Quando a época do pasto acaba, a comida dos rebanhos é baseada principalmente em forragem e farinha da fazenda (no entanto, a silagem é excluída da alimentação). Os únicos ingredientes que entram na composição desses queijos são: leite integral cru, sal, coalho de vitela, cabrita ou de cordeiro. A forma é esférica e o peso de cerca de 2 a 2,2 kg; no final da maturação terá cerca de 1,8 kg. O amadurecimento vai de 45/60 dias até mais de seis meses. Depois de um primeiro ciclo de secagem, o que pode ocorrer em locais tradicionais, frescos, mas não antes do 45/60 dd, as peças de queijo são levadas para maturar/envelhecer nas típicas grutas de tufo (rochas calcárias porosas), onde desenvolve um microclima e uma microflora propícios para a maturação do queijo em tempos de cura longos, podendo ir até dois anos. Nessas caverna naturais de tufo, os queijos são amarrados em pares e pendurados "a cavalo" em vigas de madeira. A umidade varia entre 80% e 90%, enquanto a temperatura quase constante entre o inverno e o verão varia entre 100C e 150C.A massa é de cor amarelo-palha, que tende a acentuar com o envelhecimento, com buracos raros, semidura ao tato e homogênea. Se pouco maduro, tem um delicado aroma de leite; com maior envelhecimento, destaca-se o cheiro de grama-feno. Muito aromático, agradável, de picante à muito picante nas formas mais temperadas. Apresenta uma persistência gustativa inimitável.No palato, especialmente com maior envelhecimento, todas as características organolépticas sobressaiem: aroma de grama recém cortada, de flores amargas, de baunilha e especiarias e, por vezes, ligeiramente picante. Tem casca fina e lisa, com uma cor palha marcada; é coberto com mofo branco devido ao envelhecimento em grutas.Acompanha bem um vinho tinto bem estruturado, melhor se for um Taurasi DOGC ou um Aglianico Irpiniano, ou com um vinho branco, como um DOGC Greco di Tufo ou Fiano di Avellino DOGC, no tipo doce e ligeiramente picante. Excelente quando servido com acácia ou mel de castanha. O Caciocavallo Irpino di Grotta P.A.T. ganhou o Prêmio Roma 2014 como melhor queijo de leite cru italiano.Como mencionado mais acima, a forte presença de rebanho de búfalos na Campânia contribuiu de forma decisiva no desenvolvimento de outros produtos queijeiros elaborados com leite de búfala, tais como Bocconcini alla panna di bufala P.A.T., Burrini e Burrata di bufala P.A.T., Caciocavallo di bufala P.A.T., Mozzarella nella mortella P.A.T., Provola affumicata di bufala P.A.T.,Ricotta di Bufala Campana D.O.P. e Scamorza di bufala P.A.T. Deixaremos eles de lado, para uma futura oportunidade.
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18/07/2018
OS VEGETAIS E HORTALIÇAS NA CULINÁRIA ITALIANA
Quando falamos em culinária italiana, os produtos típicos que vêm à nossa mente são massas, queijos e o famoso gelato. No entanto, ignoramos um dos alimentos mais característicos dessa gastronomia: os vegetais.A culinária italianaQuem não conhece a famosa pizza, o vinho e as massas tradicionais da culinária italiana? País que sediou um dos maiores acontecimentos da história, como o Império Romano e o Renascimento, e trouxe um passado histórico riquíssimo, inclusive, na culinária.Tendo uma tradição culinária vasta, a gastronomia italiana adquiriu uma popularidade impressionante, não somente no país de origem, mas em todo o mundo. O segredo está nas técnicas sofisticadas, originalidade e uma maneira simples de produção, que resultaram em pratos especiais que sobreviveram ao tempo e evoluíram. Sem contar com o clima familiar, pois a culinária italiana está muito relacionada com o cotidiano da população que reside no país; os italianos gostam de sentar-se à mesa e apreciar o momento.A culinária italiana é uma das mais saborosas do mundo, com pratos que envolvem os mais variados tipos de vegetais, carnes e massas.Os vegetais e hortaliças ocupam lugar de destaque nessa gastronomia e é fácil explicar o por que. Harmonização e balanceamento são as palavras chave nos pratos das famílias e dos restaurantes italianos. Os vegetais são fundamentais nesse sentido. Enquanto a maior parte da população mundial não ingere a quantidade recomendada, a Itália é considerada o segundo maior consumidor de vegetais e hortaliças da Europa.O relevo, o clima temperado mediterrâneo, o solo rico em nutrientes e a variedade de espécies, são fatores que favorecem o cultivo de vegetais. Batatas, cenouras, aspargos, berinjelas, tomates e brócolis são os tipos mais populares. Seja em saladas, em acompanhamentos ou na elaboração de caldos, o uso dos vegetais é muito importante para a Dieta Mediterrânea e traz como resultado uma refeição saborosa, harmônica e balanceada, durante o ano todo.A variedade é um ponto importante, já que um prato colorido é sinônimo de saúde. Vegetais e hortaliças são considerados alimentos antioxidantes, que atuam na prevenção de diversos tipos de doenças, combatendo o envelhecimento precoce e fortalecendo o sistema imunológico. Além disso, são boas fontes de vitaminas, minerais e fibras.Paixão por vegetaisA cozinha mediterrânica é a alma de toda a cozinha italiana, já que inclui em quase todos os pratos azeite, vários tipos de vegetais e ervas aromáticas.Os pratos italianos caracterizam-se pela forte presença de carboidratos, representados pela massa e arroz. As massas são sempre conjugadas com molhos e geralmente confeccionadas a partir dos mais diversos vegetais. São estes ingredientes que fazem da gastronomia italiana uma das melhores combinações nutricionais.Na Itália, existem mais de 25 milhões de hectares de terras agrícolas que produzem uma grande variedade de vegetais, incluindo muitos que se tornaram verdadeiros símbolos da culinária italiana. Os exuberantes molhos de tomate devem seu sabor aos tomates italianos, as oliveiras das regiões do Sul fornecem um aperitivo de primeira classe e, claro, se falamos de terra cultivada, temos que mencionar milhões de hectares de vinhas (mesmo que não sejam vegetais), onde nascem os melhores vinhos italianos.Por tudo isso, os vegetais constituem uma grande e importante parte da gastronomia italiana, principalmente pelo aroma e sabor que incorporam às refeições. Os vegetais estão sempre presentes nos pratos italianos. Berinjelas, pimentões, abobrinhas, aspargos, espinafres, abóbora, alcachofra e tomate são ingredientes indispensáveis. Na cozinha tradicional italiana, as receitas modernas incluem vegetais grelhados e salteados, nomeadamente de berinjela, pimentão e abobrinha. Segundo pesquisas, 91% dos italianos adoram vegetais e, o mais impressionante para nós brasileiros, é que os jovens são a força motriz do seu consumo nos últimos 10 anos. As pesquisas mostram, ainda, que dos quase 50 milhões de italianos que gostam de vegetais, sete de dez os consomem porque são saborosos e não apenas porque são saudáveis. O crescimento de vegetarianos e veganos na Itália também contribui para o aumento do consumo de vegetais, os quais não podem mais ser considerados como um acompanhamento nas refeições. Segundo pesquisas, para seis de cada dez italianos, os vegetais são o prato principal do seu cardápio diário. Em média, os italianos consomem vegetais uma vez por dia, embora 20% deles consumam dez porções de vegetais por semana. No ranking de maior consumo, as mulheres estão em primeiro lugar - consomem vegetais com mais frequência do que os homens - e, geograficamente, o Norte da Itália confirma-se como um dos pilares do consumo de vegetais.Ingredientes indispensáveisVegetal é um termo gastronômico/nutricional que se refere a diferentes partes de uma planta (as folhas, os frutos, as raízes, os brotos das hastes jovens) que são usados na nutrição humana. Os vegetais são usados de várias maneiras: como um prato em si, como um acompanhamento para carne, peixe e queijo, como um ingrediente de recheios e, ainda mais raramente, como um ingrediente doce. Dependendo do tipo, 90% a 95% do seu peso consiste em água e contém quantidades elevadas de fibras, que dão saciedade, esvaziamento gástrico lento e melhoram a função intestinal.Como em toda a cozinha mediterrânica, os vegetais estão presentes em muitas receitas e a moderna culinária italiana incorpora, no mínimo, um ou dois vegetais chave para acompanhar quase todos os pratos de uma refeição.Mas quais são os vegetais mais cultivados e consumidos na Itália? A lista é ampla e variada, sendo que muitos deles não são saboreados no Brasil.Abóbora (Zucca)A abóbora é um vegetal típico do outono italiano. Devido a seu sabor que tende para o doce, a abóbora é utilizada no preparo de pratos doces e salgados e, também, para mostardas e compotas. Adequada para aqueles que seguem uma dieta baixa em calorias, possui ainda propriedades diuréticas e depurativas. A abóbora pode ser encontrada em vários tamanhos e formas, bem como sua pele manchada pode ter cores diferentes. Sua polpa é farinhenta e de vários tons de laranja, dependendo da variedade. Possui sabor adocicado e deve ser consumida cozida. Suas flores e sementes podem ser salgadas e torradas, servindo também como alimento. Na Itália, é cultivada sobretudo nas áreas de Mântua, Piacenza e Verona. Este vegetal está presente em vários pratos italianos, sendo ideal em risotos, sopas e como recheio de tortelli. A abóbora assada com uma pitada de óleo é um dos pratos saborosos e de baixa caloria muito utilizado pelos italianos. Mas o mais famoso prato italiano com abóbora é o tortelloni feito com massa de abóbora e ovo, além da mostarda da abóbora de Mantua.Abobrinha (Zucchina) A abobrinha, é uma espécie da família Cucurbitaceae, cujos frutos são utilizados imaturos. A planta que produz a abobrinha é nativa da América Central e do Sul e pertence à mesma família de melões, pepinos e abóboras amarelas.A Itália é um dos principais produtores de abobrinha da Europa e do mundo. Este vegetal não é apenas produzido, mas também consumido de maneira maciça e de diferentes formas. É popular e comumente usada na cozinha italiana. As abobrinhas podem ser verde escura ou verde clara, com formato semelhante ao de um pepino. Quando usadas na culinária, são colhidas com menos de 8 cm, quando as sementes ainda são suaves e imaturas. As abobrinhas são os vegetais perfeitos do verão italiano. Pode ser servida grelhada, cozida, recheada, assada, cozida a vapor, frita ou como parte de outras receitas. São excelentes consumidas cruas e ideais para serem cozidas como acompanhamentos leves de carne, peixe, ovos e queijo. Podem ser fervidas inteiras, picadas ou em pedaços por alguns minutos, cozidas no vapor, grelhadas (fatiadas), amassadas e fritas. É usada como ingrediente de minestrone, macarrão e risoto, sendo também famosa como recheio de pizza ou de omeletes. Um dos tradicionais prato italianos é o quiche de abobrinha, uma torta saborosa em que o ingrediente principal, a abobrinha, pode ser combinada com muitos outros ingredientes, como queijo, camarão e outros vegetais. Acelga da costa (Bietola da costa)Também conhecida na Itália como bieta ou bida ou, simplesmente, costa, é uma variedade da acelga comum. Trata-se de um vegetal da família Chenopodiacee, tendo caule herbáceo e grandes folhas verdes brilhantes, com costelas centrais intensas. Possui sabor adocicado e suas folhas e a parte tenra e carnuda do caroço são comestíveis. Na culinária italiana, a acelga pode ser utilizada como os cardos, ou seja, aproveitando-se apenas as costelas, sem usar a lâmina. A acelga verde é praticamente usada como o espinafre; na verdade, é preferida por ter sabor mais doce. Pode ser usada no preparo da Valtellina pizzoccheri ou ser cozida e refogada ema panela, com tempero à gosto. É amplamente usada como substituto do espinafre. Bem lavadas, são fervidas em água salgada, sem cozinhá-las. Podem ser cobertas com manteiga e parmesão ou colocadas no forno com queijo e bechamel.Agretti (Agretti)De origem italiana, o agretti (não há vegetal similar no Brasil) é uma jovem muda de um vegetal de primavera, rico em sais minerais e propriedades purificantes. Suas folhas, em forma de agulha, são filiformes e lembram a cebolinha, mas se distinguem desta por serem mais finas, mais planas e cheias quando cortadas. São de um verde brilhante, tendo base avermelhada e dura, quase pungente. O sabor é azedo, semelhante ao espinafre.Tradicionalmente, o agretti é cozido e servido com azeite e gotas de limão, que acentuam seu gosto mineral. Também é excelente com alho, tomate e anchovas.Aipo (Sedano)Pertencente à família Umbellifera, o aipo é um alimento amplamente utilizado na culinária italiana. É usado principalmente, juntamente com a cenoura e a cebola, no preparo de refogados, onde é considerado um ingrediente básico.É também um ingrediente importante em caldos de legumes e carne, assados, sopas e saladas. Também pode ser consumido cru, depois de retirado os filamentos, acompanhado de vinagrete.O aipo é um grande aliado para saciar a fome, sendo recomendado para consumo a qualquer hora do dia. Sua parte mais doce é a interna, chamada de coração. Também é muito apreciado como aperitivo e petisco; e pode ser servido como "recipiente" para queijo, preferencialmente tipo faixa azul ou de cabra, acompanhado de nozes.Alcachofra (Carciofo)A alcachofra é uma planta espinhosa cultivada na Itália e em outros países para uso alimentar e, secundariamente, medicinal. Do ponto de vista botânico, a alcachofra é uma inflorescência em forma de cesto, de cor verde acinzentada; existem variedades que tendem para o violeta. As brácteas, ou seja, as escamas compactas que formam a cabeça da flor podem ter ou não espinhos. Também variam dependendo do tamanho. As folhas são grandes, oblongo-lanceoladas, tendo extremidades espinhosas dependendo da variedade. As flores são reunidas em um cesto de forma esferoidal, cônica ou cilíndrica de 5 a 15 cm de diâmetro e são azul-violeta. A parte comestível da alcachofra é a base das brácteas e do receptáculo, este último chamado comumente de coração. Na Itália, as alcachofras e suas receitas são consideradas patrimônio cultural. A relação dos italianos com as alcachofras vem do tempo dos etruscos e romanos, que os exaltavam em deliciosos pratos com mel ou vinagre.As alcachofras, quando muito macias, podem ser comidas cruas, com óleo, limão e hortelã, ou cozidas e temperadas com azeite, sal e pimenta, ou empanadas e fritas. Também são excelentes à sauté, salteados em uma panela com alho, óleo e pimenta. São usadas, ainda, em sopas, massas, omeletes e saladas. As alcachofras maduras recheadas com uma mistura de migalhas de pão, queijo e óleo e assados são um prato italiano clássico.As alcachofras também podem ser comercializadas congelados e prontos para uso, conservadas em vinagre, em óleo, etc.Alho (Aglio)O alho é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz; seu bulbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são empregados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo. Seu inconfundível sabor e cheiro, encontra uso muito amplo e versátil na culinária como aromatizante ou como ingrediente principal de algumas receitas, como o tradicional pesto genovês. O alho pode ser consumido cozido, cru, seco ou fresco. Este último possui aroma mais intenso e é encontrado nos meses do verão italiano. É especialmente utilizado para fazer conservas de alho marinado. Na culinária italiana, seu principal emprego é como tempero e como ingrediente de molhos. No entanto, algumas receitas clássicas, vêm o alho como ingrediente chave, entre elas a Aioli (maionese de azeite com alho esmagado); o renomado pesto genovês; o pesto alla trapani; a tradicional bagna cauda piemontesa; a agliata, um molho obtido pelo esmagamento de alguns dentes de alho, adicionado de sal e azeite (pimenta à gosto) e misturado com um pouco de pão ralado embebido em vinagre branco até obter um molho cremoso e suave, que pode dar sabor a carnes e peixes cozidos. É também um ingrediente indispensável da saborosa bruschetta, sendo "esfregado" cru no pão torrado.Alho-porró (Porro)O alho-porro (Allium ampeloprasum L.) é uma planta herbácea bienal pertencente à família Liliaceae. Possui gosto muito semelhante à cebola, substituindo-a com frequência. A parte comestível é representada pela parte terminal das folhas (a parte branca), enquanto a parte verde das mesmas folhas é comumente descartada. Além de muito apreciado na culinária, também é usado para fins medicinais. É um vegetal de outono e inverno, cultivado em estufas e em campos abertos.O alho-poró é usado na culinária italiana como vegetal e como erva aromática. É usado cru, como condimento, ou cozido em várias preparações ou, ainda, para refogar, substituindo a cebola. Mais delicado do que a cebola, pode substituí-la também em sopas, caldos, risotos, omeletes, tortas, ensopados, cremes e molhos. Cortado em rodelas finas, pode ser consumido cru em pinzimonio ou usado para enfeitar e aromatizar saladas. O alho-porro também é usado como erva aromática em preparações de carne cozida, sopas de peixe e para aromatizar carne de porco e cordeiro. Também é usado para embalar alimentos durante o cozimento, como peixe, por exemplo peixe. Pode, ainda, ser fervido e gratinado com manteiga e queijo, ou simplesmente temperado, depois de fervido, com azeite e limão.Aspargos (Asparagi) Originários da Antiguidade, os aspargos são a parte comestível de uma planta herbácea perene, primaveril, o Asparagus officinalis. São brotos jovens que surgem na base dos rizomas lenhosos, tendo forma alongada, consistência carnuda e sabor bastante delicado, que se assemelha ao da alcachofra; seu sabor muda ligeiramente dependendo do tipo: verdes, brancos, violetas ou selvagens. Delicados, perfumados e ideais para enriquecer cada prato, os aspargos são um dos símbolos gastronômicos da chegada da primavera na Itália. Várias são as tradicionais receitas italianas de aspargos. Este vegetal de haste suculenta é usado em sopas, saladas, recheios e cozidos ou, ainda, acompanhados por ovos, manteiga, parmesão ou molhos e vinagrete. Os aspargos brancos, verdes e violetas são adequados para todas as preparações; para omeletes e sopas são preferíveis os aspargos selvagens.Seja qual for a forma que forem preparados, possuem sabor característico e são uma grande fonte de fibras e antioxidantes. Para fervê-los, os italianos utilizam um pote especial chamado "asparagiera".Berinjela (Melanzana)A berinjela, é um vegetal de verão. Apresenta grande variedade de formas e cores, de acordo com as variedades da planta da família Solanaceae, a mesma das batatas, tomates e pimentões. As muitas variedades se distinguem pela forma, alongadas, redondas ou ovais, e pela cor. A polpa é carnuda, branco-esverdeada, e seu sabor característico e bastante picante. Deve ser consumida absolutamente cozida.É difícil imaginar a culinária italiana sem a berinjela. A primeira referência à berinjela na Sicília data de 1309; hoje, dezenas de variedades de berinjela são cultivadas na Itália. A beringela possui a propriedade de absorver muito bem gorduras alimentares, incluindo o óleo, o que permite o preparo de pratos muito ricos e saborosos. As berinjelas são usadas na culinária em receitas à parmegiana, siciliana caponata, recheadas, fritas, empanadas ou como ingrediente de molhos para cobertura de massas, ou ainda, cozidas e grelhadas.Borragem (Borragine)A borragem (Borago officinalis L.), é uma planta herbácea anual mediterrânea, nativa do Sul da Europa e do Oeste da Ásia. Também chamada de Borrana pelos italianos, é uma planta muito difundida e que possui muitas propriedades; estudos estão em andamento sobre os seus possíveis efeitos carcinogênicos. As folhas da borragem são consumidas cozidas. É um alimento básico para os tradicionais pansotti, da Ligúria. Seu óleo é extraído das sementes por prensagem a frio.A borragem é uma erva com sabor semelhante ao do pepino. Suas folhas frescas são usadas em saladas para substituir os pepinos. Atualmente, alguns chefs usam as folhas apenas escaldadas em água fervente, como substituto para o espinafre fresco, embora seja sempre recomendado cozê-las. É excelente em sopas, acrescentando um sabor característico, bem como para aromatizar chá gelado. Cardos (Cardo)O cardo (Cynara cardunculus altilis) é um vegetal do inverno italiano semelhante ao aipo, mas pertencente à família das alcachofras. Até mesmo o seu sabor é semelhante ao da alcachofra, característico e amargo, porém com nuances que lembram o aipo. Ao contrário da alcachofra, os cardos são consumidos pelos caules, os quais são muito longos: de 60 a 150 cm.Os cardos podem ser consumidos cozidos, gratinados no forno ou fritos. O primeiro cozimento, de duas a quatro horas, geralmente é feito no leite ou na água.No Piemonte, são acompanhamentos da famosa Bagna cauda. Na Sardenha, os cardos selvagens são utilizados na produção de licores ou produzidos em óleo.Cebola (Cipolla)A cebola (Allium cepa) é uma das mais antigas espécies hortícolas, atualmente cultivada em todas as partes do mundo. É amplamente utilizada na culinária e rica em propriedades terapêuticas como descongestionante para a faringe, desintoxicante para o fígado, para o intestino, para anemia, antibiótico e vermífugo. A parte comestível da planta é o bulbo, do qual as escamas (ou túnicas) são consumidas cruas ou cozidas.A cebola é um dos aromas mais usados na culinária de todos os países. Seu sabor particular proporciona preparações saborosas e realça outros ingredientes utilizados em vários pratos nacionais e internacionais. Na culinária italiana, a cebola é usada como ingrediente no preparo de muitos pratos, tanto como base (frita) para sopas, minestrone e risoto, carne e molhos, como para compor saborosas saladas, ou como protagonista, como é o caso da sopa de cebola, cebolas recheadas, cebolas cozidas e omelete de cebola, ou ainda, os saborosos anéis de cebola fritos.As cebolas também são cada vez mais populares entre os queijos e, as cebolas pequenas, também podem ser preparadas em conserva, para acompanhar aperitivos cozidos ou simples.Cenoura (carota)A cenoura (Daucus carota) é uma das hortaliças mais populares e comuns do mundo. Além de dar cor aos pratos, possui muitas propriedades nutricionais. Na culinária italiana, seu uso é variado, podendo ser um ingredientes no preparo de purê de batatas, sucos, sopas, sobremesas, etc., além de ser consumida crua, em saladas, ou refogada com aipo e cebola. Pode ser cortada de várias formas e se tornar uma bela decoração para qualquer prato. Chicória (Radicchio)A chicória é um dos mais famosos vegetais da gastronomia italiana, pelo seu sabor inconfundível e seus muitos usos em várias receitas. Pode-se encontrar três variedades de chicória: vermelha, verde clara e branca. Do primeiro grupo, as mais famosas são de Treviso, Verona e Chioggia. Além disso, a chicória pode ser mais doce ou amarga, dependendo do período em que é cultivada. A "precoce" é mais doce e a "tardia" mais amarga.Desde os tempos romanos e gregos, este vegetal está associado a propriedades curativas e, até mesmo, soníferas. Mitos à parte, a chicória contém quantidades importantes de potássio, fósforo, sódio, ferro, magnésio, manganês, cálcio, vitaminas e aminoácidos, alem de contribuir com apenas 14 calorias por 100 gramas, o que a torna altamente nutritiva e valorizada nos mais variados tipos de pratos. Na culinária, os vários tipos de chicória são usadas, principalmente, no preparo de saladas cruas e mistas, em pinzimonio, grelhado, sauté ou como ingrediente principal de risotos. Seu uso é cada vez mais ampliado a preparações especiais, como em biscoitos com chicória. Na culinária do Sul da Itália, a chicória é frequentemente combinada com pratos de legumes. A chicória vermelha presta-se muito bem para dar um leve toque de amargor às saladas ou, se cozida, em risotos, como o clássico risoto com gorgonzola e chicória.Couve-flor (Cavolfiore)Vegetal típico do inverno italiano, a couve-flor é uma das variedades mais comuns de repolho. Possui forma arredondada e cor branca, tendo inflorescência compacta, com peso que varia de 1 a 1,5 kg. Graças ao perfeito equilíbrio dos seus componentes, a couve-flor apresenta efeito benéfico para a saúde de todo organismo e contém poucas calorias. O seu suco também é usado para fins terapêuticos.É amplamente consumida na culinária italiana como acompanhamento, sendo fervida e temperada com azeite e vinagre (ou limão); conservada em picles; gratinada com molho bechamel; frita; e como condimento para massas ou sopas.Quando tenra e fresca, é excelente crua, cortada em fatias muito finas e combinada com outros vegetais em saladas. Uma das variedades de couve muito utilizada na culinária italiana é a couve de Bruxelas (Cavolini di Bruxelles) que, apesar do nome, é nativa da Itália, tendo sido introduzida na Bélgica por legionários romanos. Esta couve miniatura possui folhas redondas que formam brotos arredondados, verde-claros, constituindo saborosos pratos.A culinária italiana prepara a couve de Bruxelas de maneira simples e fácil: cozida e temperada como qualquer salada. A maneira italiana mais clássica de prepará-las é assá-las no forno com bechamel, manteiga e parmesão.Couve lombarda (Verza)A couve lombarda é uma variedade de repolho, um vegetal de inverno utilizado em várias receitas da culinária italiana, tanto na forma crua como cozida. É um ingrediente da Casoeula, uma receita típica Lombarda, e de Valtellina Pizzoccheri. Possui folhas enrugadas e encrespadas, com nervuras proeminentes de cor verde intenso; as folhas internas são branco-amareladas. A parte comestívelpode ser esférica ou subesférica, achatada ou cônica. O peso varia de 1 a 2 kg. O sabor é intenso e característico e as folhas são crocantes.A couve lombarda pode ser preparada crua, estufada ou brasa e é ingrediente de muitos tipos de sopas, com macarrão ou arroz, e de preparações como a Cassoeula, prato típico da Lombardia.Dente-de-leão (Tarassaco)O dente-de-leão é uma erva perene, que cresce espontaneamente. É difundida e conhecida na cultura popular italiana por suas propriedades e, na culinária, por seu típico sabor amargo. Todas as partes da planta, desde as folhas, até as raízes e as flores são usadas. Seu suco, ou látex, é muito amargo. O principal uso do dente-de-leão na culinária italiano é no preparo de saladas; oferecendo excelente combinação com o agrião, devido a suas folhas mais tenras. Suas folhas também podem ser cozidas, sendo consumidas com azeite e vinagre ou cozidas em uma panela com azeite e alho. São, também, muito usados como ingrediente principal de sopas e omeletes. Os brotos das flores e os botões podem ser armazenados em salmoura ou em vinagre para serem usados como uma espécie de alcaparras. Uma parte muito boa e pouco conhecida é a raiz do dente-de-leão, que pode ser cozida e temperada com azeite, oferecendo um prato delicioso.Escarola (Scarola)Muitas vezes confundida com a chicória e embora sejam do mesmo gênero, o Cichorium, a escarola é um vegetal com sabor fresco e delicado, do qual as folhas são comestíveis. A variedade belga possui a forma de um grande charuto de cor creme, porque é cultivada no escuro, técnica que permite que as folhas permaneçam brancas e mais doces ao palato. Pode ser consumida crua ou cozida.Espinafre (Spinaci)O espinafre é um vegetal com folhas verdes carnudas, típico do inverno italiano; está entre os vegetais frescos mais usados na culinária italiana. Famosa por seu conteúdo de ferro, fornece excelentes valores nutricionais ao organismo.O espinafre é um alimento precioso na culinária italiana, sendo utilizado no preparo de receitas saborosas e, também, para ser consumido cru, em saladas, utilizando-se espinafres ainda jovens, tenros e com folhas suaves.A culinária italiana utiliza o espinafre como ingrediente de várias receitas. Quando crus, são um dos ingredientes do vinagrete; quando cozidos, são ideais para orecheio de croquetes, tortas salgadas ou massas frescas, como o famoso ravioli de ricota e espinafre, sendo ainda usados para pudins ou flans. Muitas receitas da tradição italiana utilizam o espinafre como ingrediente principal, como o erbazzone, o bolo Pasqualina e o strangolapreti do Trentino.Pepino (Cetriolo)O pepino (Cucumis sativus) é um vegetal pertencente à família Cucurbitaceae, cultivado desde a Antiguidade para fins alimentícios. Composto por 96% de água e quase sem calorias, é um vegetal tipicamente de verão, para ser consumido cru em saladas. É também o ingrediente principal do molho grego feito com iogurte e alho, chamado Tzatziki.Na Itália, os pepinos são consumidos predominantemente crus, em refrescantes saladas de verão.Pimenta (Peperoncino)A pimenta, assim como o pimentão, pertence ao gênero Capsicum L., plantas da família Solanaceae. Existem centenas de espécies de pimentas que podem ser picantes, doces ou ornamentais. A capsaicina contida nelas é o alcaloide que determina sua ardência. É um condimento muito popular e há muitas preparações à base de pimenta, como páprica, tabasco, curry ou chutney. Na culinária italiana, a pimenta pode ser consumida fresca, seca, defumada, cozida ou crua para dar sabor e aromatizar qualquer tipo de prato feito de carne, peixe, macarrão ou molhos. Na Itália, é amplamente utilizada como base de pratos regionais, principalmente em todo o Sul da península. Na Calábria, por exemplo, é ingrediente para a típica nduja; e na Basilicata, é usada no farelo de pimentas. Pelo sabor que dá aos pratos, a pimenta é um "culto" na cozinha italiana. O espaguete temperado simplesmente com alho, óleo e pimenta, é um prato italiano riquíssimo em sabor.Algumas variedades de pimenta são recomendadas para consumo imediato e outras, como a Habanero, por exemplo, podem ser secas e moídas. Desta forma, aumenta a concentração de capsaicina e, portanto, sua ardência. Um excelente tempero para qualquer prato é o óleo de pimenta, que pode ser facilmente preparado em casa. Pimentão (Peperone)O pimentão é um vegetal da família Solanaceae. De todos os vegetais que o verão italiano oferece, os mais coloridos e saborosos são os pimentões. O pimentão italiano é mundialmente conhecido não só pela sua qualidade, mas também pela sua versatilidade em várias receitas, constituindo um ingrediente básico nas receitas da Itália. Um condimento sem igual, superado apenas pelo seu uso como ingrediente principal. A palavra italiana para pimentão é peperone e seu plural é peperoni. O pimentão adiciona cor, textura e doçura e seu sabor distinto combina bem com outros ingredientes italianos. É encontrado nas variedades verde, vermelha, amarela, laranja, branca e roxa. O pimentão verde é menos doces e um pouco mais amargo do que o pimentão vermelho, amarelo ou laranja. Comparado ao pimentão verde, o pimentão vermelho possui mais vitaminas e nutrientes e contêm licopeno. O sabor do pimentão pode variar dependendo do armazenamento e das condições de cultivo.O pimentão pode ser consumido cru, em saladas, no pinzimonio ou no Bagna Caoda, um prato típico do Piemonte à base de anchovas, onde o pimentão e outros vegetais são mergulhados. Outro prato típico italiano feito com pimentão é o Peperonata, no qual todas as variedades são adequadas para o seu preparo, que pode incluir ainda batatas e carne moída, refogados em molho de tomate, doce e azedo. Outra receita tradicional da culinária italiana é o pimentão recheado. Para esta receita, o pimentão arredondado