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Depois do hambúrguer de planta, Fazenda Futuro lança carne moída

Startup criada pelo empreendedor Marcos Leta, da marca de sucos Do Bem, vai começar a vender sua carne moída na rede Pão de Açúcar

A startup carioca Fazenda Futuro irá além do hambúrguer vegetal, seu carro-chefe. O empreendimento que imita sabores e texturas dos alimentos de origem animal usando ingredientes à base de plantas vai vender sua carne moída vegetal nas unidades da rede Pão de Açúcar a partir desta segunda-feira (04).

Assim como no Futuro Burger ("Hambúrguer do Futuro"), a carne moída vegetal passará por pesquisa e tecnologia para se tornar uma cópia sustentável da proteína animal. Alguns ingredientes usados nesse blend serão grão de bico, ervilha, soja e beterraba.

Segundo a Fazenda Futuro, sua carne moída vegetal não terá antibióticos, colesterol, glúten ou transgênicos. A bandeja com 270 gramas irá custar em torno de R$ 17,99. A primeira rede a receber a carne moída vegetal será o Pão de Açúcar. No começo, serão 20 pontos de venda na cidade de São Paulo. A startup espera expandir para as demais lojas da varejista e, depois, para outras empresas que já comercializam o hambúrguer vegetal da marca.

A ideia do hambúrguer vegetal

A Fazenda Futuro foi criada em abril deste ano pelo empreendedor Marcos Leta. Leta já havia largado a vida de profissional engravatado do mercado financeiro para fundar a marca de bebidas Do Bem, que comercializa bebidas saudáveis em caixinhas e foi vendida para a Ambev em 2016.

Assim como o hambúrguer vegetal, conhecido como Futuro Burger, a carne moída chega aos freezers disputando o espaço das carnes de origem animal. "Não estamos entrando para competir com marcas de produtos veganos. Queremos concorrer com frigoríficos e vender para carnívoros também", afirmou Leta anteriormente à PEGN.

A startup recebeu no meio deste ano um investimento de 10 milhões de dólares, liderado pelo fundo de investimentos Monashees. Com o aporte, a Fazenda Futuro foi avaliada em 100 milhões de dólares. Em seis meses de operação, a Fazenda Futuro vendeu mais de dois milhões dos seus hambúrgueres vegetais em quatro mil pontos comerciais, de restaurantes a supermercados. Exemplos são a rede Lanchonete da Cidade e a própria rede Pão de Açúcar.

Imitar alimentos de origem animal a partir de ingredientes à base de plantas é uma ideia com empreendimentos já consolidados. É o caso da californiana Beyond Meat, criada há dez anos e hoje avaliada em cinco bilhões de dólares, após sua estreia na bolsa de valores Nasdaq. Outra competidora é a também californiana Impossible Foods, criada em 2011 e com quase 700 milhões de dólares em investimentos recebidos.

Na América Latina, temos a The Not Company, que recebeu 30 milhões de dólares de nomes como Jeff Bezos, fundador da gigante de comércio eletrônico Amazon. Enquanto a Beyond Meat e a Impossible Foods produzem hambúrgueres vegetais, a The Not Company começou por maionese, leite e sorvete vegetais.

É um mercado gigante a ser explorado. Em 2017, 323 milhões de toneladas de carne foram produzidas no mundo. O número deve chegar a 367 milhões de toneladas nos próximos dez anos. Porém, a criação e produção animal fazem uso de um décimo do consumo total de água por humanos no mundo e emitem gás carbônico a uma taxa maior do que a vista combinando todas as emissões de meios de transporte. O Brasil é um dos cinco maiores produtores de carne do mundo, ao lado de China, Estados Unidos, União Europeia e Rússia.

Ainda neste ano, a Fazenda Futuro expandirá a comercialização de seus hambúrguer e carnes moída vegetais por meio de aplicativos de entrega em domicílio, como iFood e Rappi. Também irá ampliar as vendas para além do Brasil, entrando neste mês no Chile, no México e no Uruguai.




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