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A PUGLIA

Puglia, também conhecida como Apúlia, em português, é uma região da Itália meridional com pouco mais de quatro milhões de habitantes e 19.345 km²; sua capital é Bari. Ocupa o ?calcanhar da bota?. A Puglia faz fronteira com as regiões italianas de Molise, ao Norte, Campania, a Oeste, e Basilicata, a Sudoeste. Do outro lado do mar Jônico, para o Leste, encontra-se a Grécia e o Mar Adriático. As províncias que compõem a região de Puglia são Bari, Barletta-Andria-Trani, Brindisi, Foggia, Lecce e Taranto.

A Puglia é a região menos montanhosa da Itália, formada por planícies largas e colinas baixas. As únicas áreas montanhosas são o promontório do Gargano e as montanhas Dauni, as quais não ultrapassam os 1.150 metros e estão no Norte da região.

As Ilhas Tremiti, no Adriático, também fazem parte da Puglia. Esta é uma região muito quente e seca, mas é uma das maiores e mais produtivas planícies da Itália, onde uma quantidade significativa de vinho e azeite é produzido.

A cidade barroca de Lecce, na região de Salento, é um destino favorito para os visitantes. Apelidada de "a Florença do Sul", a cidade está cheia de impressionantes monumentos barrocos. Outra atração da região são as famosas casas trulli, estranhas e cônicas casas brancas que foram construídas tradicionalmente sem usar argamassa, a fim de evitar o pagamento de impostos.Hoje, são as mais amadas pelos turistas e muito procuradas como casas de férias. Alberobello é uma cidade composta quase inteiramente de casas trulli e é possível ver centenas delas juntas. É extraordinário e certamente vale uma visita.

Na Puglia há quilômetros e quilômetros de praias intactas, penhascos espetaculares e enseadas rochosas. Isso, junto com o clima magnífico, as lindas cidades e um campo encantador, fazem da Puglia um destino muito popular. A gastronomia é excelente, vale a pena visitar locais que produzem azeites e vinhos.

Alongada entre os mares Adriático e Iônio, a antiga Apulia, a extrema região Sul oriental italiana, é uma ponte natural para o Oriente. A região é cercada por praias consideradas as mais lindas da Itália, como Torre dell'Orso, um balneário de pequenas falésias que moldam e encantam as areias de seu litoral. Outro destaque da região é a cidade de Otranto, a maior dessa parte do litoral, que possui sítios históricos que nos remetem a era da Itália medieval e ainda mantém algumas ruínas greco-romanas.

Puramente mediterrânea do ponto de vista climático e da vegetação, a região apresenta modestos relevos e um sistema hidrográfico difícil, em alguns pontos tipicamente carsico; só a abertura do aqueduto Pugliese resolveu, em grande parte, a carência de água. A zona Norte de Puglia se distende na bem-servida e fértil planície de Tavoliere, à sombra de um rochoso promontório: o Gargano. A área central é caracterizada pelo amplo planalto de Murge, cortado por profundas incisões torrenciais (mangues e penhascos), e se prolonga pela estreita península salentina.

A região de Puglia subdivida-se em 11 sub-regiões: Gargano, Tavoliere di Foggia, Subappennino Dauno, Murge Alte, Premurgia, Cimosa litorânea ou Terra di Bari, Murgia dei Trulli, Anfiteatro Tarantino ou subregione delle Gravine, Salento delle Murge, Tavoliere Salentino ou de Lecce e o Salento delle Serre.

AS UVAS E OS VINHOS DA PUGLIA

INTRODUÇÃO

Apesar do grande prestígio de que gozam as regiões mais setentrionais, o Sul da Itália é considerado o verdadeiro berço do vinho italiano. A região da Puglia é considerada a principal delas, não apenas pela enorme produção dos seus vinhedos, mas também pela excelente qualidade encontrada em seus rótulos.

A Puglia é tanto calcanhar como salto da bota que é a Itália e se estende por uma faixa de quase 400 km pela costa do Mar Adriático; no total, tem cerca de 860 km de borda costeira. Em termos de terroir, a Puglia tem uma gama impressionante de recursos naturais que auxiliam no cultivo das uvas. O solo da Puglia tem papel fundamental na qualidade dos vinhos:a composição de calcário reflete a luz solar, melhorando a exposição das videiras à luminosidade. Além disso, esse tipo de solo armazena o calor para o período noturno e facilita a penetração das raízes da planta na terra. Os solos são constituídos por uma camada fina de terre rosse, a terra vermelha, e possuem, geralmente, um substrato de calcário com afloramentos rochosos esparsos. A famosa tonalidade vermelha desses solos é derivada de uma intensa presença de óxidos de ferro, resultado de milhares de anos de erosão de rochas basálticas, de origem vulcânica. O clima do terroir é o clássico mediterrânico, com verões muito quentes e secos, invernos moderados e grande aplitude térmica, que tem influência benéfica sobre a qualidade das uvas. Em termos de pluviosidade, a região é muito seca, mas isso não é um problema, tendo em vista que as castas da Puglia foram muito bem escolhidas e estão completamente adaptadas às condições climáticas locais. Seu clima tipicamente mediterrâneo, a composição calcária de seu solo, muito sol e ventos marítimos ocasionais são ideais para o crescimento dos vinhedos. Sua topografia é também muito favorável, sendo em sua maior parte plana.