é mais indicado, podendo ser recheado à vontade com carne, salsicha, atum, outros vegetais e assados no forno. O pimentão também é um dos vegetais presentes na caponata, um prato típico da culinária da Sicília, que consiste em beringela salteada em um refogado de tomate e cebola em azeite, temperado com alcaparras, vinagre e açúcar. Refogado, frito ou recheado, as receitas italianas de pimentões oferecem uma experiência gastronômica única.Repolho (Cavolo)Pertencente à família Cruciferous, o repolho (Brassica Oleracea) é um vegetal típico do inverno italiano, tendo folhas ou inflorescências, que ainda não amadureceram, comestíveis. São ideais para uma dieta saudável e equilibrada.Na culinária italiana, o repolho é usado para o preparo de sopas, minestrone e risotos. Pode ser consumido cru, em saladas, ou cozido, como acompanhamento de diversos pratos. Uma das formas mais típicas de consumo é cozido em um pouco de água salgada com adição de vinagre e servido quente com manteiga derretida, pimenta e sal.Existem muitas variedades cultivadas que diferem em forma, cor e sabor. Uma delas é o repolho preto, também chamado de "repolho preto da Toscana" ou "repolho caneta". O repolho preto é um vegetal de inverno com múltiplas propriedades: prevenção de várias formas de câncer, úlcera gástrica e colite ulcerativa, além de apresentar baixas calorias. Esta variedade de repolho, típica da culinária toscana, possui uma folha longa, verde intenso com reflexos quase azuis, tendo sua costela mais clara. A superfície da folha é cheia de bolhas. Seu cheiro é ácido.O repolho preto é um ingrediente fundamental da culinária toscana e da famosa ribollita, uma sopa de feijão com pão amanhecido e vários vegetais. É também excelente para o preparo de sopas e, muitas vezes, é combinado com feijão.Na Toscana, também é usado para o preparo de Cavolo nero con le fette (repolho preto em fatias); e de bruschetta, onde é usado em pão torrado. Ou, ainda, bem cozido e refogado em uma panela com alho e óleo.Outra variedade muito apreciada na culinária italiana é o repolho romanesco (Cavolo romanesco), também conhecido como repolho de brócolis romanesco, repolho romano ou, simplesmente, brócolis. O brócolis surpreende pela perfeição do design de suas florzinhas, que são repetidas como fractais. surpreende pela perfeição do design de suas florzinhas, que se repetem como fractais. É uma das hortaliças de uso mais antigo. Sempre presente na culinária italiana, dependendo da preparação, além das cabeças, também se utilizam as folhas mais tenras, que são excelentes e definitivamente melhoram o sabor de qualquer preparação à base de couve-flor.De cor verde clara brilhante, possui formas muito especiais e sabor doce. O brócolis romano, assim como toda variedade de repolho, pode ser consumido cru, temperado com azeite, sal e limão; ou cozido de várias maneiras: cozido e refogado em uma panela, frito ou usado em sopas.Rúcula (Rucola)A rúcula é conhecida desde a Antiguidade pelo seu perfume aromático e sabor ligeiramente picante e absolutamente inconfundível, bem como por suas propriedades estimulantes, depurativas, digestivas e afrodisíacas. Apreciada por seu sabor picante, as folhas frescas de rúcula são amplamente utilizadas em saladas e molhos; para enriquecer sanduíches e pizzas; realçar alguns queijos macios; e ideais com carpaccio de carne ou bresaola. Quando cozida, combina perfeitamente com macarrão, arroz, ovos cozidos, recheios de carne e sopa de legumes.Suas sementes também podem ser usadas, por exemplo, para substituir sementes de mostarda, ou para fazer óleo. Batida com pinhões e queijo parmesão, é um dos ingredientes básicos da clássica salada misticanza. O pesto de rúcula é um excelente molho para complementar vários tipos de massa, além de ser um ótimo acompanhamento de arroz e batatas. Tomate (Pomodoro)O famoso pomodoro, ou tomate para nós brasileiro, são frutos carnudos de uma planta de solanácea nativa da América Latina. Possuem características muito diferentes dependendo da variedade, em termos de cor, forma, tamanho e características de sabor. Na Europa, foi cultivado por muito tempo apenas para fins ornamentais, uma vez que os frutos não eram considerados comestíveis. Recebeu poderes misteriosos e afrodisíacos e, por essa razão, foi empregado em poções mágicas pelos alquimistas dos séculos XVI e XVII. Hoje, são considerados aliados preciosos da saúde, sendo a base de muitos pratos da cozinha mediterrânea.Dependendo da variedade, o tomate é amplamente usado em saladas, sopas, molhos, condimentos, conservas, sucos e coquetéis, como o famoso Bloody Mary. São saborosos recheados e com mussarela, o chamado "caprese", um dos pratos típicos da gastronomia italiana à base de tomate.A Itália se orgulha de ser o principal produtor de tomates da Europa. O país produz entre seis e sete milhões de toneladas de tomates por ano em suas principais regiões de cultivo: Emilia Romagna e Campagna, no Sul; Puglia, no Norte, e Sicília. A cultura italiana divide os tomates em duas classes: insalata e Pomodori. Insalata são os tomates adequados para uso em saladas, consumidos crus; são arredondados, de superfície lisa e/ou divididos em uma espécie de segmentos. Pomodori são os tomates para cozinhar, incluindo-se uma série de receitas, inclusive, o molho de tomate. Para esta finalidade culinária, os tomates são piriformes (em forma de pedra), alongados, muito carnudos e de uma cor vermelha intensa.Também são usados para fabricação de tomates secos e conservas, sendo os mais adequados os que possuem frutos pequenos, vermelhos ou amarelos, redondos, ovais ou piriformes, muitas vezes agrupados. Um dos tipos mais utilizados na preparação de molhos é o San Marzano. Também chamado depomodoro San Marzano ell'Agro Sarnese-Nocerino, é considerado como o melhor tomate do mundo para o preparo de molhos. É a variedade de tomate que produz um dos molhos de tomate mais apreciados na culinária italiana, particularmente no uso empizzas. O tomate San Marzano apresenta tamanho médio, com formato retangular, muitas vezes terminando-se em ponta. Apresenta baixo conteúdo de glicose e acidez e é o mais adequado para conservação e enlatados.Comparados com os mais conhecidos tomates de Roma, os tomates San Marzano são mais finos e pontiagudos em sua forma. A carne é muito mais grossa, com menos sementes, e o gosto é muito mais forte, mais doce e menos ácido, sendo descrito como agridoce.O tomate é bastante colorido, saboroso e versátil, sendo, portanto, usado em abundância na culinária italiana. O molho de tomate é um pilar da cozinha italiana, saladas de tomate com queijo ou simplesmente tomates em conserva compõem o sabor autêntico da Itália.Usado para temperar massas ou consumido cru em saladas, o tomate deve sempre ser acompanhado por um pouco de azeite extra virgem ou um copo de vinho tinto, ampliando a assimilação pelo organismo das vitaminas lipossolúveis e aumentando a atividade antioxidante do licopeno.Topinambour (Topinambour)Abandonado há anos e atualmente reavaliado pela culinária italiana, o topinambour tem sido, durante décadas, um alimento substituto da batata. É um tubérculo comestível, com polpa carnuda e esbranquiçada, que oferece um sabor delicado e doce, semelhante à alcachofra e próximo ao sabor e consistência da batata. Sem similar conhecido no Brasil, o topinambour pode ser consumi cru, em saladas, cortado em fatias finas e temperado com óleo, salsa e cebola, ou cozido. Assim como as batatas, pode ser frito ou usado, utilizado para fazer panquecas ou purê, com adição de manteiga. Na culinária piemontesa são típicos da bagna cauda e do fondue.Os tubérculos de topinambour mais adequados para uso na culinária devem ser firmes, com casca acastanhada violeta, sem dentes ou lesões. Os melhores são alongados, cor-de-rosa e lisos.Vagem (Fagiolini)Também chamados de Bobis, boby, bobby ou cornetti, são as vagens imaturas do feijão Phaseolus vulgaris, da família Papilionaceae. Na variedade boby, estes grãos possuem cor verde profunda e forma alongada e fina; a semente é branca. Crescem em plantas anãs ou trepadeiras; De alguma dessas plantas são consumidas as vagens (feijão verde) e de outras as sementes (feijão). As vagens e sementes são consumidas em saladas com cebola ou alho, temperadas com azeite e vinagre ou limão. Na Puglia, são encontradas como especialidades em óleo. Quando cozidas em uma panela, com tomate, por exemplo, devem primeiro ser fervidas um pouco al dente (por cerca de 5/8 minutos). Podem ser usadas no preparo de omeletes, tortas salgadas ou servidas como primeiros pratos, acompanhadas de batatas cozidas. A culinária italiana possui muitas elaborações com vegetais e hortaliças. Espinafre, tomate, cardo, aspargo, abobrinha, berinjela e outros citados acima, são apenas alguns deles. Versatilidade é a magia que faz desses vegetais o principal ingrediente da culinária italiana.O tempero certo para cada pratoHá temperos que nos lembram certas gastronomias e o italiano, no qual o sabor, o bom produto e as nuances intensas prevalecem, é um deles. É claro que na culinária italiana, o equilíbrio entre ingredientes é essencial, assim como as suas especiarias, que dão um toque especial a cada prato. As mais utilizadas são orégano, sálvia, manjericão, tomilho, erva-doce, hortelã, estragão, salsa e alecrim. Se há um tempero essencial na culinária italiana, é o manjericão. Seja para o famoso pesto genovês ou como um condimento nas pizzas, o manjericão dá sabor fresco e envolvente que o torna um dos temperos mais usados na culinária italiana. Além das duas elaborações anteriores, o manjericão é perfeito para fazer um óleo que serve para dar sabor a um bom cozido ou a uma salada. O orégano também é um dos temperos mais usados na culinária italiana e serve como um intensificador de sabor para todos os tipos de pratos. Pode ser usado fresco e seco para ser adicionado em molhos, ensopados ou mesmo em saladas. Outro dos usos mais comuns do orégano é para marinar peixes ou aves e, além disso, pode-se adicionar um pouco de orégano a uma sopa ou a um caldo. O alecrim é um tempero muito especial e poderoso, com um toque amargo, por isso, é preciso saber como dosar. E, a culinária italiana o faz perfeitamente, utilizando- o em guisados de carne ou peixe. É, também, uma das especiarias mais utilizadas na culinária italiana para aromatizar os mais variados tipos de arroz.O tomilho é, junto com o orégano, uma das principais especiarias da culinária italiana. Normalmente, é usado em salsichas ou para temperar molhos, aos quais também pode-se acrescentar alecrim ou louro, por exemplo. A culinária italiana o adiciona em caçarolas e caldos de peixe e legumes. Assim como o orégano, amplia o sabor dos outros ingredientes, com um toque especial.A cebolinha, como o próprio nome sugere, lembra a cebola, embora com um sabor mais apurado. Sua aparência em nada lembra a cebola; possui galhos longos e uma poderosa tonalidade verde. A culinária italiana a utiliza em praticamente todos os tipos de elaborações, tanto para temperar, quanto para decorar os pratos. É ideal para peixes com cozimento curto, tortilhas e ovos mexidos, sopas, acompanhamentos de queijo ou para decorar todos os tipos de pratos frios. A salsa também é amplamente utilizada na culinária italiana para acompanhar todos os tipos de pratos, aos quais traz um pequeno toque familiar de frescor. Por esta razão, é o acompanhamento ideal para molhos de peixe e pratos leves de verão, como o linguine a le vongole. É também frequentemente acompanhado de alho.A sálvia é um tempero muito aromático, mas também muito amargo, que deve ser usado em pequenas quantidades e, se possível, fresco. Na cozinha italiana, é usada juntamente com manteiga finamente fatiada para o preparo de molhos ou recheios de massas, especialmente o ravioli. Também pode ser adicionada a guisados de carne, como o saltimbocca alla romana.
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22/05/2018
VINDIMA GÓES 2018 - UMA EDIÇÃO ESPECIAL QUE INICIA AS COMEMORAÇÕES DOS 80 ANOS DA VINÍCOLA GÓES
Empresas são como pessoas, traçam planos, compartilham momentos, superam crises, escrevem sua história e evoluem com o tempo. Assim pode ser definida a trajetória da Vinícola Góes, tradicional empresa brasileira, que em 2018 completa 80 anos de história.Desde 1938, de geração em geração, a família de Gumercindo Góes, um dos pioneiros produtores de vinho do Brasil, mantém a dedicação e cuidado na produção das uvas e elaboração de seus vinhos para agradar o paladar brasileiro. Para festejar o octogésimo aniversário, a Vinícola Góes terá diversos momentos de comemoração ao longo do ano, em agradecimento a todos que estão e estiveram compartilhando com a empresa e com seus produtos os bons momentos ao longo de suas vidas.O primeiro destes momentos é a XII Edição da Vindima, a VINDIMA GÓES 2018, evento muito aguardado por visitantes e turistas de todos os Estados que visitam anualmente a vinícola, trazendo família e amigos. A trajetória da Vinícola Góes é contada pelos membros da família e da equipe da Vinícola, dando início ao encontro. Posteriormente, o visitante é levado por um charmoso trenzinho até o vinhedo. Durante o trajeto, é possível se desconectar da cidade grande, aproveitar o clima da região e participar de um bate papo descontraído, onde são apresentadas as curiosidades da região, do plantio e da colheita da uva, reforçando a importância da cultura vitivinícola em São Roque.Chegando aos vinhedos, os participantes podem colher as uvas diretamente das videiras. Em seguida o processo da elaboração do vinho é apresentado no interior da área de produção. O enólogo Fábio Góes é quem revela os segredos da produção de boas safras.Ainda no interior da fábrica, se inicia um dos marcos de todo o evento, a tradicional Pisa da Uva. Todos são guiados para reviver a história da produção do vinho, de forma nostálgica e encantadora, pisando as uvas ao som de músicas típicas, despertando recordações emocionantes, em meio a muita animação e felicidade.Para finalizar o passeio, todos são convidados a fazer um brinde de celebração da farta colheita e desfrutar, em meio ao ambiente das videiras, um almoço típico português, acompanhado de toda a linha de produtos da Vinícola Góes. O retorno à sede conclui o passeio, que sempre reserva algumas surpresas. Referência no setor vitivinícola brasileiroFundada em São Roque, interior de São Paulo, a Vinícola Góes iniciou suas atividades oficialmente em 1938. Localizada na Estrada do Vinho, a empresa atua no setor vitivinícola brasileiro, produzindo os mais variados tipos de vinhos tintos, brancos, finos e frisantes, além do chopp de vinho e sucos de uva. Além disso, mantém ainda um campo experimental, onde são testadas diversas variedades de uvas, desde as europeias, como Cabernet Sauvignon, Merlot Tannat e Chardonnay, até as desenvolvidas no Brasil pela EMBRAPA, como a Lorena, Violeta, entre outras. A Vinícola Góes conta com modernos equipamentos de vinificação e estocagem, com capacidade de produção de 10 milhões de litros/ano. Seus vinhos são distribuídos nas principais capitais brasileiras e estão entre as marcas mais lembradas na produção nacional.Impulsionando ainda mais a vitivinicultura, as festas do vinho, realizadas pela empresa ajudaram a divulgar os produtos da Vinícola Góes por todo o cenário nacional. Todo esse patrimônio empresarial é dirigido pelos filhos e netos de Gumercindo Góes, a terceira e quarta geração do patriarca Nhô Dito Góes, que começou como um simples lavrador e, juntamente com outros pioneiros, transformou Canguera no Vale nas Adegas e a Vinícola Góes em uma das principais vinícolas da cidade. Há cinco anos, a empresa iniciou pesquisas para produzir uvas nobres em São Roque. Já é possível colher as safras e os enólogos estão trabalhando para o desenvolvimento de um novo vinho, feito inteiramente em terras paulistas. Muito antes do enoturismo se transformar em uma alternativa de lazer, Gumercindo Góes, fundador da empresa, já sabia do caráter social do vinho e do prazer que proporcionava. Assim, a Vinícola Góes foi uma das pioneiras a apresentar o tour guiado pela fábrica, oferecendo aos visitantes um passeio no parreiral para conhecer todas as etapas da produção de um vinho, o chamado enoturismo, que vem crescendo consideravelmente a cada ano. Além do agradável passeio, os visitantes podem degustar toda a gama de produtos Góes, recepcionados por enólogos e especialistas da empresa.Atualmente, a Vinícola Góes recebe cerca de dois mil turistas por final de semana, de diversas regiões do Brasil, interessados em conhecer o universo do vinho, resgatando a tradição história e potencializando o comércio na região. Todo o trabalho e qualidade de seus vinho, rendeu à Vinícola Góes várias premiações. Na primeira safra, em 1963, obteve um de seus principais prêmios, em primeiro lugar com seu vinho Rosado Licoroso. Em 1973, ano do último concurso oficial de vinhos realizado, foi o grande premiado, sendo agraciada pelo 1º prêmio de vinho tinto de mesa seco, o mais importante prêmio concedido na festa do Vinho. Na 22ª Avaliação Nacional de Vinhos, o vinho Cabernet Franc, produzido exclusivamente com uvas paulistas, foi escolhido como um dos 16 melhores vinhos do Brasil.A Góes é considerada a marca de vinhos mais conhecida do Estado de São Paulo e por dois anos consecutivos foi prêmio Top of Mind da revista Consumidor Moderno. Além disso, a Vinícola recebeu diversos prêmios em Concursos Nacionais de Vinho. vinicolagoes.com.br
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21/05/2018
16ª EDIÇÃO DO CONCURSO MUNDIAL DE BRUXELAS ABRE INSCRIÇÕES NO BRASIL
Destinado a produtores de vinhos e destilados, o Concurso Mundial de Bruxelas dá início à seleção de produtos nacionais.Estão abertas as inscrições para o 16º Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil -, um dos mais importantes concursos de vinhos e destilados do mundo. Há 25 anos, a premiação seleciona mundialmente os melhores vinhos e destilados, com o intuito de oferecer ao consumidor final a garantia de um produto de qualidade.Os valores de inscrição com desconto para o primeiro lote estavam disponíveis até o dia 15 de novembro de 2017.Aqui no Brasil, o concurso é organizado pela empresa belga Vinopress, em parceria com a revista Vinho Magazine, e tem como objetivo dar visibilidade para o crescimento da qualidade dos produtos nacionais, aumentando assim suas vendas. De acordo com pesquisas realizadas com os produtores que possuem o selo do concurso, os produtos laureados com a medalha do Concurso Mundial de Bruxelas têm um aumento de até 30% nas vendas.A cada edição, o evento é realizado em um novo local, sempre com o intuito de valorizar diversas regiões produtoras. Em 2018, a 16ª edição será realizada no mês de abril, em Recife, PE, Estado em que se concentram diversos produtores de destilados e grandes vinícolas. ?Nosso objetivo para este ano é atingir o número de 500 rótulos concorrendo, entre vinhos, cachaças e outros destilados. Destes, apenas 30% recebem o selo?, explica Zoraida Lobato, organizadora do concurso no Brasil.O evento tem a coordenação dos jornalistas Eduardo Viotti, do Brasil, e Baudouin Havaux, da Bélgica. Os jurados são especialistas em vinhos e destilados, enólogos, jornalistas e formadores de opinião, que representam diferentes países, entre eles Alemanha, Bélgica e Brasil. Para mais informações: concurso@marketpress.com.br ou facebook.com/concursomundialdebruxelas/
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21/05/2018
GEORGES AUBERT MOSCATEL GANHA MEDALHA DE OURO EM CONCURSO DE ESPUMANTES
Em seu relançamento através da CRS Brands, o clássico espumante da Serra Gaúcha, uma das marcas pioneiras da bebida no Brasil, já está de novo entre os melhores do país.O Concurso Espumante Brasileiro 2017, promovido há 10 anos pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), acaba de premiar os melhores produtos da categoria no país. Em evento realizado no município de Garibaldi, RS, entre os dias 18 e 20 de outubro, a marca pioneira de espumante Georges Aubert, relançada pela CRS Brands em junho deste ano, já foi agraciada com medalha de ouro.Entre mais de 300 espumantes de 80 vinícolas diferentes inscritos no concurso deste ano, foi a versão Moscatel que ganhou destaque. Opção para quem prefere uma bebida mais suave e frutada, o espumante tem 7,5% de teor alcoólico e sabor adocicado que se harmoniza com a acidez natural das uvas Moscatel. Ideal para ser saboreado com doces e frutas.Considerado a principal janela para o mundo dos espumantes brasileiros, o X Concurso do Espumante Brasileiro reuniu um júri formado por 53 profissionais entre enólogos, sommeliers e jornalistas especializados. Ao todo, foram 97 espumantes que alcançaram a pontuação máxima correspondente a medalha de ouro, ou seja, de 88 a 91 pontos, conforme normas internacionais.Para o diretor comercial e de marketing da CRS Brands, Lourenço Filho, ser agraciado com tão importante premiação denota que a empresa acertou em relançar a marca Georges Aubert. ?Para a CRS é motivo de orgulho receber a medalha de ouro com um produto que tem apenas poucos meses de mercado?, afirma. "É um importante reconhecimento para o trabalho cuidadoso que a empresa tem feito com esta marca tão importante para a história do espumante brasileiro".O "brasileiro de alma francesa", criado em 1951, pelo francês Georges Aubert, celebra o momento de renovação com a mesma tradição e qualidade em outras três opções de rótulos, além do Moscatel, para brindar com estilo em todos os momentos: Brut, Brut Rosé e Demi Sec.A CRS Brands, que se destaca entre as mais expressivas indústrias brasileiras de bebidas alcoólicas da América Latina, é também detentora de diversas marcas, como Chuva de Prata; vinhos Dom Bosco e Massimiliano; Sidra Cereser; vermute Cortezano; vodcas Kadov e Roskoff; aguardente 88; aperitivo com malte whisky Chanceler e, agora, a grande novidade dos espumantes Georges Aubert. Com unidades fabris em Jundiaí, SP, e em Suape, PE, que juntas somam capacidade para armazenar até 20 milhões de litros, seus produtos são exportados para mais de 40 países na América Latina, África e Ásia. espumantesgeorgesaubert.com.br
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21/05/2018
TERRAÇO ITÁLIA CHARME E REQUINTE NO TOPO DA CIDADE
Situado em um dos prédios mais icônicos e imponentes da cidade de São Paulo, o Terraço Itália traz consigo um legado de história e tradição. Um protagonista na cena paulistana que surpreende e encanta clientes e visitantes há quase 50 anos.Um presente para São PauloEm 1948, Evaristo Comolatti desembarcou em Santos, carregando como tantos outros imigrantes, uma bagagem de sonhos. Com seus dotes de grande determinação, inteligência, bom senso e forte espírito empreendedor, iniciou sua caminhada contra os obstáculos de uma terra desconhecida. Dia após dia, ano após ano, trabalhando em ritmo frenético e constante, começaram a surgir sua primeiras empresas, uma após a outra, mas sempre voltadas ao segmento automotivo, constituindo, assim, o Grupo Comolatti.Ainda que realizado e orgulhoso com seus empreendimentos, Evaristo Comolatti sentia que devia algo para a cidade de São Paulo. Certo dia, em visita às obras do edifício Itália, impressionou-se diante das dimensões da estrutura daquele prédio projetado por A. Franz Heep no início da década de 60 e inaugurado em 1965. Considerado um dos marcos da arquitetura brasileira, o Edifício Itália possui 165 metros de altura, distribuídos entre 46 pavimentos, que são servidos por 19 elevadores, atendendo aos andares do escritório, uma galeria com lojas e sobrelojas, teatro e, particularmente, um maravilhoso terraço na cobertura do edifício.Ao chegar ao topo daquele que era o edifício mais alto da cidade, deparou-se com uma vista deslumbrante da cidade que o acolhera e para qual tinha tanta gratidão. No intuito de possibilitar aos visitantes desta cidade a visão do desenvolvimento e a pujança do povo dessa que era a sua segunda pátria, decidiu presentear a cidade instalando ali um luxuoso restaurante. As obras iniciaram imediatamente e em 29 de setembro de 1967, pelas mãos do prefeito Faria Lima, era inaugurada a mais bela vista panorâmica da grande metrópole paulistana: o Terraço Itália Restaurante, cartão de visita da cidade, o mais sofisticado ponto de encontro de celebridades e personalidades.O tempo passou, a cidade de São Paulo cresceu ainda mais e as pessoas tiveram que se adaptar a um novo ritmo. Hoje, após cinco décadas de história, o Terraço Itália Restaurante mantém intacto o alto padrão de seus serviços, se adaptando as novas exigências de mercado e mantendo o título de cartão postal da cidade de São Paulo. Do alto de seus 160 metros de altura e completando 50 anos de história e tradição, o Terraço Itália é um marco da cidade de São Paulo. Servindo com requinte e sofisticação sob os cuidados de uma equipe altamente qualificada, alia o mais concorrido Skyline da cidade à tradicional gastronomia italiana, tornando a experiência única e inesquecível.Dotado de ambientes elegantemente decorados e atmosfera cosmopolita, o Terraço Itália é um complexo de lazer, gastronomia e eventos, com versatilidade para sediar almoços, jantares com piano e música ao vivo, eventos sociais e corporativos. Com adega composta por mais de 200 rótulos selecionados dentre bons produtores do velho e novo mundo, suas salas, restaurante e bar, são cenário perfeito para o entretenimento e o desfrute de bons momentos na cidade de São Paulo.Famoso pelo caráter romântico e tido como um dos melhores lugares para ir a dois em São Paulo, seu Piano Bar é conhecido pela excelente carta de drinks e o serviço atencioso de uma equipe treinada dentro de rigorosos padrões de qualidade. Hoje, o grande charme de se frequentar o Piano Bar é, justamente, a variedade de artistas e repertórios que o espaço oferece. O Trio de Jazz do Terraço se apresenta de quarta a sábado, mantendo a atmosfera musical com a cidade aos seus pés. Seu concorrido almoço, servido na Sala Nobre, que ganhou novos ares em 2015, é uma festa para os olhos e o paladar. Inclua-se aí os almoços aos sábados e o tradicional Buffet Italiano dominical, que atraem muitos visitantes esãoprogramasimperdíveis. A Sala Panorama, por sua vez, reúne em um belo ambiente, boa gastronomia e música ao vivo. E a Sala São Paulo permite a realização de eventos sociais e corporativos com a elegância e experiência de quem entretêm e encanta visitantes e clientes há quase 50 anos. Bodas de Ouro Cinco décadas, cinco chefs, cinco mixologistas, cinco drinks e cinco menus com prato principal em releitura marcam as comemorações dos 50 anos do Terraço Itália e contaram a história do restaurante através de uma série de eventos que começaram em maio e terminaram no final de setembro.Bodas de Ouro mais do que merecidas deste casamento feliz e duradouro com a cidade de São Paulo e que tem ainda muita estrada pela frente a percorrer. Ícone presente no imaginário de quem vive ou visita a capital paulista, o restaurante tornou-se um complexo com intensa vida em suas salas, bar e varanda, permitindo uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade. Convidados a interpretar alguns dos clássicos mais pedidos na época em que o Terraço Itália nasceu, os chefs Marco Renzetti (Osteria del Petirosso), Pier Paolo Picchi (Picchi), Roberto Ravioli (Casa Ravioli), Gianpiero Giuliani (Due Cuochi), e a dupla Salvatore Loi & Paulo Barros (Modern Mamma Osteria), assinaram a cada mês um menu em cartaz durante 30 dias no restaurante, incluindo entrada, prato principal e sobremesa, servido apenas no jantar. Para receber a nata da cucina italiana, o chef toscano Pasquale Mancini, do Terraço Itália acompanhou e coordenou a adaptação dos menus criados por estes consagrados chefs durante os cinco meses de comemoração.O prato principal de cada um dos menus trazia uma releitura atual de um clássico do restaurante, adaptado de acordo com a criatividade e percepção do chef convidado. Marco Renzetti abriu as comemorações, no mês de maio, com o primeiro menu, que incluia: de entrada, o Mil Folhas de Legumes da Estação com Redução de Queijo Parmesão; como prato principal, a releitura da famosa Lagosta ao Thermidor; e, de sobremesa, o Fondant de Chocolate com Calda de Figo e Brandy.Na sequência, em junho, Pier Paolo Picchi, apresentou o seu menu: Capellini de Palmito Pupunha, Brotos, Flores e Alici; Ravioli de Truta com Manteiga Noisette de Amêndoas e Redução de Laranja Bahia, revisitando a famosa Truta com Amêndoas da época; e, como sobremesa, Pão, Chocolate e Pera.Roberto Ravioli assinou o cardápio do mês de julho, que incluia como entrada Torre Cruda del Mare (tartar de atum, abacate e lagostim, com tempura de abacate e crisps de quinoa); um remake do Steak Diana com Dry Aged e funghi Porcini; e Suflê ao Cioccolato con Nutella e Crema di Mascarpone.Em agosto foi Gianpiero Giuliani quem assumiu as caçarolas do restaurante, servindo Polenta Cremosa com Taleggio DOP e Mostarda de Cremona; Ravioli Aberto de Pato e Porcini com Redução de Laranja Lima, uma versão moderna do Pato com Laranja; e Duas Texturas de Mascarpone Italiano com Compota de Figo, Mel Trufado e Farofa de Cantucci Toscano.Salvatore Loi e Paulo Barros fecharam a temporada e assinaram o menu em setembro, com Gnocchi Recheado com Espinafre e Molho de Tomate Fresco com Manjericão, seguido de Camarão Rosa com Cebolas Confitadas e Gelatina de Água De Coco Verde, uma releitura do Camarão com Coco; e Crostata de Ricota com Chocolate e Caramelo com Flor de Sal, para a sobremesa.Já no universo etílico, os barman Fábio La Pietra, Spencer Amereno, Marcelo Serrano, Jean Ponce e Laércio Zulu, assinaram a cada mês um drink em cartaz durante 30 dias no restaurante, do mês de maio até o mês de setembro.Após uma pesquisa minuciosa, descobriu-se em cardápios antigos do Terraço Itália uma série de drinks que eram servidos na casa. Uma grande quantidade de anotações de diversas épocas. O mais curioso é que o material estava separado por datas e com anotações manuscritas sobre quantidades com maior saída na casa. Como os arquivos estavam soltos e nas anotações constavam apenas os elementos dos drinks, surgiu a idéia de separar esses elementos por décadas. Foi feita uma contagem manual, a cada dez anos, para encontrar os ingredientes/bebidas que foram mais consumidos. Dessa forma, chegou-se aos drinks que fizeram mais sucesso na história do Terraço Itália em 50 anos. Algo muito particular e que, certamente, trouxe uma memória afetiva aos frequentadores de diferentes épocas.Para prestigiar os novos nomes da mixologia, o Terraço Itália convidou renomados profissionais para fazerem parte dessa homenagem ao grande ícone da cultura italiana de São Paulo. Em maio, Marcelo Serrano apresentou o Drink com Bitter (década de 70); em junho, Zulu Bartender preparou o Drink com Creme ou Licor Cremoso (década de 80); em julho, Spencer Amereno ofereceu o Drink Livre (década de 90); em setembro, Jean Ponce reviveu o Drink com Martini e Gin (década 90); e, em setembro, Fabio La Pietra apresentou o Drink com Prosecco (década de 10). Vários motivos para subir ao 41º andar Além da vista de tirar o fôlego, dos ambientes elegantemente decorados e do serviço impecável, o Terraço Itália oferece alta gastronomia