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Comerciantes de vinho esperam retomada do crescimento após fim da substituição tributária no Paraná

Comerciantes de vinho esperam retomada do crescimento após fim da substituição tributária no Paraná

Decreto que mudou o mercado do vinho no Estado foi eliminado e a partir de agora empresários mantêm boas expectativas para o futuro

Um decreto de 2013, que mudou o mercado de vinhos e causou sérias alterações na maneira como o vinho chega até o consumidor, não existe mais no Paraná desde o dia 01 de Novembro.

O Governador Ratinho Junior (PSD) retirou do regime de Substituição Tributária (ST) no Estado mais de 60 mil itens do setor de alimentos.

Dessa forma, não haverá mais antecipação de pagamento do imposto ICMS, o que deve levar a uma queda no preço final do produto aos consumidores e a um reaquecimento do setor como um todo.

"A instituição da substituição tributária fez os vinhos ficarem mais caros e impossibilitaram pequenos comerciantes de concorrer com grandes varejistas, como os supermercados. Muitas lojas fecharam e houve muito desemprego no Estado", conta o Sommelier Jonas Martins, Gerente Comercial da MMV Importadora e especialista em vinhos há 12 anos.

Ele explica que a alíquota de ICMS, que para bebidas alcoólicas no Paraná é de 29%, no caso dos vinhos chegava a 50%. "O importador/distribuidor pagava 12% e o lojista, geralmente do Simples Nacional, era quase isento. Com a substituição tributária, este pequeno comerciante passou a ser responsável por uma taxa de quase 40%, fixada pelo governo como uma média de lucro com que revendia o vinho para o consumidor final. Ou seja, o vinho vendido a R$20,00 chegava a R$30,00 aos clientes em pequenas lojas", diz Jonas.

Já os supermercados saíram beneficiados neste cenário, por estarem enquadrados em outros regimes tributários como o Lucro Real e assim não recolherem na fonte e ainda se creditarem do restante do ICMS.

Jonas explica que a substituição tributária facilitava o controle de toda a operação fiscal e ajudava a reduzir a sonegação por parte do Governo Estadual. Contudo, as empresas sofreram um forte impacto no fluxo de caixa. "Era preciso ter dinheiro em caixa para bancar o pagamento antecipado do imposto, pois sempre os importadores recebem a prazo e parcelado", afirma Gustavo Martins, proprietário da MMV Importadora.

Desta maneira, vinhos mais baratos tomaram conta do mercado e mantiveram as empresas de portas abertas. "Com a alta nos preços desde 2014 até mesmo o consumo do vinho mudou. Os vinhos um pouco mais caros acabaram perdendo mercado", explica o Sommelier.

Um exemplo foi a da MMV Importadora, com sede em Curitiba, que se manteve o mercado vendendo um vinho de marca própria produzido exclusivamente por um vinícola do Chile, na região de Curicó: o Felitche.




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