Essa região mediterrânea, graças a sua posição geográfica de proximidade com o Oriente Médio e o Norte da África, sofreu a influência de vários povos e culturas que cruzaram esse mar interior, tendo sido a grega a mais marcante. Essa Itália helenizada era conhecida como Magna Grécia e a influência da cultura grega do vinho sobre ela foi enorme. Quando os gregos estabeleceram ali suas colônias, referiam-se à península italiana como Enotria (Terra dos Vinhos). As regiões de Molise, Campânia, Basilicata, Calábria e Sicília, fazem parte dessa Itália helenizada, mas do ponto de vista vinícola é a Puglia a região mais importante, tanto pela enorme produção de seus vinhedos, quanto pelo destaque recente que seus vinhos vem merecendo.

A área coberta por vinhedos atinge 190.000 ha e seu volume de produção só se iguala à do Vêneto- e da Sicília -, chegando a produzir cerca de 17% dos vinhos desse país, que é o maior produtor de vinhos do mundo, com 48,8 milhões de litros. Os outros grandes produtores são a França (41,9 milhões de litros), a Espanha (37,8 milhões de litros), os Estados Unidos (22,5 milhões de litros) e a Austrália (12,5 milhões de litros). Interessante observar que a China, país sem nenhum passado vitivinícola, já está em sexto lugar, frente a países tradicionais, como o Chile, África do Sul, Argentina, Alemanha e Portugal!

Uma boa parte do vinho da Puglia ainda não é de grande qualidade, comercializado a granel ou engarrafado, como o Vino da Tavola, sendo também muito grande a parcela utilizada para a produção de vermutes.

O sistema de cooperativas é responsável por 60% dos vinhos da Puglia. Nos últimos anos, muitas delas passaram por dificuldades financeiras, mas outras tantas se beneficiaram bastante com a contratação de enólogos experientes do Novo Mundo.

Atualmente, existem 25 marcas de vinho que podem exibir o selo DOC, Denominazione di Origine Controllata, e seis denominações IGT (Indicazione Geográfica Típica) nessa região.

PRINCIPAIS UVAS CULTIVADAS NA PUGLIA

Como acontece em todo o Sul do país, a Puglia tem uma rica variedade de uvas nativas, que fazem o charme de seus vinhos nesses tempos de globalização. As principais uvas encontradas na Puglia são, por ordem meramente alfabético: Bombino Branco, Malvasia Nera, Montepulciano, Negroamaro, Primitivo, Sangiovese, Trebbiano e Uva di Troia.

Na parte mais ao Norte da Puglia, próxima a San Severo, predominam as uvas Trebbiano e Sangiovese.

A Trebbiano é uma casta de uva branca, originária da Itália e cultivada na maior parte dos países. Notabiliza-se pelas suas produções prodigiosas mais do que pelas suas qualidades intrínsecas. É considerada a uva mais produtiva do mundo, pois rende mais galões do que as demais uvas. Dentre todas as cepas plantadas na Itália, a Trebbiano é a branca mais cultivada! No Sudoeste da França essa uva é chamada de Ugni Blanc, mas tem, de fato, muitos outros nomes, como Albano, Saint Emilion, Lugana, Spoletino, White Hermitage, Thalia, Procanico... Além da Itália e da França, encontramos a Trebbiano na Argentina, na Austrália, em Portugal, nos Estados Unidos, no Brasil... A Trebbiano não é uma uva que desfruta de muito prestígio, apesar de tão cultivada. Mas é possível encontrar exemplares bem complexos de vinhos dessa cepa. Somente na Itália está autorizada para a produção de vinhos de mais de 80 denominações de origem. Nas videiras de Trebbiano, vigorosas e de alto rendimento, os cachos são cilíndricos e os bagos muito resistentes. E os vinhos produzidos à base de Trebbiano são extremamente refrescantes, secos e com alta acidez. Seus aromas mais comuns são cítricos e de amêndoas, com notas florais e um fundo herbáceo. Em cortes, a parceria mais comum para a Trebbiano é a Malvasia, que acrescenta perfume à Trebbiano, em vinhos como o Frascati. A harmonização de vinhos da uva Trebbiano é fácil e ampla. Esse vinho é uma ótima companhia para aperitivos, massas aromatizadas, aves, frutos do mar e peixes. A temperatura ideal de serviço é de 8°C. A uva Trebbiano também é utilizada na produção de Armagnac, Cognac e vinagre balsâmico.

A Sangiovese ocupa 10% dos vinhedos italianos e é uma das cepas mais importantes do país. É praticamente um sinônimo dos vinhos tintos da Toscana e está presente em alguns dos vinhos italianos mais famosos, como o Chianti e o Chianti Clássico, o Brunello di Montalcino, o Vino Nobile di Montepulciano, o Rosso di Montepulciano, o Morellino di Scansano e o Montefalco Rosso. Fora da Itália é plantada em pouquíssima quantidade. Cerca de 90% de suas videiras estão na península italiana. Não é fácil encontrar bons resultados no cultivo da Sangiovese, e na produção de bons vinhos com essa cepa, em outros locais. Uma exceção que merece destaque é a Córsega, mas é possível encontrar também alguns bons vinhos produzidos na Califórnia, na Austrália, na Romênia, no Chile, na Argentina, no Brasil e, até mesmo, no Uruguai.

Assim como a Pinot Noir, a Sangiovese é uma cepa camaleão, muito influenciável pelo terroir. Dessa forma, tem inúmeros clones (todos de amadurecimento tardio) e, em consequência disso, acaba sendo conhecida por muitos nomes diferentes, como Sangioveto, Nielluccio, Nerino, Brunello, Morellino... As uvas Sangiovese cultivadas na região de Chianti apresentam, na maioria das vezes, bagos pequenos e pele fina, enquanto as de Brunello di Montalcino apresentam tamanho maior e casca mais grossa. E, mesmo que essas diferenças sejam sutis, podem produzir resultados muito




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