italiana, com a assinatura elegante do Chef toscano Pasquale Mancini, que traduz toda a tradição e simplicidade da culinária toscana nos pratos do seu menu. Ingredientes frescos, selecionados e, muitos deles, originalmente italianos compõe cada criação, tornando a experiência de jantar a 165 metros de altura uma festa aos olhos e ao paladar.Melanzane alla Parmigiana (berinjela a Parmigiana); Insalata Caprese (tomates, mussarela de búfala e folhas de manjericão); Insalata di Stagione (variedade de folhas, palmito, tomate e queijo Brie); Polenta Cremosa con Funghi Trifolati e Pecorino (Polenta cremosa servida com cogumelo e queijo Pecorino); Salmone Marinato con "Mandioquinha" Croccante e Crema di Mascarpone (salmão marinado com mandioquinha crocante e creme de Mascarpone); Insalata di Gamberoni e Quinoa con Olio Profumato alle Herbe (salada de camarão e quinoa ao perfume de azeite de ervas); Mille Foglie di Prosciutto di Parma (presunto de Parma com rúcula, figos e lascas de Parmesão); Carpaccio Tradizionale (carpaccio de filet mignon ao molho mostarda e Parmesão); Tartare di Manzo con Verdure Croccante e Crema di Parmeggiano (tartar de mignon com mix crocante de legumes e creme de Parmesão); Burrata con Pomodori e Prosciutto di Parma Croccante (burrata com tomate e crocante de Parma); e Selezione di Salumi (seleção de frios), são apenas as opções de Entradas... Imaginem os pratos principais, cujo menu inclui diversas opções de massas, risotos, carnes e peixes!No menu de massas... Ravioli di Mozzarella al Pomodoro (massa fresca com mussarela de búfala ao molho de tomate e manjericão); Penne Rigate (senza glutine) al Pomodoro e Basilico (massa seca italiana, sem glúten, ao molho de tomate e manjericão); Tortelli Ripieni di Zucca, Mostarda di Cremona e Amaretti (massa fresca recheada com abóbora cremosa, mostarda de Cremona e crocante de Amaretti); Mezzelune di Burrata in Crema di Pomodorini e Basilico (massa fresca recheada de burrata com creme de tomatinhos e manjericão); Tortelli Ripieni di Brie e Noci con Burro e Pepe Rosa (massa fresca recheada de Brie e nozes na manteiga e pimenta rosa); Ravioli Ripieni di Taleggio in Salsa di Tartufo (massa fresca recheada com queijo Taleggio e manteiga de trufas); Linguine in Salsa di Limone Siciliano e Gamberi (massa seca com molho de limão siciliano e camarão); Penne con Funghi e Gamberi Flambati al Brandy (massa seca com funghi e camarão flambado ao Brandy); Agnolotti ai Frutti di Mare com Bisque di Aragosta (massa fresca com frutos do mar e bisque de lagosta); Spaghetti ai Frutti di Mare (massa seca com frutos do mar); Linguine al Nero di Seppia con Ragù di Aragosta (massa seca com tinta de lula e ragú de lagosta); Pappardelle con Ragu di Anatra in Bianco (massa fresca com ragú branco de pato ao vinho de porto).Já no menu de risotos, as opções são: Risotto di Melanzana e Pecorino con Pinoli Croccante (arroz italiano com berinjela, queijo Pecorino e pinole crocante); Risotto ai Funghi Porcini (arroz italiano com cogumelos); Risotto di Baccalá, Olive Nere e Croccante di Porri (arroz italiano com lascas de bacalhau, azeitona preta e alho poró crocante); Risotto con Limone Siciliano e Gamberi (arroz italiano com raspas de limão siciliano e camarão); Risotto ai Frutti di Mare (arroz italiano com frutos do mar); Risotto con Aragosta e Asparagi Freschi (arroz italiano com lagosta e aspargos frescos); e Risotto con Asparagi, Brie e Parma Croccante (arroz italiano com aspargos, queijo Brie e crocante de Parma).No menu de carnes e aves... Scaloppine di Vitelo al Limone con Risotto ai Funghi Porcini (escalope de vitelo ao limão com risoto de funghi porcini); Saltimbocca alla Romana con Purè di Patate (escalope de filet mignon, sálvia, presunto ao vinho tinto e purê de batata); Costolette di Cinghiale e Miele Tartufato con Patate Gratinate (carré de javali em seu próprio molho com mel trufado e batata gratinada); Contro Filetto Grigliato con Misto Forno (contra filé grelhado ao azeite de alecrim e misto de batata, tomate e cebola ao forno); Filetto di Manzo ai Funghi con Polenta Cremosa (filet mignon ao molho de funghi servido com polenta cremosa); Ossobuco di Vitello con Risotto allo Zafferano e Piselli (ossobuco em seu próprio molho com risoto de açafrão e ervilha); Costolette d'Agnello con Risotto di Radicchio Trevigiano (carré de cordeiro com risoto de radicchio trevigiano); e Filetto di Manzo al Tartufo Sott'olio con Risotto alla Parmigiana (filet mignon com lâminas de trufas negras com risoto à parmegiana).E, entre as opções de peixes e crustáceos, Salmone alla Griglia con Capperi e Risotto al Basilico(salmão grelhado com molho de alcaparrones e risoto de manjericão); Merlano in Crosta di Patate allo Zafferano e Risotto di Porri e Mandorle (filé de badejo com crosta de batata ao molho de açafrão e risoto de alho poro com amêndoas); Sogliola Grigliata in Salsa di Gamberi con Tagliolini di Verdure (linguado grelhado com molho de camarão e tagliolini de legumes); Gamberoni al Prosecco e Risotto allo Zafferano (camarão ao Prosecco servido com risoto de açafrão); Gamberoni Impanati al Profumo di Coco e Risotto di Limone Siciliano (camarão empanado com raspas de coco servido com risoto de limão siciliano e Mascarpone); Grigliata di Mare con Spaghetti alla Pescatora (misto de frutos do mar grelhados servido com espaguete em seu próprio molho); Baccalá Grigliato con Mini Patate, Pupunha e Verdure (bacalhau grelhado com mini batatas, pupunha e legumes); e Aragosta alla Griglia in Salsa di Arancia (lagosta grelhada com molho de laranja e risoto de limão siciliano).Para finalizar, uma completa seleção de doces e frutas como sobremesa. As opções incluem Baba ao Rum; Tiramisù; Doce com Pavesini, Mascarpone, Café e Cacau; Degustazione di Sorbetti (degustação de três sorvetes de frutas artesanais); Meringa al Cioccolato Bianco con Mascarpone e Fragole (merengue ao chocolate branco com Mascarpone e calda de morango); Mille Foglie all'Antica (mil folhas com creme de baunilha, chantilly e morangos); Sfera di Cioccolato con Gelato alla Crema (esfera de chocolate com sorvete de creme e calda de frutas vermelhas); Torta Caprese con Gelato Fior di Latte e Amarena (torta de amêndoas e cacau com sorvete de flor de nata e Amarena); Gelato di Mascarpone in Salsa de Cioccolato al Tartufo con Noccioline (Sorvete de Mascarpone com calda de chocolate trufada e farofa de amendoim); Semifreddo al Cioccolato e Mango (semifredo de chocolate recheada de manga); e Delizie di Cioccolato con Vino "Late Harvest" (torta Fiorentina e semifredo de chocolate com morangos flambados harmonizado com vinho).Para acompanhar a refeição, o Terraço Itália oferece uma completa Carta de Vinhos, composta por mais de 200 rótulos selecionados entre os melhores produtores do velho e novo mundo. O Terraço Itália também oferece Almoço Gourmet, unindo alta gastronomia, atendimento rápido e atencioso, segurança e privacidade em um ambiente aconchegante e sofisticado; bem como o tradicional Almoço com Buffet, composto por uma variedade de antepastos, entradas e sobremesa. Já os pratos quentes contam com um sofisticado serviço empratado com opções à escolha. Para as festas e final de ano, o Terraço Itália preparou um menu especial, que une um cardápio memorável com uma vista inesquecível!Terraço Itália Restauranteterracoitalia.com.br
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21/05/2018
VINEXPO VAI LANÇAR UMA VERSÃO PARISIENSE DO EVENTO
A Vinexpo informou as datas para a próxima exposição de Bordeaux e anunciou o lançamento de um novo evento, em Paris, em 2020, como parte da estratégia global de expansão do Grupo.A estratégia do Grupo é fundamentada na criação de soluções e oportunidades de crescimento para clientes, com o objetivo de fortalecer a posição da empresa como líder do mercado global. "Por mais de 30 anos, a marca Vinexpo vem elevando o perfil do setor de vinhos e bebidas espirituosas. Agora, é o início de uma nova era para a Vinexpo e estou convencido de que as decisões estratégicas que estão sendo tomadas hoje farão a bandeira da indústria", afirmou Christophe Navarre, presidente da Vinexpo.Bordeaux é o berço da marca Vinexpo e, como uma das mais famosas regiões vitivinícolas do mundo, ainda é um local de encontro único para profissionais do vinho e bebidas espirituosas. O evento de 2019 foi antecipado e está programado para ocorrer de 13 a 16 de maio, no Centro de Exposições de Bordeaux, o qual está sendo renovado gradualmente, além de iniciativas empresariais apresentadas nos dois últimos shows.Enquanto isso, o Grupo continua a crescer com o lançamento da Vinexpo Paris. A primeira exposição de Paris terá lugar de 13 a 15 de janeiro de 2020, no Centro de Convenções de Paris (Porte de Versailles). Existem algumas vantagens importantes para a realização de uma exposição internacional de vinhos e bebidas espirituosas na capital francesa: a sua atratividade, a sua acessibilidade e a sua imparcialidade.A organização do show em janeiro também significa que o Vinexpo Paris será o primeiro evento na agenda e, portanto, otimizará o potencial de vendas. "Uma exposição no início do ano significa que os profissionais podem planejar com antecedência e agendar as compras", explicou Guillaume Deglise, CEO da Vinexpo. "Este evento fortalecerá nossa marca como parceiro estratégico no setor de vinhos e bebidas espirituosas".Após o seu sucesso na Ásia e o lançamento da Vinexpo New York, prevista para março de 2018, a Vinexpo Paris direcionará os compradores de todo o mundo, e especialmente da Europa, que ainda consome mais de 60% do vinho mundial. O evento também pretende se tornar uma plataforma ativa para a indústria de bebidas espirituosas.A Vinexpo foi criada em 1981, por iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria de Bordeaux - Gironde. Organiza eventos de vinhos e bebidas espirituosas para profissionais da indústria e atua como parceiro internacional do setor. Possui mais de 30 anos de experiência no B2B e, portanto, tem uma compreensão aprofundada do mercado, bem como fortes relacionamentos com distribuidores chaves em todo o mundo. Executa exposições em cinco locais estabelecidos (Bordeaux, Hong Kong, Tóquio, Nova York e, em breve, Paris) e um show de turismo (Vinexpo Explorer). Isso significa que a Vinexpo cobre os três continentes com as maiores taxas de consumo e continua a ser o líder do mercado de eventos de vinho. vinexpo.com
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16/05/2018
A PUGLIA
Puglia, também conhecida como Apúlia, em português, é uma região da Itália meridional com pouco mais de quatro milhões de habitantes e 19.345 km²; sua capital é Bari. Ocupa o ?calcanhar da bota?. A Puglia faz fronteira com as regiões italianas de Molise, ao Norte, Campania, a Oeste, e Basilicata, a Sudoeste. Do outro lado do mar Jônico, para o Leste, encontra-se a Grécia e o Mar Adriático. As províncias que compõem a região de Puglia são Bari, Barletta-Andria-Trani, Brindisi, Foggia, Lecce e Taranto.A Puglia é a região menos montanhosa da Itália, formada por planícies largas e colinas baixas. As únicas áreas montanhosas são o promontório do Gargano e as montanhas Dauni, as quais não ultrapassam os 1.150 metros e estão no Norte da região.As Ilhas Tremiti, no Adriático, também fazem parte da Puglia. Esta é uma região muito quente e seca, mas é uma das maiores e mais produtivas planícies da Itália, onde uma quantidade significativa de vinho e azeite é produzido.A cidade barroca de Lecce, na região de Salento, é um destino favorito para os visitantes. Apelidada de "a Florença do Sul", a cidade está cheia de impressionantes monumentos barrocos. Outra atração da região são as famosas casas trulli, estranhas e cônicas casas brancas que foram construídas tradicionalmente sem usar argamassa, a fim de evitar o pagamento de impostos.Hoje, são as mais amadas pelos turistas e muito procuradas como casas de férias. Alberobello é uma cidade composta quase inteiramente de casas trulli e é possível ver centenas delas juntas. É extraordinário e certamente vale uma visita.Na Puglia há quilômetros e quilômetros de praias intactas, penhascos espetaculares e enseadas rochosas. Isso, junto com o clima magnífico, as lindas cidades e um campo encantador, fazem da Puglia um destino muito popular. A gastronomia é excelente, vale a pena visitar locais que produzem azeites e vinhos. Alongada entre os mares Adriático e Iônio, a antiga Apulia, a extrema região Sul oriental italiana, é uma ponte natural para o Oriente. A região é cercada por praias consideradas as mais lindas da Itália, como Torre dell'Orso, um balneário de pequenas falésias que moldam e encantam as areias de seu litoral. Outro destaque da região é a cidade de Otranto, a maior dessa parte do litoral, que possui sítios históricos que nos remetem a era da Itália medieval e ainda mantém algumas ruínas greco-romanas.Puramente mediterrânea do ponto de vista climático e da vegetação, a região apresenta modestos relevos e um sistema hidrográfico difícil, em alguns pontos tipicamente carsico; só a abertura do aqueduto Pugliese resolveu, em grande parte, a carência de água. A zona Norte de Puglia se distende na bem-servida e fértil planície de Tavoliere, à sombra de um rochoso promontório: o Gargano. A área central é caracterizada pelo amplo planalto de Murge, cortado por profundas incisões torrenciais (mangues e penhascos), e se prolonga pela estreita península salentina.A região de Puglia subdivida-se em 11 sub-regiões: Gargano, Tavoliere di Foggia, Subappennino Dauno, Murge Alte, Premurgia, Cimosa litorânea ou Terra di Bari, Murgia dei Trulli, Anfiteatro Tarantino ou subregione delle Gravine, Salento delle Murge, Tavoliere Salentino ou de Lecce e o Salento delle Serre.AS UVAS E OS VINHOS DA PUGLIAINTRODUÇÃOApesar do grande prestígio de que gozam as regiões mais setentrionais, o Sul da Itália é considerado o verdadeiro berço do vinho italiano. A região da Puglia é considerada a principal delas, não apenas pela enorme produção dos seus vinhedos, mas também pela excelente qualidade encontrada em seus rótulos.A Puglia é tanto calcanhar como salto da bota que é a Itália e se estende por uma faixa de quase 400 km pela costa do Mar Adriático; no total, tem cerca de 860 km de borda costeira. Em termos de terroir, a Puglia tem uma gama impressionante de recursos naturais que auxiliam no cultivo das uvas. O solo da Puglia tem papel fundamental na qualidade dos vinhos:a composição de calcário reflete a luz solar, melhorando a exposição das videiras à luminosidade. Além disso, esse tipo de solo armazena o calor para o período noturno e facilita a penetração das raízes da planta na terra. Os solos são constituídos por uma camada fina de terre rosse, a terra vermelha, e possuem, geralmente, um substrato de calcário com afloramentos rochosos esparsos. A famosa tonalidade vermelha desses solos é derivada de uma intensa presença de óxidos de ferro, resultado de milhares de anos de erosão de rochas basálticas, de origem vulcânica. O clima do terroir é o clássico mediterrânico, com verões muito quentes e secos, invernos moderados e grande aplitude térmica, que tem influência benéfica sobre a qualidade das uvas. Em termos de pluviosidade, a região é muito seca, mas isso não é um problema, tendo em vista que as castas da Puglia foram muito bem escolhidas e estão completamente adaptadas às condições climáticas locais. Seu clima tipicamente mediterrâneo, a composição calcária de seu solo, muito sol e ventos marítimos ocasionais são ideais para o crescimento dos vinhedos. Sua topografia é também muito favorável, sendo em sua maior parte plana. Essa região mediterrânea, graças a sua posição geográfica de proximidade com o Oriente Médio e o Norte da África, sofreu a influência de vários povos e culturas que cruzaram esse mar interior, tendo sido a grega a mais marcante. Essa Itália helenizada era conhecida como Magna Grécia e a influência da cultura grega do vinho sobre ela foi enorme. Quando os gregos estabeleceram ali suas colônias, referiam-se à península italiana como Enotria (Terra dos Vinhos). As regiões de Molise, Campânia, Basilicata, Calábria e Sicília, fazem parte dessa Itália helenizada, mas do ponto de vista vinícola é a Puglia a região mais importante, tanto pela enorme produção de seus vinhedos, quanto pelo destaque recente que seus vinhos vem merecendo.A área coberta por vinhedos atinge 190.000 ha e seu volume de produção só se iguala à do Vêneto- e da Sicília -, chegando a produzir cerca de 17% dos vinhos desse país, que é o maior produtor de vinhos do mundo, com 48,8 milhões de litros. Os outros grandes produtores são a França (41,9 milhões de litros), a Espanha (37,8 milhões de litros), os Estados Unidos (22,5 milhões de litros) e a Austrália (12,5 milhões de litros). Interessante observar que a China, país sem nenhum passado vitivinícola, já está em sexto lugar, frente a países tradicionais, como o Chile, África do Sul, Argentina, Alemanha e Portugal!Uma boa parte do vinho da Puglia ainda não é de grande qualidade, comercializado a granel ou engarrafado, como o Vino da Tavola, sendo também muito grande a parcela utilizada para a produção de vermutes. O sistema de cooperativas é responsável por 60% dos vinhos da Puglia. Nos últimos anos, muitas delas passaram por dificuldades financeiras, mas outras tantas se beneficiaram bastante com a contratação de enólogos experientes do Novo Mundo.Atualmente, existem 25 marcas de vinho que podem exibir o selo DOC, Denominazione di Origine Controllata, e seis denominações IGT (Indicazione Geográfica Típica) nessa região.PRINCIPAIS UVAS CULTIVADAS NA PUGLIAComo acontece em todo o Sul do país, a Puglia tem uma rica variedade de uvas nativas, que fazem o charme de seus vinhos nesses tempos de globalização. As principais uvas encontradas na Puglia são, por ordem meramente alfabético: Bombino Branco, Malvasia Nera, Montepulciano, Negroamaro, Primitivo, Sangiovese, Trebbiano e Uva di Troia.Na parte mais ao Norte da Puglia, próxima a San Severo, predominam as uvas Trebbiano e Sangiovese. A Trebbiano é uma casta de uva branca, originária da Itália e cultivada na maior parte dos países. Notabiliza-se pelas suas produções prodigiosas mais do que pelas suas qualidades intrínsecas. É considerada a uva mais produtiva do mundo, pois rende mais galões do que as demais uvas. Dentre todas as cepas plantadas na Itália, a Trebbiano é a branca mais cultivada! No Sudoeste da França essa uva é chamada de Ugni Blanc, mas tem, de fato, muitos outros nomes, como Albano, Saint Emilion, Lugana, Spoletino, White Hermitage, Thalia, Procanico... Além da Itália e da França, encontramos a Trebbiano na Argentina, na Austrália, em Portugal, nos Estados Unidos, no Brasil... A Trebbiano não é uma uva que desfruta de muito prestígio, apesar de tão cultivada. Mas é possível encontrar exemplares bem complexos de vinhos dessa cepa. Somente na Itália está autorizada para a produção de vinhos de mais de 80 denominações de origem. Nas videiras de Trebbiano, vigorosas e de alto rendimento, os cachos são cilíndricos e os bagos muito resistentes. E os vinhos produzidos à base de Trebbiano são extremamente refrescantes, secos e com alta acidez. Seus aromas mais comuns são cítricos e de amêndoas, com notas florais e um fundo herbáceo. Em cortes, a parceria mais comum para a Trebbiano é a Malvasia, que acrescenta perfume à Trebbiano, em vinhos como o Frascati. A harmonização de vinhos da uva Trebbiano é fácil e ampla. Esse vinho é uma ótima companhia para aperitivos, massas aromatizadas, aves, frutos do mar e peixes. A temperatura ideal de serviço é de 8°C. A uva Trebbiano também é utilizada na produção de Armagnac, Cognac e vinagre balsâmico.A Sangiovese ocupa 10% dos vinhedos italianos e é uma das cepas mais importantes do país. É praticamente um sinônimo dos vinhos tintos da Toscana e está presente em alguns dos vinhos italianos mais famosos, como o Chianti e o Chianti Clássico, o Brunello di Montalcino, o Vino Nobile di Montepulciano, o Rosso di Montepulciano, o Morellino di Scansano e o Montefalco Rosso. Fora da Itália é plantada em pouquíssima quantidade. Cerca de 90% de suas videiras estão na península italiana. Não é fácil encontrar bons resultados no cultivo da Sangiovese, e na produção de bons vinhos com essa cepa, em outros locais. Uma exceção que merece destaque é a Córsega, mas é possível encontrar também alguns bons vinhos produzidos na Califórnia, na Austrália, na Romênia, no Chile, na Argentina, no Brasil e, até mesmo, no Uruguai. Assim como a Pinot Noir, a Sangiovese é uma cepa camaleão, muito influenciável pelo terroir. Dessa forma, tem inúmeros clones (todos de amadurecimento tardio) e, em consequência disso, acaba sendo conhecida por muitos nomes diferentes, como Sangioveto, Nielluccio, Nerino, Brunello, Morellino... As uvas Sangiovese cultivadas na região de Chianti apresentam, na maioria das vezes, bagos pequenos e pele fina, enquanto as de Brunello di Montalcino apresentam tamanho maior e casca mais grossa. E, mesmo que essas diferenças sejam sutis, podem produzir resultados muito
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15/02/2018
Promoção da Isabela oferece viagens a Paris, jantar com o chef Jacquin e frigobar
Já pensou em jantar com o chef francês Erik Jacquin, com um menu criado e preparado por ele, ganhar um lindo frigobar retrô e ainda viajar para Paris, a capital mundial da gastronomia, com um acompanhante? A Isabela, marca de massas, biscoitos e torradas da M. Dias Branco lança a promoção "Momento Inesquecível Isabela", que pode te proporcionar tudo isso.Para participar da promoção, basta comprar R$ 10 em produtos da marca, entre eles um pacote de torradas (item obrigatório) nos sabores Tradicional, Integral, Multigrãos ou Light, e cadastrar o número da sorte no website www.promoisabela.com.br. A promoção será iniciada em 15 de fevereiro e terá duração de 3 meses.Serão sorteados 90 frigobares retrô, sendo um por dia. Ao fim da promoção, 15 participantes, sendo cinco de cada um dos estados da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), serão sorteados para participar de um jantar especial com Jacquin, com menu criado e preparado pelo próprio chef francês. Como serão cinco consumidores de cada estado, isso proporcionará a todos os estados a chance de ter vencedores, de forma igualitária.E será no jantar especial com Erick Jacquin que acontecerá o grand finale: um consumidor de cada estado, entre os 15 finalistas, será sorteado para viajar para Paris, com tudo pago, podendo levar um acompanhante. Ao idealizar a promoção, Isabela teve a preocupação de criar condições igualitárias, elegendo a mesma quantidade de vencedores por estado. Além disso os três ganhadores finais serão duplamente premiados, com o jantar exclusivo e a viagem! A promoção, é válida para os consumidores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados nos quais a marca Isabela atua."Isabela sempre foi uma marca que prezou pela tradição da gastronomia. Nossos consumidores são diferenciados, buscam as melhores opções para suas famílias. Ao escolher os prêmios da promoção Momento Inesquecível Isabela, procuramos opções que realmente os encantassem", explica Martim Ibrahim Bernardara, diretor de marketing da M. Dias Branco. Para mais informações sobre a Isabela, acesse www.isabela.com.br.Sobre a IsabelaLíder em vendas na categoria de biscoitos na Região Sul do Brasil, a marca Isabela, que pertence ao portfólio da M. Dias Branco S.A Indústria e Comércio de Alimentos, atua no mercado há mais de 60 anos. A marca é Top of Mind de massas e biscoitos há 26 anos consecutivos segundo a Revista Amanhã (RS) e foi contemplada pela 17ª vez consecutiva como a marca preferida e mais lembrada na categoria Biscoitos do Prêmio Marcas de Quem Decide 2017 segundo o Jornal do Comércio. Com o slogan "A vida é mais com Isabela", possui mais de 70 produtos em seu portfólio, entre eles as crocantes e fresquinhas Torradas e os deliciosos biscoitos Leite sabor Chocolate, Leite Vitamina de Frutas, Maria Chocolate e Wafer Lanchinho - disponível nos sabores chocolate e morango.Sobre M. Dias Branco S. A. Indústria e Comércio de AlimentosContando com mais de sessenta anos de existência, a M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos é uma empresa do setor de alimentos com ações negociadas no segmento do Novo Mercado da BM&FBovespa. A Companhia produz e comercializa biscoitos, massas, farinha e farelo de trigo, margarinas e gorduras vegetais, snacks e bolos, mistura para bolos e torradas. Sediada em Eusébio (CE), a empresa é líder de mercado em biscoitos e massas no Brasil, é a sexta maior empresa de massas e a sétima de biscoitos no ranking global por faturamento. Suas operações geram mais de 16,5 mil empregos diretos em diferentes regiões, refletindo o seu compromisso com fatores importantes para o desenvolvimento econômico e social do país. Sua história começou ainda na década de 40 quando o comerciante e imigrante português, Manuel Dias Branco inaugurou a Padaria Imperial, em Fortaleza (CE). Atualmente, a M. Dias Branco possui um moderno parque industrial com equipamentos de última geração, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade, operando com um modelo de integração vertical que permite a produção de suas mais importantes matérias-primas, a farinha de trigo e a gordura vegetal, utilizadas no processo de produção de biscoitos e massas. Suas marcas são sinônimo de tradição e qualidade, estabelecendo um vínculo de confiança e respeito com o consumidor. A estrutura operacional da M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos, com sede no Estado do Ceará, conta com 12 unidades industriais e 29 filiais comerciais distribuídas em diferentes Estados do País, garantindo uma cobertura nacional que possibilita a presença de suas marcas em todo o território nacional.
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05/12/2017
Harald Chocolates é reconhecida pela Excelência no Atendimento e cresce 20 pontos percentuais em share
Especialização da equipe de atendimento e cozinha experimental são essenciais para aproximação com consumidorSão Paulo, 05 de dezembro de 2017 - Mais do que uma equipe de atendimento, um time de especialistas em chocolate. Essa foi a base da estratégia responsável por fazer a Harald Chocolates fabricante especializada em soluções e ingredientes para a fabricação de bolos, trufas e outros doces conquistar um aumento de 20 pontos percentuais de share no mercado entre a Páscoa de 2016 e 2017. E ainda ser a vencedora na categoria Atendimento Integrado do XVII PrêmioABT, premiação realizada pela Garrido Marketing e do IBMR - Instituto Brasileiro de Marketing de Relacionamento, que valoriza as melhores práticas de relacionamento com o cliente.Case de sucessoEm um momento de crise econômica, a Harald Chocolates viu na aproximação com o consumidor uma maneira de melhorar suas vendas e aumentar sua participação no mercado. Para isso, além do tradicional serviço de atendimento ao consumidor via telefone, foram incorporados novos canais de comunicação, como o WhatsApp e os Plantões de Atendimento. A empresa já estava presente nas redes sociais, mas com pouca participação do público.Para melhorar a percepção que os clientes tinham sobre a marca e aumentar sua fidelidade foi criado um programa de especialização das equipes de atendimento em diferentes etapas em conjunto com a empresa SC Serviços ao Consumidor. Na estratégia, foi adotada a Cozinha Experimental, para testar receitas, desenvolver novas técnicas e experimentos culinários. A partir disso, a equipe de atendimento foi treinada para aprender sobre o uso dos produtos da empresa, novas receitas e as técnicas culinárias essenciais. Com os conhecimentos adquiridos, eles passaram a fazer parte do Programa de Apoio Técnico, que ensina e esclarece as dúvidas mais frequentes dos consumidores.Houve uma maior aproximação com o consumidor, através da escuta ativa, consulta regular e adequação da comunicação às necessidades dos clientes. Toda a informação recolhida passou a ser aproveitada em novos formatos, como posts de Facebook, dicas presentes nas embalagens dos produtos e aulas na cozinha experimental.Além dos novos meios de comunicação, o 0800 da empresa foi reformulado e, para representar o novo momento no relacionamento com seus clientes, o SAC recebeu um novo nome e passou a ser chamado de Casa do Consumidor. Estamos muito felizes com o resultado do Prêmio e também com a nossa participação no mercado brasileiro, afirma a Gerente de Marketing da Harald Chocolates, Sheila Mattos.Mais de 18 milhões de pessoas impactadasCom isso, a Harald conseguiu mais de 20 pontos percentuais em share no mercado de coberturas entre a Páscoa de 2016 e a de 2017, segundo a KantarWorldpanel. Houve também um aumento de 30% nas menções positivas da marca nas redes sociais. O resultado foi possível com um significativo aumento dos elogios e diminuição de reclamações. No Facebook, houve um crescimento de 1.490% no alcance e de 1.300% no envolvimento da página. Desde o início do projeto, foram mais de 18 milhões de pessoas impactadas pelos conteúdos da Harald, número equivalente à população do Chile.XVII PrêmioABTO evento de premiação aconteceu no dia 23 de novembro e contou com a participação das maiores lideranças do atendimento e relacionamento do Brasil. O PrêmioABT tem como objetivos identificar, reconhecer, valorizar e disseminar as melhores práticas, desenvolvidas por empresas e profissionais que buscam a Excelência no Relacionamento com o Cliente. A ação é uma realização da Garrido Marketing e do IBMR - Instituto Brasileiro de Marketing de Relacionamento. Foram 32 categorias. Mais informações em www.premioabt.com.brSobre a Harald ChocolatesPaixão pelo chocolateApesar de a Harald atuar há 35 anos no mercado, sua essência e paixão pelo chocolate nasceram há mais de 100 anos, em 1888, quando a família Neugebauer imigrou da Alemanha para o Brasil e iniciou negócios em Porto Alegre (RS) abrindo, em 1903, a primeira fábrica de chocolates no País com o sobrenome da família.Fundada em 1982 em São Paulo, a Harald passou a contar com um parque industrial moderno em Santana de Parnaíba, onde 600 colaboradores produzem todos os chocolates da marca, que são exportados para mais de 30 países, além de serem vendidos em todo o Brasil.Atualmente, a Harald conta ainda com 90 representantes comerciais, dois Chefs Chocolatiers, cinco Técnicos Chocolatiers e 60 Instrutores de Culinária, que realizam 3 mil cursos anualmente. Tudo para levar o melhor produto aos seus mais de 8 mil clientes: panificadoras, confeiteiros e aos transformadores de chocolate profissionais autônomos que fazem trufas, bolos e bombons para vender.Em 2015, a Harald passou a fazer parte do grupo japonês Fuji OilGroup, com o objetivo de desenvolver ainda mais sua linha de produção e penetração no mercado nacional e internacional. Com visões semelhantes, ambas companhias têm como valores oferecer segurança e qualidade aos consumidores e ao meio ambiente, comprometimento, inovação e trabalho dedicado às pessoas. Mais informações no site: www.harald.com.brFoto no artigo: Esquerda para direita, executivos da Harald: Taro Takahashi CFO, Sheila Mattos Marketing Manager (segurando o troféu), Ernesto Neugebauer - CEO e Carlos Munhoz Trade MKT Coordinator.
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24/11/2017
Descubrimiento más antiguo de la elaboración de vino
Un grupo de científicos descubrieron una de las evidencias más antiguas de la elaboración de vino después de detectar señales químicas de la bebida alcohólica en fragmentos de tarros de barro de casi 8.000 años de antigüedad en dos lugares a unos 50 kilómetros de la capital de Georgia, Tiflis.El hallazgo muestra que este importante hito cultural ocurrió antes de lo previamente conocido en la región del Cáucaso sur, en la frontera de Europa del Este con Asia Occidental. Hasta ahora, la evidencia más antigua de elaboración de vino era cerámica proveniente de las montañas Zagros en el noroeste de Irán que data del 5400-5000 a.C."El alcohol tenía un rol importante en sociedades en el pasado al igual que ahora", dijo el arqueólogo de la Universidad de Toronto Stephen Batiuk, uno de los investigadores del estudio publicado en Proceedings of the National Academy of Sciences."El vino es fundamental para la civilización como la conocemos en Occidente", añadió. "Como una medicina, lubricante social, sustancia que altera la menta y un artículo altamente valorado, el vino se volvió el centro de los cultos religiosos, farmacopeas, cocinas, economías y sociedades en el antiguo Cercano Oriente", explicó.Los investigadores realizaron análisis bioquímicos para hallar componentes residuales del vino que los objetos hubieran absorbido. Patrick McGovern, arqueólogo biomolecular de la Universidad de Pensilvania, halló evidencia de ácido tartárico, un indicio de fabricación relacionada con la uva euroasiática, así como tres ácidos orgánicos asociados: málico, succínico y cítrico.Los objetos fueron hallados en dos poblaciones neolíticas, en las que tal vez vivían unas 60 personas entre ambas, que consistían en pequeñas casas de barro. Los habitantes cosechaban trigo, criaban ovejas, cabras y ganado, y usaban herramientas simples hechas de hueso y vidrio volcánico llamado obsidiana.Los tarros grises, algunos decorados con imágenes simples de racimos de uvas y un hombre bailando, miden 80 centímetros de alto y 40 de ancho. Evidencia de vino fue hallada en ocho tarros, la más antigua del 5980 a.C.De todas formas, este no es el indicio más antiguo de una bebida alcohólica. Previamente se halló evidencia en China de una bebida fermentada que era una mezcla de arroz, miel y fruta y que databa de alrededor del 7000 a.C.Fuente: El país
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26/10/2017
Comer massa pode? Depende dos ingredientes do seu prato. Fique de olho
As massas são um dos grandes vilões da dieta. Isso é verdade, em parte. Segundo especialistas, os verdadeiros carrascos mesmo são os molhos que acompanham o prato. Portanto, na semana em que se comemora o Dia da Massa, o recado é: coma, mas com atenção aos ingredientes e com moderação.As massas são uma fonte de carboidrato, assim como as batatas e o arroz, por exemplo. Existe essa ideia de que devemos cortar o carboidrato para emagrecer, mas ele é a principal fonte de energia do nosso corpo e não devemos excluí-lo totalmente da nossa alimentação. O que torna as massas vilãs são os ingredientes que colocamos nelas, em geral muito calóricos, como molho branco ou quatro queijos, o parmesão ralado e outros ingredientes como bacon ou presunto. Uma massa com um molho simples de tomate, por exemplo, pode perfeitamente ser consumida por quem está tentando perder peso ? diz Gabriella Gachet, nutricionista do Vigilantes do Peso.Além de dar preferência aos molhos menos gordurosos, comer massas integrais também é a saída para quem luta contra a balança.Massas feitas com farinha integral são as mais recomendáveis porque preservam as vitaminas do complexo B e as fibras, que se perdem na massa comum. Para quem apresenta inchaço ou distensão abdominal após consumo de farinha de trigo, pode optar pelas massas feitas de grão de bico ou de quinoa por exemplo ? orienta a nutricionista Larissa Cohen.O ideal é nunca misturar carboidratos e consumir massa com verduras e legumes ou carnes magras.DicasNão deixe o macarrão cozinhar demais, cozinhe sempre um ou dois minutos a menos do tempo indicado na embalagem. Não coloque óleo na água do cozimento.Acrescente cenoura ao molho de tomate. A cenoura não altera o sabor do molho e ainda acrescenta mais fibras e vitaminas.Para os dias mais quentes, opte por uma salada de macarrão fria, com legumes, atum e ovos cozidos.Experimente substituir algumas folhas de massa de lasanha por fatias finas de berinjela ou abobrinha.Já existem muitas receitas de nhoque que substituem a batata por abóbora ou aipim, o que pode tornar seu prato ainda mais nutritivo.Você pode preparar seu próprio molho de tomate em casa e congelar em porções menores para usar sempre que quiser.
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25/10/2017
Começou a 6ª Settimana della Cucina Regionale Italiana, em SP
97 espumantes premiados, 97 Medalhas de Ouro. O alto padrão dos espumantes brasileiros mais uma vez foi revelado na principal degustação às cegas do produto no país. O X Concurso do Espumante Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), é o maior da história com 308 amostras de 80 vinícolas. Desta vez, todos os classificados entre os 30% em cada categoria, conforme normas internacionais, alcançaram pontuação correspondente a Medalha de Ouro, ou seja, de 88 a 91 pontos.Depois de 10 anos com um crescimento quase exponencial em número de amostras, atingimos um recorde, superamos as 300 amostras, o que demonstra a importância do espumante para o Brasil e nos coloca com responsabilidade para produzirmos sempre com mais qualidade, safra após safra, destaca o presidente da ABE, Edegar Scortegagna. O enólogo disse que é preciso refletir e, cada vez mais, buscar qualidade. O espumante brasileiro atingiu um alto nível, onde não podemos nos permitir cometer erros. Devemos manter o alto padrão de qualidade reconhecido mundo afora. E para isso, precisamos buscar matéria prima correta e modernizar nossas vinícolas, pois hoje podemos afirmar, sem medo, que o espumante brasileiro está entre os melhores do mundo, enfatiza.Considerado a principal janela para o mundo dos espumantes brasileiros, o X Concurso do Espumante Brasileiro reuniu um júri formado por 53 profissionais entre enólogos, sommeliers e jornalistas especializados. As degustações aconteceram nos dias 18 e 19 de outubro, na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC), integrando a programação da Fenachamp 2017. A divulgação dos resultados e entrega das medalhas ocorreu em coquetel realizado na noite do dia 20 de outubro no CTG Sentinela da Serra, no Parque da Fenachamp, em Garibaldi (RS).Participaram espumantes elaborados por vinícolas de sete estados brasileiros, sendo eles: Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, numa demonstração da diversidade da produção nacional. Os espumantes foram degustados às cegas, seguindo normas internacionais, dentro de suas categorias: espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e espumantes de primeira fermentação (moscatéis). O concurso seguiu as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE).Prêmio Destaque Cleber AndradeO 10º Concurso do Espumante Brasileiro seguiu o formato da edição anterior, prevendo uma distinção especial concedida a espumantes que se sobressaírem em suas categorias. O objetivo é exaltar ainda mais a produção nacional. Este ano, o prêmio carrega o nome de Cleber Andrade, uma homenagem que a ABE presta ao ex-presidente e um dos enólogos mais marcantes que o Brasil já teve.O Destaque Cleber Andrade foi entregue a seis espumantes, um em cada categoria. Para isso, ao final do concurso, foi realizada uma degustação de preferência entre os produtos que conquistaram Medalha de Ouro e melhores medianas, a fim de destacar a preferência dos jurados.DESTAQUESDestaque Cleber Andrade - Categoria Espumante Brut elaborado pelo método charmatPonto Nero Espumante Brut - Domno do Brasil Indústria e Comércio de BebidasDestaque Cleber Andrade - Categoria Espumante Brut elaborado pelo método tradicionalMonte Paschoal Dedicato Espumante Champenoise BrutBasso Vinhos e EspumantesDestaque Cleber Andrade - Categoria Espumante Brut RoséCave Amadeu Espumante Brut Rosé - Vinícola GeisseDestaque Cleber Andrade - Categoria Espumante Nature e Extra-BrutDon Guerino Cuvée Espumante Extra Brut - Don Guerino Vinhos FinosDestaque Cleber Andrade - Categoria Espumante MoscatelMonte Paschoal Dedicato Espumante Moscatel RoséBasso Vinhos e EspumantesDestaque Cleber Andrade - Categoria Espumante Demi-SecConde de Foucauld Espumante Demi-Sec BrancoCooperativa Vinícola Aurora
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24/10/2017
Agora é a vez dos vinhos brancos, rosés e espumantes
Com a chegada da primavera, os vinhos tintos não saem completamente de cena, mas cedem o protagonismo para os brancos e rosés, que são mais refrescantes e, portanto, combinam melhor com temperaturas elevadas. As opções presentes no mercado são variadas, o que tende a agradar a todos os paladares. Para facilitar a escolha do consumidor, o sommelier Rogério Santos, do Barbacoa Campinas, e a coordenadora do Empório Giovannetti, instalado na unidade Cambuí da rede de choperias homônima, Ivonete Castro, dão dicas de rótulos com preços de até R$ 200, que são ideais para serem degustados em dias e noites de calor, de preferência acompanhados de refeições mais leves.Uma das boas sugestões para a primavera e também para o verão, segundo Ivonete, é o Cambridge Ice, um vinho do Porto branco que deve ser degustado bem gelado ou, para surpresa de muitos, até com uma pedra de gelo. Trata-se de uma bebida para ser apreciada nas mesmas ocasiões em que abrimos um espumante. Como esse vinho tem um grau de doçura um pouco maior que os outros tipos de Porto, a pedra de gelo ajuda a atenuar o dulçor, tornando a bebida mais agradável ao paladar, explica. O vinho tem preço de R$ 175 (garrafa) e R$ 30 (taça), e pode ser adquirido no Empório para ser degustado no local ou levado para casa.Outra boa opção para brindar às estações mais quentes do ano é o espumante português Terras do Demo Malvasia Fina Bruto, produzido na região de Távora-Varos. Ivonete destaca que a bebida, bastante fresca e frutada, deve ser servida a uma temperatura em torno de 5°C, para que suas características sejam valorizadas. Nada influi tanto na apreciação de um vinho quanto a sua temperatura. Quanto mais adequada esta for, melhor será a experiência gustativa do consumidor, ensina. O branco Terras do Demo Malvasia Fina Bruto, acrescenta Ivonete, harmoniza muito bem com peixes, mariscos, ostras ? como, por exemplo, o prato de frutos do mar grelhados presente no cardápio da casa ? e carnes de aves, como a isca de frango empanado. O preço da garrafa é R$ 139,90.De Portugal também vem o espumante rosé Terras do Demo Touriga Nacional Bruto, da mesma região de Távora-Varos. Este apresenta igualmente paladar fresco e frutado, mas com algumas notas florais. Deve ser servido a uma temperatura próxima de 5ºC, preferencialmente na companhia de peixes, mariscos, ostras e carnes de aves. Preço: R$ 139,90.Viva a acidez!Uma das propriedades mais apreciadas no vinho branco é a sua acidez. Quando bem equilibrada, essa característica torna a bebida ainda mais especial, contribuindo desse modo para a construção de excelentes momentos. De acordo com o sommelier do Barbacoa, duas uvas bem conhecidas dos brasileiros apresentam esse atributo: a Chardonnay e a Sauvignon Blanc, variedades originárias da França, mas que se adaptaram perfeitamente ao Chile, país vizinho que nos fornecesse ótimos exemplares.A Chardonnay, detalha Rogério Santos, normalmente proporciona bebidas mais untuosas, frutadas e com acidez moderada. ?Já a Sauvignon Blanc costuma gerar vinhos mais frescos, frutados e com acidez mais elevada?. Para acompanhar saladas e carpaccio ? ambas opções encontradas no buffet de saladas do Barbacoa ? e também camarão grelhado, o sommelier recomenda o ?Nimbus Single Vineyard Sauvignon Blanc?, um chileno do Vale de Casablanca. Além de rica acidez, a bebida oferece delicadas notas minerais. O preço, tanto para consumo no local como para viagem é R$ 140.Do Chile vem, ainda, o Ventisquero Reserva Chardonnay, um branco com acidez muito amigável e que harmoniza à perfeição com peixes, frutos do mar, carnes brancas e queijos não curados. O preço é R$ 89. Por fim, o sommelier do Barbacoa recomenda um vinho rosé, o Berne IGP Esprit Méditerranée, um francês originário da Provance. Durante muito tempo, nós brasileiros tínhamos um pouco de preconceito com o vinho rosé. Havia a ideia equivocada de que se tratava de uma bebida feminina. Hoje, sabemos que não é nada disso. Esse vinho é leve, refrescante e eclético. É uma ótima companhia para um dia quente e harmoniza muito bem com filé de peixe grelhado, como os presentes no cardápio do Barbacoa ? linguado, pintado, bacalhau e salmão, pontua Rogério Santos. Preço: R$ 99.Giovannetti CambuíA casa, localizada no Cambuí, bairro boêmio de Campinas, foi fundada em 1997. Ocupa um imóvel histórico de 1,7 mil m², que foi restaurado pelo Grupo Giovannetti. O bar e restaurante tem capacidade para 700 pessoas e conta com salão principal, onde está instalado o Empório, áreas ao ar livre e espaço para recreação infantil. O almoço, diariamente, é em sistema de buffet, com cobrança por peso ou por pessoa. A partir das 16h, o cliente tem à escolha pratos boêmios, executivos e triviais, além de pizzas, salgados ? como o Milionário (kibe) e o Portuga (bolinho de bacalhau), lanches e porções. A happy hour conta com uma mesa de frios com mais de 20 itens selecionados, além de chope com preço promocional, de segunda a quinta-feira, das 16h às 20h.ServiçoEndereço: Rua Padre Vieira, 1277, Cambuí ? Campinas/SPTelefone: (19) 3234-9510Horário de funcionamento: Todos os dias, das 11h até o último clienteSite: www.giovannetti.com.brBarbacoa CampinasO Barbacoa Campinas opera com serviço à la carte no almoço e no jantar. No cardápio estão mais de 15 cortes exclusivos de carnes nobres entre os quais o Carré de Cordeiro e o T-bone, e também pescados e outras opções, além de sobremesas e uma carta de vinhos com mais de 200 rótulos. As carnes acompanham uma guarnição à escolha do cliente e o pedido dá direito ao buffet de saladas, com mais de 30 itens. Com capacidade para 150 pessoas, o restaurante conta com três ambientes intimistas ? Adega Barbacoa, Salão Principal e Espaço Gourmet. Na Adega, o cliente encontra vinhos da mais alta procedência para degustar no local ou para viagem. Já o Espaço Gourmet, é uma área privativa ideal para a realização de eventos sociais ou corporativos.ServiçoEndereço: Avenida Guilherme Campos, 500, Parque D. Pedro Shopping (Entrada das Águas) ? Campinas/SPTelefone: (19) 3209-1641Horário de funcionamento: Todos os dias, das 10h até o último clienteSite: www.barbacoa.com.br
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23/10/2017
Dia do Enólogo: descubra as peculiaridades da profissão
O Enólogo é figura responsável por todo o processo de fabricação do vinho. Sabe qual a diferença entre enólogo, enófilo e sommelier?um caminho demo­rado e cheio de com­plexidades. Começa no plantio, cultivo e colheita, passa por pro­cessos de esmagamento, fermentação e filtração, chegando ao tão cultuado envelhecimento em barris de madeira selecionada até chegar ao engarrafamento para consumo.A descrição é do pro­cesso de produção do vi­nho, mas ontem (22 de Outubro), foi o dia dedicado a uma figura importante na fabricação do alcoólico: o enólogo, responsável pela elaboração do vinho. Mas para quem aprecia a bebi­da, algumas dúvidas quan­to a nomenclaturas podem surgir.Por exemplo: um enó­logo faz a mesma coisa que um sommelier? É a mesma profissão? E onde entra a figura do enófilo? O Imparcial foi atrás das respostas para essas dúvi­das e mostra as diferenças entre os termos e seus re­ais significados.EnólogoPouco conhecida, a palavra Enólogo (do grego ?oinos?, que significa vinho e ?logia?, que significa estudo ou aprofundamento) conceitua o responsável por acompanhar todo o processo ? desde o plantio ao armazenamento -, de fabricação do vinho.É ele quem gerencia e administra a análise do solo e seus métodos de irrigação, escolhe as mudas e determina o plantio, a poda e a colheita. Feita a colheita, é ele quem define a mistura das uvas, o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado.SommelierA palavra sommelier tem origem francesa, do termo sommier. Assim era chamada a pessoa responsável pelos animais de carga, que puxavam os carros que transportavam comidas e bebidas, entre outros elementos. Com o tempo, o termo foi sendo destinada às pessoas que trabalhavam a serviço do produto vendido, nesse caso, o vinho.A atividade essencial do sommelier é dentro de estabelecimentos como restaurantes e bistrôs. Eles são responsáveis pela escolha e compra do vinho, pelo armazenamento da bebida e também por criar as cartas, que são basicamente, os cardápios de alcoólicos. O profissional também recomenda aos clientes qual vinho melhor harmoniza com o prato escolhido, se tornando parte importante do negócio gastronômico.EnófiloBastante confundida com o enólogo, a figura do enófilo é fácil de ser encontrada, pois é a ponta final de toda a produção do vinho. Se você, que está lendo essa matéria, consome regularmente a bebida, em restaurante e até mesmo em casa, e conhece um pouco sobre os processos de produção do alcoólico, você já pode se considerar um enófilo.Do grego (?eno? que significa ?vinho? e ?phylo?, que significa ?proximidade?, ?admiração?), enófilo significa apreciador de vinhos. De forma simplificada, enófilo são todos aqueles que gostam de consumir, que fazem anotações sobre os vinhos que tomam ou que frequentam confrarias e encontros, mas que não têm responsabilidade alguma sobre sua elaboração.
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18/10/2017
Chef Luiz Filipe, do Evvai, o próximo Salvatore Loi
Anote esse nome: chef Luiz Filipe de Azevedo e Souza. Com apenas 28 anos, é ele quem comanda a cozinha e arranca suspiros que se ouvem pelo salão do Evvai, restaurante italiano aberto em julho, em São Paulo, e responsável por servir pratos que chamam atenção tanto pela aparência quanto pelo sabor nada monótono. Dada a cozinha autoral que tem praticado com muita técnica e também criatividade, apesar da pouca idade, o chef Luiz Filipe revelou-se o ponto fora do curva. Um talento lapidado pelo grande chef sardenho Salvatore Loi, Luiz tem tudo para ser o? próximo Loi. Loi, para quem ainda não o conhece, é provavelmente o melhor chef italiano da atualidade do Brasil. Cozinheiro daqueles que causam comoção nos paladares ávidos por pratos de alta qualidade e exímia execução. Loi passou anos à frente das caçarolas do Fasano antes de partir para carreira solo. Hoje, ele está à frente do imperdível Modern Mamma Osteria, que vive com filas na porta e encanta com suas foccacias e pastas. Dentre eles, o irresistível nhoque de espinafre com recheio de queijo.Como todo mestre, Loi teve um assistente que o acompanhou por anos, da pia à boca do fogão. E quem foi seu aprendiz? Luiz Filipe, hoje o chef do Evvai. Indiscutivelmente talentoso e promissor, o chef Luiz Filipe, formado em Gastronomia pela Anhembi Morumbi e ICC de Nova York, concedeu a entrevista abaixo ao PRAZERICES. Leia os principais trechos: PRIMEIRO EMPREGOSou formado em Gastronomia pela Anhembi Morumbi e pelo ICC de Nova York. Meu primeiro emprego na área foi ao lado do Loi, no Fasano. Depois eu trabalhei com ele no Girarrosto, Mozza Bar, Ristorantino e Salvatore Loi. No Fasano comecei como estagiário, depois passei para pia na parte da manhã e auxiliava na produção e açougue, garde manger em logo depois da saída dele, passei pelo fogão. No Girarrosto trabalhava nas carnes. Minha primeira posição de gestão foi no Mozza Bar, como sub-chef. Depois veio o Ristorantino e Salvatore Loi. Ele me proporcionou todas as plataformas possíveis para o meu aprendizado. Conheci a cultura italiana e me aproximei dela através dele. O Loi me ensinou todas as bases da cozinha clássica italiana, que ele domina perfeitamente. COZINHA AUTORALExiste muita licença poética na minha cozinha. Eu não sou italiano. Sou um brasileiro apaixonado pela cozinha italiana. De certa forma, acabei quebrando certas leis da cozinha italiana para proporcionar outros resultados. Me dou o luxo de usar ingredientes locais, não usuais, sempre inspirado na tradição e base que aprendi com o Loi. Eu procuro muito explorar os contrastes. Temperaturas diferentes, amargos e ácidos, texturas. A comida não pode ser entediante na boca e tem que transgredir apenas o sensorial do sabor.ENTENDA O EVVAIO Evvai foi concebido para atender diversos públicos. O cardápio possui apenas receitas autorais. Da já famosa (e deliciosa) polenta taragna com ovo mollet defumado e bacalhau até o belíssimo risotto al nero. Algumas bem complexas em sabor e outras bem simples. Ainda que com personalidade, tenho uma massa com molho de tomate no cardápio. Não existe ao brasileiro um prato tão confortável ao paladar quanto uma massa ao molho de tomate. A proposta em si é aproximar o cliente do fine dining com uma abordagem menos complicada.UM DELÍRIO DE ALHO PORÓAcho que o alho poró confitado consegue transmitir bastante do que eu acredito. Aparentemente simples, é extremamente complexo em sabor e técnica. Partindo apenas do vegetal, juntei dois resultados extremamente divergentes entre si em um prato só. A textura do legume confitado e macio pelo longo cozimento e baixa temperatura acrescido de extrato do legume queimado na brasa. O extrato do legume, além das notas defumadas da grelha, traz certa acidez.SOBREMESAS ITALIANAS REVISTADASA panacotta que sirva vem com diferentes géis feitos a partir do extrato de variadas frutas por cima. A ideia é que cada garfada traga algo diferente. A ideia é ter vários pontos de sabores distintos. Já a zeppole, doce típico italiano, bem comum em Nápoles e tradicionalmente servido no dia de San Giuseppe, com creme de confeiteiro e amarena, foi revisitado na cozinha do Evvai. Parti então da massa, que é a alma da receita, e fui buscar outro sabor. Chegamos ao chocolate e avelã.CARTA DE DRINKSSe chegar ao Evvai sem reserva, um conselho é aproveitar a espera para experimentar um dos drinks do bartender Jean Da´laqua, a exemplo dos Negroni e Americano da foto abaixo.EVVAI ? Rua Joaquim Antunes, 108, São Paulo, 11-3062-1160. É recomendado fazer reserva. Horários: de segunda a quinta, das 12h às 15h e das 19h à meia-noite; sexta-feira das 12h às 15h e das 19h à 01h; sábado das 12h às 16h e das 19h à 01h; domingo das 12h às 17h. Mais informações pelo site.
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10/10/2017
Cidade recebe evento de Gastronomia Italiana
Uma pizza ou quem sabe um bom espaguete, pratos tradicionais na Itália, mas que já se tornaram comuns em terras brasileiras. Com o intuito de buscar um resgate da culinária italiana, bem como de suas manifestações culturais, acontece em São João del-Rei, o 2º Festival de Gastronomia Italiana ? Colônia Viva, que começa na próxima quinta-feira, 12, e segue até o domingo,15. O evento que acontecerá no Aeroporto Municipal, contará com a presença de chefs de destaque em âmbito nacional como Mário Tacconi, Felipe Leroy, Martinho Caetano e Renâ Souza. A programação contemplará ainda, oficinas, feira italiana com pratos típicos do país e apresentações musicais. Há espaço também para as artes plásticas, onde o artista italiano Guido Boletti, irá realizar nos dias, a exposição intitulada Nel Blu Dipinto di Blu, cuja inspiração foram as canções compostas pelo músico também italiano, Domenico Modugno.De acordo com um dos organizadores, Ronildo Oliveira, a intenção é que o festival seja inserido no calendário cultural de eventos da cidade, fortalecendo também a identidade do povo italiano que chegou em São João no ano de 1888. O evento visa reforçar a importância dos imigrantes italianos como construtores de uma história. Promover a interação gastronômica e cultural da cidade. Assim como divulgar o roteiro agroturístico Colônia Viva, que inclui as propriedades rurais típicas das colônias: Felizardo, Recondengo, Marçal, Giarola e Bengo não somente em âmbito local, mas nacional. Ainda segundo Oliveira, na 1ª edição que aconteceu em 2015, o público estimado foi de 5 mil pessoas, e a expectativa é que nesse ano o número seja ainda mais expressivo.ProgramaçãoNa quinta-feira, 12, as atividades têm início às 9h, com a oficina de Boas práticas de fabricação e manipulação de alimentos, que será ministrada pela chef Érika Timponi. Às 10h, André Gonzaga será o responsável pela oficina de Cerveja Artesanal. O público poderá prestigiar a partir das 11h, a feira italiana, que contará com os produtos típicos da culinária do país europeu, como massas, pizzas e vinhos. Já à noite, às 20h, tem início a apresentação da banda Sinfônica do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.Na sexta-feira,13, começa às 9h, a oficina de Sustentabilidade e reaproveitamento de alimentos, apresentada por Stelamare Ferreira. Às 10h, Aline Timponi irá transmitir seus conhecimentos culinários na oficina Brigadeiros de abóbora, café e cachaça. No período da tarde haverá o concurso de ?Melhor receita de pizza?, às 13h, onde o preparo acontecerá na presença de um júri técnico que escolherá a melhor receita e o três primeiros colocados irão conquistar troféus. A partir das 17h, os presentes poderão degustar o melhor da comida italiana. Às 20h, tem início o show da banda são-joanense Clube da Seresta.No sábado, 14, haverá as duas últimas oficinas que são as de Plantas alimentícias não convencionais, às 9h, com Cristina Schittini e a de Pizzas Clássicas, às 10h, com o chef Martinho Caetano, seguida pela feira italiana, às 11h. Já as apresentações musicais ficam à cargo da Banda Salesiana meninos e meninas do Dom Bosco, às 18h, e com a banda Magnata?s Show que sobe ao palco às 20h.No domingo, dia de encerramento do evento, a programação começa às 9h com a Feira Italiana e, às 17h, tem a apresentação do espetáculo de dança ?Tarantella Folclórica? com a Cia. de dança Sabrina Margotti. A tarantela é um ícone da cultura da Itália, caracterizada por ser uma dança festiva e animada.InscriçõesAs oficinas são gratuitas e possuem 30 vagas cada uma. As inscrições podem ser feitas até a quarta-feira,11, através do e-mail vertentesculturaleventos@gmail.com, onde devem ser informados o nome da oficina almejada, nome completo e CPF.
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09/10/2017
De passagem por Manaus, especialista português desmistifica a bebida tradicional
Enólogo Português Mario Neves possui quase cinquenta anos de carreira viajando pelas principais vinícolas ao redor do mundo.Um dos principais especialistas no mundo dos vinhos está em Manaus. O português Mario Neves carrega na bagagem quase cinco décadas viajando pelas principais vinícolas ao redor do planeta. De passagem pela capital amazonense onde participou do Amazonas Wine Meeting, evento que reuniu amantes da bebida na Galeria Cristal do Manauara Shopping na última sexta-feira (6), ele aproveita para desmistificar algumas dúvidas sobre os vinhos e dá dicas de como harmonizar a bebida com pratos na nossa região.Tida como uma das mais tradicionais e prestigiadas bebidas do mundo, o vinho tem em sua história registros que datam de pelo menos seis mil anos. Segundo Neves, os vinhos eram batizados com o nome do local onde eram produzidos e sua produção tinha como objetivo servir de acompanhamento para as refeições. Essa característica é também um dos principais fatores para a existência de uma rica variedade da bebida.Qualquer refeição, almoço ou jantar, as pessoas bebiam vinho. Uma coisa interessante é que em regiões como Portugal, Espanha, França e Itália, há centenas de anos, as pessoas não podiam comer sem beber vinho e uma das partes interessantes é que nessas regiões há uma diversidade de vinho muito grande, isso por que quando os vinhos surgiram eram para acompanhar os pratos típicos de cada região, conta Neves.Com o passar dos anos, a enocultura passou a se espalhar pelos quatro cantos do globo. Na América do Sul, as regiões mais frias como Argentina, Chile e Sul do Brasil passaram a produzir a bebida, que nesse momento deixou de ser mera acompanhante para ser a protagonista. Nos países do novo mundo, entre os quais a Argentina está incluída, o grande crescimento do vinho se deu por encararem a bebida não como acompanhamento da comida, mas como bebida prazer, para se beber sem comida. O estilo de vinho para ser acompanhado com comida é substancialmente diferente do estilo de vinho feito para ser bebido só, esclarece. Isso, aliado as condições geográficas, impactam diretamente no sabor do produto final. Apesar dessas diferenças, o enólogo esclarece o mito de que vinhos europeus seriam superiores aos produzidos por aqui. O que pode diferenciar a qualidade dos vinhos europeus para os produzidos nos países do novo mundo é a questão geográfica. Às vezes pode chover na altura da safra e isso é o pior inimigo para qualidade do vinho, explica o especialista.Vinho bom é vinho caro?O principal mito que cerca o universo dos vinhos é o de que vinho bom é vinho caro. A ideia parte de que o valor está diretamente associado a qualidade do produto final, o que segundo Neves, não se justifica. O enólogo derruba o mito, explicando que os critérios usados hoje em dia para avaliação não se baseiam apenas no preço.Hoje em dia, os vinhos no mundo são avaliados pela relação preço-qualidade. Pode ver que há vinhos melhores avaliados com preços menores. Eu mesmo tive a experiência de provar um dos vinhos mais caros do mundo, o Chateau Petrus, em encontro com os amigos, onde estávamos fazendo uma prova dele e comparando com um vinho tinto português que custava algo em torno de 50 vezes menos e gostamos mais do vinho português.
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05/10/2017
Cocipa e Vinícola Pizzato promovem degustação de vinhos em Adamantina
Dirigentes da vinícola gaúcha ampliam ao público as informações sobre vinhos e espumantes.Uma ação promovida em parceria pela Cocipa (Cooperativa de Consumo de Inúbia Paulista) e a Pizzato Vinhas e Vinhos, de Bento Gonçalves (RS), propiciou uma noite especial aos apreciadores de vinhos, na loja de conveniência do Auto Posto Cocipa, em Adamantina, nesta terça-feira (3).A Pizzato Vinhas e Vinhos ampliou ao público local as informações sobre seus vinhos e espumantes, que integram a carta de bebidas da Adega Cocipa, em Inúbia Paulista. A exposição detalhada sobre os vinhos e espumantes com os rótulos Pizzato e Fausto foi realizada pela diretora comercial da vinícola, Jane Pizzato.Márcio Eduardo Cavalaro, gerente administrativo da Cocipa, foi o anfitrião da noite. Agradeço a vinda da Jane Pizzato, possibilitando estreitar essa relação com a Cocipa e o nosso público consumidor, em especial junto aos apreciadores de vinho, disse. Agradeço também a participação do público, para quem dirigimos essa ação e assim pôde conhecer um pouco mais sobre vinhos e espumantes, completou.A mobilização local, que reuniu os apreciadores de vinhos, foi articulada pelo advogado Sílvio Graboski, de Adamantina, que se dedica ao estudo dessas bebidas e publica em sua fanpage, O Santo Vinho. Agradeço a oportunidade dada pela Cocipa e espero que essa reunião realizada em Adamantina possa ser o início de uma confraria, destacou. Que a gente possa, ao tomar vinho celebrar a amizade, reforçou Graboski.Saberes e prazeresJane Pizzato, diretora comercial da Pizzato Vinhas e Vinhos, fez uma ampla exposição sobre os vinhos e espumantes Pizzato e Fausto, detalhando um lote especial de sete rótulos produzidos na Serra Gaúcha, com informações sobre as uvas predominantes em cada formulação, as notas de degustação possíveis de serem identificadas em cada bebida e as sugestões de harmonização, entre pratos diversos, carnes, frios, queijos e outros acompanhamentos.Na noite de degustação, o público apreciou as sete sugestões, acompanhadas de queijos, salame e uma massa ao sugo especialmente produzida para o evento, servidos no espaço da loja de conveniência do Auto Posto Cocipa, em Adamantina. Ao final foi realizado um sorteio de brindes aos presentes.Segundo Jane, as bebidas sob o rótulo Pizzato são concentradas, complexas e com boa capacidade de amadurecimento. São produzidas a partir dos vinhedos mais antigos, de propriedade da Família Pizzato, permitindo que se explore a máxima de que os vinhos melhoram com o amadurecimento.Os vinhedos do rótulo Pizzato estão localizados em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, em uma região turística conhecida como Vale dos Vinhedos. Lá, estão as instalações da vinícola e a Família Pizzato, com vinhedos desde 1968. Os vinhos são elaborados a partir de uvas de algumas variedades selecionadas, comprovadamente provenientes dessa região, e que passam por critérios de qualificação analítica e sensorial, e podem ostentar um selo identificador de origem e de parâmetros de qualidade, o selo da D.O.V.V. (Denominação de Origem Vale dos Vinhedos).Já os vinhos do rótulo Fausto se originam do vinhedo instalado na localidade de Doutor Fausto de Castro, em Dois Lajeados, também na Serra Gaúcha, existente desde 1985. As condições gerais de clima nessa região, em especial, são um misto entre os climas da Serra Gaúcha e do Planalto Gaúcho, com topografia de relevo menos acidentado, com maior circulação de ar.Segundo Jane Pizzato, essas características de clima e geografia se refletem na personalidade das bebidas Fausto. As características das bebidas Fausto tendem mais para o frutado, jovem e de corpo médio, elaboradas com as uvas deste vinhedo, disse. O processo de vinificação prioriza a coleta de estrutura e manutenção de aromas secundários frutados provenientes de uvas de baixa produção por planta, explicou.Ampliação da Adega CocipaA Adega instalada no Supermercado Cocipa, em Inúbia Paulista, está passando por melhorias, com ampliação e modernização da estrutura. Os investimentos estão em andamento e seguem o programa de expansão e modernização da loja, que tem permitido criar novas áreas de vendas e ampliar os fatores de conforto, mobilidade e diversidade, para o público regional que realiza suas compras na Cocipa.Mesmo com a intervenção no espaço, a Adega mantém seu funcionamento e atendimento ao público. Em breve o espaço totalmente reformulado deverá ser apresentado ao público consumidor, reforçando o compromisso da Cocipa com a qualidade dos seus produtos e serviços, e sua relação com o cliente cooperado.
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04/10/2017
Peterlongo dá voz ao consumidor
Público avaliará produtos da vinícola. Degustação será comandada por Pascal Marty, criador do Opus One.Ao invés de salas fechadas, um ambiente aberto, descontraído, agradável. No lugar de um curso, uma avaliação de seis produtos da Peterlongo em uma degustação às cegas conduzida pelo winemaker da vinícola, o enólogo francês Pascal Marty. O Tasting Peterlongo acontecerá no sábado, 14 de outubro, das 16h às 18h, em frente ao Castelo Peterlongo, em Garibaldi (RS), a Capital Brasileira do Espumante. Ao término, todos receberão certificado de participação. Ingressos já podem ser adquiridos no varejo da vinícola ou pelo site Sympla. O investimento é de R$ 50 por participante.O objetivo é gerar uma experiência diferenciada ao público apreciador de vinhos (sommeliers, enólogos, enófilos, membros de confrarias etc) ou leigos no assunto. Vamos reunir pessoas que têm em comum o gosto pela bebida, mas que estão dispostas a compartilhar uma vivência que foge o tradicional e que valoriza o trabalho do enólogo. Ou seja, vamos unir a técnica da degustação com a socialização do vinho, porém de um jeito leve e até divertido, destaca Marty, que terá a companhia da enóloga da Peterlongo, Deise Tempass.Cada um dos produtos será degustado às cegas por todos os participantes ao mesmo tempo. As notas serão registradas por cada degustador em uma ficha que segue os padrões da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Ao final, as fichas serão recolhidas e as notas computadas. Queremos saber qual é a opinião do consumidor. Tenho certeza que o resultado será motivo para novos encontros, afirma Luiz Carlos Sella, sócio diretor da vinícola. Os rótulos somente serão divulgados ao final da avaliação. Entre os seis produtos, um será exclusivo, escolhido especialmente para o Tasting Peterlongo. Cepas & Cifras opinaA experiência que será protagonizada pela Peterlongo deveria ter adesão de outras vinícolas. Ou mesmo de concursos que têm a pretensão de escolher a melhor bebida. Uma falha desses tastings é a formação do júri onde, na maior parte das vezes, são convidados apenas enólogos ou técnicos. O ideal seria ter uma mescla dos dois públicos reunindo, sim, os especialistas, mas também consumidores. Com isso, a nota alcançada por um vinho seria uma média mais próxima do que o mercado espera. Sei de alguns estabelecimentos no Sul que também testam as bebidas com diferentes tipos de público. Eis aí, quem sabe, uma forma de o Brasil conseguir desenvolver mais rapidamente o bom hábito de beber vinho e fazer com que todo o mercado avance.
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25/09/2017
Vinícola da Croácia armazena garrafas nas profundezas do mar Adriático
Na península croata de Peljesac, a Edivo Vina armazena seus vinhos de uma forma incomum: em espaços subaquáticos que podem ser visitados pelos turistas em mergulhos acompanhados por guiasNada de caves com temperatura controlada artificialmente . Na Croácia, um dos melhores vinhos do país envelhece é no fundo do Mar Adriático, onde o ambiente marinho se encarrega de personalizar as garrafas com conchas, resultando produto para lá de exclusivo. E saboroso! Essa maravilha fica próxima à capital Dubrovnik, em Drace, na Edivo Vina que está aberta a visitantes. Atualmente, além de atrair os apreciadores de vinhos, a vinícola também oferece tours para que os turistas mergulhem para buscar a garrafa que será degustada. Quem preferir, claro, pode apenas passear pelas praias belíssimas da região antes de erguer um brinde. Os especialistas da Edivo Vina, explicam que a produção do vinho segue o processo tradicional nas primeiras etapas. Só após três meses de envelhecimento, a bebida é colocada em jarros de barro (chamados ânforas) que são depositados no fundo do mar, em gaiolas, e permanecem na água por um ou dois anos.Outros cuidados são necessários para garantir que o vinho mantenha o padrão de qualidade. Além de uma rolha e do jarro de argila, as garrafas têm duas camadas ou ficam envolvidas em borracha a fim de evitar vazamentos. Ao final, o vinho único, com aroma de pinho, é vendido por nada menos que 270 euros.
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18/09/2017
25ª Expo São Roque Vinhos e Alcachofras traz gastronomia, arte, cultura e lazer ao interior
Com o tema - Tempos e Ritmos. A festa promoverá um mergulho nos hits clássicos que marcaram épocaCentenas de milhares de pessoas já conheceram a tradição dos vinhos de São Roque/SP e os pratos deliciosos feitos com alcachofra. O clima serrano da cidade, a apenas 60 km de São Paulo, é convidativo e a Expo São Roque Vinhos e Alcachofras, que chega em 2017 à 25ª edição, é a oportunidade para se encontrar (ou reencontrar) com estes sabores. Além disso, a festa conta com muita arte, cultura e lazer.Entre os dias 6 de outubro e 5 de novembro (sempre às sextas, sábados, domingos e nos feriados dos dias 12/10 e 02/11), o Recanto da Cascata em São Roque, local do evento, deve receber cerca de 80 mil pessoas, segundo as estimativas da organização. O tema da festa neste ano é ?Tempos e Ritmos?, um mergulho nos anos 50, 60, 70 e 80, dos anos dourados até o pop dançante.Uma das estrelas da festa, é claro, é o vinho, que terá destaque em workshops. O enólogo Fábio Goés vai contar um pouco sobre a história da bebida, as harmonizações perfeitas com os mais variados pratos e como degustar os melhores vinhos.A outra estrela da festa, é claro, é a alcachofra. A culinária com base na mais famosa das flores comestíveis estará nos restaurantes dentro do recinto, que servirão alcachofra recheada, à milanesa, no yakissoba, no pastel, na salada, e em diversos outros pratos. O visitante também poderá participar de workshops gratuitos de gastronomia com o chef Osley José, especialista na iguaria.Outra atração de destaque da Expo São Roque é a Pisa da Uva, essa é uma outra viagem no tempo que remete à tradição de pisar nas uvas, um dos primeiros processos para a elaboração e produção do vinho. O público será convidado todos os dias a colocar os pés em enormes tinas cheias de uvas.Quem puder visitar a Expo São Roque nas sextas-feiras, terá ainda mais atrações. Às 14 horas um bingo gratuito vai distribuir vários brindes. Logo depois, é a vez de do famoso Baile da Saudade, relembrando os hits que marcaram gerações.Celebrando São RoquePromovida pelo Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque com o apoio da Prefeitura da Estância Turística, a Expo São Roque reúne enogastronomia, diversão, compras, shows e manifestações artísticas. O passeio fica ainda mais interessante pela presença de diversas vinícolas da cidade, que terão estandes onde será possível conhecer mais sobre o vinho e fazer algumas degustações.De acordo com o presidente do Sidusvinho Fernando Pereira Leite, o foco da Expo São Roque é divulgar o potencial turístico da cidade, com destaque às vinícolas e a gastronomia à base de alcachofras. Nossa região possui um grande potencial turístico, com restaurantes de renome nacional, hotéis, vinícolas e o artesanato. Nosso objetivo é fomentar o turismo, apresentando ao público o melhor da nossa cidade, conhecida nacionalmente como a Terra do Vinho, ressalta o presidente.Serviço25ª Expo São Roque Vinhos e AlcachofrasData: 06 de outubro a 05 de novembro (todas as sextas, sábados e domingo feriados), das 10 às 20h Local: Recanto da Cascata - Av. Antônio Maria Picena, 34 - Vila Junqueira, São RoqueIngressos: Sextas-feiras, R$ 10,00; Sábados, domingos e feriados (12/10 e 02/11), R$ 28,00 (após as 16h R$ 10,00) Mais informações: Telefone - 11-4712-3231Site - www.exposaoroque.com.brFacebook - https://www.facebook.com/exposaoroque/
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14/09/2017
Vinícola Castanho lança Tour do Vinho no dia 23 de setembro
A partir do dia 23 de setembro (sábado), às 11h, quando será lançado o Tour do Vinho da Vinícola Castanho, os amantes de vinhos e espumantes poderão conhecer em detalhes como é o cultivo de uva e a produção artesanal da bebida da tradicional empresa jundiaiense. Para finalizar o passeio, uma imperdível degustação dos produtos da casa.As vagas são limitadas e, para participar, é necessário comprar o ingresso pelo site: https://goo.gl/j8TPwy. O valor é R$ 45 por pessoa.A partir de setembro, sempre no terceiro sábado de cada mês, os visitantes farão um tour guiado durante o qual visitarão os vinhedos, a adega e a produção dos vinhos. Além disso, conhecerão um pouco mais da história da família Leme da Silva, que fundou a Vinícola Castanho e há quase 50 anos contribui com a economia e o turismo de Jundiaí.O administrador da empresa, Ricardo Leme da Silva, terceira geração a trabalhar com a bebida, explica que a ideia de criar o Tour do Vinho surgiu da vontade de promover o produto jundiaiense e ensinar os apreciadores, principalmente os iniciantes, a harmonizá-lo corretamente com as refeições. ?Nosso objetivo é contribuir com quem está começando a consumir vinho, fortalecer o turismo no nosso bairro, o Castanho, e valorizar a região como produtora?, comenta.Programação:- passeio nos vinhedos e adega, com o guia João Leme da Silva, proprietário e enólogo da Vinícola Castanho- produção do vinho e história da propriedade- degustação e harmonização de vinhos e espumantes: Serra dos Cristais Brut, Luar Moscato, Bordô Seco, Luar Merlot Tannat, Luar Cabernet Sauvignon e Espumante Serra dos Cristais MoscatelRota Turística - A Vinícola faz parte da Rota do Castanho, que fica ao sul de Jundiaí e integra as atrações da Rodovia Tancredo de Almeida Neves, conhecida como Estrada Velha de São Paulo. Os turistas e moradores locais que fazem a rota podem conhecer a propriedade, seus vinhedos e produção de vinho e ainda outros lugares, como um sítio de produção de orgânicos e um espaço de lazer com 52 mil m2.Para Silva, Jundiaí tem bastante potencial a ser explorado no âmbito do turismo rural, já que grande parte das 1200 pessoas que a Vinícola recebe por final de semana vem de São Paulo e Região Metropolitana. ?Os turistas vêm em família e, geralmente, passam o dia inteiro na cidade, conhecem vários pontos turísticos e apreciam este contato com a zona rural, bem-diferente de sua realidade.?A VinícolaHoje, a Vinícola Castanho é conhecida pela produção de vinhos, mas foi com a tradicional cachaça Ponte Torta ? relançada há um ano -, que a empresa teve início. Em 1961, Aristides Leme da Silva trabalhava em uma fábrica de bebidas, onde aprendeu as técnicas de produção de vinhos, licores e destilados.Trabalhar como empregado não bastava para ele. O sonho de Aristides era abrir seu próprio negócio e, em um impulso em busca de concretizar seu objetivo, saiu do emprego. Em sociedade com um amigo, passou a fabricar a cachaça.A produção era distribuída em bares e a tradição oral da família conta que toda cidade conhecia e gostava da bebida. Em 1968, Aristides deixou a sociedade e fundou a Vinícola Castanho, com a intenção de revisitar suas origens, e passou a produzir vinhos também.Desde então, a empresa produz e comercializa vinhos tintos, secos e brancos, licores, cachaças, espumantes, entre outros produtos
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11/09/2017
Sparkling Wine Fair - Festival de vinhos e espumantes em Brasília
Sparkling Wine Fair reúne na próxima sexta-feira 32 vinícolas, que vão apresentar seu trabalho ao público que poderá degustar mais de 100 rótulos nos dias 15 e 16 de setembro, no Pontão do Lago Sul em Brasília. A Sparkling Wine Fair se prepara para uma edição ainda maior que a estreia feita em 2016, quando levou, em dois dias de evento, mais de duas mil pessoas ao Pontão do Lago Sul. O público pôde provar 100 rótulos de 20 vinícolas do mundo inteiro. Já para esta edição de 2017, a feira reunirá 32 vinícolas ? um crescimento de mais de 50% ? que passeiam entre os espumantes do Brasil e do mundo, como a Santa Augusta, Aurora, Perini, Vidigal Wines, Terra Serena e Bodega Dante Rabino.Os parceiros também chegam em maior número este ano, com o ParkShopping sendo o centro comercial oficial, assim como o Quality Hotel & Suites Brasília, como hotel do evento. O número de expositores também passa dos 25, trazendo nomes que são destaques na cidade em diversos segmentos.A feira também reforça seu conceito de trazer lançamentos exclusivos e novidades, como a vinícola Santa Augusta, que participa pela primeira vez com rótulos Brut branco e rosé, Demi Sec Branco e Rosé, Moscatel, além do vinho Mestria e o grande destaque, o Rosé Nature, composto das uvas Cabernet Suavignon, Merlot, Malbec, Montepulciano e Cabernet Franc. A importadora Segala & Perini traz com exclusividade para a SWF, os rótulos da espanhola Bodegas Lopez Morenas. Os rótulos são o Poderío Brut, Branco e Rosé; e o Faena Brut e Branco.Já a vinícola Aurora apresentará sua linha de espumantes Procedências, ressaltando a qualidades das uvas locais, remetendo às comunidades gaúchas e seus produtores associados. O selo conta com três opções, elaboradas pelo método Charmat longo, que consiste em um processo de maior contato com as leveduras na segunda fermentação.São eles o Chadornnay Brut, elaborado com uvas Chardonnay cultivadas na comunidade de Lajeadinho; Pinot Noir Branco Brut, feito com castas Pinot Noir das famílias estabelecidas em Tuiuty; e o Aurora Procedências Rosé Brut, produzido pelo corte Pinot Noir vinificada em rosé, de Tuiuty e de Riesling Itálico, vindo de Monte Belo do Sul.Os espumantes da espanhola Bodega Lopez Morenas, importados pela Segala & Perini, também chegam com exclusividade com três rótulos do Faena/Poderio: Moscatel Branco e Rose e Brut Branco. Os primeiros são elaborados com uva Moscatel, fermentação natural, aroma frutado e um sabor único que os fazem diferentes com graduação alcoólica de 7%. Já o Faena/Poderio Brut Branco traz uvas Pardina e Eva, e mais presença no paladar. Sua graduação alcoólica é de 11.5%.GASTRONOMIAEntre as principais novidades na gastronomia, a dupla de empresários César Santos e Betta Doelinger traz grandes restaurantes, o Nikkei Ceviche e Sushi e o Sallva Bar & Restaurante como expositores. A casa nipo-peruana oferecerá o clássico Ceviche Peruano (R$ 25,00), Sashimi de Salmão Trufado (R$ 30,00) e o exclusivo Tartar de salmão SWF, feito com salmão molho especial de azeite trufado e chips de banana da terra (R$ 25,00), assinados pelo chef Marcelo Fugita e executados pelo chef Miguel Ojeda.O Sallva Bar & Restaurante marca presença com um lounge, onde convidados serão recepcionados pelo sócio proprietário Christiann Silva com o carro-chefe da casa, Bolinho de arroz com grana padano e geleia de pimenta. Além disso, o espaço também promoverá o espumante Sallva, feito em parceria com a vinícola Zanella.Pelo segundo ano consecutivo, o Empório Leninha Camargo entra com um mega estande, trazendo um cardápio especial para a feira. Entre os destaques estão o Tarte de presunto Ementhal, o Tarte de frango e requeijão cremoso, a Trilogia de tomates ao pesto genovês o Duo de azeitonas marinadas em ervas, além do lançamento da linha e doces do empório. ?Teremos o lançamento da linha de doces do tempo da vovó,remodelados, com o doce de limão galego com doce de leite, figos recheados e rosas com fita de côco?, destaca.Se juntam ainda ao time a La Panière Pães Artesanais, Dona Osmá Produtos Gourmet, Haciendas, Congeladin, Aqui Tem Doce, Renata Mandelli Art&Food, Crepe de Paris, Grand Cru, Sweet Chic, Lalé Pocket Cakes, Pura e Tarsitano ? Sabor de Origem, que faz sua estreia com uma seleção de queijos artesanais de Minas Gerais, vendidos em peças de vários tamanhos e em bandejas para consumo durante o evento.ESTRUTURANos espaços, a SWF 2017 se mostra mais ligada também à moda de Brasília, com os lounges exclusivos do Estilozzo e do Comunidade VIP, veículos especializados do ramo e que levarão para dentro do projeto, ativações surpresas durante os dois dias. A editora Caras também traz um peso maior para a edição com cobertura nacional para o evento e um ambiente dentro da feira.De olho no público jovem que tem cada vez mais aprendido e apreciado espumantes do mundo inteiro, a iFly Brasília também entra como parceira dessa segunda SWF com um estande voltado para o simulador de voo, na outra margem do Lago Paranoá.Para agregar tanta novidade, o arquiteto Beto Carril assina um novo formato para a feira, visando o conforto para o público e visibilidade para os participantes. ?Visamos espaços acolhedores tanto na circulação em composição com os espaços dos estandes e aconchego para quem estará circulando?, explica ele adiantando também que a comodidade para a área de alimentação ganhou uma atenção especial: ?Colocamos a área concentrada em duas extremidades, deixando assim o ambiente bem ventilado, e o amplo visual do Lago livre para ser apreciado?.Os ingressos estão à venda por R$ 90,00 na Scotch House da 403 Sul, Loja Raia 3 da 205 Sul, Prime Vinho & Cultura no Brasil 21, Estação dos Vinhos na 413 Norte. Nos dias do evento, que espera reunir três mil pessoas, elas custarão R$ 120,00, sujeito à disponibilidade.A SWF 2017 é apresentada pelo Pontão do Lago Sul, Terracap, Editora Caras, Rio Quente Resorts e Jaguar. Como patrocinadores estão a Saccaro, que assinará os lounges do Estilozzo e da Caras, BierFass, Sallva ? Bar & Ristorante e novamente a Eletromec, loja especializada em adegas, que patrocina a Sparkling desde a primeira edição.As empresas apoiadoras de 2017 são a Loja Líder (assinando os espaços da Eletromec e Comunidade VIP), iFly Brasília, Grupo César Serra, Luxo de Festa, Prime Vinho & Cultura, Weppa ? Marketing Promocional, MaisX Consultoria, Virgínia D?arc Decorações e Eventos, Fauzi ? Marketing Esportivo, Renata Mandelli ? Art& Food, Inbrasília e Embassy Brasília.Os principais apoios institucionais são da escola de idiomas Cultura Francesa, Brasil Espumantes, IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho), do Governo de Estado do Rio Grande do Su,l da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal, do Governo de Brasília e da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
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05/09/2017
Febre na Europa e proibido no Brasil, vinho azul vai ser lançado em breve nos EUA
Um dos grandes hits do verão europeu em 2016 e proibido no Brasil desde o início deste ano, o vinho azul produzido pela vinícola espanhola Gik vai começar a ser vendido em breve nos Estados Unidos, o maior mercado consumidor de vinhos do mundo. Pra quem está por fora da nova tendência no segmento de bebidas alcoólicas fermentadas, a gente explica: lançado no ano passado pela Gik, o Gik Blue é feito com uvas brancas e tintas produzidas na região de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha, e leva em sua composição outras plantas que soltam pigmentos azuis e adoçantes.Criado com a ideia de atrair os mais jovens e para ser servido gelado, a fim de pegar carona na febre dos espumantes feitos sob medida para serem bebidos com uma ou mais pedrinhas de gelo, o Gik Blue atraiu a ira de especialistas que o consideram uma aberração estritamente comercial e de outros produtores do setor vitivinícola espanhol, principalmente aqueles que atuam na terra de Dom Quixote há séculos e prezam pela tradição, e chegou a ser temporariamente barrado das prateleiras por lá.Para evitar maiores transtornos, a solução encontrada pelo pessoal da vinícola foi focar no mercado americano, que hoje responde pela maioria maciça de suas exportações. Se o plano der certo, a Gik espera usar o status que pode conquistar nos Estados Unidos para tentar entrar novamente em outros países onde já teve ou ainda naqueles em que pode vir a ter dificuldades. Lembrando que por aqui o vinho azul foi barrado em janeiro pelo Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento por conter corante. (Por Anderson Antunes)
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31/08/2017
Conheça os vinhos do melhor enólogo português do ano
Jorge Serôdio Borges faz, no Douro, vinhos inspirados na Borgonha Demorou para Jorge Serôdio Borges ocupar este espaço. Ele foi eleito o enólogo do ano (neste mesmo, da graça de 2017) pela prestigiosa Revista de Vinhos portuguesa e já estamos em fins de agosto. E, como é de se esperar de um enólogo do ano, faz vinhos incríveis no Douro, onde sua família vive há gerações. Vem de uma linhagem de produtores de Porto, mas saiu da faculdade bem quando a revolução dos tranquilos surgiu por ali. Entrou na onda.Poucos anos depois de tomar um empréstimo para montar a Wine & Soul, sua própria vinícola, com a mulher, a também enóloga Sandra Tavares, já co-assinava um ícone contemporâneo, o Pintas, que homenageia o primeiro cachorro do casal. A safra 2013 deste vinho (R$ 775, na Adega Alentejana), feito com mais de 20 castas típicas, explica bem seu sucesso: gire a taça e sinta fruta negra madura, aroma de especiarias e de caixa de charuto. Ponha na boca e sinta os taninos finíssimos e abundantes, a alta adstringência, a concentração e a duração longuíssima. E uma fruta discreta, que não assusta, mas instiga. Esse já é unanimidade, então vale mais a pena falar de outro. Ou melhor, outros, que exemplificam bem os microclimas durienses, com nuances e variações de estilo.Vide o Manoella Vinhas Velhas 2012 (R$ 775), um fenômeno e um ?incompreendido?, como afirma Borges. ?Pensa-se na região e espera-se fruta madura, concentração.? Mas o que ele entrega mesmo é flor, jasmim para ser mais preciso, e chá verde. Delicado e elegante, é desses que fala baixinho com precisão, há de se prestar atenção e certamente haverá recompensa. Suas uvas vêm de um vinhedo que está na propriedade da família desde 1838 e que é cercado por florestas, o que dá um caráter totalmente distinto da pungência do Pintas, um Douro clássico. E, por isso mesmo, vem na garrafa de Borgonha.Na mesma linha, o Guru Douro White 2014 (R$ 374), um corte criado para ser um branco que se diferenciasse como (mais uma vez) os Borgonha, para envelhecer. Seu aroma de pavê de abacaxi não denúncia a acidez que dará o ar da graça na boca.Mas, como o preço das belezuras descritas acima não ajuda muito, sugiro que se dê uma chance ao caçula da Quinta da Manoella, o Manoella Tinto (R$ 184), feito à moda do Douro com pisa a pé em lagares, que traz a cereja como estandarte. Ou ainda o rótulo de entrada da Wine & Soul, o Passa Douro 2014 (R$ 114), que é alegre e fácil, frutinha negra no nariz, veludinho na boca.
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30/08/2017
Sommelier esclarece as principais características presentes nos rótulos dos vinhos
Região produtora, graduação alcoólica, DOC, Reserva, são várias as informações que valem a pena ser entendidasAlguns curtem beber um bom vinho em boa companhia. Outros levam à sério a bebida e gostam de buscar informações para "decifrar" tudo que está escrito no rótulo do produto. O sommelier Rodrigo Bertin, criador do projeto Vinho Mais, conta que bastam algumas dicas para aprender a analisar o rótulo de um vinho. "O primeiro passo é verificar se é um vinho do velho mundo, ou seja, da Europa, ou do que chamamos de Novo Mundo, que são todos os outros continentes, incluindo Ásia e Oceania", esclarece o especialista. No entanto, ele destaca que as regras apontadas são apenas convenções, e podem variar conforme a marca. "Um produtor de vinho pode criar o rótulo que achar melhor, mas, a maioria, segue um determinado padrão", completa o sommelier.Independentemente da origem, do tipo e da qualidade do vinho, existem algumas informações comuns a todos os rótulos. "A primeira delas é a safra, que mostra de que ano é o vinho", explica Rodrigo Bertin, alertando que 80% de tudo o que é produzido deve ser consumido ainda jovem. "Nem sempre o vinho mais antigo é o melhor, salvo raras exceções. Por isso, dizemos que na maioria dos casos, o vinho branco deve ser consumido em até três anos, e o vinho tinto, em até cinco".A graduação alcoólica e o volume da garrafa também são informações obrigatórias em todos os rótulos da bebida. "A graduação alcoólica dá uma ideia do quanto encorpado é o vinho. São mais leves quando com menos de 12,5% de graduação, e mais encorpados quando com mais de 13,5%. O volume padrão das garrafas é de 750 ml, mas há as meias garrafas, com 375ml, e as opções de 1,5 l, mais incomuns", diz o sommelier.Velho Mundo x Novo MundoSegundo o especialista, os vinhos franceses, italianos, e de outros países da Europa, trazem o nome da vinícola em destaque. "Os rótulos dos vinhos dos continentes americano e africano, por exemplo, geralmente nomeiam o vinho e o usam como marca, deixando o nome da vinícola em menor destaque, mais embaixo, enquanto os europeus apenas se orgulham do nome da vinícola", comenta Rodrigo. O especialista ainda ressalta que a região de produção, indicada abaixo do nome da vinícola, é característica dos vinhos europeus. "Normalmente, os rótulos do Velho Mundo não colocam nem mesmo a uva utilizada, pressupondo que o consumidor vai saber qual é só de ver a região, diferente dos rótulos do Novo Mundo, que sempre indicam se é merlot, cabernet sauvignon, malbec, entre outras", afirma o sommelier.Ele ensina também que os vinhos da Europa costumam ter uma sigla que funciona como Apelação de Origem. "A sigla DOCG, por exemplo, significa Denominação de Origem Controlada e Garantida, e indica uma qualidade criteriosa de avaliação do vinho", explica o especialista, destacando que as bebidas de fora do Velho Mundo costumam não ter a sigla, que também pode ser IGT (ou IGP) e DOC (ou DOP).O sommelier conta ainda que tanto os vinhos do Velho Mundo quanto os do novo podem apresentar classificação de qualidade, como Reservado (usado apenas no Novo Mundo), Varietal, Roble, Crianza, Reserva (ou Riserva em italiano), Gran Reserva e, por último, a classificação Premium ou Reserva Especial. "Os rótulos do Velho Mundo seguem regras muito rígidas do governo dos países, que controlam a qualidade do vinho que consta essas classificações, mas, no caso do Novo Mundo, o padrão é menos rígido e pode haver variação na qualidade apesar do nome", esclarece Rodrigo Bertin.Questionado se o maior controle e tradição dos vinhos europeus faz deles melhores, o especialista não hesita. "Existem vinhos melhores ou piores em todos os continentes, de todas as uvas e estilos", conta, reforçando que a definição de qual vinho é melhor deve ser feita por quem bebe. "No fim das contas, é você quem define pelo seu paladar qual vinho prefere", explica o sommelier.
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29/08/2017
Vender vinhos pede uma boa dose de poesia
Da primeira vez que Muito esteve com Marcelo Papa, o renomado enólogo da vinícola chilena Concha Y Toro, responsável pela assinatura dos vinhos das linhas mais conceituadas da empresa, a Casillero Del Diablo e a top Marques de Casa Concha, a Bahia ? mais precisamente a praça de Salvador ? figurava entre as apostas da empresa em relação aos rótulos que têm sua digital. Passados quase dois anos, algumas coisas mudaram, e para melhor. Papa foi alçado ao cargo de diretor técnico da empresa ? orienta mais de 11 enólogos ? e tem sido chamado na imprensa e entre os colegas de ?o enólogo mais poderoso do Chile?. Celebridade? Ele diz que não ? modesto e reservado, prefere falar de vinhos do que de holofotes. Não só isso, seus vinhos têm ganhado mercado em vários países, inclusive no Brasil, onde, em plena retração, aumentaram as vendas. A aposta em Salvador deu certo e representa hoje o quarto maior mercado no país ? em 2015 estava em quinto no ranking. Papa esteve em São Paulo e Salvador no início deste mês para falar de seus vinhos e apresentar sua mais nova criação: a edição limitada da linha super premium Marques de Casa Concha. Trata-se de um chardonnay e um pinot noir produzidos com uvas da região do Vale do Biobío, uma experiência inovadora no terroir específico da região homônima ao rio que corta a área, com uvas escolhidas a dedo. Papa recebeu a Muito para uma entrevista exclusiva durante almoço no restaurante Lafayette, que mais pode ser chamada de uma aula. A dinâmica desta conversa você confere a seguir.O que o traz novamente ao Brasil e a Salvador?O Brasil é um mercado muito importante para o Marques de Casa Concha. Para que fique mais claro: hoje em dia, o Chile é responsável por 27% do mercado (da produção da vinícola) ? das 150 mil caixas, 33 mil vendemos em Chile. O mercado número dois nos últimos anos é a Ásia, temos crescido bastante na Ásia, fundamentalmente na China. Em terceiro lugar se mantém o Canadá. E o Brasil, hoje em dia, passou os EUA na comercialização, está em quarto lugar. O Marques é uma marca madura em vários mercados. E as pessoas, os consumidores, têm muita confiança na marca. É uma marca que, além da confiança da boa qualidade, tem bom custo-benefício, e tentamos entregar o melhor. Portanto, aqui no Brasil é um trabalho que fazemos ano a ano. Nos últimos 30 anos! (risos). Ao final, tudo vai somando e transformando o Marques em uma marca muito reconhecida. E Salvador, que há um ano era o quinto mercado no Brasil, agora está em quarto lugar. Cresceu 10% em dois anos. Na frente, só São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.O que você acha que explica esse aumento de consumo aqui na Bahia?Há dois anos, quando vim à Bahia, fizemos várias degustações com clientes [empresários, distribuidores], demos treinamento aos vendedores em supermercados. Tudo isso soma e entrega mais confiança ao consumidor. Mas há trabalhos de promoção da marca durante todo o tempo. O vinho é reconhecido como de qualidade. Tudo soma um pouco. [É servido um vinho branco, Marques de Casa Concha chardonnay].Como você descreve esse vinho, Marcelo?Esse é um chardonnay 2016 do Vale do Limarí. No Vale do Limarí fazemos o chardonnay e o pinot noir. É uma zona muito fresca, brisas que vêm do mar, incidência de luz matinal. A temperatura é baixa e o solo é calcário. É um terroir de boa qualidade para chardonnay e pinot noir. Este é um chardonnay que não é tropical, de solo calcário, temperatura fria, me encanta. Muito complexo, muito bom. Aqui você não vai encontrar muita fruta [no nariz e na boca] porque não é uma área para isso. No chardonnay de alta complexidade você vai encontrar aromas mais minerais. É 100% fermentado na barrica. Em comparação aos da Califórnia, por exemplo, que são muito opulentos, frutados, doces. Esse é um chardonnay seco, para comer. Harmonizaria com o que quiser: com frutos do mar, praticamente com todos, exceto com ceviche, que é muito ácido ? e que seria melhor com sauvignon blanc. Mas, se deixar o ceviche de lado, com frutos de mar funciona espetacularmente.Mas e frutos do mar mais picantes, como o que muitas vezes temos na Bahia?Para mim, com uma comida muito picante prefiro a cerveja. Quando falo em picante, penso em curry, algo parecido. Este [chardonnay] se come com um risoto de frutos do mar, com polvo grelhado, com camarões, pescados de um modo geral... com polenta. Funciona extraordinariamente com um queijo camembert [faz expressão de satisfação], assim esse vinho é top. É um vinho superversátil. No Japão vendemos muito esse chardonnay porque a comida japonesa funciona muito bem com chardonnay e também com pinot noir ? mas fundamentalmente com chardonnay. Não com sauvignon blanc, que é muito ácido.Quando se elabora um vinho, há um pouco de poesia ou é estritamente técnico?Eu penso que é estritamente técnico. Fazer vinho é estritamente técnico. Mas vendê-lo e promovê-lo tem um pouco mais de poesia, de ideias, criatividade... Nós, enólogos, temos paladar muito treinado, muito técnico. Mas quando entregamos uma ideia a um consumidor queremos somente que ele desfrute esse vinho. Não se trata de que ele identifique que tem esse aroma, que seja fruta tal... O que importa é entregar um vinho rico e bom! E, no caso do Marques, que tenha o caráter do lugar onde foi elaborado. Por exemplo: este vinho é um chardonnay de Limarí? Sim, então tem que ser um chardonnay de Limarí, tem que ter as características do local. Solo calcário, não tropical. E que o consumidor o desfrute, perceba isso.Você é daqueles que acreditam que a maior parte do vinho está no vinhedo ou que 50% estão no vinhedo e 50% na vinícola?Oitenta por cento estão no vinhedo. Na bodega (vinícola), 20%, com sorte, não mais que isso. Mas o mais importante é a cabeça do enólogo, quando descobre ou decide como enfrentar um determinado vinhedo para vinificar. Poderia ser um chardonnay de Casa Blanca, Leyda, Limarí, Maipo... [regiões vitivinícolas do Chile] de qualquer lugar. Mas, vamos dizer, eu decido ir a Limarí, neste vinhedo, que tem condições específicas, porque meu conceito é o de que eu quero fazer um vinho calcário, mineral, salino, fresco. Por isso que eu digo que 80% estão nas parreiras que estão no vinhedo.Você está falando de terroir, que é o que dá a identidade do vinho. Mas hoje se fala muito em tendência de produção e consumo de vinho e as adaptações das vinícolas a isso...Tendência vai haver sempre. É como a moda, uma hora tem cós largo, antes era mais curto, uma hora é contrária... moda. No vinho: mais barrica, menos barrica, mais madeira, menos madeira. Mas o que importa é a qualidade. Há 15 anos a moda era mais madeira. Bem, agora estamos com menos madeira. Com o tempo tem que adaptar, mudar. Por exemplo, há 15 anos esse vinho teria 30% de barricas novas, teria mais madeira. Agora temos 20%. Não é que não tenha madeira, que a moda agora é menos madeira e não tem nada. Não: sempre será 100% fermentado em barrica e 100% de Limarí deste vinhedo. Mas mudamos um pouco a porcentagem, para irmos um pouco com a moda. O que importa é a qualidade. A tendência pode ser mais madeira, menos madeira, corta mais tarde, corta mais cedo... mas a tendência eternamente na Concha y Toro é a de que somos capacitados para produzir vinho de qualidade. Para nós, é a qualidade do vinhedo e do vinho. Mais madeira e menos madeira passa a ser secundário.Quais são as principais tendências hoje?Há três tendências: uma é a do uso de menor quantidade de madeira nova, no fundo tem um vinho mais equilibrado. Dois, a colheita um pouco mais cedo, para conseguir legar um álcool ligeiramente mais baixo, não adentrando na madureza da fruta ? colhe um pouco antes, mais com boa madureza. E, por fim, a terceira tendência é respeitar a origem da melhor forma possível, porque o vinho reflete o lugar. Essa é, na minha opinião, a tendência mais importante. [São servidos entrada, camarões cozidos. Marcelo prova com chardonnay e exclama: ótimo! E pede então um peixe robalo para almoço].Você trabalha com vinhos elaborados, de alta qualidade. Mas há também o processo de estandardização do vinho, produzido em larga escala. Os vinhos mais populares da Concha Y Toro são o Reservado e o Frontera. Qual a diferença?São vinhos com que eu pessoalmente não trabalho. Eu vinifico Casillero del Diablo e Marques de Casa Concha. Frontera e Reservado não tenho tanta afinidade para falar. Mas entendo que Frontera é uma ligeira melhor seleção de uva do que o Reservado. Mas eu prefiro não comentar porque não sou o responsável pela linha. Frontera e Reservado são mesclas [variedade de uvas misturadas] bastante grandes. Então é muito difícil encontrar um caráter de um determinado lugar [terroir] ou uva porque são mesclas de muitos lugares. Portanto, são mais fáceis, redondos, frutosos, para as pessoas que estão começando. [Marcelo pede para que o pessoal que o acompanha fale um pouco sobre a diferença entre Frontera e Reservado. É dito que são diferenças bem sutis, que estes são vinhos de entrada, mais fáceis de tomar, não passam por barrica, não têm seleção de uva, como acontece com a linha Marques].Uma curiosidade: você acha que a carmenère é realmente a uva emblemática do Chile?Não necessariamente. Carmenère é uma variedade que está no Chile há mais de 130 anos e que, em alguns lugares, produz vinhos de grande qualidade. Porém, quando afora carmenères de impacto nessas zonas de boa qualidade, se foi plantando em distintas zonas não tão boas. Então, nos últimos anos se teve uma oferta de tinto carmenère e, assim, um pouco não tão controlada, nem tão consistente. Alguns muito verdes e alguns muito maduros. Mas é porque foi exitoso o começo e os produtores começaram a plantar carmenère em lugares que não necessariamente eram tão bons. Hoje estamos [o Chile] correndo atrás e estamos plantando carmenère novamente em uma zona top, específica. Portanto, devemos encontrar nos próximos anos uma qualidade de carmenère mais consistente no Chile. Esperamos, como país, entregar uma qualidade mais consistente, estamos trabalhando nisso.Outra curiosidade sobre enólogos: você tem ideia de quantas garrafas de vinho você bebe por ano?Muitas [risos]. Em uma semana, umas quatro garrafas de vinho... Mas sempre com comida. Vinho é para comida. [Os pratos são servidos e a entrevista é brevemente interrompida. Pergunto qual seu vinho preferido, ele diz que gosta muito dos vinhos do Limarí. Em bate-papo coletivo à mesa, fala-se sobre seu trabalho como diretor técnico da vinícola, de futebol ? ele torce para o Audax. A entrevista finalmente é retomada ainda durante o almoço, quando também é servido o Marques de Casa Concha tinto cabernet sauvignon].Agora você pode descrever esse tinto?Esta é a marca Marques de Casa Concha que nasce no começo dos anos 70, 73, 74, por aí. Como um vinho somente tinto. Foi um cabernet sauvignon de Maipo ? que nesse tempo só tinha Marques de Casa Concha em Maipo na etiqueta [rótulo]. Em 1976, 1977, agregou na etiqueta o nome da uva cabernet sauvignon. Esse é um vinho original da marca, é como a alma mater. Se fala de Marques, se pensa: cabernet sauvignon. O cabernet sauvignon representa cerca de 45% a 50% da totalidade da produção do Maipo. É um vinho muito importante, o mais importante do Marques, do Vale do Maipo, o mais relevante. Os melhores tintos cabernet do Chile se produzem em Maipo. É um típico cabernet sauvignon de Maipo. Tem que pensar o seguinte: influência forte da Cordilheira dos Andes, altura, solo é aluvial com muita pedra e muita areia. Um vinho muito suave, fresco e com muito cassis, o 2015 [cheira a bebida na taça]. Muito licor de cassis, que é típico de Maipo. Mas os taninos são firmes e suaves [pausa para prova]. Ótimo! Vinho redondo, suave, de muito caráter. É um vinho que, para mim, o mais importante é que é predominantemente seco.Em sua opinião, provar bem um vinho e entendê-lo é algo que se pode aprender ou é um talento da pessoa, algo que nasce com ela?Se aprende. Se aprende, mas para ter talento tem que gostar. Quando alguém gosta muito de algo, adquire talento. Quando há essa pessoa que se diz que ?tem muito talento para algo? é porque gosta muito daquilo que faz.O que você diz para quem está iniciando no mundo dos vinhos? O que se deve considerar quando se vai provar a bebida?Interessante. Se alguém deseja se iniciar no mundo do vinho, no caso da Concha Y Toro, ele deve começar com Frontera e Reservado. Deve ser. Mas aí não vai encontrar a precisão do mundo dos vinhos, porque aí são vinhos todos muito parecidos. Não se encontra um terroir. Então, após um período, tem que dar um passo acima ? se é que se gosta realmente de vinho. Tem que ir um passo acima e buscar o vinho por origem. Por exemplo: provou um chardonnay do Limarí. ?Ah, gostei?. Depois prova um chardonnay de Casablanca [região produtora do Chile], que é mais tropical, mais aromático. ?Gostei mais do Casablanca do que Limarí?. Então, o que o consumidor tem que buscar é a origem do vinho que ele está provando, para poder então conseguir comparar. Isso é muito importante. [A sobremesa já está no final, assim como esta entrevista].E os vinhos da edição limitada que você estará lançando em São Paulo este ano? Qual é a principal inovação desses rótulos?O Marques tem vinhos clássicos, superclássicos, em estilo e em tipicidade. Mas deixamos um espaço da linha Marques para explorar. Há cinco anos, havia cabernet sauvignon cortado muito cedo, cerca de 200 mil garrafas. Há três anos, fizemos um vinho de mescla, de maceração carbônica. Fizemos também 200 mil garrafas. Agora, estamos fazendo um de Biobío, a 600 km ao sul de Santiago. Limarí fica 400 km ao norte de Santiago, para fazer chardonnay e pinot noir. Então, vamos fazer essa comparação de Limarí com Biobío: o Biobío é frio continental versus frio costeiro de Limarí. E também Limarí é calcário e Biobío é basalto. Vamos fazer um ?cara a cara?. Uma experiência de terroir. [A equipe da Muito se despede do enólogo, não sem antes o fotógrafo ganhar uma garrafa de chardonnay autografada por Marcelo Papa. Ele diz que pretende voltar à cidade, que considera ?muito linda?. Na Bahia, a edição limitada do Marques de Casa Concha do Biobío está à venda no e-commerce www.conchaytoro.com.br].
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22/08/2017
Santo André terá novo restaurante italiano do chef Arthur Sauer
Os amantes da gastronomia da região, mais precisamente da cozinha italiana, vão ganhar mais uma opção para saborear boas receitas da culinária em Santo André. Está previsto para começar a funcionar em outubro, no bairro Jardim, o restaurante Capo, do renomado chef Arthur Sauer, que falou sobre a novidade, em primeira mão, nesta segunda-feira (21), durante entrevista ao RDtv.O empreendimento será o primeiro do ramo em sua cidade natal e deve gerar pelo menos 15 empregos diretos. O espaço, que conta com a participação de mais dois sócios, funcionará nas esquinas das ruas das Paineiras e Caneleiras. Será o quarto estabelecimento de Sauer, que também é proprietário de hamburgueria nos Jardins, e duas unidades de restaurante italiano, em Perdizes e Pinheiros, todos em São Paulo.?A cozinha é italiana, mas é para ser um gastrobar, onde a pessoa pode fazer um happy houer e depois jantar?, diz o chef, que ficou famoso ao vencer a primeira temporada do programa de culinária do SBT, Cozinha Sob Pressão, em 2015.Sauer revela que já era conhecido dentro do meio gastronômico antes de participar do reality show, de uma forma mais interna, junto aos profissionais do setor. Não foi à toa que trabalhou em restaurantes famosos como o Cantaloup, Le Vin, La Tambouille e grupo Fasano (Parigi, Gero Rio e Fasano Al Mare). No entanto, ao vencer o desafio da TV, o reconhecimento foi ampliado permitindo contato mais direto com os clientes e abriu novas projeções de negócios.?Hoje eu cozinho muito mais em eventos do que em meus próprios restaurantes. Mas claro, sempre acerto uma receita ou outra, tento melhorar alguns pratos e ouço muito a opinião dos meus cozinheiros?, ressalta, ao acrescentar algumas agendas com sua participação, entre elas, o 1º Gourmet Solidário de Santo André, na qual preparou sopa de abóbora.Além disso, também assinou recentemente jantar promovido pelo prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, para os chefes do Executivo da região com presença do gestor da capital, João Doria. Na TV gazeta, por exemplo, participa todas as segundas-feiras do Cozinha Amiga, onde sempre prepara uma receita de chef, na qual o objetivo é que as pessoas possam executar o prato em casa. ?Eu pego muita técnica e procuro usar ingredientes simples?, aponta.Atualmente também participa todas as sextas-feiras, da 2ª edição do Clube ABC Gourmet, no Shopping ABC, evento que teve início em março e se estenderá até 15 de dezembro. No espaço funciona uma cozinha compartilhada onde as pessoas preparam, com orientação do chef, os próprios pratos. São 60 pessoas a cada sexta-feira, das 19h30 às 20h30.?Eu gosto que eles façam a massa, os recheios e os molhos, tudo do zero. Eu não quero deixar fácil pra eles?, afirma. Para participar as pessoas precisam gastar R$ 300 no shopping, que dão direito a troca de dois ingressos.Na oportunidade Sauer também esclareceu que o ramo gastronômico é amplo e envolve um conjunto de pessoas para a realização da atividade e não apenas o chef de cozinha. ?Tem de 25 a 30 profissões ligadas a gastronomia, indiretamente. O design de roupa, a pessoa que desenha o prato, tem o crítico, o jornalista. Todas elas são profissões que não necessariamente precisam trabalhar diretamente com comida?.
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24/07/2017
Napolitano Rossopomodoro abre casa em SP fora do Eataly
Há uma frase popular atribuída aos habitantes de Nápoles, a cidade italiana reconhecida mundialmente por suas redondas fumegantes, que diz o seguinte: ?Vivemos em um sociedade onde a pizza chega na sua casa mais rápido que a polícia.? Verdade ou não, ela define a sensação de se pedir uma pizza no Rossopomodoro, casa fundada em Nápoles há cerca de 30 anos e hoje com 150 unidades espalhadas pelo mundo ? muitas delas dentro do Eataly. Seja em Milão, Nova York ou São Paulo, ela é servida poucos minutos após o pedido. E sempre chega à mesa com massa leve e fina. Isso sem falar na quantidade (e qualidade) satisfatória de molho de tomate.Para a maioria das pessoas, o Rossopomodoro é a pizzaria napolitana do Eataly, em qualquer que seja o lugar do mundo. No entanto, o napolitano Rossopomodoro é mais que uma pizzeria. Há massas variadas e ótimos petiscos no menu. E mais: ele não pertence (pasmem!) ao complexo gastronômico italiano. Marca do Grupo Sebeto SPA-Italia, o Rossopomodoro simplesmente opera dentro da Disney dos apaixonados pela cucina italiana.Eis que hoje, sexta-feira (21/07), o Rossopomodoro inaugura sua segunda unidade no Brasil e primeira fora dos muros do Eataly São Paulo. Localizada na Rua Pedroso Alvarenga 909, no Itaim Bibi (SP), a autêntica casa napolitana estreia com ingredientes certificados da região de Nápoles e garantidos pelo DOP, DOC e DOCG. Ou seja, eles têm denominação de origem garantida, controlada ou protegida ou todas as alternativas combinadas.Rossopomodoro tem mais de 150 unidades pelo mundoNa prática, isso garante que as criações são feitas com ingredientes italianos de alta qualidade. Por conta desta premissa, a cada estação, novidades exclusivas com sabores típicos serão lançadas. Outra boa notícia é que dá para comer pizza e pasta em qualquer horário entre meio-dia e 23h.Antepasto, salada e massa revelam um Rossopomodoro além da pizzaBEBIDASDa carta de bebidas, além de clássicos como Bellini, Aperol Spritz, Negroni e Campari, há ainda requintadas Caipirinhas Fusion preparadas pelo barman napolitano Enzo de Angelis. Entre brancos e tintos, a carta de vinhos abraça todo o território italiano.MASSASMassas fazem parte do cardápio do RossopomodoroDas panelas para a mesa, o cardápio do Rossopomodoro traz o Spaguetto al Pomodoro que leva pasta de gragnano com molho cremoso de tomate fresco. Há também o La Parmigianella de berinjela gratinada. Para começar, vá de La Tiella ? fritura típica napolitana de terra e mar.PIZZAAndrea Conte, sub-chef pizzaiolo do Rossopomodoro em SP e a pizza Margherita VeraceA pizza napolitana é uma unanimidade no mundo todo e no Brasil não é diferente. Por aqui, elas são preparadas pelo maestro pizzaiolo Rosario Minucci e sua equipe. A massa é feita artesanalmente, com fermentação de pelo menos 24 horas. Essa espera permite que os amidos se transformem em açúcares simples perfeitamente digestíveis, tornando a pizza macia e suave.Entre as mais pedidas, destaque para a imperdível Margherita Verace (receita responsável pelo sucesso da pizza Rossopomodoro na Itália e no mundo). Para compartilhar, vá de foccacia. Os preços variam de R$ 35 a R$ 55.Durante a semana, é possível experimentar o almoço-executivo que conta com antipasto e prato principal.SOBREMESANada de petit gâteau. Na casa napolitana, o dolce surge na forma de Torta Caprese de Chocolate e Amêndoas com Sorvete ao Leite de Búfala. Há ainda a Calda-Calda, uma espécie de bolinho de chuva com Nutella.Rossomopomodoro Cucina e Pizzeria NapoletanaRua: Pedroso de Alvarenga, 909 ? Itaim ? São PauloCapacidade: 110 pessoas. Possui acesso a deficiente físico. Aceita todos os cartões de crédito, débito. Estacionamento com manobrista R$25. Horário de funcionamento (incluindo feriados): das 12 às 23hs (segunda a domingo). Não é necessário fazer reserva. Possui Wi-Fi. Cadeirões e fraldário.
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31/05/2017
Dificuldades na Gestão de Pessoas no Setor de Alimentação
A base mais difícil numa gestão dentro da Área de Alimentação é com certeza a equipe de funcionários, ter uma equipe bem entrosada, motivada e aplicada é uma missão desafiadora para todo administrador.Cada Serviço de Alimentação procura sempre desenvolver o seu próprio modelo de gestão, muitos profissionais conseguem desenvolver este processo com mais facilidade, outros tendem a demorar um pouco mais de acordo com suas experiências e habilidades pessoais.Quando estudamos o comportamento humano conseguimos ver além do que nos é solicitado, um bom modelo para isso é sabermos o como e o quando o nosso colaborador se sente motivado em estar ali naquele local trabalhando conosco.O quanto o funcionário se sente a vontade em estar no restaurante, e o quanto ele se mostra motivado a indicar, até mesmo promover este restaurante onde ele é parte da equipe que faz o trabalho acontecer. As etapas e processos da formação de um eficiente quadro de mão de obra devem ser realizados com base de como o serviço funciona e de quais são os objetivos ou o propósito do Restaurante.Uma boa prática é estar sempre consciente que funcionários são seus colaboradores e são pessoas com necessidades particulares e diferentes. Esta parte é a mais exigente pelo fato de não levarmos em conta que as pessoas têm manias, hábitos e que muitas vezes são difíceis de abandonar. Em analise realizada junto ao setor, verificamos práticas que podem auxiliar no desenvolvimento de uma boa gestão de pessoal Setor de Alimentação: - Fale com a equipe! Comunique-se para garantir ao grupo a assimilação dos objetivos e o propósito do Restaurante. É muito importante também ouvir o que cada um tem a dizer . Estabeleça uma relação de confiança entre o gestor e a equipe, mantenha canais de comunicação entre o Restaurante e os colaboradores, sempre procurando manter relações de confiança e respeito;- Procure identificar os fatores que afetam o bem-estar, a motivação e a satisfação dos seus funcionários. O completo entendimento do seu quadro de colaboradores é fundamental para que sejam desenvolvidas atividades, projetos que estejam de acordo com as necessidades do colaborador e que possam efetivamente auxiliar no aumento da produtividade, criando forças na busca por bons resultados;.- Invista nas habilidades e nos conhecimentos dos seus funcionários. Entender as suas competências auxilia no desenvolvimento de suas atividades diárias como forma de garantir a eficiência e o bom trabalho em equipe; - Promova programas de capacitação com base em um plano de carreiras e nas metas estipuladas pelo Restaurante. E por fim mas não menos importante, incentive a busca pela constante capacitação e reciclagem do seu colaborador
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26/05/2017
EXPOVINIS 2017
EXPOVINIS 2017 - Única feira de vinhos no Brasil reconhecida mundialmente mostra panorama do mercado em 2017Principal portal de contato entre o mundo do vinho e a América do Sul, o ExpoVinis Brasil 2017 persiste em meio ao atual cenário econômico e confirma sua 21ª edição, que será realizada entre 6 e 8 de junho no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo (SP).Entre as empresas participantes estão vinícolas do Brasil reunidas pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) - Casa Venturini, Peterlongo, Rasip/RAR, Don Guerino, Vinícola Batalha, Vinícola Aracuri, Capoani, Zanella, Don Candido, Cavalleri, Sanjo, Lucano, Campos de Cima, Marco Luigi e Dom Pedrito -, além de Pericó e Laurentia, que participam com espaços próprios.Também já confirmaram presença produtores de Portugal (AEP), Chile (Wines of Chile), Itália (Câmara do Comércio Ítalo-Basileira), Eslovênia, Reino Unido, Argentina e Espanha, e as importadoras Premium, Casa Flora, Adega Alentejana, Bodegas Selecionadores de Vinhos, Vino Italia, Vinissimo e Galeria dos Vinhos.O ExpoVinis é a única feira de vinhos realizada no Brasil que integra o calendário mundial de eventos dedicados aos tintos, brancos, rosés e espumantes; reúne, anualmente, empresários e produtores dos principais países da indústria vitivinícola. Recebeu, em sua última edição, um público formado 95% por profissionais do setor. Dos mais de 8 mil visitantes em 2016, 75% eram influenciadores ou responsáveis diretos pela compra em seus estabelecimentos. É também o único evento do País a promover discussões sobre o setor, encabeçadas por importantes nomes do mundo do vinho.Reforçando esse protagonismo no desenvolvimento e qualificação do segmento, o ExpoVinis 2017 vai montar o ?Terroir do Conhecimento?, um ?wine lounge? onde serão ministrados conteúdos relevantes e de interesse do público visitante (restaurantes, sommeliers, varejo), que poderá participar gratuitamente (as inscrições serão realizadas previamente).Entre as novidades de sua 21ª edição, a feira atende a uma demanda do público e traz a Loja ExpoVinis: os visitantes poderão comprar vinhos na saída do evento, de forma que estendam a experiência vivida no ExpoVinis. Na loja, os apreciadores encontrarão até 5 rótulos diferentes de cada expositor.Também novo é o Wine Bar ExpoVinis, espaço onde o público poderá adquirir vinhos em taças para degustações mais completas, ampliando seu contato com o vinho e, ao mesmo tempo, reduzindo, para o expositor, o volume de degustações em seu stand, otimizando os contatos que a feira promove e a movimentação do público nos espaços das marcas. Cada expositor terá direito a expor 1 rótulo para comercialização em taça no Wine Bar.As aguardadas degustações gratuitas voltam a ser realizadas em 2017 e serão comandadas pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP) e a Enocultura. A grade de temas e horários será divulgada em breve em www.expovinis.com.br.?Acreditamos que essas implementações estejam alinhadas com as características e interesses do setor brasileiro de vinho e contribuirão para que o ExpoVinis se consolide, cada vez mais, como o principal evento brasileiro do segmento vitivinícola e cumpra o seu compromisso com o mercado divulgando o vinho, aproximando pessoas e potencializando a realização de negócios?, resume Clélia Iwaki, diretora do evento, que organizado pela Informa Exhibitions.O acesso à feira também traz novidades: a partir deste ano, os visitantes que são profissionais do setor devem adquirir o ticket para participar do evento, preferencialmente entre 13 e 16 horas. O consumidor final terá acesso à feira exclusivamente mediante aquisição de convites e em horário estrategicamente definido após a visitação dos profissionais: a partir das 16 horas.Os valores são:- profissionais do setor: R$ 30,00;- consumidor final: entre R$100,00 e R$ 130,00 nos lotes antecipados e R$ 150,00 na feira.Todos os visitantes pagantes terão direito a uma taça para degustação e 10% de desconto nas compras realizadas na Loja ExpoVinis. TOP TEN EXPOVINIS BRASILUm dos concursos mais aguardados e respeitados no Brasil, o TOP TEN ExpoVinis é outra atração com novidades. Este ano, o resultado será anunciado no segundo dia do evento, 7 de junho, e os expositores terão a possibilidade de inscrever amostras de acordo com a metragem de seu espaço na feira: a cada 10m², dois vinhos poderão ser inscritos em qualquer uma das categorias que formam o TOP TEN.São elas: Espumantes nacionais, Espumantes Importados, Brancos Nacionais, Brancos Importados, Rosados, Tintos Nacionais, Tintos Novo Mundo, Tintos Velho Mundo I (Portugal e Espanha), Tintos Velho Mundo II (Itália, França e outros) e Fortificados e Doces.Como tradicionalmente acontece, o júri será capitaneado pelo especialista Jorge Lucki, único membro brasileiro da tradicional Académie Internationale du Vin. SERVIÇO:ExpoVinis Brasil 2017 | 21º Salão Internacional do Vinho6 a 8 de junhoDias 6 e 7, das 13 às 21 horas. Dia 8, das 13 às 20 horas.O evento é aberto ao consumidor final nos 3 dias de realização, a partir das 16 horas.Expo Center Norte - Rua José Bernardo Pinto, nº 333, Vila Guilherme / São Paulo - Pavilhão BrancoInformações sobre horários do Fórum ExpoVinis, palestras e degustações, acesse: www.expovinis.com.brDivulgação: CH2A Comunicação
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25/05/2017
Fispal Food Service - A tendência é o autoatendimento: feira apresenta tecnologias que trazem mais autonomia para bares, restaurantes e clientes
Conectadas às novidades tecnológicas, as feiras Fispal Food Service, Fispal Sorvetes e Fispal Café, levarão aos visitantes de sua 33ª edição uma série de soluções não apenas para restaurantes, cafés, bares, sorveterias e demais estabelecimentos dedicados à alimentação, como também para os clientes, cada vez mais antenados em opções modernas.Com criações como o WonderFi, inovação em serviço de internet inteligente, e o Robô Cube, máquina automatizada de sorvete que faz todo o serviço ao toque de uma tela, o evento traduz sua aposta em uma das tendências do segmento para os próximos anos: a autonomia compartilhada entre consumidores e estabelecimentos. Para atender a quem está do outro lado do balcão, a Fispal Food Service irá apresentar uma série de lançamentos em ?autoatendimento? através de dispositivos touch. Um deles é o FACILITE, sistema que estará disponível para pizzarias, padarias, lanchonetes, restaurantes e bares, e com o qual o cliente poderá realizar o pedido de forma rápida e conveniente: diretamente do Smartphone. É de forma semelhante que funciona o Goomer (foto à esquerda), um tablet que fica na mesa para que o cliente visualize o cardápio do estabelecimento e faça o pedido quando quiser e da forma que mais gosta. Na prática, é um garçom dedicado e disponível 100% do tempo. Isso reduz atrasos de atendimento, melhora a qualidade do serviço e aumenta as vendas. Ainda na onda do ?ao toque de uma tela?, outros destaques da edição prometem conquistar os consumidores diretamente pelo estômago. É o caso do Robô Cube (foto à direita), que traz um sistema altamente tecnológico para (auto)servir guloseimas como sorvete, açaí e frozen yogurt. O cliente faz o pedido no painel, selecionando tamanho, estilo (mesclado ou em camadas), sabores e cobertura, e, após efetuar o pagamento, recebe a sobremesa em copos colecionáveis. Dos doces para os salgados, os amantes da culinária japonesa também serão surpreendidos pelas Sushitops, máquinas para a produção rápida de sushis e nigiris, duas das especialidades nipônicas mais adoradas pelos brasileiros. ?Como mais importante evento do segmento de alimentação, a Fispal Food Service busca antecipar as tendências que atendam às demandas de empreendedores e clientes. Nosso compromisso será sempre com a expansão do setor, por meio de novidades que acompanham o movimento de modernização dos processos e, claro, da relação dos participantes deste amplo universo do food service?, comenta Clélia Iwaki, Group Director da feira.Outro lançamento superaguardado é o WonderFi, uma poderosa ferramenta para promover ações de marketing em estabelecimentos que disponibilizam o ? sempre! ? almejado serviço de WiFi. Ao ser conectado no celular do cliente, o software capta informações e automatiza a comunicação com o consumidor. Um dos pontos fortes do serviço é o incentivo da avaliação do estabelecimento pelo cliente no site Tripadvisor, com o objetivo de manter sua posição em crescimento no ranking avaliativo. Além disso, o WonderFi registra as visitas dos clientes e envia convites ou alertas sobre promoções via e-mail, funcionando como um serviço de pós-venda automatizado. Compra coletivaEntre os destaques trazidos pela feira, está a primeira plataforma online direcionada às compras coletivas Business to Business: a Ganhejunto, desenvolvida para reunir e tornar mais vantajosas as operações de pequenas e médias empresas, com um processo aprimorado que oferece diversas vantagens. Por meio de um serviço de geolocalização, o sistema cria grupos formados pelas empresas compradoras ? por critérios como volume de compra e perímetro logístico ? que, por sua vez, convidam fornecedores cadastrados na plataforma para participar da Ordem de Compra, formando um cenário de compra coletiva que permite a obtenção de melhores condições comerciais. Cada cliente tem autonomia para negociar forma de pagamento, data de entrega e quantidade do pedido com o fornecedor individualmente. Com o serviço, os benefícios tornam-se amplos para todos os participantes: compradores adquirem alto poder de negociação e conquistam preços mais competitivos; fornecedores reduzem os custos com logística, distribuição e comissões de venda. Fispal Food Service | Fispal Sorvetes | Fispal CaféA Fispal Food Service, Fispal Sorvetes e Fispal Café acontecem paralelamente e ao ExpoVinis Brasil ? principal evento de vinhos na América Latina. As feiras são complementares e formam um panorama completo do setor, trazendo um amplo cenário das inovações e tendências em produção, insumos, maquinário e acessórios. O salão internacional do vinho complementa o calendário de feiras voltadas à cadeia produtiva de alimentos e bebidas, apresentando os destaques do promissor mercado vitivinícola aos profissionais já envolvidos na cadeia de food service, ampliando, assim, os intercâmbios que as feiras promovem.Sobre a Informa ExhibitionsA Informa Exhibitions é uma unidade negócios do Grupo Informa, maior organizador de eventos, conferências e treinamentos do mundo, com capital aberto e papéis negociados na bolsa de Londres. O grupo possui 100 escritórios espalhados por 40 países, empregando cerca de 9000 funcionários em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, a Informa Exhibitions investiu cerca de R$ 400 milhões no Brasil em aquisições de eventos, marcas e títulos no segmento de exposições e feiras de negócios. Com escritórios em São Paulo (sede) e Curitiba e cerca de 230 profissionais, a empresa possui em seu portfólio eventos como Agrishow, Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, ForMóbile, FutureCom, ABF Franchising Expo, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, Feimec, ExpoMafe, Plástico Brasil, High Design Expo, entre outros, perfazendo um total de 23 feiras setoriais. www.informaexhibitions.com.br SERVIÇOFispal Food Service | Fispal Sorvetes | Fispal Café6 a 9 de junho de 2017De 6 a 8, das 13 às 21 horas; dia 9, das 13 às 20 horasExpo Center - Norte Rua José Bernardo Pinto, nº 333, Vila Guilherme / São PauloInformações, credenciamento e novidades: www.fispalfoodservice.com.br E-mail: fispalfoodservice@informa.comA feira tem entrada franca e é exclusiva para os profissionais do setor(necessário apresentar identidade e comprovante profissional).
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23/05/2017
A POLÊMICA SOBRE A LEI DA GORJETA NOS RESTAURANTES
Por Percival Maricato.O ato de conceder gorjeta é muito antigo, utilizado em várias atividades com o propósito de gratificar um prestador de serviço, com um valor não incluído no preço estipulado pelo produto.Nos bares e restaurantes, espontânea ou sugerida como ?taxa de serviço não obrigatória?, a gorjeta vinha provocando inúmeras polêmicas.O principal motor de incompreensão esteve no fato da Justiça do Trabalho interpretar a gorjeta dada pelo cliente ao garçom, como remuneração paga pelo estabelecimento. Em muitos casos o empresário sequer tinha ciência do total de gorjetas recebidas por seus funcionários. Uma vez que o juiz considerava gorjeta como sendo remuneração, sobre o total recebido pelo funcionário, a empresa era condenada a pagar encargos: FGTS, INSS, férias acrescidas de 1/3 e 13º salário, em alguns casos horas extras e adicional noturno.Portanto, o empresário combinava de pagar um salário ao funcionário ou pagava conforme a convenção coletiva de trabalho (CCT), mas na reclamação o juiz decidia que esse salário era o dobro ou bem mais. A exemplo, se o garçom recebesse R$ 1.000,00 por mês como gorjeta com repasse total, a empresa ainda teria que pagar valores expressivos de encargos sobre essa verba. Se o garçom ganhasse por vários anos a gorjeta sem que a empresa lhe pagasse os encargos, ao final este reclamava e a empresa sofria condenações difíceis de serem cumpridas, devido ao valor acumulado e sobre o qual incidia correção monetária, juros, multas e verbas previdenciárias. A maioria das empresas sempre concordou em repassar a totalidade das gorjetas para os funcionários, mas jamais em pagar sobre o valor da gorjeta, dada voluntariamente pelo cliente. No sentido de evitar divergências e manter a harmonia, imprescindível para criar um clima de paz e tranquilidade, os empresários e trabalhadores fizeram um acordo: as empresas reteriam da receita da gorjeta valores suficientes para pagar os encargos: férias, 13°, FGTS e INSS.O INSS é pago diretamente a União, mas beneficia o trabalhador com melhor aposentadoria no futuro. Trata-se de proposta com a qual todos os sindicatos laborais concordaram; fizeram-se convenções coletivas com essa cláusula em todo o país.No entanto, essa fórmula foi mal compreendida, trabalhadores e clientes nem sempre entendiam, acabando por acusar os empresários do setor de apropriação de parte da gorjeta dos funcionários. Claro que há maus empresários, como em qualquer setor de atividade, mas a maioria preferia seguir a convenção, para não ter problemas com a equipe, de quem dependia o bom atendimento ao cliente, e para evitar problemas com as fiscalizações dos sindicatos, promotores, fiscais do Ministério do Trabalho e Justiça do Trabalho ou mesmo passivo trabalhista.As denúncias continuaram e também as condenações da Justiça do Trabalho, que não aceitava as convenções coletivas. Para resolver a questão, empresários (no caso da ABRASEL com votação favorável de presidentes das 27 seccionais existentes pelo país), e trabalhadores representados (sindicatos, federações e confederações) por suas entidades, se mobilizaram para apoiar uma lei que regulamentasse a gorjeta.O resultado após muitos anos de debate foi a Lei nº 13.419, que entrou em vigor dia 13 de maio deste ano, com o propósito de regulamentar a distribuição da gorjeta.Com conteúdo muito semelhante às convenções coletivas existentes, a lei permite que as empresas que estão no SIMPLES retenham 20% e as que estão fora desse sistema de tributação (lucro real e lucro presumido), retenham 33% da receita da gorjeta para pagar os encargos referidos. O percentual destas últimas é maior por terem elas que pagar INSS, que no SIMPLES já é recolhido com percentual único sobre faturamento. Ou seja, todo o valor arrecadado como gorjeta será pago ao trabalhador ou encargos em seu benefício.Vale ressaltar, que a lei é genérica e não especifica certos detalhes:· Não informa se no período atual prevalece a convenção ou a lei, ambas em vigor.· Divisão - não esclarece quanto da gorjeta será deferida a cozinha e quanto ao salão, e como será distribuída entre os funcionários, se proporcional ao saláriofixo pago pela empresa (chefs/maítres ganham mais) ou de forma igualitária.Para disciplinar esta distribuição a lei previu a possibilidade de se ter assembleias de funcionários. Haverá ainda comissões de empregados para fiscalizar a aplicação das regras. A União foi a mais beneficiada, pois passa a receber 8% de INSS do trabalhador sobre o montante arrecadado como gorjeta e também receberá INSS das empresas que estão fora do simples; incluindo imposto de renda de muitos trabalhadores cuja remuneração ultrapassa o teto de isenção. Será recolhido FGTS, verba controlada pela União e que será disponibilizada ao trabalhador somente no caso de demissão sem justa causa, na aposentadoria ou em situações específicas.A gorjeta continua voluntária; pode até ser sugerida como taxa de serviço, mas continua não obrigatória, fica a critério do cliente, que pode deixar 10%, mais ou menos. O estabelecimento insere essa sugestão na nota de consumo (como consta na lei), a que é entregue para ser conferida pelo cliente. O cliente, mesmo pagando a gorjeta, tem direito à nota fiscal, mas sem o valor da gorjeta, pois este não conta como faturamento do estabelecimento, é totalmente entregue ao funcionário ou pago como encargos.Após a adequação à lei certamente haverá mais harmonia, empresários e funcionários terão mais segurança jurídica. A União deve dar-se por satisfeita, por receber FGTS, INSS e imposto de renda, além de aumentar a arrecadação do FGTS, dessa imensa massa salarial. O cliente também pode ficar mais tranquilo, por saber que a gorjeta vai beneficiar o trabalhador. ABRASEL-SP - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes ? São PauloPercival Maricato ? Presidente e advogado especialista no setor
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09/05/2017
Fidelizar para o sucesso
Há poucos dias, foi divulgado o resultado da mais recente sondagem do Open Table (a maior plataforma de reservas dos Estados Unidos) sobre fidelização, o que me inspirou para este artigo.Simples: o consumidor está disposto a entregar sua fidelidade em troca de cuidado, atenção e, sim, mimos!Às vezes, acho que a gente agrega complexidade a determinados assuntos nas nossas empresas justamente para fugir deles: se algo é muito mais complicado do que podemos resolver, então, o negócio é não resolver e pronto!Aí, a gente se depara com um dos mais importantes desafios de um restaurante fidelizar clientes e descobre que alguns pequenos itens free, reservar as mesas melhores, dar uns brindes no aniversário e interagir com o cliente fazem toda a diferença!Então, se algo tão importante tem respostas razoavelmente simples, onde está o pulo do gato?Certamente, a resposta está em, ao menos, dois pontos: conhecer o cliente muito mais intensamente do que conhecemos, executar muito mais eficientemente do que executamos e praticar a empatia muito mais do que praticamos.Por mais que pareça contraditório, o contato com milhares de estabelecimentos ao longo dos anos nos mostra que esses três fundamentos não estão entre os pontos fortes de donos, gestores e Chefs no Brasil.Em tempos de experiência de consumo acima de tudo, este certamente é um dos caminhos mais prováveis para o sucesso!
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04/05/2017
É possível recuperar o sabor original do tomate?
Muitos consumidores reclamam que os tomates perderam o gosto e estão cada vez mais sem graça. Uma capa recente da prestigiada revista americana Science levantou essa questão, apontando alterações genéticas industriais como as principais culpadas.A boa notícia é que cientistas estão se empenhando para reverter esse quadro, com o apoio de produtores que buscam distribuir, em larga escala, frutos tão apetitosos quanto os tomates do passado, cujo gosto se caracterizava por compostos com sabores amargos, doces e ácidos - uma mistura que tornou a iguaria tão popular durante séculos.A Trebeschi (www.trebeschi.com.br) investe em pesquisa e tecnologia para cultivar frutos de qualidade, ressaltando os sabores mais marcantes do alimento, como a doçura do sweet grape, entre outros. É incrível observar a variedade de opções de tomates ? e como os sabores podem variar!Edson Trebeschi, presidente da empresa, considera que essa ?cruzada pelo sabor? deve ser encarada como prioridade por todos os produtores. Ele está disponível para entrevistas no estande da marca (Rua 10/H, estande 351 ? Pavilhão Branco), nas quais pode abordar os pontos abaixo:- Quais são os tipos de tomate comercializados no Brasil e o que diferencia cada um deles?- Como era o sabor original do tomate? Por que ele sofreu alterações ao longo dos anos? Outros alimentos também passam por isso?- O que os produtores estão fazendo para retomar esse sabor? Quais avanços já foram feitos no Brasil e em outros países?- Como o fruto é produzido atualmente? Quais componentes são utilizados para garantir o sabor e a segurança do alimento?- Quais os principais nutrientes do tomate e por que ele é importante na dieta?Entre outras questões.Sobre a TrebeschiA Trebeschi é uma das principais produtoras e distribuidoras de tomates do Brasil. Com plantações em 20 municípios do Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país, assegura o abastecimento de alimentos de qualidade o ano inteiro às principais capitais e a diversos países da América do Sul, já que a diversificação geográfica impede que o clima afete a produção. Há 22 anos, a empresa investe nas mais inovadoras tecnologias do campo para levar às prateleiras produtos que unem sabor, sustentabilidade e segurança.Presente nas maiores redes de varejo do país, a Trebeschi é licenciada para comercializar os Minitomates Turma da Mônica, os Tomates Ana Maria Braga e tem parte dos alimentos destinada às marcas próprias, que adquirem produtos da empresa e os revendem com outras embalagens. Além disso, produz milho, pimentão, sweet palermo, minipepino e batata-doce.Mais informações: www.trebeschi.com.brTREBESCHI N0 APAS SHOW 2017 - Rua 10/H, estande 351 ? Pavilhão Branco
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04/05/2017
Índice GS1 de Atividade Industrial apresenta forte alta em abril
O Índice GS1 de Atividade Industrial, que mede a intenção de lançamento de novos produtos pela indústria nacional, apresentou forte alta em abril, com avanço de 28,6% relativo a março, para o dado livre de efeito sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2016, o dado é 2,6% menor, queda muito mais branda do que a acumulada no primeiro trimestre de 2017 para a mesma base de comparação (-19,8%). Abril/17 comparado a Março/17 Abril/17 comparado a Abril/16 Acumulado no ano até Abril/17 ORIGINAL 2,3% -2,6% -15,6% DESSAZONALIZADO 28,6% - - ?O forte desempenho do Índice em abril é um sinal de que setores industriais importantes estão se preparando para alguma recuperação de demanda. Neste sentido, é possível que passemos a observar resultados mais fortes para a produção industrial brasileira nos próximos meses?, aponta Virginia Vaamonde, CEO da GS1 Brasil.Entenda o Índice GS1Índice antecedente de produção industrial que mede a intenção de lançamento de novos produtos no Brasil, por meio dos pedidos de códigos barras pelas empresas. ORIGINAL ? dado bruto reflete as solicitações de GTIN mês a mês. DESSAZONALIZADO ? série livre de efeito sazonal, exclui efeitos típicos de meses específicos e permite uma avaliação mais intuitiva de tendência do crescimento da série entre os meses (ex. comportamento histórico de aumento de pedidos por conta de datas comemorativas). O Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial será divulgado: Todo 1º dia útil do mês Primeiro indicador antecedente de Indústria a ser divulgado Poder explicativo adicional ? não direto ? com significância estatística Relacionado com Inovação ? portfólio de produtos das empresas Setores relacionados com CNAE ? Divisão 10 a 33 Número Índice (Base: média de 2012 = 100) [if !supportLists]·[endif]Saiba mais em: https://www.gs1br.org/educacao-e-pratica/Paginas/indice.aspxSobre a Associação Brasileira de Automação-GS1 BrasilA Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos e comunicação, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 58 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.
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19/04/2017
Cardápio energizante: como vencer o cansaço e a fraqueza causados pela má alimentação
Dieta reforçada é fundamental para combater o esgotamento provocado pela rotinaSe existe uma sensação que acompanha a vida moderna ela é, sem dúvidas, a falta de tempo. Mal acabamos de nos despedir da sexta feira e logo temos que encarar uma nova semana. Em meio a tantas obrigações a cumprir, não é incomum termos a impressão de que apenas dois dias não foram suficientes para recarregar as energias. Embora esse efeito seja relativamente normal e a segunda feira acabe gerando certo desânimo em muitas pessoas, existe uma linha tênue que separa o cansaço eventual da fadiga crônica. Ironicamente, um dos fatores mais determinantes nessa questão é justamente um dos mais negligenciados atualmente: a qualidade da alimentação.Mal nutrido, o corpo fica sem energia e passa a dar sinais de alerta que, muitas vezes, são banalizados por quem enfrenta o problema. Resultado: stress, indisposição para cumprir as atividades do dia a dia, má qualidade do sono, fome exacerbada ou falta de apetite e diversos outros sintomas que, se ignorados, podem acarretar em sérios problemas de saúde. Quer saber se essa é a razão por trás do seu cansaço constante e o que fazer para contornar tal situação? Saiba mais agora:Sinais do descompassoCom o ritmo de vida moderno é extremamente comum termos que nos dividir entre diversas tarefas. Casa, trabalho, estudo, filhos... Tamanha correria requer, naturalmente, mais energia do corpo. Porém, em virtude do próprio estilo de vida acelerado, nem sempre essa demanda é suprida pela dieta. Quem nunca deixou de tomar o café da manhã para não se atrasar ou trocou o almoço por um lanche para ir ao banco, por exemplo? Apesar de parecerem atitudes inofensivas, quando as más escolhas da dieta se tornam constantes, a oferta de combustível para o organismo pode ficar baixa, resultado em sintomas como cansaço, fraqueza e dificuldade de concentração. Porém, com distinguir a falta de energia ocasional de uma deficiência nutricional mais severa?De acordo com a nutricionista Joanna Carollo, existem alguns sinais que podem sugerir um distúrbio dessa ordem ?Embora a fadiga crônica possa ter varias causas, quando o problema está relacionado à alimentação desbalanceada, o corpo emite sinais bem evidentes: além do cansaço físico, cãibras e dores musculares, o indivíduo pode apresentar unhas e cabelos quebradiços, pele seca, tremores, tontura, entre outros. Isso porque nutrientes essenciais como vitaminas e sais minerais podem estar em falta, comprometendo o bom funcionamento do organismo. Se o indivíduo se sente frequentemente esgotado, mesmo após uma boa noite de sono, por exemplo, é importante buscar ajuda médica para investigar o problema?. Além disso, a especialista da Nova Nutrii pondera que o individuo pode fazer uma análise sobre seus hábitos alimentares ?Refletir se as escolhas do dia a dia são suficientemente boas, ou seja, nutritivas e condizentes com o estilo de vida. Não basta apenas ?comer para matar a fome?, é preciso ver se as refeições estão de fato suprindo a necessidade energética e vitamínica. O curioso é que nós costumamos ter consciência de que nosso desempenho não é o mesmo quando não nos alimentamos bem. Ainda assim, muitas pessoas sacrificam a alimentação saudável em virtude da rotina?.Forneça ?combustível? de qualidadeCarollo explica que a fadiga crônica ligada à deficiência nutricional não significa, necessariamente, uma alimentação insuficiente, mas, muitas vezes, pouco qualificada. ?Como sabemos, os alimentos são a nossa fonte majoritária de energia. Porém, assim como um carro, precisamos de um combustível de qualidade. Se você não coloca uma boa gasolina e não cuida da manutenção, por mais que o veiculo esteja ?abastecido?, uma hora vai apresentar um problema mais grave, capaz de prejudicar seu funcionamento. Nosso organismo trabalha da mesma forma, mesmo que nos alimentemos frequentemente, se essas refeições não suprirem determinados nutrientes, o corpo vai perdendo ?potência??. A nutricionista lista alguns desses itens essenciais para o organismo e sua relação com o cansaço crônico:Minerais que afugentam a fraqueza:A deficiência de minerais como o Magnésio, Ferro e Potássio pode desencadear sintomas como fraqueza, tremores, alterações no ritmo cardíaco, cãibras, náuseas, vômitos, perda do apetite, dificuldade de concentração e aprendizado, sonolência, enfraquecimentos das unhas e cabelos (inclusive a queda), irritabilidade, palidez, inapetência, baixa na imunidade e, em casos mais severos, problemas de saúde como a anemia. Isso porque esses minerais são responsáveis, dentre outras coisas, pela produção de energia, contração muscular, oxigenação das células, formação dos glóbulos vermelhos, e fortalecimento do sistema imune.Onde encontrar: ?Sementes de abóbora, espinafre, couve, arroz integral e amêndoas são ricas em Magnésio. Já o Ferro está presente, sobretudo, nas proteínas animas como fígado bovino. Também é possível encontra-lo nos vegetais, como leguminosas e hortaliças verde-escuras, porém, o Ferro presentes nas carnes é melhor absorvido pelo organismo. Já o Potássio pode ser obtido através do consumo de bananas, beterraba, feijão e alguns peixes, como o salmão e o atum.?Vitaminas que turbinam a energiaGanham destaque a Vitamina A, as Vitaminas do complexo B (em especial a B12), a Vitamina C e a Vitamina D. Dentre outras funções, essas vitaminas são responsáveis pelo bom funcionamento neurológico, produção de glóbulos vermelhos, regulação da suprarrenal (glândula responsável pela resposta ao stress), manutenção do bom humor e ação imuno-moduladora. A deficiência de algum desses nutrientes pode levar a insônia, depressão, irritabilidade, dores de cabeça frequentes, problemas gastrointestinais, problemas de equilíbrio, enfraquecimento da memória, fraqueza muscular e inflamações frequentes. Onde encontrar: ?Proteínas animais como fígado, ovos e peixes são boas fontes tanto de Vitamina A, quanto de Vitaminas do complexo B. Porém, também é possível encontrar esses nutrientes em fontes vegetais como a cenoura, a abóbora e vegetais folhosos como a couve. A Vitamina C pode ser encontrada em abundância em cítricos como a acerola, a laranja e o morango, mas também está presente em vegetais como o brócolis e o pimentão. Apesar de poder ser encontrada em peixes gordos (salmão, atum, etc.), o aporte de Vitamina D merece mais atenção, já que é um pouco mais difícil de ser suprido somente através da alimentação normal. Justamente por isso, em alguns casos, a suplementação desse nutriente é bem vinda. Ainda assim, para que o organismo seja capaz de produzir a vitamina, é essencial tomar sol moderadamente e com frequência.?Hábitos que roubam energiaAlém de apostar numa alimentação rica nesses nutrientes, é importante afastar alguns hábitos que podem sabotar a energia. Muitos deles estão ligados, inclusive, ao estilo de vida moderno e que devem ser combatidos tanto em prol do desempenho, quanto da saúde. Portanto, evite:Abusar do café: bebidas estimulantes podem ser uma alternativa naqueles dias nos quais nos sentimos menos motivados. Porém, se você se sente ?dependente? do café (ou de outra bebida rica em cafeína) para encarar uma atividade, pode estar ?mascarando? um problema maior. Embora a bebida ajude a manter a mente alerta, é preciso investigar qual problema está relacionado à falta de energia e concentração;Trocar refeições por lanches industrializados: o mesmo vale para o abuso de alimentos altamente processados e refinados. Além de serem pobres em nutrientes, estes alimentos são rapidamente absorvidos pelo organismo, provocando picos de glicose que favorecem a fome exagerada, ganho de peso e inchaço;Ficar muitas horas sem comer: Dificulta o controle da ingestão calórica, pois com poucas refeições, o indivíduo tende a comer mais. Com isso, ele corre o risco de comer além da conta e fazer escolhas pouco saudáveis. Resultado: digestão ?pesada?, sonolência e indisposição;Consumir poucas fibras: As fibras possuem um papel importante para boa digestão e tem total relação com a oferta de energia. Como são absorvidas lentamente, controlam a liberação de glicose, evitando picos e mantendo a energia estável. Porém, é fundamental lembrar que a hidratação adequada é indispensável para que este benefício seja alcançado.Pessoas muito ativas precisam de suplementação?Quando a dieta é balanceada, dificilmente um indivíduo sofrerá da fadiga crônica motivada por uma deficiência nutricional. E embora seja relativamente simples afastar essa possibilidade, muitas pessoas tem dificuldade de seguir uma alimentação saudável e natural no dia a dia, seja pela impossibilidade de preparar as próprias refeições, seja pela falta de tempo para procurar opções mais adequadas. O grande problema é que quanto mais ativa for uma pessoa, maior será sua demanda nutricional. Justamente por isso, muitos podem questionar se é necessário (e válido) apostar na suplementação.Joanna enfatiza que o melhor caminho é sempre a alimentação balanceada, mas considera que esses produtos podem ter um papel importante na vida de pessoas que não conseguem obter esses nutrientes unicamente por meio da dieta ?Não só pela oferta de energia, mas principalmente pelo aporte de vitaminas e sais minerais que muitas vezes não podem ser totalmente supridos ao longo do dia pelo cardápio. Suplementos alimentares podem ser uma alternativa para facilitar a rotina dessas pessoas. Porém, como essa questão é totalmente individual, é fundamental buscar orientação profissional para verificar quais nutrientes devem ser suplementados e em quais quantidades.?Fonte: Nova NutriiDivulgação: Agência Carti
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19/04/2017
Mudança de Comando
iFood Anuncia Novo CEO04/04/2017 O iFood, plataforma de delivery online de comida, anuncia Carlos Eduardo Moyses como o novo CEO. O executivo assume o posto com o desafio de manter o crescimento anual de mais de 100%, resultado registrado pela empresa nos últimos anos. Moyses trabalha há cinco anos no mercado de delivery online, atuando três anos como CEO da Just Eat no Brasil e os últimos dois anos como CFO do iFood, após a fusão das duas empresas, em 2014. "Estou extremamente animado e confiante com o desafio. Vamos trabalhar cada vez mais para entregar valor agregado aos restaurantes, parceiros fundamentais no nosso negócio, e nossos usuários podem esperar grandes inovações", afirma Carlos
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23/03/2017
PROWEIN 2017 - Vinícola Aurora atrai compradores na feira de Dusseldorf
Qualidade dos vinhos e liderança da Aurora no mercado brasileiro chamam a atenção dos compradores internacionaisNo primeiro dia da Prowein Düsseldorf - a maior feira de vinhos do mundo, que abriu neste domingo e segue até terça-feira - a Vinícola Aurora confirma suas expectativas de ampliar suas exportações. Esta é a nona participação da Aurora nesta feira. "A qualidade de nossos vinhos surpreende mais a cada ano", afirma a gerente de exportação e importação da Vinícola, Rosana Pasini, presente no evento e animada com a grande possibilidade de bons negócios. "O Brasil ainda é visto como novo na produção de vinhos e isso chama a atenção dos compradores, que experimentam nossos produtos e se encantam com a qualidade", pondera Rosana. "Além disso, todos que passam pelo estande têm interesse em falar com a Vinícola Aurora por ser a maior do Brasil", conclui a gerente de exportações, informando que já nesse primeiro dia foram realizadas reuniões com compradores de 11 países.A Vinícola Aurora integra o estande do Projeto Wines of Brasil, organizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho - Ibravin com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Nesta 23ª edição da Prowein Düsseldorf, a Vinícola lança vinhos que completam a sua linha de exportações Brazilian Soul: Brazilian Soul Premium Selection Chardonnay, Brazilian Soul Premium Selection Merlot e Brazilian Soul Cabernet Sauvignon. ?Lançamos os Brazilian Soul aqui na Prowein, em 2013 e, em poucos meses, tínhamos essa linha distribuída em diversos países da Europa", lembra Rosana. Os vinhos tintos, brancos e espumantes da marca Aurora, inclusive o Aurora Pinto Bandeira Extra Brut Método Tradicional com Indicação de Procedência, reforçam a participação da maior vinícola brasileira nessa feira.Cooperativa Vinícola Aurora Visite o site: www.vinicolaaurora.com.brSAC: 0800 701 4555Matriz Bento Gonçalves (RS): (54) 3455-2000Filial São Paulo: (11) 3051-6124DIvulgação: ECO de Informação - assessoria e projetos em comunicação
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29/08/2016
IFOOD E TICKET - AUMENTOS ABUSIVOS DEVEM SER COMBATIDOS
Em épocas de crise, é justo que as empresas se defendam, mas há que se ter limites. No entendimento da ABRASEL SP, as repetidas reclamações contra as empresas IFOOD e Ticket podem configurar práticas abusivas. A IFOOD aumentou de 6% para 12% sua taxa de intermediação em Delivery (aumento de 100%). É abuso em si mesmo, e também porque sabidamente essa empresa adquiriu diversas outras e se colocou na chamada ?posição econômica dominante?, a tal ponto que impõe valores e só por isso não é deixada de lado pelos estabelecimentos. Por sua vez, a Ticket, além de ameaçar com mais aumentos na taxa, também tem cobrado outras administrativas que nunca foram cobradas e são abusivas, mesmo que haja contratos. Também essa empresa tem posição econômica dominante no mercado, impossível para o pequeno empresário ficar sem receber seus vales. Quanto ao IFOOD, a ABRASEL SP está exigindo a abertura de processo já existente no CADE, apontando essas práticas abusivas e no qual irá intervir se examinado os autos, elas se confirmarem. Também pode atuar contra a Ticket, mas em qualquer situação deste tipo, onde é grande a responsabilidade da entidade e do advogado, é preciso provas, carta informando aumento valores, cobranças, recibos de pagamento, ameaças de rescisão de contrato, etc. Informações repassadas a ABRASEL e seus advogados são mantidas em sigilo e jamais usadas sem autorização de quem às fornece. Os empresários do setor, conforme conclusão das reuniões feitas na Fispal deste ano tem que ter preocupação de impedir aumento de custos, já que é muito difícil repassá-los aos preços, isto tem reduzido o número de clientes. Ao final, práticas abusivas de fornecedores ou quem quer que seja inclusive aumento de impostos, acaba reduzindo todo o mercado e prejudicando empresários, trabalhadores, fisco, fornecedores, consumidores e o país. Devemos, pois lutar contra essas distorções apontadas. Informe a ABRASEL.
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23/08/2016
Mega Evento dia 28/11/2016 Clube Hebraica
Um Mega Evento para você, inscreva-se!Encontro anual gratuito para clientes ativos.Dia 28/11/2016 ? segunda-feiradas 10:30h às 18:30hLocal: Clube Hebraica (mapa abaixo)Entrada: 1 pacote de fraldas geriátricas (Mega Ação do Bem)Um dia especial para você se atualizar e se divertir com:? Exposição de parceiros? Degustações e almoço? Atividades interativas? Arena com Mega Chefs? Ciclo de palestras? Distribuição de kits de produtos? Sorteios de prêmios no final do eventoE muito mais, não perca tempo!
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01/07/2016
CANELA PIZZA SHOW
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01/07/2016
ENTREVISTA - GIULIO ADRIANI
A ARTE DE CRIAR PIZZASGiulio Adriani foi apresentado a mim pelo grande Jonathan Goldsmith como um dos mais criativos Pizzamakers dos EUA (é como se denomina por lá um pizzaiolo com formação, habilidades e, principalmente, que tem um enorme prazer em repassar seus conhecimentos e técnicas). Criou uma pizza que movimentou o mercado de NY e é um dos maiores especialistas em fazer focaccia, produto ainda pouco conhecido no Brasil. Italiano criado entre Roma e Nápole, aprendeu a fazer pizzas com os mestres pizzaiolos mais renomados da Itália e foi um dos responsáveis pela influência da pizza napolitana nos EUA, segundo Pete Lachapelle, movimento que devolveu à pizza americana valores que estavam desaparecendo com a revolução do fast food. Mas antes vamos falar da sua inspiração, origem e formação.Giulio, hoje você é muito conhecido em todos os países que amam a arte de fazer pizza. Como foi para você o primeiro contato com a pizza e o que te fez pensar em estudar e fazer dela o seu ofício?Quando eu era criança, visitava uma pequena e incrível pizzaria em Ostia (Roma) onde o dono, Salvatore Corridore, era um velho mestre da pizza Napolitana. Eu ficava fascinado pelo movimento das mãos e um dia eu pedi a ele para tentar!Foi amor a primeira vista. Então, eu pedi ao meu pai (que era seu contador) para pedir-lhe se eu poderia trabalhar nos finais de semana. Meu pai disse ok, mas você tem que estudar... eu continuei trabalhando durante todo o tempo na universidade usando isso para financiar minhas férias de surfe... Então quando eu terminei a universidade, decidi que pizza era o meu trabalho e fui aperfeiçoar meu ofício em Nápoles com o Gaetano Fazio e, mais recentemente, Antonio Starita.Para quem nasceu na Itália e viveu em Nápoles, supõe-se que não seria difícil encontrar mestres para ensinar as melhores técnicas e receitas para fazer uma pizza. Quais foram os seus mestres e o que você procurava neles?Minha família é de Nápoles e eu cresci entre Nápoles e Roma, mas achar um mestre foi muito difícil. Pizzaiolos da velha guarda não querem muito entregar seus segredos e aprender o ofício era um longo processo normalmente passado de pai para filho. A maior parte do tempo devíamos ?roubar? segredos com nossos olhos.Mas eu tive sorte, porque encontrei Salvatore. Ele me preparou fantasticamente. Mas quando eu conheci Gaetano Fazio, tive uma explosão! O Gaetano é um "livro de pizza" com muitas histórias. Outro mestre influente foi Alfredo Folliero e recentemente Antonio Starita, que definitivamente levou-me a um novo patamar. Todos eles têm muita experiência e podem criar produtos consistentes em qualquer lugar. Isto é o que me impressiona. Poder ser consistente em todo lugar.O que você destaca neste aprendizado que fez a diferença na sua trajetória?A dedicação e atenção a detalhes. Cada pizza é uma peça de arte e você tem que amá-la e nunca comprometer a qualidade. Todos os meus mestres disseram-me a mesma coisa, mesmo que eles usassem técnicas levemente diferentes.Na época em que você se mudou para os EUA e conhecendo o mercado americano de pizzas, qual foi sua impressão?Quando cheguei em NY havia a explosão da pizza Napolitana. Foi um momento incrível onde todas as TVs e jornais estavam fascinados por este "novo" estilo (para eles). As pessoas faziam fila em minha pizzaria para prová-la e compará-la com as boas pizzas que apareciam em filmes de cinema e todo mundo escolhia sua favorita. Eu imediatamente entendi que era um bom momento para viajar pelos Estados Unidos. E que o futuro seria brilhante.Uma das suas especialidades é a Pizza Napolitana, qual a diferença dela em relação as pizzas de outras regiões da Itália?A Pizza Napolitana é a mãe de todas as pizzas. Mas na Itália nós também temos outros estilos normalmente mais crocantes. A pizza Napolitana deve ser macia e suculenta e esta é a maior diferença. O tempo de cozimento que deixa uma pizza Napolitana fresca é de apenas 60 segundos.Já vi algumas reportagens americanas sobre uma pizza chamada Montanara, conte-nos sobre este sucesso?Isto foi o ponto mais importante da minha carreira. A massa é levemente frita e, então, coberta e finalizada em um forno à lenha para absorver e evaporar o excesso de óleo. Quando eu criei esta pizza tive fila na porta por três meses, foi votada a melhor pizza de NY e copiada por muitos outros. Eu também recebi o Green Card por isso!Em Las Vegas, na Pizza Expo, sua focaccia foi eleita entre os brasileiros, inclusive eu, e vários americanos como a melhor. Sabemos que você virá para o São Paulo Pizza Show, nos dias 28 e 29 de setembro, vamos prová-la aqui?É claro que farei! Aquela pizza é chamada Pizza al Metro. É uma peça de um metro de comprimento cozida diretamente na pedra do forno e não em uma fôrma. A massa é muito hidratada e tem um fundo crocante, o topo também é crocante e macio, como um travesseiro, e muito saboroso, muito leve para digerir!!Você já veio para o Brasil para atestar algumas pizzarias com o selo da AVPN. O que achou das pizzarias daqui e qual comparação você faz entre os mercados Italiano, americano e brasileiro?Eu amo a pizza brasileira. Fiquei impressionado ao ver todos estes antigos imigrantes Italianos, que transformaram a pizza Italiana e que usaram fornos à lenha e antigas técnicas Italianas. São Paulo é o mais excitante mercado de pizza no mundo e acho que está totalmente pronto para a explosão da pizza Napolitana. (A pizza aqui é muito melhor do que o estilo de NY, mas não conte isso aos americanos).Quais as sugestões que você daria para as pessoas que já trabalham ou querem entrar nesse mercado de pizzarias?Ame sua pizza, ame seu ofício, acredite nele e nunca comprometa a qualidade. Pizza é um negócio muito lucrativo, porém os clientes são muito sensíveis a falta de qualidade.
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01/07/2016
FRANQUIAS EM PIZZARIAS
FRANQUIAS DE PIZZARIASVocê planeja trabalhar com um negócio no ramo da alimentação? Se a sua intenção é investir em um negócio que seja estável no mercado e que ofereça bons lucros financeiros, uma das alternativas mais interessantes são as pizzarias, as quais comercializam um produto que é bem aceito em todas as regiões do Brasil, logo, se forem bem administradas e oferecerem pizzas de qualidade são garantia de sucesso. Começar um negócio do zero é muito mais trabalhoso, pois o empresário terá que cuidar de todos os detalhes que envolvem a sua abertura, desde a criação da estrutura física até o desenvolvimento de um modo de operação que seja eficaz para atender as necessidades do seu público consumidor. Você quer pular esta etapa?Neste caso, pode-se optar pelas franquias de pizzarias, que oferecem praticidade para os empresários, pois permite trabalhar com uma marca que já está estabelecida no mercado e tem um método de operação funcional e definido, além de ter o público-alvo determinado. As franquias são tipos de negócios que estão cada vez mais ganhando o mercado, deixando de ser um ?sonho? e se tornando realidade para alguns empreendedores. Isso acontece porque as empresas que estão conseguindo bons resultados começam a trabalhar na modalidade franquia, o que permite que os interessados consigam trabalhar com a marca por uma taxa de franquia mais baixa. Para trabalhar com franquias de pizzarias é recomendado fazer uma pesquisa para descobrir quais são as marcas que estão em harmonia com o seu capital de investimento e habilidades profissionais. Mas, o que é franquia?Conceitos básicosFranquia, franchising ou franchise é uma estratégia utilizada em administração que tem, como propósito, um sistema de venda de licença na qual o franqueador (o detentor da marca) cede ao franqueado (o autorizado a explorar a marca) o direito de uso da sua marca, patente, infraestrutura, know how e direito de distribuição exclusiva ou semi exclusiva de produtos ou serviços. O franqueado, por sua vez, investe e trabalha na franquia e paga parte do faturamento ao franqueador sob a forma de royalties. Eventualmente, o franqueador também cede ao franqueado o direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistemas desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem ficar caracterizado vínculo empregatício.É obrigatória a apresentação de uma circular de franquia pelo franqueador, indicando as condições gerais do negócio jurídico. Embora possibilite retorno mais rápido, a compra de uma franquia geralmente exige um investimento inicial alto, pois é preciso prever custos com local de instalação, equipamentos e pessoal.A primeira empresa a implementar o sistema de franchising no Brasil foi o Yázigi, em 1950, atualmente Yázigi Internexus, uma rede de escolas de idiomas.De acordo com a Lei 8.955/94, o conceito de franquia é definido da seguinte forma: ?Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso da marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi exclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante a remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício.?Os principais termos que são encontrados quando se aborda o tema de franquia são:Franqueador: pessoa jurídica que autoriza terceiros (os franqueados) a fazerem uso restrito de uma marca cujos direitos são próprios. Nos sistemas mais avançados também são transmitidos padrões e conhecimentos necessários para a operação bem sucedida do negócio. O conhecimento transmitido permite a um franqueado implantar, operar e administrar seu próprio negócioFranqueado: pessoa física ou jurídica que adquire uma franquia.Franquia: pessoa jurídica que participa de determinada rede, utilizando-se do sistema de franquias de um franqueador. O termo ainda designa sistema ou contrato de franquias.Território: área de atuação de uma franquia, determinada em contrato firmado entre as partes, com garantia de exclusividade ou preferência do franqueado.Royalties: remuneração do franqueador em contra partida à cessão e manutenção dos direitos da franquia ao franqueado.Fundo de propaganda: fundo cooperado, administrado pelo franqueador, podendo ter também a participação de franqueados, constituído especificamente para viabilização de ações de marketing e publicidade da rede.Circular de oferta de franquia: documento obrigatório por lei de franquias 8.955, que contém todos os dados e informações necessárias para o candidato a franqueado poder analisar a oportunidade de investimento em determinada franquia.Existem três tipos básicos de franchising: de distribuição (o franqueado comercializa um produto fabricado pelo franqueador, sob a marca do qual é titular o último, beneficiando-se de assistência técnica e comercial); de serviços (o franqueado presta um serviço, através de uma marca ou nome comercial licenciados pelo franqueador, com base nas diretrizes estipuladas pelo último); e de indústria (o franqueado fabrica, ele próprio, o produto a comercializar, sob uma marca ou nome comercial, segundo as indicações do franqueador).Optar por uma franquia apresenta várias vantagens, bem como também alguns inconvenientes! sendo as principais as seguintes: Possibilidade de abertura de negócio sem necessidade de experiência empresarial no setor. Redução do risco envolvido, face a utilização de conceito de negócio já experimentado e com sucesso. Benefício e aproveitamento de marca já com notoriedade no mercado. Formação inicial e de forma contínua. Existência de ferramentas de gestão, informação disponível sobre volume de vendas, número de clientes, percentagem de lucros obtida, percepção das preferências, hábitos de consumo, gestão do ciclo de rotação dos estoques e das necessidades de reposição. Aproveitamento dos canais de distribuição e logística existentes, permitindo a adoção de preços competitivos e com ganhos de escala nas encomendas. Os estudos de mercado elaborados são compartilhados na rede existente, permitindo investimentos em publicidade financeiramente sustentáveis. Melhor acesso na compra, ou aluguel de espaço, em resultado da existência de marca reconhecida. Apoio técnico, administrativo e de gestão, inclusive na seleção do espaço, de acordo com critérios de área, localização e acessibilidades. Sinergias na resolução de problemas que em outras unidades da rede já tenham ocorrido. Aproveitamento do recrutamento de recursos humanos, pois é mais acessível trabalhar em rede conhecida, do que em unidade do mesmo ramo, mas com pouca notoriedade. Para o franqueador, operar com franquias é, antes de mais nada, uma possibilidade de expandir os seus negócios, sua imagem de marca e seus lucros, sem quase nenhum investimento. Por isso, nascem muitas franquias regionais que não vão para frente! O franqueado financia grande parte da expansão, não necessitando o franqueador de capital avultado. Concentra-se na produção e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Os franqueados atingem resultados superiores aos obtidos por unidade própria, sendo parceiros altamente moralizados e motivados. Existe a criação de um canal de distribuição fluido, eficiente e diferenciado. A imagem da marca sai cada vez mais reforçada, pois é associada ao know how, à força do trabalho e aos relacionamentos locais do franqueado. Existe uma descentralização da estrutura, gerando benefícios em termos de custos fixos menores do que com unidades próprias. Possibilita ganhos acrescidos em economias de escala. O sistema possibilita expansão de mercado de forma rápida, pois a abertura de novos espaços é célere. Viabiliza ações de promoção e de marketing de forma conjunta e coordenada. Lembre-se que toda franquia disponibiliza a famosa COF (Circular de Oferta de Franquia), nela estarão contidas as informações mais importantes para o franqueado, desde a forma de atuar no mercado, divulgação, taxas de franquia, tempo que existirá o vínculo, dentre outras considerações importantes. Por isso, o ideal é que você leve o documento para casa e estude por alguns dias, obtendo total certeza de que o empreendimento é o que você deseja e precisa.Antes de mencionar as principais franquias de pizzarias/pizzas existentes é bom salientar que existem franquias regionais, nacionais e multinacionais. É evidente que optar por uma marca de sucesso e projeção internacional é uma garantia de sucesso, enquanto que escolher uma marca genuinamente regional apresenta um risco maior. Uma franquia da Domino's Pizza deve apresentar maior retorno do que uma franquia da Pizzaria Adalberto, de Chuí, RS! Existem ótimas alternativas entre esses dois opostos.As grandes franquias mundiaisAs três maiores franquias de pizzas a nível mundial são a Pizza Hut, a Domino's Pizza e a Papa John?s Pizza. As duas primeiras já são bem conhecidas no Brasil, enquanto que a terceira ainda não apareceu de fato, embora a sua entrada tenha sida anunciada diversas vezes em Belo Horizonte, BH.Pizza Hut. Yum! Brands é a maior empresa de restaurantes do mundo, com mais de 40.000 restaurantes em mais de 130 países. Suas marcas KFC®, Pizza Hut® e Taco Bell® são líderes globais em alimentação nas categorias de frango, de pizza e de comida mexicana. A empresa está empenhada em acelerar o crescimento da marca no país. Como a Pizza Hut® é uma marca muito forte da empresa na América Latina, a expectativa é que o Brasil se torne um dos maiores mercados de Pizza Hut® no mundo, a exemplo da China e da Índia e dos demais mercados emergentes nos quais a marca está presente. O foco é o desenvolvimento por meio das lojas Express nos principais shoppings e lojas Delivery nas principais regiões de sua cidade. A meta é triplicar de tamanho nos próximos anos.Para se tornar um franqueado Pizza Hut, nove passos devem ser seguidos.1- O candidato deverá fazer uma apresentação em Power Point, em inglês e em português, que deve conter os seguintes dados: currículo dos sócios, plano de disponibilidade financeira (cada loja possui um valor de investimento aproximado de R$ 1.000.000,00), plano de crescimento na cidade e região nos próximos cinco anos, contendo o mínimo de cinco lojas (lembrando que nesse plano podem ser incluídos os modelos Express (shopping center) e lojas Delivery (rua). Esse mínimo de lojas por região pode ser superior quando se trata de uma cidade com mais de 1.000.000 de habitantes.2 - Será apresentado o perfil do candidato no comitê de diretoria YUM! com a sua defesa sobre a cidade e região para expansão. Em caso positivo, prossegue o fluxo normal do processo.3 - O candidato assinará um contrato de confidencialidade de troca de informações entre as partes e, posteriormente, é contratada uma empresa terceirizada para análise geral do perfil do candidato. Essa avaliação é feita para todos os sócios que constarão no contrato. Nessa etapa, o candidato terá um desembolso financeiro e esse valor pode variar de acordo com o perfil dos candidatos. O candidato será avisado do valor e o processo só prosseguirá com o OK via e-mail.4 - Todos os sócios deverão passar por uma entrevista com o comitê de diretores YUM! no Brasil.5 - É enviado ao comitê internacional do Grupo YUM! todo o material do candidato para sua homologação como novo franqueado Pizza Hut na devida região pretendida (prazo de resposta de 30 dias).6 - O candidato receberá uma carta de aprovação como novo franqueado Pizza Hut.7 - O candidato receberá uma circular de ofertas de franquia via correio, com prazo de assinatura e de reenvio para a empresa de 10 dias úteis.8 - Após o envio da circular de ofertas de franquia com as devidas assinaturas para a central, será emitido o contrato de franquia definitivo.9 - Previsão da data de inauguração da loja. As opções em termos de investimento dependem do tipo de unidade a ser montada: Delco (restaurante com entrega em domicílio e venda para viagem, geralmente sem mesas e serviços) cerca de R$ 780 mil, Delco com mesas (restaurante com entrega em domicílio e venda para viagem, com mesas) cerca de R$ 850 mil, Pizza Hut Red Roof (restaurante com assentos, serviço na mesa, sem entrega em domicílio) R$ 1,6 milhão e Food Court/Express (restaurantes localizados em praça de alimentação de shopping centers ou centros comerciais, sem assentos privativos, com menu limitado) cerca de R$ 630 mil.A Pizza Hut começou com franchising em 1959, possui pouco menos de 500 unidades próprias e mais de 5.500 unidades franqueadas, ou seja, possui tanto um pleno domínio do negócio pizza quanto do sistema de franchising. É um nome conhecido no mundo inteiro.Domino's Pizza. A Franquia Domino's Pizza figura entre as mais populares dos Estados Unidos, estando no mercado há mais de 30 anos. A empresa foi fundada na década de 1960, mas se tornou uma rede franqueadora apenas no início dos anos 1980. Ficou conhecida e muito bem quista pelos consumidores em razão da velocidade que produz e entrega as pizzas em, no máximo, 30 minutos. É a maior rede de pizzaria delivery do mundo. A marca Domino's está baseada em cinco pilares que norteiam o posicionamento da marca no Brasil e no mundo: sabor, preço, velocidade, delivery e promoção. Isto quer dizer que, mesmo sendo uma marca conhecida mundialmente, a Domino's sabe da importância de agir localmente, de acordo com a particularidade de cada lugar. Esse formato testado e aprovado em mais de 12.000 lojas em 75 países faz da Domino's um dos maiores cases de sucesso do mundo. A Domino's tem um compromisso: entregar uma pizza de qualidade, feita com uma massa especial que retém o calor por muito mais tempo e que chega rápido na casa do cliente. A qualidade dos produtos, a experiência e a constante busca por excelência é o que faz a rede crescer ano após ano.No Brasil, a tradicional massa aberta a mão ganhou recheios com ingredientes locais - como o requeijão e a banana. Sempre seguindo os padrões e a certificação da matriz internacional. O segredo de todo esse sucesso está na qualidade e na agilidade do preparo e da entrega. Este é o know how de quem entrega pizzas quentinhas há mais de 50 anos. Mas esse sucesso só acontece porque usa sua experiência mundial para promover ações locais, com promoções que enchem os olhos e o paladar dos clientes. Para quem está pensando em abrir uma franquia de pizzaria delivery, a franquia Domino's pode ser uma opção lucrativa, mas não muito barata. O preço total da instalação para uma loja padrão de rua, de 150m², está na faixa de R$ 700.000, sem taxa e sem custo de ponto. A taxa de franquia minima é de R$ 20.000 e a taxa de royalties a ser paga é de 6% do faturamento bruto. Pode-se esperar um faturamento médio mensal em torno de R$ 115/145.000, com uma margem de lucro entre 15% e 18%. Para funcionar a franquia Domino?s requer uma média de 10 pessoas por loja e de um capital de giro de, no mínimo, R$ 20.000. A taxa de propaganda é de 4% do faturamento bruto.Com o objetivo de manter o seu padrão de qualidade, a empresa oferece treinamento para a produção das pizzas, uso dos equipamentos, atendimento aos clientes, gestão de negócios e financeira, gestão da qualidade, implantação de loja, informática (internet, extranet e intranet), marketing, produtividade, RH e seleção, treinamento e motivação da equipe de vendas.Oferece também amplo apoio aos seus franqueados, tais como: assistência na avaliação e na negociação do ponto, loja-escola para treinamento operacional e gerencial, consultoria de negócios para a melhoria do ponto de venda e a manutenção dos padrões exigidos pela vigilância sanitária, distribuidora e fábricas próprias, parceria com grandes empresas, associação de franqueados para gerenciar a verba da propaganda nacional e apoio nas ações de marketing de ponto de venda. Ela realmente oferece todo o suporte para instruir o franqueado desde a documentação contratual, passando pela construção, planejamento, abertura, acompanhamento mensal e marketing local.www.dominos.com.br/franquiaAs grandes franquias nacionaisAs três grandes franquias brasileiras são a Babbo Giovanni, a Dídio Pizza e a Patroni. Ao lado dessas três marcas mais famosas existem muitas outras, porém de atuação quase que exclusivamente regional, sendo a maioria delas micro franquias, i.e. de empresários que tiveram sucesso com um só estabelecimento e querem angariar franqueados baseando-se nessa única experiência.Babbo Giovanni. Você quer trabalhar com uma marca tradicional no mercado? Então, o negócio certo para você pode ser a franquia de pizzaria Babbo Giovanni, que tem praticamente 100 anos de história. A empresa foi criada pela família italiana Tussatos, tendo sido fundada em 1917, mas se tornou uma rede de franquias apenas em 2015, contando com mais de 60 unidades franqueadas em todo o Brasil. A marca tem o objetivo de expandir os seus negócios em todo o território nacional. A Babbo Giovanni admite que um grupo de pessoas invista no negócio, desde que um dos sócios tenha dedicação exclusiva ao restaurante.Para montar uma franquia de pizzaria Babbo Giovanni é necessário arcar com um valor de R$ 500.000. Estima-se que o rendimento médio mensal de cada unidade é de R$ 100.000. O retorno do capital empregado no negócio acontece em um prazo de 24 meses de atividade. A empresa apóia o franqueado na escolha do ponto comercial, oferece treinamento para a produção dos alimentos, administração e gestão do sistema online.Os valores servem como base de cálculo, uma vez que para uma ideia real do total de investimentos necessários é preciso levar em conta fatores variáveis, como o estado que se encontra o imóvel da futura franquia, o valor da reforma do prédio, entre outros. Caso o restaurante opte por também servir almoço, deve-se incorporar aos investimentos uma ampliação da cozinha e mais alguns refrigeradores, em torno de 30 mil. O custo do estoque inicial também é variável e depende do tamanho do restaurante, oscilando entre R$ 25 a R$ 45 mil, com prazo de pagamento de até 21 dias, dependendo do fornecedor.Quer começar de forma mais simples? Com R$ 160 mil pode-se ter um Babbo Giovanni Delivery, incluso todos os investimentos. É uma ótima maneira para começar um negócio de sucesso. Pode funcionar com quatro funcionários e em apenas 75 m², com baixo aluguel, pois por definição é o delivery que vai ao cliente, raramente alguém vai para o ponto. O delivery irá entregar pizzas e outros produtos. Só precisa trabalhar à noite, custo muito baixo, administração informatizada, fácil de tocar após a sedimentação do negócio. Com isso, o franqueado iniciante pode ambientar-se ao ramo, solidificando a pizzaria e em dois anos poderá abrir uma unidade com salão para 120 pessoas, sendo que 80% poderão ser financiados. E tem chance de começar a funcionar em 45 dias!À título de royalties, os franqueados Babbo Giovanni pagam mensalmente 4% do faturamento bruto do restaurante. Esse valor remunera o uso e manutenção do nome, acesso a tecnologia e sua evolução, suporte total ao funcionamento do franqueado e treinamento a novos funcionários dos mesmos.A Babbo Giovanni tem um fundo de publicidade para o qual cada franqueado colabora mensalmente com 2% de seu faturamento. Esse valor pode ser abatido, desde que o franqueado gaste comprovadamente em publicidade em sua região e com a autorização prévia do franqueador Babbo Giovanni®.Os franqueados têm a liberdade de compra de equipamentos e insumos, desde que, por razões de higiene e legislação, sejam aprovados pelo Departamento Técnico do franqueador. Pode acontecer que os franqueados sejam obrigados a aderir a contratos master de fornecimento e marketing, previstos no contrato de franquia.A Babbo Giovanni trabalha com territórios exclusivos e fornece toda a assistência para obtenção do melhor ponto comercial. Também há manuais para suporte rápido e dúvidas à disposição dos franqueados.Devido a preocupação com o meio ambiente, as pizzarias franqueadas utilizam como combustível para alimentação dos fornos um produto conhecido como ?briquete?, que é uma lenha ecologicamente correta, feita de biomassa de madeira, de fácil manipulação, baixa umidade, grande capacidade de armazenamento e alta densidade energética. O ?briquete? apresenta alto poder calorífico e regularidade térmica, gerando menos fumaça e maior eficiência durante a combustão. Usar "briquetes" como combustível é uma forma de preservar o meio ambiente, pois cada metro cúbico de "briquetes" representa menos árvores cortadas; aproveita e recicla os resíduos agroindústrias; podem substituir combustíveis fósseis; poluem menos, geram menos fumaça e são mais eficientes na combustão.Contando com um sistema de ultima geração, abrangendo Frente de Caixa e Retaguarda online, com controle de estoque, contas a pagar e receber, além de todos os relatórios necessários para uma ótima gestão do negócio. O acesso a estas informações é feito de qualquer lugar com internet, seja ele de casa, escritório ou, até mesmo, a partir um notebook quando em férias, dando muito mais flexibilidade na administração e acompanhamento do investimento.www.babbogiovanni.com.br/franquia.phpDídio Pizza. A Dídio Pizza é uma rede de pizzarias delivery fundada pelo empresário Elídio Biazini, em 1994, que começou a operar como franquia em 2006. Atualmente, a rede conta com mais de 30 unidades franqueadas, principalmente na região Sudeste, tendo interesse em levar os seus serviços para o Sul, Centro-Oeste e Nordeste. A Dídio Pizza não exige nenhuma experiência anterior no mercado de alimentação ou varejo. O franqueado e sua equipe terminam o treinamento de 45 dias totalmente aptos a trabalhar como verdadeiros profissionais do ramo. Enquanto ocorre o treinamento, a equipe da Dídio Pizza buscar e aprova o ponto comercial, negocia o contrato de aluguel do imóvel, desenvolve o projeto arquitetônico, solicita alvarás de funcionamento e abertura da empresa, equipa a loja com todo mobiliário e matérias-primas e cuida do visual e merchandising.Para iniciar uma unidade da franquia Dídio Pizza, o franqueado deve contar com um investimento inicial de cerca de R$ 300.000, para uma loja de 85 (mínimo) a 100m2. A taxa de franquia é de R$ 45.000, os royalties são de 9% sobre o faturamento bruto e tem uma taxa de propaganda de 2% (sobre o bruto). O ticket médio de uma franquia Dídio Pizza gira em torno de R$ 65 e projeta-se um faturamento de R$ 890 mil para o primeiro ano de atividade. Uma unidade opera, normalmente, com cerca de 12 funcionários. O prazo estimado para retorno do investimento inicial é de 26 a 30 meses.Como já mencionado, a empresa oferece orientação para o empresário escolher o melhor ponto comercial, treinamento de atendimento aos clientes, produção dos alimentos, contratação de funcionários, além de auxílio na gestão financeira.www.didio.com.br/franquia/Patroni Pizza. O sucesso da primeira loja no bairro do Paraíso, em São Paulo, em 1984, levou a Patroni Pizza ao bairro do Itaim Bibi, também localizado na capital paulista, porém com uma operação baseada no sistema de rodízio de pizzas. A marca foi ficando cada vez mais conhecida e o sucesso motivou, em 1997, a ampliação da Patroni Pizza para o setor de fast food em shopping centers. Os resultados superaram as expectativas e, em 2003, começou a trabalhar com franchising. Fundada há 30 anos, a Patroni é a maior rede de franquia do segmento de pizzarias no Brasil. Em 2008, a rede criou o personagem Don Patroni, que representa toda a credibilidade, tradição e história da marca. Ele assina os produtos exclusivos da rede e, também, as plataformas de oferta em campanhas nacionais e locais, além de produtos criados em parcerias co-branding, que oferecem ao consumidor uma experiência de consumo exclusiva de pizzas artesanais, carnes e massas gratinadas em forno à lenha.A Patroni está presente em 18 Estados brasileiros, em todas as regiões demográficas do Brasil, com um total de 192 lojas. Neste cenário, a Patroni mantém uma base sólida de produtos exclusivos, trabalhados com grande desempenho nos três Days Parts - almoço, happy hour e jantar - em função de seu mix avantajado (pizzas, massas, carnes e petiscos), além de preços competitivos e um patamar de rentabilidade da operação vantajosa para seus franqueados. A Patroni possui sua própria central de produção e logística. As lojas recebem os produtos já processados e embalados. O fato de produzir em grandes quantidades permite controlar o custo médio dos insumos, assim as lojas Patroni possuem grande poder de competitividade nas praças de alimentação e excelente margem de lucratividade. A Patroni possui mais de 20 prêmios conquistados. Tricampeã da Melhor Franquia de Alimentação do Brasil, eleita pela PEGN - Editora Globo -, Melhor Culinária Rápida do Brasil - Hours Concours pela Alshop, selo de excelência em franchising desde 2005, entre outros. De forma conservadora e oferecendo treinamento e apoio operacional, além de acompanhamento de performance com método exclusivo de diagnóstico Patroni, a rede pretende atingir, em 2017, um total de 400 lojas.A Patroni Pizza é uma das empresas mais tradicionais do segmento no Brasil e estabeleceu as suas bases em dois pilares, que são as pizzas de boa qualidade e bom atendimento ao público consumidor, oferecendo os seus serviços no próprio estabelecimento comercial e também pelo sistema delivery. O cardápio da empresa é variado, contando com os sabores tradicionais italianos, até as versões brasileiras de pizza.A abertura de lojas da rede gera, em média, 15 empregos diretos por cada ponto inaugurado. Buscando interessados para investir neste espaço, a marca disponibiliza três modelos de negócios: o Patroni Classic, destinado ao público das classes C e D, com investimento inicial mínimo de R$ 400 mil; o Patroni Premium, com foco nas classes A e B (R$ 450 mil); e o modelo compacto, Patroni Expresso, perfeito para ser implantado em locais com alta movimentação de pessoas, requerendo um investimento inicial de R$ 150 mil. Para Rubens Augusto Júnior, presidente da rede, a Patroni Expresso surgiu para ser uma opção de franquia mais acessível para quem quer investir no setor de alimentação. Ele afirma que um dos fatores que levou à criação do modelo foi a procura de empreendedores com interesse na marca, mas com capital muito aquém do necessário para abrir um restaurante (Classic ou Premium). As unidades da Patroni Expresso vendem pedaços de pizza, sanduíches e salgados, além de bebidas e sobremesas. Refeições completas, como as oferecidas nos modelos Classic e Premium, não estão no cardápio. A Patroni Expresso também foi a alternativa encontrada pela franqueadora para abrir unidades fora dos shopping centers. A meta da Patroni é implantar operações compactas em estádios de futebol, estações de metrô, centros empresariais e casas de show, entre outros locais.A taxa de franquia é de R$ 45.000, os royalties a serem pagas são de 6% (5% no modelo Patroni Expresso) sobre o faturamento bruto e a taxa de propaganda é de somente 1%. O faturamento médio e a previsão de retorno do investimento dependem, obviamente, do modelo de franquia escolhido; no caso da opção Patroni Expresso deve se considerar um faturamento médio de R$ 60.000 e uma previsão de retorno de cerca de 18 meses.Hoje, com 192 unidades espalhadas pelo país e faturamento anual de R$ 335 milhões, a Patroni Pizza pode ser considerada como um investimento seguro para qualquer candidato a franqueado, que ainda poderá contar com um total apoio nos mais variados tópicos, bem como um amplo treinamento em todas as atividades ligadas ao ramo. www.patronifranquias.com.brAo lado dessas grandes franquias, mais conhecidas, existem dezenas de outras opções, normalmente com atuação mais regional. No site da Franquia Agora (O franchising em tempo real), os interessados poderão encontrar várias informações sobre todos os tipos de franquias, nos mais diversos ramos de atividades, com destaque para 30 franquias de pizzarias. ­ (www.franquiaagora.com.br/tipos-de-franquias/franquias-de-pizzarias-81)
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